Notas iniciais
hehe...Novo capitulo. Quarta-feira é dia de passar aqui para atualizar, isso tenham certeza que eu não esqueço nunca. Mesmo que eu esteja super ocupada eu tenho que perder pelo menos meia-hora no sábado ou na quarta para atualizar, mas não deixo vocês sem atualização.
Espero que gostem.
Divertam-se.
Beijos!

–Alô. –eu disse enquanto sentava-me no sofá que se localizava ao lado da mesinha do telefone. Axl permaneceu de pé, a minha frente, observando-me.

–Lizzi. –ouvi a doce voz de minha mãe. –Oi minha princesinha. –ela disse alegre e eu pude perceber sua emoção.

–Mãe?! –eu disse com olhos cheios d’água, mas entusiasmada. Estava feliz em ouvir a voz de minha mãe.

–Oi minha filha. Como você está? –ela perguntou.

–Bem, mãe, muito bem e a senhora? –perguntei apressada e depois sorri para Axl que me olhava com um sorriso escondido nos lábios.

–Hã... bem, na medida do possível. –respondeu.

–E o papai, como está?

–Como sempre. – sabia muito bem o que ela queria dizer. Trancado no escritório, atolado de trabalho, arrogante...

–Ah! –suspirei.

–Mas, ouça, minha filha. Tenho de ser rápida, seu pai não me permitiu demorar, liguei apenas para dar-lhe um aviso. –ela não terminou a frase.

–O que, mãe? –esperei que ela terminasse de falar.

–Errr... bom, acho que você deve estar a nos esperar para o natal, não é? –perguntou.

–Sim, não esperava que o papai viesse, mas estou esperando pela senhora, sim. O que foi, resolveram adiantar a viagem?

–Então, meu amor, seu pai anda mais ocupado que nunca com trabalho e decidiu que passaremos o natal aqui no Brasil. – minha decepção foi visível.

–Mas... você disse antes de eu embarcar que passaria o natal aqui e...

–Desculpe, minha filha, eu sinto muito. –ela disse e eu fiz silêncio. –Agora preciso desligar. Eu te amo, minha menininha.

–Eu também te amo, mamãe –eu disse e logo após ela desligou.

–O que aconteceu? –perguntou Axl. Provavelmente ele não intendera nada do que se passara ali.

–Era minha mãe. –eu disse.

–E aí, o que ela disse? –perguntou.

–Ela não vai passar o natal aqui como prometeu. –murmurei, decepcionada.

–Sinto muito. – ele sentou-se ao meu lado e segurou minha mão. –Acho que podemos encontrar algo muito interessante para fazer no natal. –ele disse tentando me animar e depois selou-me.

–Como?

–Ah! Sei lá! Podemos sair por aí, andar pelas ruas de Los Angeles , sem rumo, comprar alguma coisa...

–Voltar para casa e comer alguma iguaria mais refinada, a luz de velas e com um belo vinho para acompanhar. –dei continuidade ao que ele dizia.

Ele me beijou, sorrindo e eu sorri também.

–Não sabia que o natal era tão importante para você. –murmurou.

–Acho que é a data mais especial do ano. –disse-lhe. –No Brasil, quando eu era pequena, eu lembro que minha mãe sempre me colocava um vestidinho comportado, meia calça branca e sapatinho de boneca. Eu descia as escadas correndo ás 7 da noite e me deparava com a sala iluminada pelas luzes natalinas e a árvore de natal parecia ainda mais bonita. Cada luzinha que brilhava nela tinha um brilho especial para mim. A mesa extensa de madeira, que era de cor tabaco, estava perfeitamente arrumada com seus talheres de prata, taças de cristal e pratos da mais linda porcelana. Sentávamos e degustávamos de todos os pratos. Meu pai não gostava muito da data mais eu e minha mãe sempre comemorávamos felizes. Eu tinha de dormir às 9 da noite mais sempre levantava por volta das 3 da madrugada para conferir se meus presentes já haviam chegado. –lembrei sorrindo. – E você, como passava o natal?

–Hã...er... eu não lembro.

–Sério? –questionei. –Bom, esse ano você terá um para recordar.

–Esse e os próximos. –ele disse.

–Por que os próximos?

–Porque sempre recordamos os momentos bons da vida e os momentos bons da minha vida são aqueles que você está comigo. No ano que vem por exemplo, será nosso primeiro natal casado, o outro o nosso primeiro natal com nosso primeiro filho, depois o nosso primeiro natal com nosso segundo filho...

–Ok, não precisa continuar, pelo visto isso não vai acabar nunca. –eu disse sentando-me em seu colo, com as pernas sobre o sofá e os braços lançados para por trás de seu pescoço.

Ele alcançou minha boca e beijou-me ternamente. Permanecemos entre beijos intensos por um longo espaço de tempo. Senti suas mãos vagarem por minha cintura enquanto dávamos ainda mais intensidade ao beijo. Deixe-me levar pelo calor do momento e mudei de posição sem desgrudar nossos lábios. Agora eu já me encontrava sentada em seu colo, de frente para ele, com joelhos curvados sobre o sofá.

Ele apertou minha cintura e eu permiti-me aproximar meu corpo ainda mais do dele. Uma de suas mãos percorreu minha coxa e levantava meu vestido lentamente. Interrompi sua tentativa imediatamente, colocando minha mão sobre a dele. Sorri durante o beijo e depois o cortei, levantando-me rapidamente de cima de Axl.

–O que acha que estava fazendo? –perguntei com um sorriso escondido nos lábios.

–Quer mesmo que eu diga ? –ele perguntou malicioso. Peguei uma almofada de cima do outro sofá e taquei sobre ele. Percebi que ele escondia algo em seu colo, com uma das almofadas do sofá em que estava.

–O que está escondendo? –perguntei, incrédula.

–Nada. –respondeu quase rindo. –Preciso ir ao banheiro.

–Vai.–eu disse e ele levantou-se ainda segurando a almofada e encaminhou-se ao banheiro.

Com o passar dos dias consegui uma reconciliação com Sarah. Na verdade voltamos a nos falar no dia seguinte a nossa discussão. Já adentrávamos novembro e eu estava prestes há completar 17 anos, no dia 18 de novembro. Não demorou muito para que o glorioso dia chegasse.

–Sabia que hoje completamos 4 meses de namoro? –eu perguntei, sentada em seu colo, recostada em seu corpo enquanto brincava com seus dedos.

–Sabia que amanhã a garota que eu amo faz 17 anos? –ele perguntou.

–Não, não me lembre disso. –eu disse colocando meu dedo indicador sobre seus lábios.

–Por que? –perguntou incrédulo.

–Não...não gosto muito do meu aniversário. –respondi. Sabia o quanto isso era estranho, mas pessoas me parabenizando, me dando presentes e comemorações não me deixavam muito feliz.

–Hã?

–Tudo bem, eu sei que isso não é muito normal, mas eu simplesmente não... gosto e não tenho um por quê para isso, apenas não gosto.

–Tá, tudo bem, eu entendo.

–Não, você não entende. –rebati.

–É, realmente não entendo, mas deixando isso de lado, tenho de pensar em o que lhe dar de presente.

–Quando eu digo de não gostar do meu aniversário, eu me refiro a tudo que está correlacionado a ele, como presentes e comemorações. Estarei feliz com um simples parabéns. –lhe disse.

–E por que o seu namorado não pode te dar presentes? –perguntou, insistente.

–Não... não quero que gaste seu dinheiro comigo. Acredite, você já me dá tudo estando do meu lado, mostrando que me ama, ok? –eu disse olhando para cima, para que pudesse ver sua face e ele me beijou lentamente.

–É bom saber que pensa de mim o mesmo que penso de você. –ele disse e depois beijou minha testa. Acomodei-me em seu colo soltando um suspiro baixo.

[...]

–Suas notas caíram. –disse-me Sarah.

–É, talvez eu não esteja estudando tanto quanto deveria.

–E por que será? Deve ser porque a sua atenção está direcionada a outra coisa quando deveria estar nos livros. –primeira bronca do dia, e eu revirei os olhos perante o falatório, como sempre fazia.

–Já te disse que estou tendo cansativas aulas de piano, diárias? Bom, se não me falha a memória já repeti isso mais de mil vezes. –rebati.

–Mas você encontra tempo, claro que encontra e você usa o pouco que tem para vê-lo.

–Ok, Sarah, tudo bem, você venceu. Prometo dar mais atenção aos estudos. –se eu continuasse insistindo em dizer qualquer outra coisa e permitindo que Sarah permanecesse falando, minha paciência se esgotaria logo e eu voaria em seu pescoço.

–Espero, pois se não terei de contar a seus pais, acusando-lhe de mau comportamento. –aquilo soo para mim como uma ameaça, ameaça que ela nunca fizera antes. – Mas mudando de assunto. PARABÉNS. –a última palavra saiu de sua boca como um berro, enquanto ele me abraçava contente.

–Por Deus, Sarah! Fale baixo. –eu disse, olhando em volta preocupada com quem pudesse ter ouvido. Eu que achava que ela havia esquecido. Como Sarah Johnson conseguiu se conter até a hora do intervalo?

–Ah, não seja chata. –ela disse. – Olha o que tenho aqui. –ela disse indo até a mesa ao nosso lado, mesa qual sempre sentávamos, no refeitório, e tirando do canto escondido do banco uma caixa, fina e comprida, de cor azul petróleo envolvida por um laço de cetim vermelho.

–Ah, por isso que você ainda não me permitiu sentar. –eu disse com um sorriso fraco.

–Vem, sente –se aqui. –ela disse tomando seu lugar no banco da mesa e batendo levemente onde eu deveria sentar-me, ao seu lado. Dei alguns passos com a caixa não mão e me sentei junto a ela, virando-me em sua direção enquanto abria a caixa, sem graça.

–Você sabe que eu não gosto de ganhar presentes em meu aniversário. –eu disse enquanto terminava de abrir a tal caixa. Retirei os papeis que cobriam e o presente e dei de cara com um quadro que continha quatro fotos nossas e abaixo os dizeres: “Friends Forever”. –Ah, obrigada. –eu disse abraçando-a.

–Não tem de que.- ela disse e eu me afastei para conferir o presente novamente. –Achei que deveria ter algo para que lembrasse de nossa amizade para sempre. E daqui há alguns anos quando seu pai decidir que é a hora de você voltar para o Brasil ou então nós brigarmos e você ficar chateada quero que olhe para cá –apontou para o quadro — e lembre que sua amiga aqui te ama muito. –lágrimas desceram de seus olhos. Eu a abracei. –Eu vou estar aqui sempre que precisar, meu amor.

–Eu te amo, minha... irmã. –eu disse ainda lhe abraçando. –Nunca vou esquecer de você, nunca.

–Quero que vá lá em casa hoje a noite. –ela disse soltando seus braços de mim e secando suas lágrimas. –Prometi a minha mãe que você iria. –lembrei-me de prometer a Axl que passaria o dia inteiro com ele e que jantaríamos juntos a noite.

–Hã... Tudo bem.

–Então, as oito, lá em casa. –ela disse e eu assenti, descontente, mas forçando um sorriso, para que ela não percebesse.

Após o final da ultima aula do dia me direcionei a minha casa e corri para o banho. Não queria me atrasar para o encontro com Axl. Saí e peguei meu roupão branco. Direcionei-me ao meu quarto, deixando pegadas molhadas pelo corredor. Abri a porta do guarda-roupa e escorreguei minhas mãos pelos tecidos pendurados em seus cabides. O que mais me atraiu desta vez, era um macacão branco e preto que juntei aos sapatos de salto, pretos.

Depois de vestida sentei-me na cadeira a frente da penteadeira. Penteei meus cabelos, fiz uma rápida e básica maquiagem e olhei para baixo, a procura do gloss que sempre usava. Ele não estava lá. Abri a gaveta para conferir, remexi nos objetos que ali se encontravam e logo achei o que procurava. Sorri. Mas, antes que eu fechasse a tal gaveta algo mais me chamou a atenção.

A embalagem preta brilhou, refletindo a luz do quarto. Peguei nas mãos a capinha preta, retirei a tampa e rodei a parte baixa frente aos meus olhos. A cor, vermelho sangue, surgiu por ali, com a característica de um batom intacto, nunca usado antes, e era a verdade, eu nunca usara tal batom.

FlashBack On

– Faça dessa forma. -ela disse demonstrando no espelho. -Contorne sua boca perfeitamente, deixe que a cor tome conta dela, com perfeição, leveza. -mamãe espalhava o bastão avermelhado por seus lábios com o mesmo cuidado que um artista leva ao finalizar sua maior obra de arte. Eu permanecia sentada a seu lado, observando minuciosamente a cada movimento.

Por fim olhou-me com um sorriso nos lábios avermelhados.

–Vá, faça o mesmo. -ela posicionou o batom frente aos meus olhos.

–Não posso. -eu disse tristonha com minha ingenuidade normal de uma criança de 8 anos. -Papai não me permite. -Apenas oito anos de idade e tão limitada a simples atos.

–Ei, eu sou sua mãe meu amor. E agora estou lhe dando toda autorização de fazer isto. -a olhei por alguns segundos em silêncio e logo peguei o batom nas mãos. Abri um grande sorriso.

Posicionei o batom sobre meu lábio inferior, mas antes que ele pudesse correr por ali algo me interrompeu.

–Lara, quantas vezes terei de manda-la descer imediatamente para recepcionar os convidados? -a voz que eu tanto temia adentrou o quarto. Deixe que o batom caísse tamanho meu susto. Arregalei os olhos. -Ei o que ela faz aqui? Para o seu quarto imediatamente, mocinha, isso não é hora de crianças estarem acordadas. -eu estremeci e depois saí disparada para meu quarto.

–Você a assustou. -minha mãe disse a meu pai. Permaneci encostada na parede, ao lado da porta, ouvindo o que eles diziam.

–O que é isso? -o ouvi questionar. -O que estava ensinando a sua filha? A usar um batom vermelho como uma devassa? -ele estava furiosamente irritado. -É isso? Estava ensinado a sua filha a se tornar a mesma vagabunda que você, Lara? -ele disse.

–Largue meu braço, Henrique. Está me machucando. -ouvi mamãe dizer.

Corri para meu quarto e não me permiti voltar ao quarto de meus pais, depois.

Flashback Off

–Não estou mais sujeita as suas ordens, papai. –murmurei comigo mesma após a lembrança. Lancei na boca o bastão avermelhado e vi a nova cor que tomara conta de meus lábios. Ficava perfeito. Retirei os pequenos borrados e sorri para minha imagem no espelho.

Ouvi o som da campainha e fui até a porta atender. Axl me esperava, parado na porta e com um grande sorriso no rosto, lindo como sempre.

Selou-me antes de qualquer palavra.

–Parabéns, meu docinho. –ele disse sorridente e eu retribui o sorriso. O selei também. –Você tá diferente. –ele disse procurando a mudança em meu rosto. –Sua boca... você está linda. –ele disse e eu ri.

–Acho que é a primeira vez que você me vê com um batom desse tipo. –eu disse.

–É. E por mais incrível que parece conseguiu ficar ainda mais bonita com ele.

–O.K. –fingi acreditar que eu fosse tão bonita quanto ele dizia. –Agora, vamos?

–Claro! –ele disse.

–Ah! Meus óculos. –corri até o quarto e puxei os óculos escuros que estavam sobre a penteadeira.

Voltei à sala e antes que eu passasse pela porta, Axl lançou um de seus braços sobre meu ombro, fazendo com que eu ficasse mais perto de seu corpo, ao seu lado. Entramos no elevador e até que chegássemos ao térreo conversávamos a respeito de besteiras, coisas sem sentidos, parecia ser um sintoma de casal apaixonado.

–Aonde vai me levar? –questionei, depois que entramos no carro.

–Surpresa. –ele disse.

–Ótimo. –eu disse sarcástica. –Odeio surpresas. – disse o último mais baixo, comigo mesma. Olhei disfarçadamente para o lado e percebi que Axl ouvira, pois deixou visível um sorriso canto de boca enquanto fixava seus olhos no caminho que tomávamos.

Depois de certo tempo, digo um longo tempo, ele estacionou o carro em um lugar desconhecido. Parecia mais o meio do nada.


Notas finais
Olá little girls! Tudo bem? Preciso fazer a perguntinha básica: O que acharam?
hahahaha...Devem ter achado meio idiota essa ideia da Lizzi com relação a surpresas, aniversário, presentes... É, é estranho, mas já que era para fazer alguém diferente por que não alguém que não gosta de ganhar presentes e tudo mais, no próprio aniversário? Ok, ok... Vou falar a verdade, a inspiração para isso veio de mim, mesmo, eu sou chata assim com relação a aniversário, não estranhem.
Bom, quero agradecer a todos que tem comentando, tento responder a todos eles (acreditem, adoro fazer isso), fico muito feliz que estejam gostando e espero não decepciona-las, ok?
Mereço reviews? :3
Ficarei aguardando por eles.
Então até a próxima atualização no dia 24, véspera de natal...por falar nisso já mandaram suas cartinhas para o bom velhinho? E iria falar que bom foi o tempo em que acreditávamos nisso, mas nem posso, por que eu nunca acreditei. Minha mãe escondia meus presentes em cima do guarda-roupa. Ai ficava lá uma mega caixa dentro de um saco que depois do natal sumia, era incrível. Ela ainda acha que eu acreditei até os meus 10 anos de idade :/
Bom, já falei demais.
Beijos e até a próxima.