Notas iniciais
"A raiva é um veneno que bebemos esperando que os outros morram." - William Shakespeare

Não queria ficar mais um minuto ali, eu nem sei o porquê ela terminou comigo, ela apenas me xingou não deixou eu falar e se mandou, fiz o mesmo mais fui pelos fundos da casa quando cheguei na garagem Amanda estava lá e olhando pra mim.

– Por que fez aquilo Thomas?

– Eu não fiz nada Amanda... Ontem à noite alguém me fez desmaiar e eu simplesmente acordei em um quarto escuro.

– Você quer dizer que te prenderam a noite inteira? — Olhei pra ela e sabia que estava tentando juntar as peças. — Então a Madson tava com...

– O que? — Meu sangue subiu na hora, não acredito que a Morgana acreditou na Madson. — O que a Madson fez?

– Ela atendeu seu telefone e...

Não deixei terminar estava com ódio da Madson e mais da Morgana por ter acreditado, peguei a minha moto e fui pra escola, era dia de aula apesar de tudo. Fui à maior velocidade e estacionei minha moto as pressas, assim que cheguei avistei a Madson, não pensei duas vezes e sai puxando ela, entrei numa sala qualquer na escola, coloquei a mão no bolso e apertei o botão do meu celular, eu iria gravar e provar do que sou capaz!

– Madson o que você tem a ver com meu sumiço de ontem à noite?

– Vai me dizer que não lembra da nossa noite de sexo? — Eu segurei o rosto dela e apontei o dedo na cara.

– Você mandou me sequestrarem não foi? — Dei um tapa na cara dela, o barulho foi bem estralado. — Vou te dar a surra que o seu pai não te deu... E ainda mando aquele vídeo se você não falar agora o que aconteceu! — Ela me olhava assustada, a vi engolir seco, eu ainda era um assassino e ela sabia do que eu era capaz.

– Sim eu mandei o David Wilson te sequestrar e te manter preso por uma noite, assim que a sua namoradinha ligou eu dei um show de gemido.

Minha vontade era de socar a vadia, mas não o fiz já tinha tudo o que eu queria, mas a Morgana não queria me ver e eu agora muito menos. Sai da escola com uma decisão, Morgana Curts não me veria. Resolvi ir até a diretoria e dizer que ia resolver problemas pessoais e não iria aparecer por uns dias, fui pra minha moto e pilotei ate o Johnson. Cheguei segurando as lagrimas e pela primeira vez ele me olhou surpreso por estar ali, ele se levantou e foi ate mim.

– Thomas? O que faz aqui uma hora dessa?

– Johnson sabe o quarto que você está alugando? Eu quero por uns dias!

Ele me olhou curioso, mas não perguntou nada, ele sabia que eu precisava de espaço e cedeu.

– Vou deixar a chave nas suas coisas.

Eu murmurei um agradecimento e peguei a chave não aguentei e chorei como uma criança, corri ate a casa fechei a porta com tudo, me larguei na cama e fiquei aos prantos até uma hora pra conseguir dormir, eu só queria que esse pesadelo acabasse.

Peguei o anel que ela jogou em mim, e depois peguei o colar que ela me deu, no fundo senti ódio e daria um jeito de devolver isso pra ela. Meu telefone tocou, olhei no visor e era Amanda eu atendi rapidamente e tentei segurar e disfarçar de choro.

– Alô Thomas? — Ela sussurrava no telefone. — Eu posso te ajudar...

–-x—

Há uma semana eu não sorria. Às vezes um sorriso de canto saia, mas um sorriso de verdade? Não. Thomas não aparecia na escola por todo esse tempo e ele me enviou o colar pela Mands, o que achei estranho, mas resolvi não querer saber.

Madson espalhou o boato, obvio. E com a ausência do Tom eu já não era uma ameaça, era um alvo. Piadas de corno, mancha neon na camisa, folhas nas costas eram as mais comuns, nem Alexis conseguia fazer isso parar e pedi pra ele deixar pra lá, eu já não me importava mais.

Ele e a Mands sempre sentavam comigo na hora do almoço o que fazia esquecer e amenizar a dor. Você acha isso meloso? Exagerado? É eu não posso julgar você, também pensava isso... Até amar de verdade. Só quem já sentiu a dor pode compreender.

Me sentei no mesmo lugar de sempre na hora do almoço. Tom não veio de novo e por mais raiva que eu sentia me preocupei, de verdade. Será que ele foi pro reformatório ou estaria nas ruas aprontando? Mordi o interior da boca e encarei a comida. Qual era o meu problema? Por que me importava com alguém que poderia nem pensar mais em mim? Segurei o choro e vi que alguém sentou do meu lado, infelizmente não era a Mands ou o Alexis.

– Olá novata. — Madson pegou a maçã da minha bandeja e mordeu dando um sorriso sínico.

– O que você quer Madson? — A olhei de canto e respirei fundo pra não estapear a cara dela.

–Ah é que... Eu sinto saudades do Anjo Vingador. Tem visto ele?

–Não e nem quero ver, agora se me der licença. — Levantei e antes de sair a ouvi falar.

–Deve ser por isso que Thomas te largou. Você é tão sem graça... Deve fazer um sexo de dar sono. — Ela deu uma gargalhada e eu segurei firme minha bandeja. A escola toda estava olhando a cena e meu sangue ferveu, me virei pra Madson e joguei a sopa nojenta que a escola fez.

–Prefiro ser sem graça do que dar pra meio mundo como você Madson vadia!

Cuspi nela e sai voando do refeitório indo direto para a sala de história especializada. Coloquei meus fones de ouvido e aumentei volume no último, nunca quis que uma aula de história passasse tão rápida como essa. Alexis e Mands sabiam quando me dar espaço e eu fiquei sozinha durante toda a aula.

Fui pra casa sem pressa... Nem ao menos na estrada eu o via. Isso era bom, certo? Podia esquecer ele mais facilmente... O problema é que eu sabia que no fundo não queria. O que fazia me odiar ainda mais, fui com esses pensamentos até em casa, assim que cheguei beijei a testa da vovó e ela me puxou pra um abraço, adorava quando ela fazia isso de verdade.

–Me ligaram do colégio falando que você derrubou sopa na sua colega...

–Vovó eu não quero falar disso ok? Eu...

–Querida, não vou te xingar por isso. — Ela acariciou meu rosto. — Sinto que tem algo que você precisa colocar pra fora. — Ela sorriu e eu suspirei.

–Eu estou preocupada com Thomas, ele não aparece faz dias e... — Mordi o lábio. — Eu tô me odiando por isso. Ele me traiu e provavelmente está por ai se divertindo enquanto eu estou aqui sofrendo que nem uma monga. — Olhei pra cima e respirei fundo, eu não ia mais chorar por ele, não ia.

–Quem disse que ele está se divertindo querida? Vocês conversaram depois da casa do Alexis? — Eu neguei com a cabeça. — Então vá falar com ele meu bem, isso não quer dizer que você está correndo atrás, mas sim para tirar todas essas dúvidas.

–Mas vó...

–Seu orgulho sempre foi seu defeito Morgana, não deixa isso te consumir, esta bem?- Ela sorriu de canto e eu assenti.

Tomamos café em silêncio e fui pro meu quarto ouvir música e Bum! Aleatório resolveu me castigar e tocar Monster de cara. Eu quis estraçalhar aquele celular Filho da Puta! Respirei fundo. Era 22h30. Mordi o lábio com força e resolvi ir à casa do Sr. Thomps.

– VÓ! Já volto! — Desci as escadas e fui até a Bessie dirigindo até a casa dele com o coração apertado. Mil e uma vez pensei em dar a volta, mas sai determinada. Queria saber por que ele fez isso e isso me ajudaria de certa forma. Parei na frente da casa dele e empaquei na porta. O que falaria para ele? Como o olharia sem ter vontade de chorar? Como...

–Thomas? — A porta se abriu e o Sr. Thomps surgiu preocupado e zangado também. — Senhorita Curts! Desculpa eu pensava que... Tom não está com você? Ah me desculpe, entre, por favor. — Ele me deu passagem e entrei sem graça.

–Ahn... Então Tom não está aqui? — Meu coração estava acelerado tentei controlar minha respiração.

–Eu pensava que ele estava com você! Faz mais de uma semana que ele não aparece em casa.

Ele passou a mão pelos cabelos e percebi o quanto ele amava o neto. Meu peito ardeu novamente e eu arranhei meu braço com nervosismo... Onde ele se meteu?

– Faz... faz tempo que não vejo ele também, nem na escola ele apareceu. — Nossos olhos se cruzaram, estávamos aflitos.

–Esse garoto... Eu vou fazer uma busca amanhã. É melhor ir para casa senhorita, está tarde — Eu confirmei com a cabeça e o abracei. Ele provavelmente ficou surpreso, mas não me importei.

–Obrigada por tudo Sr. Thomps — Sorri fraco e ele assentiu com a cabeça abrindo a porta pra mim.

A estrada estava mais escura que o normal, os postes de luz não estavam mais funcionando, a luz tinha caído de novo. Minha cabeça estava zunindo e eu já não sabia mais pra onde ia. Ótimo! Me perdi! Bati no volante com raiva e acendi o farol no máximo e desci da caminhonete procurando sinal.

–Olha, olha que coisinha mais linda temos aqui. — Me virei assustada e vi três vultos contornando a caminhonete.

– O que uma mocinha dessas faz aqui? — Eu me afastava e me bati às costas em uma parede. Um beco sem saída? Serio?

–Me deixem em paz... Eu não tenho nada, podem levar meu celular. — Estendi o celular e o terceiro homem afastou a minha mão se aproximando de mim e segurou meu rosto. Ele tinha cheiro de álcool.

–Não queremos isso, você tem uma preciosidade natural. — Senti alguém apertar minha bunda e eu reagi por extinto. Chutei o lugar de baixo dele, soquei algo no escuro e quando eu ia correr pra caminhonete alguém me segurou pela cintura.

– Vadiazinha!- Foi a única coisa que eu ouvi depois de receber uma apunhalada e desmaiar com aquele gostinho de morte.

Notas finais
Olha o horario que eu to postando!!!!! Isso ai gente euzinha vou viajar e resolvi fazer um cap duplo de matine!! MAS NÃO SE PREOCUPEM AMORES! Bem provavel quase 100% de certeza que minha Amoi (vulgo Morgana Barts co-autora) vai postar pra vocês os caps adoráveis do nosso casal!