My Avenger Angel
25 Do you love me?
Notas iniciais
Fazia uma semana que eu não surgia na escola ou em casa, eu queria aparecer pra ver meu avô com certeza estava preocupado, resolvi que iria visita-lo. Eu conversava com a Amanda, havia me encontrado com ela no meu apartamento, ela contou que a Madson espalhou o boato e a Morg voltou a ser alvo de chacota, eu fiquei puto e daria um jeito de resolver aquilo depois do fim de semana.
Eu estava bebendo agora em um bar qualquer que tinha na cidade, era na área residencial Amanda às vezes me tirava do bar pra não arranjar confusão, eu estava acabado, mas não queria papo com a Morgana, pode ser orgulho não me importava.
Fui ver meu avô, mas acabei vendo a Bessie e aquilo não era bom sinal, dei meia volta e ia em direção ao quarto que aluguei, parei em um bar e vi os bandidos do bairro. Eu os conhecia, vi uma caminhonete parar no beco sem saída, meu coração acelerou, tinha certeza que era a Morgana, paguei a bebida que nem tinha tomado e sai do bar pra olhar o que ela fazia ali.
Então vi os três rodear a caminhonete, pensei em como não pude salvar minha mãe, mas mesmo brigados eu amava ela e não iria deixar ela ter o mesmo fim. Quando os caras bateram nela eu apareci como um anjo vingador mesmo, peguei a corrente da minha moto e fui ate eles.
– Sai de perto dela. — Eu rodava a corrente e eles logo me cercaram. — Pra pegar ela vão ter que me matar.
– Vejam só é o filho da Meredith. — Meu sangue subiu, o cara que matou minha mãe era do grupo deles. — Você gosta da gostosa aqui?
Eu não pensei duas vezes, joguei minha corrente e enlacei um deles, o outro tentou me socar, mas eu o chutei jogando o outro no chão. O terceiro sacou uma arma e foi atirar, fiz um dos companheiros dele de escudo e avancei por um momento ele hesitou e foi minha chance, eu me joguei em cima dele e bati como nunca, descontei todas as raivas e frustrações, ate que ouvi a voz da Morgana gemer, aquilo me trouxe de volta.
– Morgana...
Corri na direção dela e a abracei com força, eu ainda queria a proteger de tudo, voltei a colocar ela na Bessie, fui pro motorista e pensei pra onde leva-la só pensei em uma pessoa... Era Amanda, dirige ate a cidade, não demorei muito pra chegar. Peguei a Morgana no colo e fui até os fundos da casa dela, dei uma. ligada para que ela descesse e abrisse a porta pra mim.
– Oi To...- Ela ficou surpresa. — O que aconteceu?... Esquece pode entrar.
– Obrigado Amanda...
Subi com a Morg nos braços ela se abraçou a mim e murmurou meu nome, naquele momento eu vi o quanto eu senti falta dela, deitei ela na cama e me virei pra Amanda.
– Tom ela te ama... Acho que o fato de te perder dói mais do que ela passa.
– Ela disse que não queria me ver... — Amanda olhou minha mão, é eu ainda usava o anel de namoro. — Ela não me deixou se quer explicar...
– Eu sei, mas... — Eu a cortei a fala.
– Chega Amanda... Ela não deu um voto de confiança pra mim... Ela sabe que a Madson faz de tudo pra conseguir o que quer... E ela simplesmente acreditou sem nem ao menos me dar um chance de explicar, mesmo depois de tudo. Eu nunca dei motivo de desconfiança. — Segurei o choro e engoli. — Você sabe onde me encontrar tem meu numero se precisar de mais alguma coisa.
Ela confirmou com a cabeça, me aproximei da Morg e dei um beijo na testa dela e fiz cafuné, ela sorriu e vi o quanto ficar longe dela era inútil, sai correndo pulando a janela tinha que me mandar dali, corri quase 7km até o lugar onde eu estava dormindo, peguei todo tipo de objeto e derrubei tudo ali... Ainda chorava, por que Morgana? Eu só queria uma chance pra explicar!
Eu te amo Novata... Sempre amei!
–-x—
Minha cabeça latejava forte. Eu morri? Não eu... Abri os olhos devagar e me apoiei nos cotovelos tentando ver onde eu estava. Muitos livros, organização e...
–Oi Morg.
–Mands? — Sentei na cama e coloquei a mão na cabeça. – O que aconteceu?
– Você não lembra de nada? — Ela segurava um saco de gelo, olhei pra fora e vi que era de manhã. — Mais ou menos, tinha uns caras que me cercaram em um beco e me atacaram, não lembro mais depois disso... Você não foi pra aula?
– É sábado Morg! — Ela riu e eu voltei a deitar.
–Como vim parar aqui?- Fechei os olhos respirando fundo.
–Thomas estava perto do bar e te salvou. — Meu coração se apertou e aquela dor voltou a inflamar. — Morg... Eu preciso te mostrar uma coisa. — Ela se levantou e pegou o laptop dela e voltou a sentar do meu lado.
–O que é? — Sentei de pernas cruzadas e a encarei.
–Uma gravação, do Tom e da Madson. Foi um pouco difícil de conseguir... – Ela conectava um pen drive ao computador. – Eu tive que ir até o Thomas e pegar escondido. – Ela me olhou. – O Tom agora frequenta bar... Já o tirei três vezes do bar. — Ela não deixou eu nem protestar ou reagir diante das informações e colocou o áudio.
“Madson o que você tem a ver com meu sumiço de ontem à noite?” – Ouvi a voz dele, pera como assim sumiço?
“Vai me dizer que não se lembra da nossa noite de sexo?” – A voz dele era amargurada, triste... e tinha ódio.
“Você mandou me sequestrarem não foi? – Eu estava chocada e olhei pra Mands, ela só olhava minhas reações. — Vou te dar a surra que o seu pai não te deu... E ainda mando aquele vídeo se você não falar agora o que aconteceu!”
“Sim eu mandei o David Wilson te sequestrar e te manter preso por uma noite, assim que a sua namoradinha ligou eu dei um show de gemido.” – Foi ai que a gravação terminou.
Ouvi Madson confessar que sequestrou Thomas e quando liguei atendeu fazendo um "show de gemidos". Única coisa que pensei foi: VADIA FILHA DE UMA PUTA ARREGASSADA. Madson aprontou de novo e eu cai, como uma retardada. Eu falei tudo aquilo pro Tom sem deixar ele ao menos explicar, agora lembro da cara dele quando terminamos... E o que ele deve ter sentido e tudo o que eu falei, parecia que doía mais agora depois da verdade.
–Eu vou falar com o Thomas — Me levantei determinada.
–Morg você está fraca, toma café primeiro. — Mands se levantou e parecia feliz, será que ela estaria tentando juntar nós dois novamente esse tempo? Não sei, só sei que eu amava minha amiga.
–Bem rápido tá? — Ela riu e fomos tomar café juntas, eu praticamente engoli inteiro e fiz ela ligar pro Tom pra saber onde ele estava.
–E então? – Indaguei
– No apartamento dele no Johnson. — Ela suspirou e olhou pra mim. — Ele perguntou de você, pode ter certeza que ele te ama, ele só é orgulhoso. — Nós duas sorrimos, eu queria ter Tom de volta, e faria isso.
Peguei Bessie e fui até lá com o coração acelerado, não sabia o que iria falar, ia ser no improviso. Johnson falou onde ficava o apartamento e subi agradecendo ele. Parei na frente da porta e perdi a conta de quantas vezes eu respirei fundo. Mordi o lábio pra tirar o nervosismo e bati na porta . Ouvi um murmuro e Tom abriu a porta... Sem camisa.
–Morgana? — Ele franziu o cenho.
– O-oi Tom. — Eu suspirei. Sentia falta de tocar e arranhar aquele peitoral.
– O que está fazendo aqui? — Ele cruzou os braços e eu olhei pra baixo.
–Precisamos conversar não acha?- O vi assentir e me deu passagem pra entrar. — Obrigada por... Você sabe, por me salvar.
–Por nada. — Ele falava frio e eu cruzei os braços arranhando de leve.
– Porque não me contou sobre o áudio da Madson?- Ele estava de costas pra mim arrumando a cama, o quarto estava uma zona e cheirava a álcool. Então ele parou e olhou pra mim. – Você realmente está bebendo Thomas?
– E você deixou Morgana? Deixou eu falar? — Ele falou irritado e quase gritando. Foi minha vez de perder a paciência. – E não importa isso, não foi você mesmo que disse que tem nojo de mim, pois bem Morgana.
– COMO VOCÊ QUERIA QUE EU ADIVINHASSE THOMAS? E SE FOSSE VOCÊ NO MEU LUGAR? O QUE FARIA? — Ele se aproximou de mim e eu prendi a respiração, ainda podia sentir o cheiro dele.
–Eu nunca te dei uma desconfiança, você sabe que a Madson faz de tudo pra ter o que quer. — Ele me penetrou com aqueles olhos negros e eu trinquei os dentes.
– Você ainda me ama?- A pergunta saiu sem querer e me arrependi na mesma hora.
– Eu já não sei mais Morgana! — O vi engolir seco e meu estômago se revirou, foi então que vi o anel na mão dele.
–Então por que ainda usa o anel de namoro? — O fitei e vi-o ficar desnorteado seus olhos gritavam e refletiam dor e mágoa e odiei saber que a culpa era minha.
–Morgana. — Ele fechou os olhos e respirou fundo. — É melhor você ir...
–Me desculpa. — Eu me aproximei dele tomando coragem. — Eu devia ter te ouvido. Você não sabe como é difícil ficar longe de você.
–Morgana eu... — Senti ele vacilar, essa era a hora de ter ele de volta.
–Olha nos meus olhos e diz que não me ama e que não sentiu a minha falta! — Ele abriu os olhos e ficamos nos olhando. — Fala...
–Eu...
–Exatamente. — Puxei ele pela nuca e o beijei. Beijei com toda a vontade, desejo e saudade que sentia. Thomas Smith é meu, e ninguém ia me tirar dele.
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