My Avenger Angel
38 Welcome Chad
Notas iniciais
Estávamos do lado de fora da escola, comprei dois chocolates quentes e estávamos dentro do Mustang ouvindo música e rindo dos acontecimentos, Alexis fez uma surpresa pra Amanda no final da festa, eles estavam completando 9 meses de namoro e o Peixinho fez uma linda declaração pra ela, não preciso nem dizer que a Amanda e a Morg choraram.
– Finalmente acabamos a escola. – Morg tinha tirado o casaco, eu estava sem o terno. – Confesso que vou sentir falta do Quíron.
– É eu também... – Dei um beijo nela, pousando uma mão no rosto e consequentemente aprofundei o beijo. – Você está maravilhosa... – Ela sorriu e mordiscou meu lábio.
– Eu também te amo, Deus Grego. – Eu adorava quando ela me chamava assim.
Ficamos namorando por mais um tempo e resolvemos voltar pra casa, isso já estava para amanhecer, acabamos mudando a rota, fomos pro lugar um pouco mais alto da cidade, deixamos a música tocando e estacionei o Mustang.
Estava apoiado no capô do carro com a Morg na minha frente, eu a abraçava de costas sorrindo, sentindo aquela brisa fria que faziam meus pelos se eriçarem, o barulho das folhas das arvores balançando, ao fundo tocava The Only Exception do Paramore, a beijei no rosto e fechei os olhos.
Ainda era possível ver a lua no céu e que aos poucos iam sumindo para dar espaço ao sol, fitei o rosto da minha namorada, e aquele nascer-do-sol refletia nela e tornou a visão ainda mais bonita... Eu diria perfeita, ela acariciava meus braços e sorria.
– Espera um pouco... – Ela colocou a mão no meu bolso e puxou meu celular, colocou na câmera. – Preciso guardar esse momento.
Ela posicionou pra tirar a foto, eu fechei os olhos e beijei o pescoço dela, apertei o abraço na cintura e inalei o cheiro natural de chocolate que tinha, e pude ouvir o sonoro barulho de que a foto foi tirada, ela virou e me mostrou... Estava do jeito que eu imaginava.
Ela saiu de olhos fechados e sorrindo, com a luz do sol iluminando nos dois... Com certeza eu iria revelar aquela foto e deixar guardado pra quem sabe nossos futuros filhos. Vi ela tirar algumas fotos da paisagem e depois virar pra mim.
– Me beija...
Vi ela com o braço estendido pra tirar a foto, eu sorri e peguei o celular, era um Iphone ia demorar pra terminar de pagar, ela enlaçou meu pescoço e eu a beijei sem pressa nenhuma, não precisávamos disso e então senti que podia tirar a foto e assim o fiz, continuei fitando os olhos dela.
– Melhor irmos pra casa amor, Sr. Thomps vai ficar bravo! – Eu sorri e dei um selinho nela.
– Vamos então novata.
Fui pra lateral do carro e entrei, ela ficou apoiado no capo de frente pra mim, me mandou um beijo e piscou, meu coração vacilou com aquela paisagem e tirei outra foto ri de mim mesmo e ela entrou no carro em seguida.
Chegamos em casa no horário em que o Vovô acorda, ele não estava bravo, perguntou da formatura e tomamos café da manhã juntos... E eu me sentia cada dia mais completo, e aproveitaria enquanto fosse possível.
Era madrugada do dia 23 de dezembro, mais uma vez eu acordei suando frio e com a respiração totalmente descontrolada, tinha certeza que minhas pupilas estavam dilatadas devido ao meu pânico aparente, olhei pro lado e vi que Morgana Curts dormia em meus braços, aquilo me tranquilizou.
Olhei pra ela acariciando o rosto, tinha uma feição tranquila um sorriso hora ou outra brincava nos seus lábios e meu nome escapava deles, dei uma selinho de leve pra que ela não acordasse e continuei ali a admirando, ela meio que pediu permissão para o Velho Thomps e a mim para enfeitar a casa pro natal.
Nós obviamente concordamos, eu achei que ela iria exagerar na decoração confesso, mas estava perfeito demais até pra mim. Luzes de led apenas na parte da frente do telhado da casa, uma arvore média de natal na sala, com alguns presentes em baixo dela, as guitarras e o violão estavam postas também do lado o que dava um ar mais... Não sei... Original?
Eu sei que as intenções dela eram boas e eu me esforçava pra tentar me sentir diferente, mas confesso que era difícil, algumas vezes ela me acordava no meio da noite, pois eu me encontrava gritando em meio aos pesadelos e só dormia com ela cantando pra mim.
Levantei com cuidado, olhei o celular e marcavam 3:30h da manhã, sai do quarto com cautela e desci as escadas, a arvore tinham algumas luzes, mas nada muito forte, na lareira da sala tinham 3 meias penduradas, cada uma personalizada com nossos nomes, foi então que fui até um armário de baixo da escada e peguei uma caixa.
– Tem que ter a família inteira. – Abri a caixa e peguei mais três meias, me encaminhei até a lareira e preguei-as. – Oi Tio Johnny, Oi mamãe... Oi pai.
Tirando meu pai, eu já havia passado o natal com meu tio e minha mãe, peguei um álbum de fotografia na mesma caixa e fui pro tapete em frente a lareira, liguei o fogo e deitei como fazia quando era criança, sorri feliz e ao mesmo tempo melancólico.
– Vamos Tom é a sua vez de abrir! – Eu olhava meu avô sentado do meu lado enquanto minha mãe trazia os biscoitos recém assados. – Não achou que me esqueceria de você!
– Obrigado vovô! – Eu estava com meu presente em mãos, tinha uns 7 anos de idade. – Pena que o Tio Johnny não chegou...
– Não fica assim Filho, ainda é 00:15 temos um pouco menos de 24h de natal, ele vai chegar! – Ela colocou os cookies na mesinha de centro e eu guloso peguei um e molhei no leite. – Porquinho, era pra deixar pro Papai Noel!
– Desculpa mamãe! Seus cookies são perfeitos! – Eu ria enquanto meu avô também comia.
– Alguém disse Cookies? – Ouvi a porta da casa abrir e vi meu Tio fardado entrar, corri e pulei nele. – Olha só, o Porquinho cresceu!
– Feliz Natal Tio Johnny! – Beijei o rosto dele e voltei pra sentar com o Vovô.
– Feliz Natal Família, e Meredith você faz os melhores Cookies do mundo, aposto que o papai Noel só vem aqui pelos seus cookies e não pelo presente do Tom.
– Johnny você está falando que o meu filho não é bem comportado? – Ela deu um peteleco e todos nós rimos.
– Oinc? – Fui acordado das minhas lembranças. – Tudo bem?
– Oi amor... – Fechei o álbum e olhei pra ela. – Tá sim, eu só... Não consegui dormir.
– Fiquei preocupada... – Ela olhou pra lareira. – São as meias de quem? – Ela sentou do meu lado e se apoiou em mim.
– São do Tio Johnny, da minha mãe e do meu pai. – Sorri de canto. – Eu estava só... lembrando do meu natal de 7 anos.
– Deve ter sido perfeito... – Ela acariciava minha mão e olhava algumas fotos. – Esse aqui é você?
– Sim... – Ela pegou o álbum e começou a olhar. – Obrigado amor.
Beijei o rosto dela, sabia que ela tinha entendido o significado do meu agradecimento e ficamos mais um tempo ali vendo as fotos e rindo das lembranças que eu tinha de natal e as dela também, éramos duas crianças que adorávamos aprontar sempre que desse.
–-x—
Era véspera de Natal, Thomas estava dormindo tranquilo ao meu lado e não resisti sorrir e lhe dar um beijo. Levantei e comecei a arrumar a casa em silêncio já que todos estavam dormindo, fui até o galpão e conferi se meu presente de natal estava bem, eu o mantinha escondido (o que não era fácil) para somente o dar amanhã. Eu esperava que Tom gostasse do presente já que foi um "parto" para achá-lo.
Alexis e Amanda iam fazer a ceia com a gente junto com a sua família. Eu ia arrumar a mesa perto da lareira já que estava fazendo bastante frio e a janela dava em um ângulo perfeito para vermos o céu estrelado, eu esperava que eles esquecessem todos os momentos ruins e lembrassem só dos bons, assim como o Tom e eu fizemos ontem.
Voltei para casa e me deparei com Tom fazendo o café. Corri para abraçá-lo e dar beijo de bom dia, ele não parecia estar infeliz ou algo do tipo e eu sabia que ele estava se esforçando para não cair naquela melancolia de todos os anos.
O dia passou rápido até a hora da ceia, Tom me ajudou na preparação de tudo e logo Alexis e Amanda estavam chegando com a família deles.
É claro, sem músicas natalinas, isso há era de mais, ninguém aguentaria. Já que os pais da Amanda eram legais e do Alexis adorava Rock também, nada como colocar meu celular pra tocar em meio a ceia (ligado a um amplificador, só pra esclarecer).
O pai da Mands junto com o Sr. Thomps e o pai do Alexis (Poseidon se você acreditar) não paravam de fazer a gente rir com as histórias antigas deles. Poseidon deu a incrível ideia de fazermos karaokê e dançar Just Dance no Xbox. Claro que o Tom não tinha nada disso, mas Alexis havia trazido para cá da casa dele.
A intenção não era ganhar era ser ridículo, todos cantavam desafinados e ate os pais da Mands que pareciam "certinhos" entraram na onda fazendo gargalharmos.
Era 23h e o jantar finalmente ficou pronto, sentamos todos perto da lareira e atacamos a comida. Eu e o Tom recebemos bastantes elogios e os adultos conversavam mais do que nós quatro, ríamos das piadas bobas e contávamos várias histórias. Me lembrei da vovó e do vovô e olhei pra fora desejando que eles estivessem aqui comigo, sabia que estavam...
– Ei, falta um minuto pro natal, vamos lá fora ver os fogos! — Alexis comentou parecendo uma criancinha de 10 anos e eu ri levantando com os outros.
Senti Tom me abraçar por trás e escondi minhas mãos no bolso com o frio que estava, começamos a contagem regressiva e junto com nossos "vivas" começaram os fogos a enfeitar o céu e para nossa surpresa começou a nevar.
–Feliz Natal amor. — Virei para Thomas e o beijei com todo o carinho. Senti algo molhar minha bochecha, Thomas havia chorado, mas pelos olhos dele era de alegria e eu me senti em paz.
Todos nos abraçamos desejando feliz natal e depois da sobremesa todos foram pra casa. Eu e o Tom arrumamos a casa antes de dormir deixando só a louça para amanhã. Meu primeiro presente de natal aconteceria hoje de madrugada e esperava que Tom não estivesse cansado.
Sr. Thomps havia ido dormir e Tom estava no quarto, peguei a sacolinha da loja e me vesti com a lingerie de mamãe Noel. Eu sei, era meio idiota, mas Thomas era do signo de touro e eu sabia que ele adorava esse tipo de novidade. Arrumei meu cabelo e coloquei a toquinha, sem querer dizer nada, eu estava sexy do jeito como Tom gostava.
Sai do banheiro com pressa e medo de o Sr. Thomps me ver daquele jeito e entrei no quarto com o rosto vermelho, eu nunca havia feito isso, mas o que eu não faço pelo meu porquinho? Tranquei a porta, Tom estava lendo as cartas dos pais dele e pensei que foi uma má ideia, talvez, ter me vestido agora.
–Amor? Eu...
Tom tirou os olhos da carta e me viu perdendo a fala. Ele só me devorava com os olhos e aquilo me vez eu ter um arrepio na espinha. Eu sorri de canto ainda corada e fui até ele, coloquei as cartas sobre a cômoda e mordisquei o lábio dele.
– Sou seu presente de Natal Tom... Pode aproveitar o quanto quiser.
Eu coloquei a voz mais sensual que podia, apertei sua coxa e vi ele soltar um gemido fraco, ri rouca no ouvido dele e me virei de costas para que ele visse tudo por completo, me abaixei um pouco e tirei as botas. Foi quando senti morder minha bunda e dei um gemido rouco surpresa. Virei pra ele de volta e sentei no seu colo.
– Eu te amo. — Sussurrei no ouvido dele e o senti apertar minha cintura. — Feliz Natal porquinho!
Foi então que ele perdeu o controle, não sei o motivo direito, mas ele me jogou na cama e chupou meu pescoço roçando o corpo dele em mim. Naquela noite deixei Thomas se divertir como quisesse, apesar de ele nunca faltar respeito comigo. Essa noite podia ser marcada como uma das melhores.
Acordei no outro dia de conchinha com o Tom, era cedo ainda. Meu presente de natal não iria terminar naquela madrugada. Levantei devagar e tentei não acordar o Tom, fui tomar banho e me vesti com roupas quentes. A neve ainda caia e lá fora estava uma paisagem maravilhosa.
Desci as escadas correndo e lavei a louça rápido. Fiz os biscoitos que Tom e o Sr. Thomps tanto gostavam e o bolo de chocolate junto com o café, preparei a mesa e corri para o galpão para pegar o meu presente pro Tom. Ele estava deitado em um cantinho cheio de cobertas, não parecia que estava com frio mas coloquei uma roupinha nele que comprei no pet Shop e um lacinho no pescoço dele.
Não tinha certeza se Tom iria gostar, mas resolvi arriscar. Voltei com ele pra dentro de casa e ele latiu contente por ser mais quentinho, eu ri de leve e percebi que só o Sr. Thomps havia acordado. Ele me olhou surpresa e eu fiz a melhor carinha fofa que eu conseguia junto com meu presente.
– Acha que o Tom vai gostar? O senhor deixa ele ficar aqui não é? — Ele riu e deu um beijo na minha testa acariciando o cão no meu colo.
– Claro pimpolha, só não vou ajuntar caquinha dele por ai.
Ri e o abracei desejando feliz natal pra ele, não achem que me esqueci do Sr. Thomps, o presente dele estava guardado. Resolvi subir até o quarto e acordar Tom antes que o café esfriasse e eu estava ansiosa. Ele estava em sono profundo e o cachorrinho não parava de se agitar no meu colo. Ri internamente e soltei ele em cima do Thomas.
O cãozinho começou a lamber Tom e eu o ouvi resmungar: "Hm...Morg". Segurei a risada ao máximo, até que o cachorrinho latiu e Tom acordou assustado, comecei a gargalhar com a cena e Tom esfregava os olhos confuso.
–Morg, o que é isso?
–Bom dia amor, esse é meu presente pra você. — Eu sorri e ele me olhou surpresa.
–Você me deu um cachorro? — Ele o pegou no colo e eu assenti insegura.
–Você é a melhor namorada do mundo! — Ele levantou tudo sorridente e me abraçou com força.
– Você gostou amor?- Olhei pra ele que tinha um sorriso bobo brincando com o cachorro.
– Tá brincando? Eu sempre quis ter um cachorro... Ele é lindo amor!- O cachorro latiu e nós rimos.
–Qual o nome dele? — Tom olhou acariciando a cabecinha dele e me aproximei dos dois.
–Eu não sei... Deixei você escolher. — Sorri o vendo lambendo minha mão enquanto abanava o rabinho.
– Chad... Ele tem cara de Chad. -Tom falou sorrindo e suspirei feliz.
–Tem cara que esta com fome também. — Sorri e beijei a bochecha dele. — Vamos eu fiz biscoitos e bolo de chocolate.
Tom me puxou pela cintura e me deu um beijo longo interrompido por Chad que lambia nossos rostos todo enciumado.
–Eu te amo novata, não vivo sem você! — Eu acariciei o rosto dele e sorri.
–Eu também te amo Tom. –
Peguei a mão dele e o puxei pra cozinha junto com Chad, tomamos café em perfeita harmonia dando uma vez que outra alguns pedaços para Chad que estava todo feliz com a família nova.
– Hm... Acho melhor vocês se arrumarem logo. — Eu disse contendo a minha animação enquanto eles tiravam da mesa.
–Por que amor? Vamos aonde? — Ele arcou as sobrancelhas e eu sorri.
–Vamos ver os Eagles jogar em casa. — Puxei os ingressos do bolso e foi naquela hora que o Sr. Thomps quase teve um infarto de felicidade, ele o Tom me abraçaram com força me enchendo de beijos no rosto enquanto Chad latia ao redor de nós.
Tom e o Sr. Thomps seguraram os ingressos pulando de felicidade e deram o grito de torcida, sorri e segurei as lágrimas, eles eram a minha família agora e tudo o que os deixava feliz me deixava também. Tenho certeza que esse dia ficaria marcado para eles assim como iria ficar para mim.
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