My Dark Angel

39 Fireworks in my heart


Notas iniciais
Oiiiiiii meus amores, a chorona chegou!!! Eu tô as lágrimas aqui, mas não de tristeza...é, um misto das duas coisas, tristeza e felicidade (mais felicidade do que tristeza)...Mas lá embaixo eu explico o por quê do meu choro, e o atraso do capítulo, o tamanho, tudo...okay?!
Espero que gostem.
Beijos!

A Grécia é incrível. Diferente de tudo que já vi, vivi e provei. É apaixonante em cada beco estreito, em cada parede pintada de branco, em cada pequena pedra ao fundo da água translucida que cerca o país. Eu poderia ficar por aqui por anos. Eu poderia idolatrar essa paixão sob o mar Egeu por décadas. Eu poderia, mas muitas são as coisas que me impedem. Não me importo, estou com Axl, estou feliz, estou além de satisfeita, estou em meu paraíso.

Nosso primeiro dia percorrendo a Grécia fora mais que agradável. Visitamos alguns dos lugares históricos. Grécia estava banhada de história. Cercada pela mitologia, uma das minhas paixões. Axl sabia de meu grande amor pela mitologia grega, pelos contos de deuses, pelas ruínas que guardavam aquela história, ainda ali, vivas e esplendecentes na Grécia. Com isso, começamos por Atenas, onde passamos todo um dia.

Assim que cheguei a cidade vi a imagem calma que criara da Grécia ao estar residindo uma ilha isolada se esvair pelos esgotos. O barulho era constante, a poluição que aos poucos se propagava pela cidade intensificando-se. Mas mesmo com sua estranha natureza efervescente não havia como não declarar um singelo amor aquele berço da civilização europeia.

Percebi então que aquele lugar tinha mesmo o toque dos deuses. Havia um misticismo pairando no ar. A paixão brotava do asfalto, das rochas, de cada pedaço daquela cidade que tinha uma história para contar. Atenas é fabulosa, caótica e serena, perturbadora e apaixonante, poluída e pura. Atenas é a mistura da realidade e da misticidade. Atenas é a união de opostos. Definitivamente encantadora.

Começamos com a fantásticas Acrópole. Percebi o período neolítico ainda vivo por ali. O queixo caiu-me. Ainda não posso acreditar que vi aquelas ruinas de perto. E quando lágrimas de uma insana emoção brotaram em meus olhos eu aproveitei que Axl se distraíra e toquei o chão, como se tocasse uma pedra preciosa recém-descoberta. Quando meus olhos fitaram cegamente o Parthenon a emoção foi quase incontível. Um de meus maiores sonhos fora realizado. Eu vira aquele monumento de perto. Eu estava lá, pisando onde antes pertencia aos deuses. Eu estava sobre o mais importante monumento da antiguidade, frente ao cenário que rompeu minha imaginação em meus tempos de relés adolescente sonhadora. E eu sonhei, sonhei acordada com aquele lugar, por anos. Foi nesse momento que pensei: "Sarah sabia de minha fascinação por mitologia. Sabia também que sonhava com a Grécia." Ela me deu o melhor presente que poderia me dar. Obrigada minha irmã!

Eu não posso esquecer-me de relembrar também o Templo de Atena Nike, o Propileu, a Pinacoteca, a magnifica Estatua de Atenas, o primeiro santuário de Atenas, Erecteu.

Todo meu conhecimento sobre a Grécia, adquirido em alguns anos de paixão pela mitologia me serviu e muito. Devo dizer que muito mais a Axl. Foi divertido dar-lhe uma aula de história, atacando de guia turístico, explicando-lhe com fascinação crepitando nos olhos cada pedra posta naquele lugar.

Visitamos também o Templo de Hefesto, o grandioso Stoa de Átalo e claro, o deslumbrante Templo Zeus cuja obra me deixara impressionada como nunca estivera. Apaixonada por tudo aquilo, ainda mais do que já era. Eu mais parecia uma criança que acabara de ganhar um doce. Conhecemos também o antigo teatro de Epidauro, erguido ali a mais de 3 séculos. Arrancou de mim incontáveis suspiros. Terminamos o dia vendo o pôr-do-sol no esplendoroso templo de Poseidon, emoldurado ali pelo mar Egeu, sereno e faiscante.

E novamente estávamos em nossos aposentos, desfrutando do corpo fervente um do outro como se o dia não fora estupidamente cansativo. Nosso desejo banhou o quarto, na imensidão de um amor ardente que nos queimava de dentro para fora de forma prazerosa, cujo nunca haveria igual.

Minha mão descansou, a caneta ainda de pé sobre a folha branca quase repleta das letras graciosas, gravadas em uma tintura preta de traços finos. Não me faltava assunto, eu só parara para recordar-me com mais atenção aquele momento. Ri distraidamente. As memórias eram lívidas e prazerosas. Olhei novamente o corpo cuja diferença de cor já era notável. As costas antes de um branco pálido, agora eram de um marfim bronzeado, acentuado, ainda mais bonito que a cor antiga. O destaque vinha nos fios ruivos mais cintilantes.

Ele moveu-se vagamente, sem mudar a posição. Respirou pesado. Dormia profundo, calmo como a mar naquela tarde. Tranquei de novo o sorriso. Voltei minha atenção ao papel a fim de terminar aquele pequeno mural de recordações.

Nossos dias seguintes foram de ilhas e mais ilhas. Algumas serenas, reservadas, desertas, outras mais grandiosas como Creta. Mas quando possível pudemos deleitar-nos com algo que pode ser chamado de sexo aquático. E digo isso sem pudor algum. Amamo-nos sob o mar, nossos corpos quentes e agitados na calmaria do azul celeste que banhava as incríveis ilhas gregas.

E com o passar dos dias reparei com mais frequência nossos atos. Nunca estivemos tão apaixonados como estamos agora. Precisamos mostrar isso um ao outro o tempo todo. Queremos mostrar. Seja com um beijo na testa ou um jantar romântico. Queríamos apenas sair por aí e gritar a Grécia "Nós nos amamos!"

E gritamos, ao menos no terraço de nossa suíte. E rimos de nossas bobagens, sujamos um ao outro com sorvete, pulamos de roupa na jacuzzi. Escorregamos, molhados pelo quarto, pulamos um sobre o outro na cama. Fizemos guerra de água no banheiro, brincamos com a pasta de dente, o shampoo nos fez penteados inusitados no banho e nossos lábios mais uma vez encontraram seu refúgio feliz, um no outro.

Parecemos crianças aqui, estamos felizes, a nossas crianças também. Que boba fui quando achei que o casamento de certa forma pudesse nos afastar. Estamos mais unidos do que nunca.

Espero também que Sarah não me mate. Liguei apenas duas vezes para dar notícias nesse tempo que estamos fora. Tentarei ligar mais tarde se possível. Caso contrário, eu e Axl teremos nossas cabeças arrancadas no aeroporto de Los Angeles.

Não falamos a língua dos gregos, mas sei o bastante para faze-los me entender e entende-los. O pior é ter que lidar com o machismo de Axl dizendo-me que quem deveria fazer isso era ele. Não gosta de me ver tomando frente de algo.

Como podia esquecer? Conhecemos também as maravilhas de Olímpia. Era mais do que fantástico pensar que este é o local dos primeiros Jogos Olímpicos promovidos em honra a Zeus.

Grécia respira história e amor. Do pouco que conheci, desse pequeno grande país, me encantei. O povo, o ar, o clima...Estou apaixonada pela Grécia. Admirada por estas ruínas por onde ainda paira lividamente a misticidade de Deuses. Senti-me abençoada por eles.

Lábios húmidos tocaram meu pescoço. Estava tão atenta a folha de papel que nem mesmo percebi que Axl acordara. Puxou meus lábios para ele, quase que de forma convidativa. Virou a cadeira, ainda em posse dos meus lábios, deixando-me de lado para a mesa. Apoiou-se com as mãos no braços da mesma, curvado sobre mim.

–O que está escrevendo? -perguntou assim que possível.

–Só queria escrever algo sobre a viagem. É uma forma que encontrei de contar a alguém tudo que está acontecendo aqui sem que isso e custe horas ao telefone. -respondi.

–Hum...Então, que tal largar um pouco está caneta. Deixar esse papel de lado. -a malícia sobrepôs o tom de voz cansado, enquanto puxava-me delicadamente. -E vir até aqui na cama comigo...

–Vou, se você prometer que depois vamos sair do quarto. -eu disse, sorrindo de canto.

–Vamos. Vamos para onde você quiser. -prometeu ele.

Confesso, eu não podia resistir aos encantos de Axl. Era mais forte que eu. E que disse que eu queria resistir? A verdade é que minha necessidade dele também ardia-me, queimava-me, corroía-me com uma intensidade insana. Era quase aterrorizante.

[...]

Estava tão envolvida a conversa com Axl que acabei segurando por tempo demais o copo. Senti logo a ardência insuportável na mão. Joguei o copo sobre a mesa de forma que ele caísse de pé, sem derramar nada.

–Au. -gemi, checando os dedos avermelhados.

–O que foi? -perguntou preocupado.

–Queimei minha mão. -eu disse, soprando onde ainda ardia.

Ele puxou minha mão delicadamente para si soprando e a acariciando o local. Por um momento até mesmo esqueci-me da ardência grandiosa que sentira havia pouco, tamanho foi meu encantamento ao vê-lo preocupado em aliviar-me da dor.

–Que foi? -perguntou, levantando apenas os olhos, sem parar de soprar minha mão, ao perceber que eu o observava com um sorriso transbordante em ternura no rosto.

–Nada. -respondi curvando-me em sua direção para um beijo. Agarrou meus lábios com avidez.

–Sabe, acho que depois de ter uma lua-de-mel aqui na Grécia e de ver o tamanho da sua paixão pela mitologia grega acho que o nome de um dos nossos filhos poderia ser um nome de um deus grego. -indagou ele alguns segundos após deixar minha boca.

Emiti um som qualquer de atenção enquanto eu bebia o que restara de meu chocolate quente. Ele então prosseguiu:

–Sei lá, Zeus, Apólo...Thor. — disse ele com brilho nos olhos.

–Acho Thor encantador. É lindo. -eu disse após uma risada nasalada. -Só não é grego. Thor é o deus do trovão na mitologia nórdica, não na grega. Mas não deixo de gostar da nórdica, é tão interessante quando a grega e para falar a verdade Thor era meu deus preferido da nórdica. O mais forte entre os deuses. Thor! -repeti o nome, fugindo os olhos de Axl e fitando o nada, em um suspiro contido. De alguma forma aquele nome me agradava e daquela vez mais do que antes.

–Então Thor será o nome de nosso filho. -pronunciou ele.

Demos um passeio curto até que retornássemos ao hotel. Em dois dias teríamos de voltar para casa. A casa que eu desconhecia. Pensei que talvez fossemos morar junto aos garotos, mas Axl manteve em segredo e eu logo previ uma possível surpresa ao voltar. Isto de certa forma cobria-me com a ânsia de voltar derretida pela ardente vontade de ficar ali, daquela forma, junto a ele. E eu sabia que tínhamos de voltar em consequência do movimentado trabalho de Axl e meus estudos também. E a louca retomada seria mais do que complicada. Seria além do caótico. Os discos do Guns N' Roses vendendo em grande quantidade, o clipe de Welcome to the Jungle entrando de vez para a parada de clipes na tevê, minhas aulas atrasadas prestes a obrigar-me a estender meus estudos a uma carga horária maior e também aos finais de semana. Mas o pior disso tudo seriam os shows do Guns N' Roses a sair em turnê. E se ele tivesse de ficar semanas longe? Nem mesmo queria imaginar. Eu não podia pensar mais em ficar um dia sequer longe dele, depois de tudo que passamos.


Notas finais
Gostaram? Deixem aquele reviews dizendo o que acharam, certo?!
Bem, eu ainda estou chorando, mas eu disse que explicaria o por quê. E por causa de vocês viu. Bem, eu comecei essa fic achando que isso não iria dar em nada, eu não tive muito sucesso com a primeira, prometi corrigir meus erros e fazer algo que prestasse. Comecei devagar, com poucos comentários, às vezes só dois em um cap., mas eu disse que eu comecei eu ia até o fim, era um compromisso que eu tinha com vocês. Com o passar do tempo eu vi que os comentários aumentavam, eu ficava mais intima de vocês e estava cada vez mais apegada a fic. Quatro recomendações, 152 comentários, e uma coisa para dizer. Pode parecer bobagem, mas não é, eu tenho de dizer isso, mesmo parecendo melodrama: EU AMO VOCÊS!
Hoje não foi um dia muito bom, ultimamente eu tenho tido uns altos e baixos, não vou priva-los de saber disso, por mais que talvez não haja interesse, mas eu tô, pode-se dizer, apaixonada por um garoto da escola que nem liga para mim, tem namorada,e quem já passou por isso sabe como é e ainda mais para mim dramática e exagerada até o último fio de cabelo...A verdade é que eu não paro de pensar nele um minuto e isso é mais do que deprimente. Enfim, hoje as coisas não estavam dando muito certo e agora são 3:00 da madrugada, e eu acabei de ler uma mensagem da MissIzzy que me deixou mais pra cima e eu percebi que desde que eu postei MDA tem sido assim. Sempre que eu estou nervosa eu leio um novo comentário ou uma mensagem de vocês e meu dia muda, eu fico mais feliz. É engraçado ver como eu criei uma fanfic e ganhei amigos que não me abandonam nunca. Então gente tudo que tenho a dizer é muito obrigada por tudo. Por alegrarem meus dias, por estarem sempre aqui, por serem tão pacientes comigo, por entenderem os meus erros, obrigada por me compreenderem (até no caso de ser uma roqueira fã de Justin Bieber e acreditem, já fui muito julgada e criticado por isso), obrigada por tornarem meu sonho realidade. Eu sei que é só o começo, é pouco ainda, mas se eu tiver mesmo todo esse talento, se for mesmo para ser, um dia estarão lendo um livro meu. Ai meu Deus, eu odeio confessar que eu choro, odeio esse melodrama, mas é isso que vocês fazem comigo. Eu me apeguei a vocês, já são todos meus amigos, já fazem parte de mim. Obrigada gente, muito obrigada mesmo do fundo do coração.
Agora chega de lágrimas. Deixa eu explicar rapidinho por quê só postei hoje. Bom, eu tive um problema no computador cujo word não abria, e eu precisava pegar o que já tinha escrito, escrever mais, corrigir, enfim e fiz de tudo nesse computador e consegui colocar tudo no lugar, mas só escrevi hoje então o cap. ficou bem pequeno. Mas prometo que o próximo vai ser grandão, ok?!
Então beijos meus amores, perdoem a choradeira, o melodrama e a super nota. E qualquer erro na fic também, não tive tempo de corrigir direito.