My Dark Angel
45 Dying Again!
Notas iniciais
Heeeeello!!! Sentiram saudade de MDA?! Então, tÔ postando quase um sábado sim o outro não, né?! Enfim, Feliz dia do Rock atrasado. Passei minha sexta-feira treze inteirinha vendo uns shows do Pantera, Iron Maiden, GUNS N' ROSES (claro não pode faltar)...Aproveitando a programação especial de alguns canais de música, né?! Uma vez por ano, só. Por isso, de tanto que eu ouvi, comecei com Cemetery Gates do Pantera, minha música predileta dos caras...Uma pena que uma banda tão boa tem acabado tão cedo :/
Enfim, chega de falar, ei, leiam a nota final, e espero que gostem.
Divirtam-se.
Beijos!
{Ponha essa música para carregar}
O sinal da entrada bateu. Arrumei últimos livros no armário ouvindo o som dos alunos no corredor intensificando-se. Fechei o armário deparando-me com Zac atrás da porta.
–Oi. -Saltitei ao susto. Ele sorriu maroto enquanto eu respirava ofegante, levando a mão ao busto, sentido o acelerar de meu coração.
–Droga Zac, que susto! –exclamei.
–Calma. Não sou um monstro que veio para te devorar. –disse ele, irônico, gesticulando com as mãos.
Soquei levemente seu braço, reprimindo-o pela brincadeira idiota.
–Esqueceu que dia é hoje? –perguntou ele, nos lábios o vestígio do tal sorriso malicioso que o acompanhava mesmo em sua tremenda ingenuidade. Revirei os olhos.
–Sim, eu esqueci. – disse sarcástica, sabendo ao que ele se referia.
–Pois eu não. Hoje é dia do aniversário da garota mais linda da escola. –insinuou o sorriso exagerado em malicia mais evidente desta vez, soando quase que convidativo, naqueles lábios rosados e carnudos.
–E, essa eu nem sei quem é. –não abandonei o sarcasmo, dando de costas e caminhando pelo corredor movimentado enquanto ele seguia em meu encalço.
–Quer mesmo que eu fale? –perguntou.
–Não se atreva. –ameacei.
–Hoje é o aniversário de LIZZ...-eu o interrompi, virando-me rapidamente e tampando lhe os lábios com dois dedos.
–Cale a boca, Zac. –o reprimi, em murmuro, atraindo a atenção de outros alunos que apinhava o corredor.
Percebendo os olhares que pesavam sobre nós, eu deixei seus lábios enquanto ele ria, e cochichos elevavam-se consideravelmente, os olhos ainda focados em nós, provavelmente já percebendo meu rubor inegável.
Voltei a andar, dando de costas a ele, envergonhada perante tantos olhares e cochichos.
–Ei! –disse ele, enquanto puxava meu braço. -Eu trouce algo para você.
–Eu odeio presentes e nossa aula já deve ter começado, por tanto esqueça isso. –disse-lhe.
–Deixa de ser boba. –indagou. Tirou do bolso uma pequena caixa de veludo preta, enquanto eu o observava impaciente.
–O que é isso? –eu perguntei apontando timidamente para a caixa que ainda estava em suas mãos. Ele a estendeu para mim. Abri deparando-me com um par de brincos. –Zac, isso é ouro e diamante! –surpreendi-me ao checar melhor desde a estrutura do brinco de puro ouro e a gota de diamante a ponta. Era lindo, incrivelmente brilhante, quase ardia-me os olhos. O encanto fez-me abrir a boca e arregalar os olhos enquanto o analisava nos dedos.
Zac riu nasalado.
–Era da minha vó. Ela pedira para que eu desse a alguém especial antes de morrer. –contou.
–Não, Zac. Eu não posso aceitar. –recusei.
–Não, você vai aceitar. Eu sei que não gosta de presentes, mas faça isso por mim. Ela pediu que eu desse a alguém especial e não vou encontrar ninguém mais especial que você. –murmurou. Eu o analisei por alguns segundos. Avancei sobre ele, jogando os braços em seu ombro de forma que pudesse abraça-lo driblando sua altura.
–Obrigada Zac! –agradeci.
A falta que Sarah fazia-me dentro de sala de aula era incontestável. Nem mesmo entendia porquê não fora a escola naquela manhã, já que nunca faltava uma aula sequer. Talvez alguma doença repentina, um mal estar passageiro, problemas inesperados, compromissos de última hora, ou então, apenas problemas com o horário. De fato, seu não comparecimento me preocupava, ainda mais no dia de meu aniversário. Tentei ignorar então. Zac me ajudava nisso. A concentração na aula, a beirada do fim de ano, era indispensável. Apenas aquilo que precisava para o fim do ensino médio.
Os pneus deslizaram sobre a estrada, atravessando aquele silêncio típico que vazava pelo verde musgo das árvores mudas. Já dentro do carro, a interferência no som me irritou, e antes que qualquer música tola pudesse ressonar com clareza, o desliguei, em vista de que músicas não mais me eram prazerosas naquele momento.
O motor calou-se em frente a minha casa, finalmente meu lar, onde eu poderia enfim respirar sossegada a mistura dos perfumes, aromas, que tanto amava, e um deles era o de Axl, que mesmo com o tempo que estava afastado, ainda rodeava cada canto daquela casa, assim como sua presença invisível espelhada em cada objeto que costumava tocar, cada ato que costumava ter.
Era inegável, sua falta já me enlouquecia, já me sufocava, tanto quanto no dia que juntou sua mala e saiu dando-me um último beijo, acariciando por fim a cabeça de Zyan impaciente, inconformado, tão suplicante quanto meu silêncio choroso. Olhei pela janela do carro vendo o caminho que fez com a mala em mãos, e eu mal podia esperar para vê-lo pisando ali novamente, desta vez em sentindo contrário, abrindo-me os braços para que eu me recolhesse em seu peito, de volta ao refúgio que de mim foi arrancado naquela tarde nebulosa de domingo.
Despertei, retornando a minha insignificante realidade. Reuni minhas tralhas, saindo do carro, ouvindo o estalar berrante da porta.
Logo que dei por mim estranhei aquele silêncio mórbido, o mesmo que já não rodeava a casa desde que Zyan chegara. Nada nunca fora capaz de distrai-lo quando ouvira um motor de carro calar-se em frente a casa, ele sabia melhor que ninguém quando eu ou Axl havíamos chegado, e com isso, arranhava a porta incessantemente aos berros agudos de um filhote. Mas nada fora ouvido além de o som de pássaros cantantes naquele inicio de tarde.
Segui em face de incredulidade, temendo que algo houvesse ocorrido ao meu filhote. Abri cuidadosamente a porta, temendo que o mesmo estivesse atrás dela. Contudo, antes mesmo que pudesse chamar por seu nome deparei-me com o avançar de Sarah, Martha e Louise pela sala, gritando em coro um alegre: “Happy Birthday”
Um choque correu pela minha espinha, enquanto o coração quase me fugia pela boca. A temperatura de minhas mãos então caiu, deixando-as frias e formigantes. Minha expressão paralisada, demorara alguns segundos para voltar ao seu estado normal. Poucas foram às vezes que eu tomara tamanho susto.
Levei a mão ao peito, respirando ofegante. Acreditei que naquele dia, em especial, o plano principal era me matar com um susto, e o mesmo quase dera certo.
Zyan também surgiu, latindo ao chicotear minha perna com o rabo, enquanto eu recuperava-me.
Fora um aniversário movimentado, e, diga-se de passagem, a certo ponto prazeroso. Mesmo as condenando pela comemoração, uma parte em mim comemorava também, mas não a data e sim o simples fato de estar junto daqueles que tanto amava.
Em meados da noite, quando a casa novamente tornara-se silenciosa, senti-me livre para um banho e o descanso que merecia. Zyan –que descansava exausto no tapete da sala de estar-, subira em meu encalço. E se já não me bastassem às surpresas do dia, o quarto guardava-me outra.
Velas aromáticas estavam acesas por todos os lados, na cama, o buquê de rosas vermelhas, uma caixa de veludo preta e uma foto destacavam na colcha branca. A tal foto, era uma cópia da foto que eu e Axl tiramos na tarde de meu aniversário passado. A mesma agregava ao fundo o pôr do sol na praia em que estivemos naquele dia. Servira então de cartão, trazendo em seu verso algumas palavras gravadas em caneta tinteiro preta.
Não sei se irá me perdoar pelo meu erro de não estar ao seu lado no seu aniversário de 18 anos. Sei que isso é importante para você, e eu não vou me perdoar por não estar aí, mas espero que você me perdoe.
Logo estarei em casa ao seu lado.
Seu presente está logo ao lado, espero que goste.
Ligo assim que puder.
Eu te amo, minha menina.
Sorri involuntariamente, seguindo para o tal presente. Logo que abri a caixa me deparei com um lindo colar de diamantes, reluzindo encantadoramente, quase cegando-me ao ter tantas pedras brilhando intensamente ao mesmo instante.
O queixo caiu-me ao imaginar o quão caro que fora a joia. Era incrível.
[...]
A manhã acendeu o quarto, os feixes de luz avançando pelo vidro da janela e adormecendo pelos lençóis emaranhados da cama. Despertei do inconsciente, ainda na insistência de manter os olhos fechados. Tateei o outro lado da cama, ato que se repetia todas as manhãs desde que Axl viajara. Era quase que involuntário, dominada pela ilusão de que encontraria seu corpo quente esticado pela cama.
E mais uma vez tudo que encontrara fora a tristeza do quarto vazio, tão vazio quanto meu interior se encontrava nos últimos dias. E aquela treva, onde nem mesmo a luz da manhã chegava era perturbadora, impertinente, machucava mais ainda quando dava impressão de inerência.
A coragem me faltava de abrir os olhos. Aquele silêncio mórbido no quarto me ensurdecia. E meus ouvidos inconsoláveis procuravam pelo som da respiração dele, meu corpo frio clamava por seu calor, aquele que já me pertencia, me cobria toda manhã, junto a pele macia, que me envolvia sutilmente no melhor aconchego imaginável.
Quando meus olhos arregalaram-se a visão da imensidão do quarto branco, busquei o relógio. Estava alguns minutos atrasada, nada que fosse agir com grande diferença. Sentei-me na cama, ouvindo o estalar de meus ossos. Torci o pescoço, visualizando o lado vazio da cama.
Uma leve brisa soprou pelo corpo pálido, esticado desergonaziadamente pela cama. Os pelos dos braços arrepiando-se, a pele desnuda das costas iluminadas pelo sol que invadia sorrateiro o quarto. O brilho do cabelo ruivo, cujo alguns fios agarravam em sua face relaxada, crepitando exultante. Os lábios rosados levemente entre abertos, os traços faciais tão leves e inexpressíveis, acompanhando a calmaria da sua respiração.
De repente toda aquela imagem se desfez, esvaindo-me pelos dedos, fugindo-me dos olhos, onde lágrimas brotaram. Evitando maiores estragos levantei apressada, correndo até banheiro e afundando-me sob o jato de água fria lançada pelo chuveiro.
[...]
Desci correndo as escadas, acompanhada de Zyan.
–Louise! –chamei por ela.
–Sim senhora. –respondeu apressando-se até a sala.
–Não vai dar tempo de tomar café, ainda tenho um trabalho para terminar na escola. –eu disse, juntando os livros espalhados pela mesa de centro.
Assim que puxei minha bolsa, pretendendo seguir até a porta vi objetos girarem, minhas pernas amolecendo e minha visão a escurecer.
–Dona Lizzi! –Louise apoio-me, assustada.
–Tudo bem, Louise. –disse grogue, buscando forças nas pernas moles. –Foi só uma tontura.
–Não vou deixar a senhora sair daqui sem comer nada, ao menos uma maçã. Saco vazio não para em pé.
Recuperada da tontura, peguei o caminho da escola, tendo em mãos a maçã perto do fim que Louise quase me obrigara a comer.
Os lábios tomaram os meus, sedentos, como se provassem do mais maravilhoso gosto. Seu hálito quente varreu minha face, de expressão relaxada, suas mãos ganhando as minhas em um toque, entrelaçando meus dedos aos seus, como se nunca mais fosse os permitir abandona-los.
Minhas mãos alcançaram a pele macia de suas costas, fazendo caminho com a ponta dos dedos, redescobrindo cada área daquela imensidão de calor. Seus cheiro já infectava meus pulmões, materializando-se em minhas narinas. Sua respiração ofegante enchendo da mais deliciosa melodia meus ouvidos. A embriaguez de amor enchendo-me, dominando. Abri os olhos na procura dos dele, deleitando-me com a plenitude de pura luxúria, estampada vividamente na cor intensa daqueles olhos verdes esmeralda.
O contato de nossas peles causando arrepios em ambos, aquele atrito mais do que satisfatório, inevitável, tão irrevogável, tão essencial a nós dois. Eu, enfim, o tinha na delicadeza de minhas pequenas mãos, tinha seu corpo desnudo abrigando-se no meu da mesma forma que eu me acolhia no dele. Logo eu, uma reles mortal, uma pobre adolescente idiota, tinha em mãos a beleza, interna e externa, de Axl Rose. Tinha a mais magnifica possibilidade de provar daquela sensação inexplicável. Eu tinha seu amor mais devoto, mais profundo, e em troca só o dera, meu corpo, meu coração, e minha alma, que já o pertencia desde então.
Meu riso alegre ressonou logo sendo tomado por seus lábios de novo. Suas mãos percorrendo a extensão de meu corpo vibrante e ardente. Mal cabia dentro de si, naquele desespero que mais parecia de primeira vez.
–Lizzi? –chamou Sarah, afugentando as lembranças satisfatórias que abrigaram-se em minha mente havia pouco. Olhei-a nos olhos, fechando o sorriso que abrira sem nem perceber. –Eu te chamei três vezes e você não me ouviu? Aonde estava? Em marte?-perguntou.
–Não, nas estrelas. –respondi sorridente, recostando-me na cadeira frente a mesa do refeitório.
Ouvi Sarah desatar a falar, ignorando o ocorrido, enquanto eu a olhava distraidamente, voltando ao meu inconsciente, onde procurava pelas lembranças que Sarah afastara ao me chamar, as lembranças de minha última noite com Axl, antes que ele viajasse.
Aquele dia não fora muito diferente dos outros. Aulas nem um pouco dinâmicas, conversas paralelas, cochichos e olhares pesados reprovando-me. Mais uma volta melancólica para casa, uma tarde em frente a livros, cercada por paredes frias, ouvindo a respiração alta de Zyan, dormindo logo ao meu lado. Odiava aquela solidão terrível que se afugentara dentro de mim desde o dia que Axl viajara. Odiava mais ainda, a impressão de que tinha um corpo vazio e robótico, seguindo uma rotina qualquer, obrigando minha alma a permanecer trancafiada dentro daquele silêncio mórbido.
–Estou...-compliquei-me para terminar a frase. –Estou com muita saudade. –murmurei, coçando a testa enquanto tentava incessantemente conter o tom de voz choroso.
–Também estou, meu anjo. –indagou Axl. –Não sei mais ao certo quando volto, mas prometo que será logo, e assim que souber irei te avisar.
–Tudo bem, acho que sobrevivo. –disse sarcástica, ouvindo sua risada doce ao outro lado da linha. Zyan -que estava sentado-, junto ao meu pé, sem tirar os olhos do telefone, latiu inquieto. –Zyan mandou dizer que também está com saudade. –avisei.
–Também estou com saudade dele. E como ele está? –perguntou.
–Ah, está bem. Tive de leva-lo ao veterinário. Queria conferir se estava tudo bem com ele. E o dei banho ontem à tarde, dentro da banheira. Acho que no final das contas quem tomou banho fui eu.
Depois que a voz rouca ao outro lado despediu-se acabei aos prantos no chão do banheiro. Tinha de confessar, andava mais emotiva nos últimos dias. Talvez a viagem de Axl, o casamento, as brigas e outros ocorridos estivessem mexendo com meu psicológico. Isso explicava tantas lágrimas por motivos tolos.
[...]
Era noite de sábado. A lua cheia iluminava o céu californiano, acompanhada por mais algumas estrelas naquela imensidão de azul-marinho, pouco vista nas noites daquela época do ano.
O horário já era tardio, a cama já clamava por mim, mesmo que sono nenhum me acometesse. Então tudo que tive a fazer foi contentar-me com um livro qualquer que enchia a gaveta na sala de estar. Mas as palavras não me entreteram por tanto tempo. Restou-me a visão da noite que bailava pelo céu de Los Angeles, tão esplendida e deslumbrante, em uma melodia silenciosa que trazia-me junto a brisa que chegava sorrateira a presença inexistente de Axl.
Permaneci ali por alguns segundos mudos, quase pranteando a saudade de Axl, que naquele momento impregnava as paredes de meus pensamentos. Implorei a Deus por mais uma vez, ali, para que me trouxesse de volta quando fosse possível, mas que enquanto isso o protegesse de qualquer mal.
Logo mãos quentes tocaram sutilmente minha cintura, envolvendo-me, a medida que um aroma amadeirado invadia meus pulmões. Então aquela presença invisível materializara-se, como um sonho realizado, dominando-me em desespero e ânsia enquanto pulava em seus braços, ofegante, agarrando uma das mãos em seus cabelos enquanto as pernas prendiam-se ao seu corpo.
–Oh meu Deus, Axl, por que não me avisou, por que me deixou acreditando que não te veria tão cedo? Eu...Eu nem consigo acreditar que está aqui. –a voz quase me faltava à medida que seu perfume me embriagava, conforme eu afundava meu rosto em seus cabelos ruivos.
–Nem eu. –trovejou a voz rouca em tom de euforia.
Pus de volta os pés no chão, abandonando os braços que o envolvia. Não abri os olhos, por um estranho motivo eu não podia fazê-lo.
–Ei, abra os olhos. –murmurou tocando meu rosto.
–Não, eu não posso. Se isso for um sonho eu não quero acordar. –aquele pensamento infantil tornara-se de um incrível sentido naquele momento, para mim. Ele riu nasalado.
–Hey, meu amor, não é um sonho. Eu estou aqui. Agora abra os olhos e veja. –disse ele, e então, sentindo-me um tanto ridícula eu o fiz, abrindo, temerosa, os olhos enquanto inclinava a cabeça para seu rosto. E bastou um encontro de olhar, ele atracou meus lábios, tomando nas mãos meu rosto, enquanto eu agarrava avidamente sua nuca, em um beijo que nunca fora tão selvagem e ardente. –Eu te amo, Lizzi Rose. Nunca mais quero ficar tanto tempo distante de você. –murmurou ao deixar meus lábios por um momento.
E a minha insônia que se aproximava me fora muito útil naquela noite. Precisávamos desesperadamente de algumas horas, com uma inteira ligação direta, pele a pele, cheiro a cheiro, corpo a corpo, e finalmente destruir aquela saudade imensurável, sufocante, esmagadora. Éramos um só, outra vez, corpos que se pertenciam a se reencontrarem, nossas melhores sensações foram descobertas naquele quarto, naquela noite, quando humedecemos a garganta que há dias borbulhava, ardente em secura, sedenta.
A manhã chegou com o canto adocicado dos pássaros e a luz fraca de outono abrangendo uma pequena parte do quarto. A sensação de ter tido o mundo nas mãos naquela madrugada me presenteou logo que despertei. Então, sem nenhum tipo de temor abri os olhos, deparando-me com os cabelos ruivos emaranhados e os traços inexpressivos no rosto relaxado de Axl. O sorriso involuntário esboçou-se em meu rosto, tão espontâneo quanto os olhos que também lhe sorriam, tamanha a felicidade, por ter em vista aquela cena que tanto lhes fizera falta.
Levantar-me foi quase que impossível, não queria abandonar a visão privilegiada, mas o estomago me cobrava insistentemente. Estava esfomeada, sem mais. Vesti a camisa branca social, cuja Axl dificilmente fazia uso, jogada em um canto qualquer do closet. Adorava-a, já se tornara um robe para meu corpo. Sobrepus a lingerie de renda azul com a mesma, fechando míseros três botões mais abaixo e dobrando as mangas.
Assim que abri a porta, deparei-me com Zyan deitado na soleira, a espera de nós, que não havíamos o permitido dormir no quarto aquela noite. Eu o acolhi nos braços, fazendo o levantar e ele logo me seguiu escada abaixo.
E eu já me deliciava com um grande prato de panquecas quando Axl surgiu na cozinha, pondo para trás os cabelos que caiam pelo rosto. Sorriu enquanto aproximava-se. Beijou-me pressionando-me mais fortemente contra a bancada da cozinha.
–Dormiu bem? –perguntou em um murmuro quase inaudível, o rosto ainda próximo ao meu.
–Uhum. –respondi sorridente, seguida pelos lábios que tomaram os meus.
–Onde está Louise? –perguntou ele, desta vez alto, enquanto afastava-se até a geladeira.
–Acabou de sair. Foi ao mercado. –respondi, virando-me de volta para a bancada onde eu fazia apoio do prato. Mais um pedaço de panqueca na boca e ao primeiro mastigar senti um estranho gosto dominando minha língua em caminho a garganta. Fiz careta enquanto Axl virava-se com uma garrafa de leite na mão direita.
–O que foi? –perguntou incrédulo, pondo sobre a bancada a garrafa.
–A panqueca...-respondi torcendo os lábios. –Tá com um gosto ruim. –completei, sentindo o gosto crepitando em minha língua.
Axl puxou para si o prato, tirando um grande pedaço e então mastigando, sem esboçar nenhuma feição de repulsa. Meu estomago então revirou, obrigando-me a correr para o banheiro. Ajoelhei-me próximo ao vaso, aguardando pelo vomito que me subia pela garganta e enfim coloquei para fora as panquecas que antes tivera comido.
–Você não está bem, Lizzi. –ouvi o som de preocupação de Axl atrás de mim. -Vamos ao médico agora mesmo. –disse ele. A essa altura, nada mais eu tinha apor para fora. Tomei folego, levantando-me em caminho a pia, onde lavei por várias vezes a boca. Ao fim, virei-me para Axl, vendo a aterrorizadora preocupação e temor em sua face.
–Eu estou bem, foi só um enjoo. –disse lhe.
–Ainda assim. Temos que procurar um médico. –insistiu, em postura rígida, os lábios tão duros quanto sua expressão.
–É sério, Axl. Eu estou bem. Meu estômago às vezes não reage bem...-murmurei, fugindo-lhe os olhos. –Por favor, não insista. –pedi. Passei por ele, deixando seus olhos estáticos a fitarem o chão, por ali.
Eu já estava no closet do quarto quando ele surgiu ainda em tom de preocupação a dizer:
–Caso isso aconteça de novo, iremos ao médico. –disse ele.
–Tudo bem. –respondi enquanto saia do closet, trajando apenas meu biquíni, vendo-o sentado sobre a cama. Sentei em seu colo enquanto ele ainda me analisava da cabeça aos pés. –Agora, será que podemos utilizar a nossa piscina? É domingo, o sol tá aparecendo no céu. Vamos?
Nossas risadas encheram o jardim dos fundos, enquanto Zyan latia na beirada da piscina. Não demorou muito para que ele também pulasse na água. Fora uma tarde e tanto, a típica tarde em família que um dia enchera meus sonhos, desta vez era real, desta vez era a minha família, e eu mal conseguia acreditar em tudo aquilo. Eu, de repente, fui presenteada pela sensação de me sentir completa.
Era tarde de outono quando uma estranha sensação acometeu-me. Aquela definitiva certeza que algo estava para acontecer. Naquele horário de pós-almoço Louise não estava em casa e Axl –que voltara da tal viagem dois dias antes-, em uma reunião. O medo de permanecer sozinha ali envolvia-me como cordas a enlaçar-me. Com sorte logo Zac e Sarah estariam aquecendo os ares frios daquela casa, já que havíamos marcado de estudar juntos a matéria atrasada para as provas de fim de ano. No entanto, aquela estranha sensação ainda estava entalada em minha garganta. Certamente não premeditava nada de ruim, também nada de glorioso. Como se de alguma forma fosse a mistura dos dois, se é que aquilo era possível.
Quando um carro calou-se em frente a casa Zyan latiu, obrigando-me a abandonar meus devaneios para atender. Serelepe, corri até a porta antes mesmo que Zac e Sarah pudessem tocar a campainha. Abri a porta, deparando-me com o susto imediato de Zac ao esticar o braço até o botão ao lado da porta.
–Nossa, você me assustou. –disse quase em arfar.
–Só retribuindo o do dia do meu aniversário. –respondi sorridente. –Cadê Sarah? –perguntei esticando o pescoço, procurando pela minha pequena irmã escondida por trás das costas do grandalhão.
–Ela não pode vir. Disse que depois te explicava. Não falou coisa com coisa quando eu perguntei. Ela só me explicou como chegar e disse que conversava com a gente depois. –explicou.
–Será que aconteceu alguma coisa? –perguntei incrédula.
–Acho que não, ela estava muito calma e irritante naquele jeito dela. –brincou e eu ri. Neste aspecto, acho que Axl e Zac tinham opinião parecida correlação a Sarah, mas diferente de Axl, a implicância que Zac tinha com Sarah era de súbito carinho.
O convidei para entrar, deparando-me com uma rara cena. Zyan o seguiu , aninhando-se próximo a seus pés assim que Zac sentou-se no sofá. Sem latidos e chiados, como se Zyan se visse encantado por Zac.
Logo havia livros e cadernos por todas as partes da sala de estar. Nossas bocas secas, cansadas de ditar tantos números e regras matemáticas, nossas dedos doloridos cansados de tantos cálculos escritos e descritos. Números já quase bailavam pelo ar em nossa momentânea falta de lucidez, um cansaço mental já nos subtraindo após um pouco mais de três horas de estudos incessantes. Poucos foram os minutos de conversa paralela. Mal podíamos evitar. Risos fizeram parte daquilo tudo. Era incrível como de forma quase inconsciente Zac conseguia transformar tudo aquilo em uma grande piada.
Depois de um merecido lanche, acabamos no sofá da sala, conversando sobre bobagens enquanto eu saboreava sozinha de mais um vidro de manteiga de amendoim. Zyan já ocupava o colo de Zac com sua cabeça de pelo lustroso, como fizera quase a tarde inteira.
Passava das cinco da tarde. O sol fraco ainda ardendo no céu, penetrando a sala com seus raios sombrios de um fim de tarde.
–Mas ali ele fez o certo. –comentou Zac em meio a debates contínuos sobre filmes assistidos e opiniões trocadas.
–Tá, mas ela era comprometida. Admiro o ato dele, de se declarar para ela, mas ela era casada. –rebati.
–E se fosse você, o que faria? –perguntou ele.
–Ah, pra falar a verdade nem sei. –respondi em desatenção.
–Eu conheço um caso muito parecido. –comentou.
–Sério?! –quase um resmungo saiu de meus lábios ocupados pela colher recheada de manteiga de amendoim.
–Ele é amigo de uma garota, mas ele sempre quis contar a verdade a ela. Que ele, desde o momento que a viu pela primeira vez...-contava enquanto eu mantinha atenções no pote de doce.- sempre foi, de forma inegável, apaixonado por ela. Porém ele tinha medo, de perder a amizade dela, porque além de tudo ela era casada. Mas ele a amava, a amava como ninguém nunca pode amar outra pessoa, e de repente, descobria esse sentimento florescendo de forma tão forte a arrebatadora dentro de si. –quando dei por mim, ao levantar os olhos espantei-me, não lembrava da mínima distância entre eu e Zac. Antes que pudesse novamente me afastar vi-me acorrentada a seus olhos, como se algo dentro de mim impedisse-me de levantar dali, ou sequer mover-me. Ouvi o convite berrante de seus lábios à medida que se aproximavam dos meus. Uma voz distante, quase em um sussurro ordenava-me que afastasse, lembrando-me de Axl, implorando-me para que parasse. Porém era como se houvesse um feitiço dominando-me. –e ele só queria que ela sentisse o mesmo por...ele. –terminou pausadamente em um sussurro, os lábios cada vez mais próximos dos meus. E quando suas mãos permitiram-se alcançar meu rosto a maçaneta estalou.
Senti o lento chicotear de meus cabelos a meu rosto, enquanto meu coração alterava a velocidade de seus batimentos. Batia oco agora. À medida que a voz de Axl ditara alguma frase em fúria, alcançando meus ouvidos do corpo inconsciente, eu parecia voltar lentamente a minha lucidez, arrancada de mim havia pouco. E despertei, porém, ainda parecia cegada e ensurdecida por algo a mais. De fato, não me restou tempo para voltar a todos os sentidos com perfeição. Enquanto correntes elétricas pareciam percorrer meu sistema nervoso, dando a ele o choque da volta eu obrigava-me a dizer algo.
–Eu sei que é clichê demais e pode soar até idiota, mas não é bem isso o que está pensando. –disse confusa, ao levantar-me do sofá. Eu vi a feição dele enrijece-se, tão rápido como se tivesse sido de repente petrificado. Os músculos tornaram-se tensos, as mãos fechadas em punhos. Os dentes perfeitamente e fortemente trincados.
Eu podia sentir as vibrações constantes do corpo de Zac, de pé, logo atrás de mim. E em um assustado olhar para baixo enxerguei suas mãos, tão fortemente fechadas quanto as de Axl.
Interrompendo minha frenética linha de pensamentos, em uma fração de segundos, a voz de Axl veio como trovão.
–E o que eu deveria pensar? Hein? –sua voz tinha tom controlado, porém não alterado, ainda. As lágrimas brotaram em meus olhos quando a resposta faltou-me.
–Você sabe que eu nunca faria isso. –respondi ríspida. Sabia a palavra que rondava em sua mente naquele momento: Traição. A mesma não me trazia boas recordações e por mim já passara tantas vezes. As lágrimas fora contidas em decorrência do ódio que atingia-me como brisa na onda das lembranças daquela palavra.
–Quem pode me garantir? –perguntou ele.
–Idiota. –ouvi o murmuro inquieto de Zac.
–COMO É QUE É? –gritou Axl enquanto aproximava-se. –Eu vou te mostrar quem é o idiota aqui, seu babaca. –o punho que desviou de meu rosto chegou ao de Zac, que de imediato me empurrou para o lado, fazendo-me cair ao chão.
Quando percebi os dois já se engalfinhavam ao chão, Axl preparando-se para envolver o pescoço de Zac com as mãos enquanto ele o acertava com golpes no estomago. Pus-me de pé, transtornada, sem ao mesmo saber o que fazer para que parassem antes que algo pior pudesse acontecer.
–PAREM! POR FAVOR, PAREM! POR FAVOR! POR FAVOR! PAREM! –gritei em desespero, acompanhada pelos desta vez berrantes latidos de Zyan, sentindo lágrimas arderem por minha face. Vi os machucados surgindo, principalmente no rosto de Zac, eles estavam prestes a se matar. Não tive outra escolha. Corri até a gaveta da cozinha, desembrulhando o que estava guardado em um pano branco qualquer. Corri com o revolve até a sala, recarguei levando-o a cabeça. –Parem. Agora. –disse entre dentes, olharam-me assustados, de imediato.
Quando dei por mim os dois estavam de pé, em suplicas insistentes, para que eu largasse a arma.
–Zac saia. Preciso falar com Axl. –ordenei.
–Não posso te deixar aqui com esse louco. –indagou. Eu já continha a arma, paralisada entre meus dedos frios, ao lado do corpo. Axl ameaçou mais um soco.
–Por favor, Zac! –indaguei, desejando fechar os olhos por um momento, desejando não ver os machucados que ambos fizeram no rosto um do outro. Zac pensou por alguns segundos, insatisfeito o fez, antes alertando que estaria ao lado de fora caso algo acontecesse.
–Agora pode largar essa arma. –disse Axl. A essa altura Zac já ultrapassara a porta.
–Já estivemos em uma situação parecida com ela antes, lembra? –perguntei.
–Lizzi, eu não estou brincando, me dê essa arma. –ordenou.
–Você me traiu, eu te larguei e você iria se matar. Eu não sei porquê não me arrependo do maldito momento que eu entrei naquele quarto para te impedir. Depois de tudo aquilo parecia que nada mais podia nos parar, lembra? Era perfeito, e então você agiu como o príncipe e me salvou das mãos do bruxo. Enfim o casamento e depois seria a hora dos felizes para sempre. Por que meu “felizes para sempre” não aconteceu? Por que quando tudo parece tão perfeito você tem que estragar tudo por um motivo idiota? Por que você é tão egoísta a ponto de não conseguir ver que tudo isso tá me machucando? Pois então continue, me faça pagar por um erro e esqueça os mil acertos, esqueça tudo que fiz antes. Acho que idiota mesmo fui eu, deixei que todos os seus erros passassem e acreditei em um único acerto. E se quer mesmo saber: Eu nunca te trai... –ele me interrompeu.
–Ah não, e esse Zac é o que? Apenas seu amigo. Faça-me o favor. –disse em sarcasmo, controlando a dor que minhas palavras o causaram havia pouco, mas parecia tão forte que era incontrolável, ele não podia doma-la.
–Ele é aquilo que você não teve a capacidade de ser para mim, depois desse casamento infernal.
–Ah claro, casamento infernal. E O QUE AINDA ESTÁ FAZENDO AQUI, ENTÃO? –ele se feriu com as próprias palavras então, lágrimas brilharam em seus olhos, sinal de que a dor era mesmo imprescindível e ele já parecia se arrepender do que disse.
–Tem razão. Acho que dessa vez pode ser a gota d’água. Suportei mais do que podia. Fique com a sua arma...-disse jogando o revolver sobre o sofá. –com o seu dinheiro, o seu trabalho, as suas putas, o seu egoísmo e sua idiotice. –completei, apressando-me até a porta.
{Ponha a música para tocar}
–Lizzi, espera. Desculpa. –ouvi sua voz em tom de desespero dessa vez. Percebi que me seguia quando corri, atravessando o jardim. –Lizzi.
–Me esquece, Axl. –eu disse aos prantos.
–Lizzi. –ouvi desta vez a voz a de Zac, quando percebi já atravessava a rua em frente a casa. Meus ouvidos captaram o som de carro, aproximando-se. Uma pancada amoleceu meu corpo, jogando-me no chão enquanto minha visão embaçava, escurecendo, entregando-me a penumbra. Nada mais chegava aos meus ouvidos e meus sentidos pareciam esvair-se rapidamente.
A morte é pacifica, fácil. A vida é mais difícil.
Stephanie Meyer, a saga crepúsculo.
Os olhos dele romperam meus pensamentos, o verde-oliva trazendo-me lembranças distantes de quando vistos pela primeira vez. Pertencia aquele bêbado em frente ao meu prédio, o mesmo que surgira da penumbra com sua voz trovoando pelo silêncio do desespero, salvando-me, permitindo-me por um momento acreditar que super-heróis existiam, e o meu se materializara das revistas em quadrinhos. Sua risada enchendo meus ouvidos, encantando-os como a mais bela canção de ninar enquanto sorvetes anestesiavam nossas línguas e congelavam nossos lábios. O corpo quente ao qual me aninhei em um conforto imprescindível, sob as gotas frias da chuva. Sua face relaxada, enquanto o sono lhe embalava na extensão do sofá da sala de meu apartamento, tão lindo e calmo que me permitira acreditar na visão de um anjo. O professor de piano, a quem não resisti aos encantos, e entreguei sem pudor meus lábios virgens, fazendo a descoberta da melodia dos sinos à medida que sua língua sintonizava-se a minha, em crepitante doçura escorrendo-me pelo queixo.
Suas mãos tomando as minhas, iluminadas pelo sol que habitava minha sala de estar nas tardes de primavera, as palavras ditadas ao pé do ouvido acariciando minha audição. Seus intensos olhares, descobrindo cada novo traço em meu rosto. Nossas sóbrias manhãs em Paris, mergulhando naquele oceano desconhecido de um antigo romantismo que nunca se tornara antiquado. O contato de peles despidas, sobre os lençóis emaranhados da cama, no calor que nos acalentara em abraço insano, ao norte a vista da torre Eiffel nos brindando inteiramente iluminada.
Os planos que em cofre de ouro fora armazenado em nossas mentes; o desespero da distância, o calor dos braços macios da volta. O beijo ardente em desejo e a concretização do sonho. O conto de fadas a receber-me como a mais nova princesa. Nosso amor imergindo pelas águas do mar Egeu, flutuando pelo azul dos oceanos, mergulhando no laranja que tomava o céu no pôr-do-sol grego. Os sorrisos que brilharam em nossas faces nos dias antecedentes; nosso cuidado ao receber um novo “membro” da família; a tarde na piscina, iluminados pelo sol de fim de tarde.
Aquele filme soava-me perfeito demais para que fosse apagado, esquecido em parte qualquer. Era inicio e fim de minha vida. Era tudo que me fora importante em 18 anos de existência. Eram as lembranças que se distanciavam de minha mente de forma sorrateira, pondo-me em desespero. Minhas últimas palavras causando-me arrependimento à medida que algo em mim gritava seu amor insano, inegável e irrevogável por ele. Mas era mudo, e o silêncio fora tudo que me restara naquele momento, até que a penumbra me abandona-se, e eu fosse não mais espirito e sim corpo.
Notas finais
Quero agradecer muito, muito, a todos, todos os comentários. Muito obrigada mesmo. Vi novas leitoras, sejam bem-vindas e agradecimentos mais que especiais a IzzyRose, que fez uma linda, linda, linda recomendação para a fic. Muito obrigada mesmo, flor!
Então, sábado que vem tem mais :3
Beijos, meus anjos!
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