My Dark Angel
19 Effect Axl Rose
Notas iniciais
Bom, espero que esse esteja bom, creio eu que está. Então, Duff ataca outra vez :/ Esse tem bastante romance (novidade). E o final vai deixar todo mundo com o gostinho de quero mais, eu acho. Aí só esperando por sábado. Ah, e queria logo agradecer a todos os comentários. Quando eu criei a fiction nunca imaginei que fosse chegar onde chegou e quando eu olho meu e-mail, com várias notificações de novos comentários, vocês não sabem como eu me sinto. Acho que isso é um dos principais contribuintes para que eu me dedique tanto a essa fic, tenha tanta criatividade e tudo mais. Estou com medo de quando acabar :( Já estava pensando num próximo projeto.
Enfim, conversamos mais lá embaixo.
Espero que gostem.
Divirtam-se.
Beijos!
A luz que penetrou o quarto naquela manhã parecia mais forte do que no dia anterior. Ergui o pescoço sonolenta e direcionei minha visão para o lado. Axl dormia como um anjo. Recostei minha cabeça no travesseiro novamente, desta vez fitando seu rosto relaxado em um sono aparentemente profundo. Abri um sorriso fraco. Sua respiração formava um ronco baixo fazendo até com que suspirasse durante o sono em alguns momentos. Como ele poderia ser tão lindo?
Quando dei por mim percebi que já estava a observa-lo cerca de meia-hora. Levantei-me preguiçosa pondo-me sentada, cuidadosamente, sem emitir nenhum som. Não queria acorda-lo. Rodei a cabeça ouvindo o estalar de meu pescoço. Tornei a olhar para trás, queria observar sua face mais uma vez. Uma risada baixa escapou de meus lábios soando quase como uma bufada.
Direcionei-me ao banheiro. Precisava de um banho. Por fim vesti uma camiseta justa e cumprida e não me importei de perambular pela quarto usando uma calcinha preta. Percebi que Axl ainda dormia, trocara apenas a posição. Percorri a suíte, entediada. Fazendo até uma visita rápida a varanda e apoiando as mãos sobre a superfície que a cercava, mas cansei-me da paisagem da manhã de inverno e então voltei à sala da suíte presidencial.
Acabei por deitar-me no sofá, apoiando minha cabeça inclinada sobre duas almofadas e pegando de cima da mesinha próximo a ele um livro de Shakespeare. Folhei desatenta, parando numa folha qualquer, do livro que eu já lera duas vezes. Acabei chegando ao meu capítulo predileto. Li atentamente as palavras que já estavam gravadas em minha cabeça e poderia dizer perfeitamente sem nem mesmo consulta-las ali.
Ao virar a quarta folha do livro, ouvi barulhos vindos do quarto. Axl havia acordado. Conclui. Uma respiração rompeu o silêncio atraindo minha incrível audição. Abaixei o livro para conferir. Axl estava parado alguns metros antes do sofá, escorando-se na parede de saída do quarto, olhando-me com um sorriso pendurado nos lábios. Ainda trajava apenas sua cueca. Ri baixinho e ele andou em minha direção. Sentou-se na beirada do sofá, apoiando suas mãos sobre ele, uma de cada lado e dando-me um beijo.
–Acordou há muito tempo? –perguntou enquanto deitava-se com a cabeça para o outro lado, apoiando-a no braço do sofá, próximo aos meus pés. Voltei à atenção ao livro.
–Há duas horas, eu acho. –respondi, segurando o livro frente ao meu rosto.
–Então o que vamos fazer hoje? –Senti seus dedos escorregarem por minha coxa delicadamente repetindo o mesmo caminho por várias vezes.
–Não quero sair, não. –eu disse sem tirar minha atenção do livro.
–Tudo bem. Podemos ficar aqui fazendo algo mais interessante... –ele disse malicioso.
–Hum Hum... Nem pensar. –respondi.
–Você pode largar esse livro, que já leu umas duas vezes? –ele perguntou. Baixei o livro sobre a barriga e o encarei em silêncio. –Eu preciso de atenção, sabia? –ele disse escondendo um sorriso.
–Ah, é? Não estou te dando atenção suficiente? –perguntei irônica virando-me para o lado do sofá em que ele estava. Joguei-me sobre ele, próximo às almofadas, segurando o livro com minha mão direita.
–Daria mais se larga-se esse livro. –disse tirando o livro de minha mão e o segurando atrás de sua cabeça, para fora do sofá.
–Ei, devolva meu livro. –ordenei e ele largou o livro. O som do objeto batendo contra o assoalho soou escandaloso, mas ele o ignorou alcançando rapidamente meus lábios.
Com o passar dos dias, que corriam com uma incrível velocidade, tivemos de voltar para Los Angeles. Acho, que nem eu nem ele esperávamos que a viagem fosse ser tão satisfatória como foi. Consegui driblar Sarah que insistiu em me buscar no aeroporto, dizendo-lhe o horário errado de saída do voo em Paris. Ela acreditava que eu chegaria mais tarde do que realmente aterrissaria em Los Angeles. Convenci Axl de irmos para casa dele assim que chegamos, havia comprado algumas coisas para os garotos, queria presenteá-los devidamente.
–Vou levar a mala lá para cima. –Axl disse pouco tempo depois que chegamos, enquanto em estava acomodada no sofá da sala de estar, rodeada pelos garotos que pareciam estranhamente interessados na viagem a Paris.
–Ok. –respondi. Tive a impressão de que os garotos estavam tão focalizados em mim, que nem ouviram o que Axl dissera. O vi revirar os olhos antes de subir e então ri disfarçadamente.
–E então Paris é tão bonita quanto dizem? –Slash perguntou.
–Sim, Paris é realmente linda, ainda mais do que se pensa. É...incrível. –eu disse deslumbrada enquanto repassava na cabeça meus passeios ao lado de Axl pelas ruas da cidade do amor.
–Poderia ter aproveitado para afogar Axl no rio Senna, nos faria um grande favor. –disse Steven irônico enquanto os outros gargalharam. A mão de Slash alcançou sua cabeça dando-lhe um tapa. Mas em meio ao meu sorriso bobo a observar as palhaçadas dos garotos senti algo tocar minha mão esquerda. Olhei imediatamente para a pessoa que estava sentada ao meu lado. Duff. O sorriso de antes se fechara em meu rosto, enquanto sentia sua mão ocupar a minha. O sangue ardeu em minhas bochechas. –Vou beber água. –eu disse um tanto desnorteada, mas Slash, Izzy e Steven ignoraram já que prestavam atenção nas palhaçadas um dos outros.
Fui até a cozinha, como eles me ensinaram a fazer quando estivesse lá e sentisse sede ou qualquer coisa do tipo. Já com o copo na mão, antes de terminar com toda água dele, lembrei-me do que Slash me disse a primeira vez que estive ali, a respeito de eu ir pegar o que quero...
–Aprenda uma coisa, toda vez que estiver aqui e quiser beber ou comer algo, levante e vá até a cozinha, talvez façamos isso por você já que você é muito bonita, mas nem mesmo belezas como a sua são capazes de nos tornar menos preguiçosos. –ele disse sério a frase cheia de ironia e os outros riram de minha expressão atenciosa.
Lembrei-me, rindo, comigo mesma até ser interrompida pela entrada de Duff na cozinha. Dei de costas, ignorando o sorriso malicioso em seus lábios e fui até a geladeira, guardar a jarra que deixara sobre o balcão.
–Por que foge de mim? –questionou e eu revirei os olhos ainda de costas.
–Não fujo de você. –eu disse virando-me para ele. Aproximou-se a ponto que sua respiração tocou minha cabeça, que abaixei, fugindo a visão de seu rosto. Respirei arfado. Não conseguia tornar aquela distância maior, meu corpo me impedia. Sua mão tocou a minha e eu pressionei os olhos fortemente. Meu pescoço relutava para inclinar-se, permitindo assim que os lábios dele alcançassem os meus. Lutei comigo mesma, soltando minha mão da dele e tornando maior a distância entre nós dois, desloquei-me para outro lado da cozinha.
–Tem certeza que não foge de mim? –perguntou com um sorriso perplexo e eu baixei a cabeça fugindo do penetrar de seus olhos nos meus, eles tinham um incrível poder de dominar-me imediatamente, fazendo com que eu me rendesse aos encantos de Duff.
–O que faz aqui? -ouvi a voz de Axl direcionar a pergunta a mim, assim que adentrou a cozinha. Ergui a cabeça rapidamente, com uma expressão um tanto confusa. Fechei os lábios, formando uma linha rígida. Entre pensamentos perdidos e desnorteados tentei dizer algo, explicar algo.
–Hã...err... Eu vim beber água...err...foi...eu vim beber. Água. –eu disse ainda confusa, deixando que minha mente clareasse e permitisse que as palavras surgissem ali. O vi erguer uma sobrancelha de dúvida, mas com uma expressão serena, deixando-me mais calma.
–Acho que agora já podemos ir embora, não é? –ele disse se aproximando para selar-me, ignorando a presença de Duff. Fitei o loiro no outro lado da cozinha, enquanto, Axl envolvia-me de frente para ele pela cintura. Seus olhos transbordavam em amargura, e ao mesmo tempo eu podia ver meu nome ardendo em chamas ali dentro. Voltei minha atenção a Axl que parecia não ter percebido meu desvio.
–Podemos. –eu disse forçando um sorriso fraco. Axl puxou-me pela mão, logo atrás dele, saindo da cozinha. Olhei perplexa para Duff e ele quase abriu um sorriso, talvez teria o aberto se algo nele não doesse tanto.
Pensei se o que realmente doía em Duff não era o coração massacrado. Recusei-me a concluir o pensamento insano. Duff não poderia estar apaixonado por mim, poderia? Idiota demais, pensar que além de Axl, mas alguém pudesse se interessar por mim daquela forma.
Despedimo-nos dos garotos que resmungaram insatisfeito pelo fato de já estarmos indo embora, ou melhor, pelo fato de eu estar indo embora. Logo Duff se juntou a eles, carrancudo, sem pronunciar uma sequer palavra.
Fomos até meu apartamento deixar minhas malas lá para que depois eu direcionasse-me a casa de Sarah, antes que ela fosse para o aeroporto a minha espera. Axl deixou-me próximo a casa de minha babá e lutou para me deixar ir, assim como eu a ele, Axl parecia estar mais preso a mim do que nunca.
Assim que cheguei, tive de ceder longas explicações sobre o adiantamento do voo a Sarah, era tão difícil fazer com que ela acreditasse em algo, quanto mais quando se tratava de uma mentira.
–Você está diferente. –disse Sarah.
–Eu? – questionei incrédula franzindo o cenho e balançando a cabeça em sinal de negação.
–É. Você está mais alegre. Seus olhos estão até brilhando mais do que antes. –falou desconfiada.
–Impressão sua, ou talvez, efeito Paris. Aquela cidade é tão encantadora que nos deixa completamente apaixonada por ela. –O brilho mais intenso em meus olhos e minha alegria extrema certamente não era fruto de uma paixão por Paris, e sim por Axl, mas mesmo deixando-a um tanto desconfiada eu sempre conseguia convence-la de acreditar naquilo que digo, talvez seja em decorrência de sua confiança em mim.
Pensar no tamanho dessa confiança só me matava por dentro, de forma dolorosa. Minhas mentiras a traíam, eu a estava traindo, traindo aquela que chamo de irmã, com quem tenho uma ligação mais forte do que a ligação de sangue, tínhamos corações entrelaçados, um ao outro, laços que poderiam ser capazes de ultrapassar uma vida, laços que estavam perdendo um fio a cada dia em minhas mãos. Mas, se pensasse um pouco mais não era apenas eu que escondia algo ali. Sarah nunca contou-me sobre Mike, por mais que doesse, ela sabia que tinha a mim para apoia-la, e o ódio descomunal de roqueiros, ela acha mesmo que eu penso que isso é normal? Todo ódio tem fundamento e esse com certeza não era diferente. Mas, entre segredos de Sarah o que mais aguçava minha curiosidade naquele momento era o de seu irmão.
O nó naquela história parecia ficar ainda mais cego enquanto eu tentava desata-lo. Mas eu assumira o compromisso de fazer com que minha irmã pudesse combater os fantasmas de seu passado, e por mais tenebroso que fosse eu estava decidida a ir até o fim com aquilo.
Sarah praticamente ordenou que eu passasse o ano novo em sua casa, o que, obviamente, me impediria de estar com Axl na virada do ano. Tive de aceitar sem pestanejar, enquanto nos sonhos que bailavam em minha mente naquele momento eu podia imaginar como seria se ela e Axl pudesse se entender. Quem sabe um dia aquilo não aconteceria?
Dias passaram apressados e quando dei por mim já estávamos no tão esperado 31 de dezembro. Axl passaria o ano novo com os garotos, compreendera com facilidade quando lhe disse que teria de comemorar a entrada de 1987 na casa de Sarah.
A comemoração não foi tão ruim quanto pensara, fora o fato de não conseguir pensa em outra coisa que não fosse...Axl. Comida, risos, palavras, a noite havia sido um tanto divertida. Finalmente as festas passaram e meus dias tornaram-se mais tranquilos, podia então desfrutar de meu tempo vago ao lado de meu namorado, para dizer a verdade, nós dois sabíamos muito bem como utilizar aquele tempo.
–Já vai? –perguntei, preguiçosa ainda na cama, enquanto o observava colocar novamente a roupa.
–Já. Aqueles manés devem estar me esperando. –respondeu.
–Ah, sempre, os ensaios, os garotos... –eu disse enquanto levantava-me da cama, trajando apenas minha calcinha e meu sutiã. –Já reparou que desde que voltamos de Paris você quase não dormiu a noite toda aqui. –eu disse, abraçando-o.
–Desculpa, os ensaios estão mesmo intensos. –ele disse fitando meu rosto enquanto eu enlaçava seu pescoço com os braços. Beijou-me e ao se soltar de meus lábios percebi seu olhar perdido em meus seios. –Apesar, que eu acho que eles podem esperar mais um pouquinho. –ele disse malicioso e eu ri baixinho.
Mas nem mesmo os passar dos dias me fizera esquecer o assunto que vibrava em minha mente. Mike. Eu estava apenas esperando o momento certo para poder ir até a casa de Martha, sem que Sarah estivesse lá. Parecia que esse momento finalmente havia chegado.
–Estava pensando de ir à biblioteca amanhã, vamos? –perguntou Sarah, enquanto sua voz doce ecoava em meus ouvidos pelo telefone.
–Hã...Não vai dar, estou meio indisposta, vou aproveitar para passar o dia amanhã lendo os livros que estão aqui em casa. –menti.
–Ah, então eu vou, qualquer coisa liga. –ela disse.
– Tudo bem. –disse. — Hã...err...Sarah. -chamei antes que ela desligasse. –Que horas você vai? Err... porque se eu quiser que você traga algum livro para mim eu posso ligar antes... –tentei explicar a pergunta sem fundamento.
–As 15:00 horas da tarde. –respondeu.
Aquele dia, diferente dos outros, pareceu arrastasse, deixando-me cada vez mais ansiosa e perplexa. Não conseguia pensar em outra coisa. A noite pareceu ainda mais longa que o dia. Com a falta de Axl durante a madrugada, permaneci perambulando aflita por todo o apartamento, até que me entregasse ao sono no sofá da sala.
Despertei com o sol fraco da manhã invadindo a sala. Tentei conter-me até o horário que Sarah sairia de casa. Ela era incrivelmente pontual, estava certa de que ao chegar 10 minutos depois do tempo previsto por ela para ir à biblioteca já não a encontraria mais lá. O tempo era inimigo, parecia não passar, deixando-me cada vez mais nervosa. Olhava o relógio a cada cinco minutos, tendo a impressão que os ponteiros não se mexiam. Finalmente às três da tarde.
Saí apressada, como se competisse corrida com superatletas. Cerca de quinze ou vinte minutos depois eu finalmente chegara à casa de Sarah. Respirei fundo, já parada na porta e então toquei a campainha. Eu podia ouvir os passos leves de Martha irem de encontro ao assoalho brilhante. Uma mão pesou sobre a maçaneta.
Notas finais
Bom, como eu disse na nota do capítulo, to pensando em um novo projeto mais estou em uma escassez de ideias :C Assim que eu tiver alguma conto-lhes, ok?
Não lembro se estava ouvindo algo quando escrevi esse capítulo, mas acho que é a mesma que eu estou ouvindo agora, Knockin On Heavens Door, sou louca por essa música. Por falar nisso, comprei o segundo DVD de Use Your Illusion, nossa, é muito perfeito. E o Axl com aquele shortinho, ou cueca boxer, fica difícil saber já que na época usava-se shortinhos curtinhos. E o Slash com a sua superguitarra? Gente, o Duff... Meu Deus! Duff, Duff, Duff, ah, Duff. Não liguem, sou mesmo louca pelo Duff e pelo Axl também, e pelo Slash também, e pelo Izzy também... E assim vai. O triste do DVD é que não tem nem mais Izzy, nem mais Steven, e eu sou muito cismada, não gostava de ninguém que ocupava o lugar deles. Não gostava do Matt, não gostava do Gilby, nada contra mais Guns N' Roses de verdade vai ser sempre aquela banda da super química no palco e que só acontecia por causa da bateria do Steven, o baixo do Duff, a guitarra rítmica do Izzy, o super, ultra, mega guitarra do Slash, e voz f*d@ do Axl.
Ok, eu sou mesmo muito chata. Agora chega, né. Tô falando pelos cotuvelos hoje. Não liguem, coisa de geminiana.
Bom, espero que tenham gostado
Espero aqueles lindos reviews que vocês deixam e eu tanto amo.
Beijos!
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