My Dark Angel
29 Aflame
Notas iniciais
Bom, o que devo dizer sobre este capítulo? Acho que o óbvio, sei que deixe alguns de vocês curiosos, né? Aproveitem. Matem essa curiosidade. Em meados desse capítulo tem um acontecimento meio inusitado que tive a ideia de fazer de repente. Está correlacionado a essa paranormalidade da Lizzi. Viajei bastante, mas desta vez não quis me prender muito a realidade não.
E aí está, quentinho, mais um capítulo de My Dark Angel.
Espero que gostem.
Divirtam-se.
Beijos!
A barba crescera, olheiras arroxeadas se formaram, os lábios ressecaram, a pele empalideceu, os olhos avermelharam-se de tantas lágrimas. Ele estava mais destruído do que poderia imaginar. Senti-me a ser arrastada pela correnteza daquele rio de lembranças e sentimentos. Será mesmo que era eu o monstro daquela história? Será que eu deveria me sentir tão mal por vê-lo daquela forma? Será que minha vingança já não se cumprira sozinha, sem nenhuma ação minha?
Uma fisgada na cabeça e milhares de sensações a serem despertadas ao mesmo tempo. O choque na coluna, tão forte que não me permitiu permanecer imóvel. A bola de espinhos descendo pela garganta. As serpentes a se arrastarem em meu estômago. O ar se transformando em uma chama abrasadora a viajar pelo corpo. As veias cujo sangue parecia ter congelado. Os músculos paralisados. A mente em branco.
Mas mesmo em meio ao caos havia algo que insistia em saltitar alegremente. O coração que quase me saia pela boca, cujos lábios permaneciam entre abertos. Mal sei dizer que tipo de expressão se formou em meu rosto confuso, apenas imagino que não tenha sido uma das melhores.
Algo em meu corpo voltou a funcionar e alguns outros órgãos o acompanharam, mesmo insatisfeitos com o incomodo das sensações terríveis. A mão que quase escorregava da maçaneta devido o suor que dali brotou se firmou, apertou o local quase ferindo meus dedos.
Tanto tempo sem ver aquele rosto, aqueles traços profundo, aqueles olhos, cuja visão se tornara pior do que o próprio Axl. Nunca queria ter visto o estado de devastação que vi lá dentro.
Já recuperada da paralisia que me acometeu por cerca de meio minuto forcei meus lábios a moverem-se, mas a minha dificuldade parecia a mesma que a dele.
–O-O-O que faz...aqui? –a amargura que planejei não esteve presente em minha voz. A frase foi emitida com fraqueza e um gaguejar horrendo.
–Onde está aquele filho da puta? –ele perguntou enfurecido, entre dentes. Não me deu tempo de pronunciar uma sequer palavra. Empurrou a porta e adentrou a apartamento, varrendo o lugar com os olhos.
–Lizzi, você... –Duff se interrompeu assim que voltou a sala, vestindo ainda apenas sua cueca boxe. Minha cabeça então balançou involuntariamente.
Em questão de segundos Axl tomou posição avançando para cima de Duff. Tudo que vi foi um vulto desesperado enquanto algo a mais tomava conta de mim, dando força as minhas pernas e direção aos meus olhos.
Consegui alcançar Duff antes que Axl pudesse fazer algo. Entrei em sua frente, apertando as mãos de Duff. Os meus olhos então penetraram pelo de Axl. Um silvo soou em meu ouvido e em segundos, situações inusitadas se fizeram, como se eu invadisse a tela de um cinema. Primeiro a criança de cabelos ruivos a correr, chamando pela mãe, depois algumas falas infantis a se misturarem. Cenas seguintes então passaram por mim rapidamente, era como se eu visse perante meus olhos toda uma vida. Era a vida de Axl.
Quase tive de balançar a cabeça para fugir da visão atormentadora.
–Seu problema é comigo, Axl, deixe Duff em paz. –eu disse, dessa vez a amargura planejada estava presente em minha voz.
–Ah, você vai defender seu namoradinho, agora. –a escuridão acompanhou seu tom de sarcasmo.
–Cale a boca, seu idiota. –eu disse irritada. Ele ignorou. –Duff, vá lá pra dentro. –eu disse.
–Mas não posso deixar você aqui sozinha com ele. –murmurou Duff, cauteloso.
–Por favor, Duff. Vá. Depois conversamos. –insisti. Percebi sua tentativa de me beijar antes de seguir minha ordem. Fugi imediatamente de seus lábios. Aquilo faria com que Axl explodisse. Duff desapareceu pelo corredor. –Agora diga, o que veio fazer aqui? –perguntei a Axl.
–Então é isso. Você está tendo um relacionamento com Duff? –perguntou irritado.
–Isso não é da sua conta. –respondi.
–E nem precisa confirmar, não é? Acho que amigos não ficam se agarrando na varanda de um apartamento. –disse ele em tom de repulsa e meus olhos que antes fitavam o assoalho o fitaram. Minha expressão, antes vazia, tornou-se de indignação imediata.
–Você estava me espionando? –perguntei incrédula. Dei uma gargalhada sombria. –Era só o que me faltava. Sinceramente você é mais ridículo do que pensei. –eu disse.
–Ah, eu sou o ridículo? Você está tran... –ele não conseguiu pronunciar a palavra, seu rosto imediatamente se contorceu em uma expressão de dor que me causou calafrios. –ESTÁ INDO PARA A CAMA COM MEU AMIGO E EU SOU RIDÍCULO? –seus olhos estavam tão relutantes quanto o tom de sua voz. As palavras saíram como navalhas que fizeram caminho por sua garganta.
–Se isso te deixa melhor... Sim, Axl Rose, eu e Duff estamos transando, todos os dias. E quer saber de uma coisa, essa coisa que você chamava de amor nada é comparado ao que Duff sente por mim. –estava certa de que tudo que dizia estava a doer mais em mim do que nele. Aquelas palavras atacavam-me quando estava sem forças nenhuma para combatê-las, pois tudo que tinha usara para fazê-las saírem de minha boca. Aquela falsa armadura estava tão destruída quanto eu.
–Você não sabe o que está dizendo, Lizzi. Eu seria capaz de arrancar meu coração por você. Eu entraria na frente de uma bala por você. –Achava que nada mais que ele dissesse iria me atingir, até ouvir aquelas palavras soarem derrotadas, porém banhadas de sinceridade.
–O pior é pensar que eu ainda faria o mesmo por você, Axl. –eu disse a derramar algumas lágrimas. Seus olhos se inundaram, deixando-me atordoada. Nunca pude imaginar ver uma lágrima escorrer dos olhos de Axl. –Como você pode deixar as coisas chegarem a esse ponto? Era para sempre, lembra? –murmurei.
–Por favor, Lizzi, eu sei que fui um idiota, sei de todos os meus erros, eu daria tudo para voltar no tempo e fazer diferente, mas por tudo que é mais sagrado, volta para mim. Eu posso perder tudo, tudo, Lizzi, eu posso perder minha vida, mas não você. Eu não posso suportar isso. Você virou o meu motivo de continuar respirando, Lizzi Muller. Sem você eu não posso ir mais a lugar nenhum. –das lágrimas que inundaram seus olhos apenas uma escorreu, e eu daria tudo para não ter visto aquela gota fazer caminho por seu rosto. Ela carregava a dor de uma vida, de um coração despedaçado, dos batimentos cardíacos a pararem.
–Eu juro que eu poderia ter aceitado uma conversa civilizada com você, Axl. –murmurei áspera. –Quem sabe eu poderia até aceitar suas desculpas...-dei de ombros em meio ao silêncio. –Mas depois do que eu ouvi aqui, Axl. Sinceramente, não tenho certeza nem mais se eu ainda estou viva quanto mais se está falando a verdade...Foi a gota d’água, Axl. Agora eu desejo mais do que nunca uma coisa. –eu disse contendo as lágrimas que banhavam meu rosto. –Que você suma da minha vida. –disse entre dentes.
–Lizzi, Lizzi, por favor, me escuta. –insistiu desesperado.
–Chega, Axl! Eu já ouvi demais por hoje. –murmurei. –Agora, por favor, não me faça mais perder a paciência. Saia da minha casa imediatamente.
–Lizzi... –disse mais uma vez.
–AXL PELO AMOR DE DEUS! OLHE COMO EU ESTOU. EU NÃO PRECISO DE MAIS NADA PARA ME FAZER SOFRER! –gritei, irritada. –Vá embora, por favor. –eu disse virando-me de costas para ele. Seus passos lentos pesaram no assoalho. –Caso alguma coisa aconteça a Duff, qualquer coisa eu não terei piedade. Vou atrás de você até no inferno, mas acabo com você. –eu disse ainda de costas. Ele fez silêncio e por fim tudo que ouvi foi o bater da porta.
Aquele som me permitiu derramar as lágrimas que ainda não derramara. Pranteei alto. Vi lágrimas molharem as mangas de meu suéter. Braços me envolveram, mas não era daquilo que precisava. Ignorei Duff e corri para o quarto. Bati a porta e chaveei.
–Lizzi, por favor, abra a porta, meu anjo. –disse Duff.
–Por favor me deixe sozinha, Duff. Vá embora, por favor. –murmurei após me jogar em um canto qualquer do quarto, encolhendo as pernas contra o corpo e as abraçando.
–Eu vou, mas Lizzi, por favor...Pare de chorar, odeio te ver assim. Vou esperar que me ligue. –ele disse e um silencio se fez. –A propósito, eu...eu te amo, Lizzi Muller. –disse o último mais baixo.
Desta vez, mais do que nunca eu precisava pensar, mas tinha de fazer isso sozinha. Aquela estranha confusão mental que se fez em minha cabeça me assustava, reprimia-me, não colaborava.
As novas perguntas que se formulavam me deixavam perdida, me afogavam, me matavam. Desta vez havia mais do que dor em jogo, havia medo, esperança, dúvida...Havia um poderoso clamar pela morte. E por que eu insistia em enfrentar aquilo tudo? Eu sabia que não ia vencer no final. Por que continuar? Era o meu destino, não é?
Eu não tinha forças nem para cortar os pulsos. Mas também não tinha forças para mais uma batalha. Então por que eu não ia atrás dele? Por que eu não conseguia dizer a ele um solene “Eu te amo” ? Existi uma coisa chamada confiança e outra orgulho, um estava a ferir o outro, e naquele combate a confiança já morrera.
O pior é que eu já não conseguia me reerguer de novo. Sentia a guerra de mim comigo mesma me matar, ferindo-me da forma mais dolorosa. E como eu podia negar que tudo que queria era me arrastar até Axl e implora-lo a voltar para mim?
Naquele confronto de pensamentos e sentimentos, enquanto a razão discutia com o coração tudo que fiz foi deitar-me no chão e esperar que aquele terremoto passasse, que talvez aquele teto caísse sobre minha cabeça e facilitasse as coisas.
Passeei pelo submundo sujo e vazio, por horas, a fio. Senti meu coração comprimir-se a cada batida, meu corpo relutar para manter-se firme, minha cabeça fisgar pedindo socorro. Nada mais eu podia fazer para ajuda-los de onde estava.
Não sei quantas horas fiquei a me deleitar com lembranças perdidas, embaraçadas, espessas, obscuras. Passavam como um filme, puxavam-me para cada vez mais distante. Entre dores e lágrimas, meus olhos em fim se fecharam.
–A vida não acaba assim tão fácil, querida. –murmurou uma voz serena. Meus olhos então abriram arregalados. Avistei o campo esverdeado, tomado por girassóis e algumas outras flores miúdas. Havia uma leve brisa acariciando meu rosto, um aroma floral penetrando em minhas narinas. No céu azulado, o sol brilhava forte, quase não me permitia olhar para cima.
Um vento um pouco mais violento balançou as folhas das árvores há alguns quilômetros ao norte. Senti meus pés serem massageados. Olhei o chão é tudo que havia era uma terra encharcada. Reparei em minha vestimenta também. Um leve vestido branco de algodão.
Girei o corpo ao lembrar-me da voz que sussurrou em meu ouvido há alguns minutos. Não havia nada ali.
Voltei a olhar para frente.
–Não pode se entregar agora, anjinho. –murmurou a voz suave outra vez. Mas novamente não havia nada ali.
–Precisa lutar pelo que quer, meu amor. – continuou.
–Eu estarei olhando por você. –girei mais uma vez, apertando os olhos, mas não havia ninguém além de mim.
–Eu vou estar com você, querida. Não vou deixa-la cair, mas, por favor, não desista. –murmurou.
–Ele te ama, minha pequenina. Volte para ele. É hora de enfrentar seu medo. –por mais que tentasse não conseguia reconhecer a voz que se dirigia a mim.
–Se não combate-los eles vão lhe derrubar. Não deixe que isso aconteça. Não dê essa chance aos monstros que lhe cercam. –desta vez uma intensa sensação de paz e segurança me acometeu. Invadiu meu corpo junto com as palavras da voz doce, pareceu limpar tudo de ruim que lá estava.
–Por favor, Lizzi. Volte para ele. Nele está a sua proteção. –imaginei que a voz se referia a Axl.
–Quem é você? –perguntei. Certamente eu deveria estar assustada, mas era impossível quando se sente realmente protegida.
–Alguém que lhe ama e que te ver feliz. –disse a voz desta vez mais perto. Percebi que a dona daquela voz de sinos estava atrás de mim. Virei-me rápido e o rosto que surgiu em minha visão era lindo. Tinha um tracejado suave, a pele pálida, os lábios pequeninos, o olhar transbordando em ternura. Eu tinha certeza que aquela face perfeita que me sorria era-me familiar. Busquei então no fundo da memória e tudo que achei foi uma foto, uma foto que vi quando tinha cinco ou seis anos, uma foto que vi apenas uma vez, mas que estava gravada em minha mente.
–Vovó. –eu disse a abraçando.
–Own, minha pequena. Não sabe como desejei esse abraço. –disse ela. Senti lágrimas inundarem meus olhos, apertei forte os braços que a envolviam, não queria deixa-la sair dali nunca mais.
–Eu queria tanto que esse momento acontecesse, vó, tanto. –murmurei ainda a abraçando. Não havia conhecido minha avó. Mamãe por várias vezes me contou algumas histórias sobre ela, guardava todas na memória. Tanya, morrera quando mamãe era jovem, tinha apenas 17 anos. Segundo mamãe, ela morrera em um incêndio no local em que trabalhava, local o qual mamãe nunca me contou qual era. Tanya tinha 39 anos.
–Como eu queria estar viva para acompanhar de pertinho seu crescimento. Queria poder ter te mimado, te posto para dormir em meus braços, te ensinado a andar de bicicleta... Mas eu estava lá, ao seu lado, o tempo todo. –ela disse e então eu soltei os braços que a envolviam.
Observei a cada detalhe de seu rosto, era o mesmo da foto, intacto. Ela tocou meus cabelos, observando-me também.
–Você está cada vez mais linda, querida. Parece-se tanto com Lara.
Ela logo me deu a mão e seguiu pelo campo junto a mim. Havia tanto a conversar. Tanya era uma mulher encantadora. Era tão doce, sincera, me olhava não só como avó, mas também como mãe.
–Seus últimos dias tem sido difíceis, não é, querida? –disse ela.
–É, estou passando por coisas que nunca imaginei passar. Mas estou seguindo, mesmo não querendo mais dar um sequer passo. –eu disse terminando com um sorriso sombrio.
–Pois é isso que lhe imploro, por favor, não desista agora. Não dê fim a sua própria vida, meu amor. Pense em sua mãe...Pense em mim. –murmurou ela. –Por favor, querida. –suplicou enquanto eu fitava a grama, não querendo a encara-la.
–As coisas estão tão erradas, vó. Eu não vejo mais motivos para continuar respirando, eu não quero mais... –eu disse desta vez olhando em seus olhos.
–Sim, meu bem, você ainda vê motivos para continuar respirando, você sabe que deve continuar, mas existem coisas ruins acontecendo, coisas ruins que você acha serem o bastante para sua vida acabar. Você está esquecendo das coisas boas, Lizzi. Você está ficando a mercê desse sofrimento. As trevas estão vencendo, querida, você as está deixando vencer. Você precisa continuar. –disse-me ela. –Lizzi, eu sei que sua mãe não lhe contou muito sobre quem eu era, ela não teve a oportunidade e eu não preciso aprofundar-me neste assunto aqui, mas existe uma coisa que talvez você tenha o direito de saber.
“Eu nunca fui rica, pelo menos não quando mais nova. Eu era muito, muito pobre. Perdi meus pais ainda menina, tive de aprender a me sustentar sozinha, mas em meio aqueles desafios...A vida era tão difícil. Tão amarga, dolorosa. Por várias vezes eu pensei em desistir, mas por várias vezes também pensei que apesar de tudo, a vida era passageira, e a dor, a amargura fazem parte dela. Do que vale uma vida sem nenhum sofrimento? Se eles não estiverem lá nunca cresceremos. Se não cairmos nunca vamos conhecer o erro. Se não lutarmos, nunca teremos vivido. A vida é um jogo, onde você não pode ganhar todas as partidas, mas quando a vitória vier era será gloriosas. E isso tudo eu tive de aprender sozinha. Foram muitas andanças até que eu pudesse conhecer seu avô. Foram lágrimas, mas havia também sorrisos. A minha vida acabou cedo, de repente, eu adoraria ter lhe visto nascer, mas hoje não há arrependimento, sei que lutei pelo que eu queria, sei que venci a batalha mais difícil, só então eu pude descansar em paz.
E em sua vida, Lizzi? Onde estão os sabores? As felicidades? As vitórias? Você tem 17 anos e um futuro brilhante, um futuro que depende só de você construir. É difícil, eu sei, mas quem disse que seria fácil? Nada que lhe chega às mãos com facilidade é tão delicioso quanto aquilo que lutou para conseguir. Sei disso por experiência própria. Agora chegou a sua hora de aprender. Mas tenha certeza que o mais difícil você já enfrentou, Lizzi. Você nasceu. E se nascer e começar a morrer, deixe que a morte chegue sozinha, aproveite o tempo que ainda tem, meu anjo”
Notas finais
Agora mudando de assunto, alguém aí está de saco cheio de carnaval? Eu não sei se sou a única, mas não gosto muito de carnaval, não. Esse ano, como não viajei acabei cedendo a insistência de minha mãe. Queria porque queria que eu fosse a um bloco de carnaval com ela. Só cedi também porque ameaçou me tirar o notebook. Aí lá foi eu para o bloco com minha mãe.
Quando chegamos quase saí correndo, ela me impediu. Foram meia hora de tortura, até que apareceu um ser-humano que devia ter a mesma idade que meus pais (uns 33 anos) e perguntou se poderia falar comigo.Não aguentei, cai na gargalhada. Ele estava mesmo achando que minha mãe ia me deixar falar com ele, é ruim, hein?! E mesmo que deixasse não fui com a cara dele. Acho que podia ser Axl Rose que minha mãe não deixaria. Pensando melhor acho que até deixaria, mas também se não deixasse eu ia falar "problema é seu, sonhei anos com esse dia e finalmente chegou minha hora"
Minha mãe respondeu que não, óbvio, estava tudo ótimo até ela dizer para ele "Ela é uma criança ainda" WHAT???? CRIANÇA? Com os quinze anos me batendo a porta, criança? hahaha...Acho que se eu tivesse 20 anos ela falaria o mesmo. Ainda bem porque se não eu ia ter que me livrar dele sozinho, e só um soco ou um chute mais em baixo resolve o problema de um homem insistente e tarado. (ele tinha cara disso, e não, não era bonito)
Depois de minha trágica história, é hora de ir.
Beijos, fofuras!
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