My Dark Angel
17 Just in Love
Notas iniciais
Espero que gostem. =D
Divirtam-se
Beijos!
–Essa é a filha de Henrique Muller. –escondi o sorriso por um momento enquanto era a presentada a ela. Olhou-me de cima a baixo, ainda com sua expressão carrancuda, e então virou o rosto por um momento. O senhor ignorou a má educação da sua mulher. –Bom, sinta-se à vontade. –disse ainda com seu sorriso simpático no rosto.
–Tenho a impressão que ela está morrendo de inveja de você. –Axl abaixou-se para dizer em meu ouvido, discretamente depois que o tal senhor se afastou. –Na verdade acho que todas as mulheres desta festa estão com inveja de você. É a mais bonita daqui.
–Todas as mulheres daqui tem pelo menos 50 anos. –rebati, incrédula, quase rindo.
–Poderiam ter 20, você ainda seria a mais bonita. –murmurou.
–Ok, fingirei que acredito. –eu disse.
A noite foi algo que pode-se chamar de... insuportável. Para falar a verdade, não foi tão ruim. Eu estava com Axl, não importava onde, com quem, em que situação. Ele estava ali, ao meu lado, isso era tudo que eu precisava. Mas fora isso, a noite foi catastrófica. Mal conseguia mover-me. Podia perceber olhares reprovadores de todas as mulheres naquele lugar. Talvez fosse mesmo inveja como dissera Axl, mas eu não acreditava que fosse mesmo de mim, ou de minha beleza jovem, mas sim do que eu tinha.
–Elas te olham como se fossem te devorar. –eu disse a ele.
–Ao mesmo tempo, tentam se manter rígidas, fingindo me achar um marginal. Não estou encaixado nos padrões que a sociedade exige. –disse ele.
–E de que importa? Você está dentro dos meus padrões e é isso que importa. –eu disse beijando-o com um sorriso pendurado nos lábios.
Não via a hora de tudo aquilo chegar o fim. Sentia-me um peixe sobre uma superfície de madeira, de tão incomoda que a situação era para mim. Mas não parecia estar sendo diferente para Axl. Estava saturado de olhares provocantes lançados por alguns empresários para mim. Tentava acalma-lo o tempo todo, mas temia a hora que ele fosse estourar. Jogando água fria no sangue fervendo de Axl, tentando manter um sorriso falso no rosto. A situação já se tornara mais que sufocante. Mas, antes que eu pudesse sair correndo daquele lugar os o som dos sinos soo alto, com suas doze badaladas. Era natal.
Partimos todos para o lado de fora, onde acontecia no céu um espetáculo de luzes. Fogos e mais fogos, anunciavam os primeiros minutos do dia 25 de dezembro.
Um largo sorriso se abriu em minha face, estendendo-se de ponta a ponta. Olhei para Axl, que sorria bobo envolvendo-me pela cintura com um de seus braços, e ele beijou-me. Virei-me para ele, largando seus lábios, e enlaçando seu pescoço com meus longos braços, tendo cuidado com a taça em minha mão e dando-lhe um beijo demorado. Suas mãos apertaram minha cintura, puxando meu corpo para mais perto do dele, delicadamente.
–Feliz natal. –sussurrei em seu ouvido, sorridente, ao fim de nosso beijo.
–Feliz natal, meu anjo. –respondeu.
Olhei em volta e percebi todos encantados com o show que estourava no céu estrelado.
–Será que seria muita falta de educação sairmos agora, a francesa, enquanto todos estão prestando atenção no céu? –perguntei mordiscando meu lábio inferior. Olhou-me nos olhos, quase abrindo um sorriso.
–O que estamos esperando? –ele disse e me puxou para dentro do palácio novamente.
Busquei meu casaco e largamos as taças no primeiro lugar que vimos. Ele me puxou, correndo pelo espaço vazio para que saíssemos logo dali. Aos risos, seguimos até a parte de fora, onde algumas pessoas já adentravam o palácio novamente. Perante o fato diminuímos a velocidade. Axl acenava com a cabeça para os homens que passavam por ele, ostentando um sorriso bobo e debochado nos lábios. Seguia logo atrás dele, segurando sua mão, enquanto tentava conter uma gargalhada.
Disfarçadamente conseguimos sair do palácio. Andamos alguns metros, esperando que um táxi logo passasse por ali. Cambaleávamos pela rua enquanto riamos de nossas besteiras. Trocamos alguns beijos ao caminharmos, despreocupados, parecíamos o jovem casal apaixonado dos filmes.
Finalmente um táxi. O caminho foi cheio de histórias sobre os fatos da noite e risos. Nem mesmo nós sabíamos de que tanto riamos.
Entramos no quarto do hotel ainda as gargalhadas. Ele agarrou-me pela cintura, quando eu estava de costas, virei-me para ele e então e os risos se fecharam, já não era mais possível ouvir o som das gargalhadas, apenas de nossas respirações descompensadas. Nossas faces estavam próximas uma da outra, proximidade que eu não vira acontecer. Um clima estranho se formara entre nós. Um clima que nunca ocorrera antes.
Mantive meus lábios entre abertos, uma tentativa de fazer com que o oxigênio entrasse em meu corpo com mais facilidade, mas parecia que nem isso era o bastante. Eu não fazia ideia do que estávamos fazendo, só sabia que não queria pensar no que estávamos fazendo, não queria que nada desviasse minha atenção da face perfeita de Axl.
Engoli a saliva que se acumulara em minha boca.
–O que estamos fazendo? -perguntei depois de alguns segundos daquela forma.
–Não sei. -ele disse e me beijou abruptamente, de forma intensa e urgente.
Entrelacei minha mão as seus fios de cabelo ruivos e ele fez o mesmo comigo. O calor daquele beijo nunca existira antes em nenhum outro, talvez fosse o alerta de algo que aconteceria. Mas, diferente de outros beijos intensos e quentes isso já não me preocupava mais.
Ele puxou-me para mais perto e deixou meus lábios por um momento. Observou cada traço de meu rosto e eu percorri o dele com os olhos, admirada com o que via. A face perfeita de Axl ganhara um novo brilho naquele momento, sob a luz fraca e amarelada do quarto.
Voltou a beijar-me e suas mãos já não se encontravam mais em meus cabelos. Vagavam pelo meu corpo, sem direção, até tomarem conta de minhas coxas e subirem levemente meu vestido.
Borboletas bailaram em meu estomago, certo suor brotou na palma de minhas mãos. Um frio intenso percorreu minha espinha enquanto meu corpo entrava em chamas. O sangue ardia em minhas veias, como se uma água fervida durante horas fosse jogado ali. Pedras de gelo pareciam dominar minhas mãos e meus pés, escondidos em meus sapatos de salto.
Uma espécie de ansiedade dominou meu corpo, o medo de errar em algum ato ou gesto acometeu-me.
Ele me abraçou e espalhou beijos molhados por minha nuca.
–Não sei como fazer isso. -eu sussurrei, envolvida pelo calor do momento, em seu ouvido.
–Apenas deixe que eu faça por você. -ele disse suavemente, próximo a minha orelha e eu senti um arrepio tomar conta de meu corpo. Puxou-me junto a seu corpo, imediatamente, de forma que fiquei na ponta dos pés. Os tirei do sapato e pulei em seu colo. Ele me envolveu com seus braços e babujou todo o meu busto com beijos intensos. Resolveu voltar a minha boca e eu fugi de seus lábios preenchendo de beijos todo seu rosto.
Permiti-me descer por um momento e ajuda-lo a retirar sua roupa. Abri os botões de sua blusa e ele terminou de tira-la. Voltei a sua boca, puxando seu pescoço em minha direção, ele era um tanto alto para mim. Tirou os sapatos com facilidade, sozinho. Puxou as meias com os próprios pés sem que eu nem percebesse. Toquei a pele nua de seu abdome e percebi um leve arrepio de sua parte.
Olhou minha face por mais alguns segundos, parecia não acreditar no que estava acontecendo, nem mesmo eu era capaz de acreditar. Suas mãos correram por minhas costas e puxaram sutilmente o zíper de meu vestido. Ele baixou levemente a alça do vestido, como se tivesse curiosidade de ver a beleza que ele escondia e que tanto esperou para conhecer. As alças escorregaram por meus braços, levemente, deixando despido meu busto.
Olhei cada expressão sua ao observar a parte praticamente nua de meu corpo. Ele parecia deslumbrado, descobrindo um novo mundo. Tornou a beijar-me e senti suas mãos puxarem o vestido que logo escorregou por minhas pernas, deixando-me apenas com o sutiã preto de renda, assim como calcinha. Minhas pernas estavam cobertas apenas pelas meias 7/8 que parecia não preocupa-lo naquele momento.
Puxou-me para perto mais uma vez e eu pulei em seu colo novamente. Deitou-me na cama com sutileza e aproximou seu rosto do meu. Empurrou para o lado a fina mecha de cabelo que estava em meu rosto, com o dedo indicador.
–Está pronta, senhora Rose? -ele perguntou com um sorriso escondido nos lábios.
–Acho que sempre estive. -respondi num murmuro sutil.
Beijou minha boca e se encaminhou pelo meu corpo, beijando as protuberância de minha barriga. Aprofundou-se em meu pescoço e devorou parte de meus ombros, indo em direção a minha face, enquanto minhas mãos corriam suas costas nuas.
A cada parte de meu corpo percorrida por beijos, eu permitia que um gemido sutil vazasse por meus lábios. Arrancou sua calça com velocidade o bastante para que eu nem desse por sua falta. O calor de seu corpo deu intensidade ao fervor em que o meu se encontrava e eu já podia sentir seu cheiro preso a minha pele.
Recordou-se das meias em minhas pernas e as retirou suavemente dando-me um novo arrepio. Percorreu minhas coxas com beijos e depois direcionou-se a meu busto. Devorou os seios cobertos pelo sutiã e então resolvi tomar controle da situação. Virei sobre ele, surpreendendo-o, sentei-me na altura de seu umbigo, soltei os cabelos, balançando-os e joguei meus braços para trás, para desencachar os ganchos do sutiã. Depois de soltos eu os tirei, jogando-os para um canto qualquer do quarto.
Axl pareceu gostar da visão dos seios fartos agora despidos. Posicionei minhas mãos em seu peitoral e percorri aquela área com beijos sutis, ele pressionou meu corpo contra dele e voltou a tomar conta da situação.
–Precisamos de camisinha. -murmurei. Ele se levantou e depois voltou com um pacote que encontrou em sua jaqueta de couro.
Seu corpo pesou sobre o meu novamente, alcançou meus lábios e me beijou ternamente, fez caminho até minha calcinha e a arrancou facilmente com os dentes. Ri baixinho. Retirou sua cueca boxer branca e vestiu a camisinha. Penetrou-me rapidamente e eu soltei um gemido alto. Senti uma leve ardência que logo se transformou em um prazer desesperador.
Mordi o lábio na tentativa de evitar gritos em decorrência da dor que eu sentia naquele momento. Estava certa de que uma hora ela cessaria. Não precisava preocupar Axl com isso.
Entrelacei levemente minhas pernas nas dele quando ele voltou a beijar meu busto. Os gemidos escaparam de meus lábios sem que eu percebesse enquanto ele dava mais intensidade ao movimento que fazia. Eu já podia ouvir seus gemidos, mais discretos do que os meus. Minhas mãos bailaram em suas costas e cravaram as unhas ali, arranhando sua pele branca, consequência do prazer descontrolado que eu sentia. Ouvi um gemido mais alto da parte dele.
Naquele jogo de toques, beijos e caricias até o mais experiente parecia aprender a real forma de como amar uma mulher.
Penetrou-me mais forte e um gemido escandaloso escapou de meus lábios entre abertos. Em meio a enxurrada de prazer misturada a dor momentânea senti uma barreira dentro de mim ser rompida.
–Te machuquei? -murmurou preocupado.
–Não, continua, vai... -murmurei entre gemidos, de olhos fechados.
Fez o que pedi, mas parecia tão cauteloso quanto no início. Tocava-me como se fosse uma pedra preciosa, incrivelmente frágil. Ele babujou minha face com ternura e eu subi minhas pernas para sua cintura, permitindo que ele agisse com ainda mais intensidade em seus movimentos.
Posicionou suas mãos em minha cintura, apertando-a enquanto beijava meu busto. Eu delirava, de olhos fechados, com todo o prazer daquele momento. Os gemidos continuavam a escapar por meus lábios e a situação se repetia com ele. Em uma imensidão de prazer, ele esticou seus braços, entrelaçando seus dedos aos meus e prendendo minhas mãos, no alto da cama, próximo a cabeceira.
Puxou-me delicadamente para que levantasse, e com mais inteligência no assunto, do que ele provavelmente imaginara, sentei-me sobre ele rapidamente, com força. Prendi um alto gemido que crescerá em minha boca e fiquei apenas com o mais escandaloso que eu já tinha ouvido dele, até aquele momento.
Fiz os movimentos que ele esperava que eu fizesse, mas de forma mais vulgar, o deixando completamente alucinado. Inclinei a cabeça para trás e ele sugou os seios despidos. Soltei mais um gemido escandaloso. Senti certa ardência em meu útero, mas não queria que aquilo terminasse ali.
As mãos dele preencheram minhas coxas e subiram a minha cintura, que ele apertou sutilmente. Sua respiração ofegante enchia meus ouvidos, ecoando como uma bela melodia, que eu estava muito satisfeita de ouvir.
–Não vou aguentar por muito tempo. –ele disse entre gemidos.
–Só mais um pouco, por favor. –sussurrei suplicante em seu ouvido.
Acelerei meus movimentos vendo-o se impressionar com minha forma vulgar de agir, mas parecia gostar ainda mais da Elizabeth que conhecera ali. Mais algum tempo e logo senti que chegaríamos os dois aos nossos limites. E foi o que aconteceu. Senti-me molhada, era uma sensação um tanto estranha.
Ele deitou-me na cama delicadamente, saindo de dentro de mim com cuidado, enquanto soltava meus lábios lentamente. Caiu ao meu lado, tão ofegante quanto eu, tentando respirar. Alguns segundos depois, ri involuntariamente, enquanto fitava o teto. Percebi que ele fez o mesmo, ainda sem entender o porquê de minha risada insana.
–De que está rindo? –questionou.
–Não sei. –eu disse virando meu pescoço para ele, enquanto escondia em baixo dos lábios o riso que abri. Mirei seus olhos, ainda ardiam em luxuria. Aquilo era tão tentador para mim. –Acho que é porque estou feliz. Feliz como nunca estive. –ele afagou meu rosto, molhado de suor, e me beijou.
–Ainda não acredito que você é minha.
–Agora mais ainda. –eu disse. –Estou presa a você como nunca estive antes, Axl.
–Sinto que te tenho por completa, agora. –ele disse.
–Tenha certeza que agora sou tua de todas as formas, corpo, alma e coração. –Beijou-me carinhosamente e movi-me para deitar minha cabeça sobre seu peito. Sua pele estava quente e um tanto úmida. Senti seus dedos percorrerem meus cabelos e eu breve suspiro de sua parte. -Obrigada por fazer da minha primeira vez tão incrível. –murmurei. Senti-o beijar o alto de minha cabeça.
–Eu te amo. –disse ele enquanto eu sentia minhas pálpebras pesarem.
Caí no sono rapidamente em decorrência do cansaço.
Notas finais
Então, espero aqui os comentários.
Obrigada por lerem.
Beijos e até a próxima.
Ah, quase que eu esqueço, na próxima att o nome da fic vai estar diferente ok?! Passa de My Angel para My Dark Angel!
Kisses!
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