My Blood: a Draco Malfoy story
4 Hogsmeade
O mês já era novembro.
Dois meses desde o início das aulas e algumas mudanças haviam acontecido: Snape passara a tratar Pandora de uma forma bem especial, distribuindo pontos e mais pontos para a Casa de Sonserina, visto que o progresso da mesma era notável em certas matérias, tais como Feitiços, Transfiguração, Defesa Contras as Artes das Trevas e, ironicamente, Poções – feito que concedeu à garota a participação no Clube do professor Slughorn; a parceria entre Daphne Grengrass e Pandora Hawking se fortalecia com o passar do tempo, ao mesmo tempo que a garota se tornava popular entre os alunos da Casa verde e prata; por outro lado, o contato com Draco Malfoy passou a ser somente para tratar de "negócios".
Não que, em algum momento, o laço tenha sido muito estreito, mas os meses tornaram essa relação cada vez mais distante.
Isso fazia com que o fardo que carregavam parecesse mais pesado que nunca. Mas nenhum dos dois, orgulhosos como eram, deixavam isso transparecer. Sabiam que tudo seria mais fácil se firmassem ou tivessem um companheirismo maior, contudo não dariam o braço a torcer.
Cruzavam-se nos corredores e notavam que, a cada dia, as olheiras embaixo dos olhos dos dois se tornavam mais aparentes e profundas. A falta de apetite que sentiam, mesmo com todas as suas forças drenadas, fez com que ambos perdessem muito peso em apenas dois meses. Era nítido que Borgin não estava brincando quando disse do esforço físico que a tarefa de concertar o Armário Sumidouro requeria. Era comum seus respectivos amigos questionarem se estavam bem ou como estava sendo suas rotinas de sono.
Pandora agora passava a maior parte do tempo na biblioteca, tentando encontrar alguma informação que pudesse ajuda-la e, indiretamente, ajudar também a Draco, já que mesmo sem um convívio muito próximo isso não significava que a garota o deixaria naquela situação.
Estava entretida num livro que levantava informações sobre os mais diferentes artefatos mágicos, na esperança de encontrar algum detalhe acerca do objeto que trabalhavam, quando uma mão toca suavemente em seu ombro. Não precisava nem virar para saber quem era, pois o toque suave e quase imperceptível deixava claro que só podia ser uma pessoa: Daphne Grengrass.
— Oi, Daph. – cumprimenta.
— Ei, Pan. – responde de volta. – Soube da novidade? – pergunta, sentando-se ao seu lado. Pandora levanta a sobrancelha esperando que a outra entendesse o recado de que não, ela não sabia da novidade. – Iremos à Hogsmeade esse fim de semana. – comenta como se fosse impossível conter a alegria dentro dela.
— Hogsmeade? Seria o vilarejo aqui perto? — pergunta totalmente por fora.
— Caramba, as vezes esqueço que só está aqui há dois meses. – comentou pensativa. – E sim, é o povoado aqui perto. Podíamos tirar a tarde para conhecer o lugar e ir aos Três Vassouras...
A outra pensa por um segundo e então pergunta: — Geralmente todos os alunos vão?
— Sim, todos a partir do terceiro ano. Não lembro de quase ninguém do nosso ano ficar na escola. Todos adoram os passeios... Mas porque a pergunta? — questiona desconfiada.
Na verdade, Daphne tinha motivos para desconfiar.
Se todos estariam no passeio, significava que a escola estaria livre e, portanto, Pandora estaria livre para poder apressar os planos. Não que não tivesse vontade de conhecer o vilarejo, mas o trabalho deveria vir em primeiro lugar, certo?
Sem falar que havia recebido cartas cada vez mais eufóricas de Narcisa e Yaxley, desejando saber qual progresso estavam fazendo no concerto e nos planos de matar Dumbledore. Nada tirava da cabeça dela a impressão de que talvez, só talvez, eles estavam preocupados com o possível resultado que seria – ou não – obtido pelos jovens.
E foi por causa disso que ela responde: — Acho que não vou, Daph. Preciso estudar já que perdi muito tempo da minha vida fora da escola e, bem... Não sinto que estou no mesmo nível dos outros alunos.
— Ah, me poupe, Pan. Você já é uma das alunas mais promissoras que temos. Pansy Parkinson vive falando o quão convencida você é. – Pandora a fuzila com o olhar ao qual ela levanta as mãos em um gesto de rendição. – Não que você seja! Mas é o que dizem as más línguas... Vamos! Vai ser legal. – completou.
— Adoraria, Daph. Mesmo! Mas permaneço com a minha resposta. – respondeu obstinada.
Os ombros da Grengrass caem um pouco, mas ela logo se conforma.
— Tudo bem. Mas você vai perder um passeio incrível. – se levanta e, antes que fosse embora, se vira e diz: — Depois não diga que não avisei! – e se vai, deixando a outra garota rindo da postura determinada que ela portava enquanto saia da biblioteca.
*
— Harmonia Nectere Passus. Harmonia Nectere Passus. Harmonia Nectere Passus. — Pandora abre as portas do objeto e observa que o bolinho ainda está lá dentro. Intocado.
Urra de frustração, pois já faziam cinco horas que estava ali. Só naquele dia! E não obtivera nenhum resultado. Nenhuma maldita diferença no estado do bolo. Por isso, o pega e arremessa do outro lado da sala.
— Nossa, acho que alguém não está de bom humor. – ela escuta a voz de Malfoy às suas costas.
— Ah, então quer dizer que o Príncipe da Sonserina resolveu dar as caras. – diz sem nem se dar o trabalho de olhar para o recém chegado. Mesmo de costas, quase pode sentir a careta que fez ao escutar o apelido. Segundo as informações da digníssima Grengrass soube que o mesmo o odiava. – O que está fazendo aqui? Sabe que é meu turno. – completa.
Ele vai até o seu lado e a olha de cima a baixo, já que era pelo menos uns 7 cm mais alto.
— Vim conferir se não precisa de ajuda. — ofereceu, mas ela consegue ver que aquilo não era verdade.
— Não. E você sabe disso. — se aproxima um passo dele, o encarando. – O que você realmente quer?
Ele demora um pouco para responder, incerto se deveria ou não revelar a verdade. Por fim, diz: — Vim perguntar se vai à Hogsmeade amanhã.
Ela pisca surpresa. Definitivamente não esperava por aquilo. – Se importa se eu for? – pergunta para logo depois resolver brincar um pouco com ele. – Tem algum plano em mente para nós dois, Malfoy?
Ele revira os olhos. – É claro que não. Tenho planos, mas que não se aplicam a nós. – dá ênfase na última palavra.
— Então qual seria o motivo do seu interesse? – ela vira de novo na direção do Armário Sumidouro. Aquela conversa só a estava fazendo perder tempo.
— Nada. Só queria saber. Todos irão, então porque não você? – responde com a postura transmitindo um ar de superioridade.
— Não vou porque prefiro ficar na escola fazendo o que nós... – foi a vez dela dar ênfase nessa palavra. – Deveríamos estar fazendo. – replica, fazendo um gesto na direção do objeto a sua frente.
Ele aperta os olhos, em dúvida do que dizer a seguir. – Você vai se matar de tanto esforço. Mas, se prefere assim, quem sou eu. – dá de ombros.
— Exato, Malfoy. Quem é você. – responde. – Agora, se me der licença, já que veio até aqui pode assumir o resto do turno. – E, mesmo sob os protestos do garoto, ela se vira e sai da Sala Precisa.
*
— Tem certeza de que não vai? – Daphne questiona pela milésima vez, enquanto ambas se encontram no quarto da sonserina novata.
— Sim, Daph, não vou! – responde sem desviar os olhos do livro posicionado sobre seu colo. – E não, não adianta ficar insistindo. – completa, levantando suas íris e a encarando na hora que abria a boca para retrucar. – Divirta-se e, quando voltar, estarei aqui para saber os detalhes. – acrescenta na tentativa de faze-la sentir melhor. Sabia que a melhor forma de convencer Daphne Grengrass é apelando para algo que amava: a fofoca.
Quando a escola já estava vazia, Pandora se dirige até o sétimo andar. Contudo, seu caminho é interceptado pelo professor Snape que a olha de maneira suspeita.
— Professor. – ela o cumprimenta e continua a andar, temendo levantar quaisquer questionamentos.
— Senhorita Hawking? – ele a chama. Droga, ela amaldiçoa.
— Pois não, senhor? – o sorriso que a menina porta é o mais falso de toda a sua vida.
— Não acompanhou seus colegas ao vilarejo? – questiona. – Isso é, no mínimo, curioso. Vocês adolescentes sempre aproveitam bastante as visitas. – sua cabeça tomba de lado.
Mas ela já tinha uma resposta preparado para aquilo: — Resolvi permanecer na escola e estudar. Sei que pode parecer que sou muito boa, mas não consigo me livrar da sensação de estar um pouco atrás de todos.
Ele semicerra os olhos, avaliando a qualidade e veracidade da resposta. – Entendo. – diz, por fim. – Em que pé estão? – pergunta depois de alguns segundos.
— Perdão? – questiona, confusa.
— Você e o senhor Malfoy. Em que pé estão na missão dada aos dois?
Pandora paralisa.
Não era possível ele saber.
Ninguém deveria saber! E, principalmente, um professor de Hogwarts.
— Infelizmente, não sei do que se trata, professor. – responde.
— Sabe que posso ajuda-los, certo? – ele responde, olhando diretamente nos olhos da garota a sua frente. – É só me dizer do que precisam.
Hawking lembra de uma das aulas de Yaxley, ainda quando tinha por volta de doze anos. O mesmo havia lhe falado sobre uma habilidade que alguns bruxos possuíam: Legilimência. E, depois de inúmeras lições, ele a ensinou como bloquear sua mente para invasores e ela trata de o fazer.
Respira fundo e diz: — Agradeço pela preocupação, professor Snape e pelo oferecimento de ajuda. Mas, se eu e Malfoy temos algo a fazer, o que em verdade, não temos, é de nossa responsabilidade e de mais ninguém. – olha fundo em seus olhos. – Se me der licença...
Ela espera alguns segundos até ele assentir e continua sua caminhada.
Não é preciso dizer que praticamente correu até o sétimo andar onde poderia ficar sozinha. Mas não em paz.
*
Já era tarde da noite quando a Grengrass chegou na Sala Comunal da Sonserina. Muitos alunos haviam chegado antes dela, inclusive Malfoy. Este último nem se dando o trabalho de a cumprimentar ao vê-la sentada num dos sofás.
Não que ela se importasse, mas não deveria ser uma questão de educação?
— Não sabe o que aconteceu... – Daphne diz exasperada, jogando-se ao seu lado no sofá.
— Algo extremamente interessante, pelo visto. — rebate ainda sem tirar os olhos do livro.
— Uma garota foi atacada. – ela praticamente grita.
— Como disse? – responde assustada. Aparentemente mesmo com toda a segurança do castelo, nada era verdadeiramente evitado.
— Uma grifinória foi atacada. Ela estava saindo dos Três Vassouras com um pacote e, de acordo com os boatos, do nada foi levantada no ar e ficou se convulsionando. – detalhou. – Cátia Bell, o nome dela. Soube que o Potter, a Granger, o Weasley e uma amiga estavam lá na hora. – Pandora solta um assobio de assombro. – De qualquer forma, ela está bem agora. O professor Snape foi examinar a peça, um colar que, aparentemente, era amaldiçoado. Segundo ele, mais um pouco de pele em contato com o objeto e ela estaria morta.
— Mas, como um objeto desse iria parar nas mãos de uma aluna de Hogwarts? – ela pergunta. – Não seria possível que a segurança do castelo não iria perceber isso mais cedo ou mais tarde, afinal de contas, não somos revistados sempre que entramos ou saímos da escola?
— Ah, mas isso não é o mais chocante. — continuou a Grengrass.
— Não? – Quantas reviravoltas aquela história poderia ter, se perguntou.
— Não! – Daphne aproxima seu rosto, até que somente as duas pudessem ouvir o que disse a seguir. – Parece que o colar seria entregue a nada mais, nada menos que... – parou fazendo suspense. – Dumbledore!
E aí tudo fez sentido!
O interesse em saber se ela ia ao passeio. A desculpa esfarrapada que deu ao ser perguntado sobre. A afirmação de que teria planos que não envolviam os dois. Um colar amaldiçoado chegando quase na escola e um certo sonserino responsável por todos os questionamentos feitos no dia anterior.
Ela se levanta abruptamente e vai na direção do dormitório dos garotos, ignorando os gritos de Daphne a chamando do sofá. Cruza a distância em questão de segundos, tal grande era sua raiva, pois não interessava quais motivos o idiota tinha, ele não possuía nenhum direito de agir sozinho ou pior, pelas suas costas.
— Malfoy! – ela grita no meio do corredor.
No mesmo momento, Blásio sai por uma porta e a olha confuso. Não era incomum meninas estarem no dormitório masculino, especialmente a noite, mas geralmente elas estavam num estado de humor diferenciado.
— Onde está Mafloy? – ela o pergunta.
— Oi pra você também! Não te vi em Hogs... – ele para de falar assim que nota o olhar lançado em sua direção. Os olhos imensamente verdes transmitindo uma ameaça que ele, com certeza, respeitaria. Engole em seco e só aponta para a porta atrás dele.
Depois de um segundo, Blásio é empurrado para o lado. A garota se coloca para dentro e praticamente chuta a porta com a maior força possível. O loiro oxigenado estava parado na frente do banheiro, vestido somente com uma calça e uma toalha amarrada ao pescoço, com um sorriso cafajeste no rosto e a Marca Negra a mostra no seu antebraço esquerdo, tendo a audácia de perguntar: — Soube das novidades?
Pandora que fora levemente distraída pela visão a sua frente, o olha com a maior fúria: — Se por novidades você se refere a idiotice que fez... Sim, eu soube.
— E então? – pergunta rindo. – O que achou?
— Achei de uma estupidez sem tamanho. Você não tinha o direito. – ela praticamente grita. Se vira e lança um Abaffiato na porta, temendo alguém ouvir a conversa dos dois. – Malfoy como pôde ser tão idiota de achar que um colar amaldiçoado chegaria a Dumbledore? Que chegaria sequer a adentrar as paredes dessa escola? – ele dá de ombros. – Não é possível que seja tão imbecil...
— Não tinha plena confiança no plano, sabe? Mesmo sabendo que a possibilidade de sucesso ser maior tendo uma grifinória como veículo de transporte. Principalmente uma que é chegada no Potter. – ele esclarece. – Infelizmente, as coisas não ocorreram da forma que esperava, mas, de qualquer forma, já tenho um Plano B em execução. – Pandora arregala os olhos. Ele realmente estava agindo sozinho.
— Você tem algum problema? Porque está agindo sozinho? — pergunta. — O que diabos aconteceu com o "agora não precisamos estar sozinhos"? – ela questiona. A verdade é que se sentia traída, pois tinha, de fato, acreditado naquelas palavras. – Malfoy, temos que fazer isso juntos. Duas cabeças pensam melhor que uma! E você só comprovou isso hoje com esse plano ridículo!! – ela se senta numa das camas.
Custava a acreditar que ele era tão imbecil e individualista a ponto de arriscar tudo só para tentar levar, o quê? O crédito? A glória? Como se houvesse glória alguma em matar outra pessoa, ela pensa. Não compreendia a cabeça daquele garoto.
— Não me leve a mal, Hawking, mas sempre fiz tudo sozinho. Estou acostumado. Dessa vez não seria diferente. – ele diz, sentando-se ao lado da garota. – Só disse isso na tentativa de fazê-la sentir melhor.
— Eu não preciso disso, sabe... Não preciso de pena ou que me digam o que acham que eu quero ouvir. Do mesmo jeito que não preciso de você pra fazer isso. Mas, dentre tantas escolhas que nos foram tiradas, resolvi escolher fazer isso em conjunto. – ela diz baixinho. Depois disso, ela solta um riso desanimado, pois uma verdade acaba de a atingir: — Você não tem ideia do que fez! – ele a olha, questionando. – O professor Snape sabe.
— Como assim? – a confusão está inscrita no olhar dele.
— Ele me perguntou em que pé estávamos na nossa missão. E agora tenho certeza que ele vai ligar os pontos e saber que o colar foi obra sua. – responde. – Pior, obra nossa!! – completa. — Seria possível que você não poderia ter analisado os riscos antes de fazer essa merda, Malfoy?
Depois de um tempo perdido em pensamentos, Malfoy rebate: — Faz sentido.
— O quê?
— Ele saber, afinal de contas ele é um Comensal.
Aquilo pega Pandora de surpresa. Não tinha a menor ideia desse fato, até porque no dia em que chegou na Mansão da família do garoto, o professor não estava presente.
— Snape é um Comensal da Morte?
— Você precisa urgentemente se atualizar. – ele rebate. – Sim, ele é! Mas não confio nele. Então, não deve conta-lo nada.
— E por qual razão eu devo confiar em você ou no seu julgamento? – Hawking questiona, a raiva voltando a crescer em seu peito.
— Confie em mim. – ele diz se aproximando e tirando uma mecha de cabelo do rosto dela, tomando cuidado para não tocar em mais nenhum lugar. Mas ela sabia o que ele estava tentando fazer.
— Está tentando me seduzir pra fazer com que eu concorde com você, Malfoy? – ela questiona. — A única forma de conseguir isso é me deixando a par do que está fazendo.
Ele ri e se afasta: — Olhe. Eu também tenho problemas de confiança... – ele consegue ouvir Pandora sussurrando um "não me diga". — Se fizermos um acordo de que tudo agora será fruto de um planejamento conjunto, você conseguiria confiar em mim?
A garota reflete sobre aquilo. Não, não conseguiria. Mas talvez, aquilo permitisse que eles, de fato, conseguissem sucesso em sua missão que, sinceramente, estava muito perto do fracasso naquele momento. Por isso, diz: — Sim. Mas se eu souber que agiu pelas minhas costas mais uma vez, não será bom pra você. – completa. – Estamos entendidos?
Ele afirma com a cabeça. – Acho que seria justo então lhe informar que enfeiticei a proprietária dos Três Vassouras com uma maldição Imperius.
Pandora respira fundo várias vezes na tentativa de se acalmar. Por fim, pergunta: — E o que exatamente você espera conseguir com isso?
— Dumbledore confia nela. Todos os professores confiam nela. — esclarece. — Ela tem contatos com pessoas do Ministério e pode ser um veículo de inteligência formidável pra nós dois.
— Gosto de saber que agora está atento a questão do nós! — ela diz.
— No próximo passeio a Hogsmeade que, por sinal, será daqui a duas semanas, vamos nos encontrar com ela. Então, você poderá ver por si. — ele diz.
Ela pondera. — Certo. — diz se levantando. — Mais alguma coisa que preciso saber?
— Só uma pergunta: como foi me ver sem camisa? – ele questiona se levantando e abrindo os braços.
— Sinceramente? – ela o analisa da cabeça aos pés antes de responder. – Um pouco decepcionante. – ela responde, saindo do aposento e batendo a porta às suas costas.
Talvez aquela parceria renderia bons frutos, pensou Malfoy, rindo sozinho.
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