Notas iniciais
"A pessoa certa é a que está ao seu lado nos momentos incertos." - Aldo Novak

Ficamos o dia descansando no hotel o resto do dia e antes do sol se por nós saímos da Geórgia e fomos pra casa, Alexis e Amanda foram ao carro e eu e a Morg depois de muita insistência dela em ir comigo fomos de moto. Não e que não queria a companhia dela é que normalmente viagem de moto com longa distancia além de cansar te deixa dolorido, mas ela insistiu e pediu com aquela cara onde falar não é quase impossível.

Foi tudo tranquilo, eu e a Morg deixamos a moto do na casa do Alexis e depois fomos de carro até em casa, o velho Thomps como sempre esperava a gente batendo sua muleta no chão e com aquela cara de que faria eu e a Morg pagar 20 flexões como castigo.

– Quando vai ser o dia que vocês vão me comunicar quanto tempo ficaram longe de casa? – Eu e a Morg acabamos rindo, ela beijou e abraçou ele e eu fiz o mesmo. – Ainda ponho vocês de castigos!

– Eu sei velho Thomps você diz isso desde os meus 15 anos. – Fui pra cozinha preparar a janta pra Família, pude ouvir a conversa dos dois.

– Então quer dizer que você acertou 93%? – Era o velho Thomps empolgado. – Sabia que iria conseguir Querida!

– Muito obrigado Sr. Thomps, consegui graças à vocês.

Me encaminhei até a sala e me apoiei no batente da porta, olhei os dois sorrindo, não sei quanto tempo eu fiquei parado olhando, mas só me dei conta quando os dois estavam olhando pra mim. O Velho Thomps tinha um sorriso nos lábios e a Morg me olhava com um ponto de interrogação na cara.

– Aconteceu alguma coisa amor? Que cara é essa? – Ela cruzou os braços. – Você tá bem?

– Não, é que... – Olhei pro meu avô e mantive o olhar. – Há muito tempo... eu não conseguia sentir a família completa nessa casa. – Me virei de costas e olhei as fotos da minha mãe e do Tio Johnny.

– Amor... – Eu sorri.

– Está na hora da janta, noite de pizza do Thomas. – Eu joguei o pano por cima do meu ombro e a Morg pulou nas minhas costas, eu ri e a segurei. – Eu sei você adora pizza!

– Você é o melhor oinc! – Ela beijou meu rosto e jantamos rindo como uma família tem que ser.

Depois da janta o Vô Thomps insistiu em lavar a louça e a Morg ficou secando e então fui abrigado a tomar banho, subi as escadas e o fiz, era noite do dia 19 de Dezembro, amanhã na noite do Dia 20 seria a formatura... e estávamos cada vez mais perto do natal, e eu não conseguia evitar de me sentir... Daquele jeito, frágil.

Afastei qualquer que fosse o pensamento sobre o Natal, deixei pra ter aquele pensamento como todos os anos na noite da véspera, sai do chuveiro e coloquei uma calça moletom e uma camisa de manga longa com uma caveira desenhada, baguncei meus cabelos molhados e resolvi ler as cartas que os meus pais trocavam.

Algumas vezes eu ria o, outras eu chorava e só depois de um tempo notei que Morgana Curts estava me olhando na porta, ela também já tinha tomado banho, mas parece que parou pra olhar minha emoções e reações, afinal ela mesmo dizia que eu quase nunca demonstrava isso.

– Thomas Smith rindo e chorando com cartas? – Ela sentou no meu colo e beijou meu rosto. – São dos seus pais?

– São sim, gosto de ler... – Acariciei a cintura dela. – E os diários da sua mãe?

– Vou começar a lê-los amanhã amor. – Ela acariciou o meu rosto e notei uma expressão de receio. – Posso te fazer uma pergunta?

– Quantas quiser amor. – Me sentei na cama com ela no colo e ficamos frente a frente.

– Eu quero saber do dia que você apanhou do Owen... – Ela abaixou o olhar e senti meu corpo tremer. – É importante...

– Owen me levou pra uma área afastada daqui, na aérea residencial ele tinha me algemado. – Olhei pros meus pulsos e suspirei. – Ele me apontou uma arma e quis abusar de mim, mas eu resisti então... Eu apanhei não sei por quanto tempo. – Eu mesmo acabei me abraçando e pude sentir ela me abraçar e beijar meu pescoço, me confortando.

– E porque ele te deixou machucado na escola? – Ela beijou minha testa e segurou meu rosto.

– Eu só não apanhei mais porque um cara de bicicleta passou, acho que ele era entregador de alguma coisa. – Olhei nos olhos dela. – Ele me jogou de volta no carro, mas eu já estava quase desacordado, então ele me deixou na escola.

– Foi a única vez que alguém interrompeu uma surra? – Eu confirmei e olhei pra ela como quem diz “Chega desse assunto”.

Ela me beijou e eu esqueci de tudo, sorri em meio ao beijo e a deitei na cama, a cada toque e beijo as coisas ficavam mais intensas, acabei ficando sem minha camisa e ela já estava nua da cintura pra cima. Confesso que temos um química incrível que mudamos rapidamente de humor.

– Amanhã é a formatura. – Disse em meio aos amaço. – Eu tenho que buscar minha roupa amanhã.

– Deixa isso pra amanhã Thomas. – Ela virou por cima de mim e começou a tirar minha calça.

Eu não preciso dizer que aquela noite, foi a noite perfeita um dia acabaríamos nos matando, mas fazer amor com ela pra mim... Era como ir ao paraíso.

Acordei no outro dia mais cedo que a Morg, sai com a minha moto e falei com o velho Thomps pra pegar minha roupa e disse que passaria na casa do Alexis e voltaria só pra buscar a Morg, eu queria fazer surpresa. Cheguei na casa do Alexis e ele estava todo feliz com a formatura.

– E ai Porquinho? – Trocamos um soquinho.- Pronto pra formatura!

– Claro que sim. – Sentei no sofá.

– Olha a gravadora mandou o contrato pra você e a Amoi assinar! – Ele me entregou os papeis e eu dei uma lida rápida. – A Espertinha já assinou, só falta vocês dois.

Ficamos trocando ideias sobre a formatura e falamos o quanto esperávamos por isso, a gente se arrumava e rápido então obvio que tocamos e fizemos guerra de guitarra na garagem e jogamos XBOX, assim que o entregador trouxe nossas roupas fomos tomar banho e se arrumar.

Apesar de ter dito pra Morg que não iria de terno resolvi surpreender ela um pouco, ela mesmo disse que iria gostar, mas por mim ela poderia ir como ela apareceu pra mim no dia em que fomos no pavilhão do Rock, se ela soubesse como eu ficava maluco com ela naquela roupa, eu até esquecia de respirar.

Meu terno era preto riscado de giz, mas ele não era muito formal, era mais pra adolescente indo em formatura, deixei a gravata um pouco frouxa, eu ainda sou um rebelde, estava com um all star preto, uma camisa também preta por de baixo do terno e uma gravata vermelha. Passei perfume e baguncei meu cabelo como ela gostava, eu sorri e peguei uma tulipa vermelha, espero que ela goste.

Sai do quarto de hospede e vi o Alexis, ele estava no mesmo jeito que eu, éramos iguais no estilo, mas o terno dele era cinza e a gravata preta, e ao invés de uma tulipa ele carregava uma peônia a flor favorita da Amanda. Peguei o mustang e o Alexis o carro do pai dele, me encaminhei pra minha casa e estava nervoso, eu queria ver a minha namorada logo.

Olha a viagem de carro parecia longa, mas valeu a pena ter esperado assim que eu parei o carro vi ela se despedir do meu avô, abri a porta pra ela e a cada passo que ela dava eu me sentia no seu, ela também não parava de olhar pra mim, acho que estávamos surpresos um com o outro.

Morgana Curts usava um vestido preto que ia um pouco acima do joelho, realçava bem ela e eu prendi o ar. Usava um all star preto, uma luva que ia ate a metade dos dedos e até o antebraço, a maquiagem era pouca, mas a fazia parecer mais linda e podia comparar ela até com Afrodite. Ela me abraçou pelo pescoço e me beijou, eu retribui prontamente e a apertei em mim.

– Você está linda! – Dei um selinho nela, me ajoelhei e mostrei a tulipa, ela sorriu e me beijou. – Hora de irmos amor!

–-x—

Acordei sentindo o vazio na cama. Estava acostumada a ser acordada por Thomas ou com ele dormindo ao meu lado, abracei o travesseiro dele e suspirei sentindo o seu cheiro, não havia mudado e eu adorava ainda hoje.

Aquela preguiça de sábado de manhã havia me tomado, mas hoje era o dia do faxinão, imposta por mim claro. Acha que é fácil morar com dois homens? Em questão de limpeza e organização eu tinha que dar uns puxões de orelha no Thomas. Já o Sr Thomps era mais fácil já que ele vinha do exército.

Me espreguicei e levantei antes que eu caísse no sono de volta. Desci as escadas correndo e me deparei com o Sr. Thomps arrumando a mesa.

–Bom dia Sr. Thomps. — Sorri e corri pra lhe dar um abraço que ele retribuiu.

–Bom dia pimpolha. — Ele me dera esse nome quando contei como eu era impossível na escola, até me acostumei. — Thomas saiu não sei pra onde, parece que ele vai te buscar na hora da formatura.

– Isso quer dizer que sábado que vem ele limpa a casa sozinho.

–Exatamente, descanso pra nós. — Nós rimos e tomamos o café falando de beisebol. Sr. Thomps torcia, mesmo que pouco pelo mesmo time que eu e meu avô que era fanático.

Tive uma pequena ideia para o natal e sorri internamente eu estava buscando várias ideias para o natal deles valerem a pena e aquele trauma tudo ser substituído por um dia inesquecível.

Após o café comecei a colocar a mão na massa e fazer minha parte do serviço, precisava ainda me arrumar para a formatura e ler os diários da minha mãe. Eu estava com medo do que ela poderia ter escrito... E se ela não me queria mesmo?

Deixei pra lá essa questão dizendo a mim mesma que iria ler ao menos uma página que fosse do diário. Terminei de fazer minha parte e dividi as tarefas com o Sr. Thomps terminando adiantado. Isso é o que eu chamo de trabalho em equipe fui logo tomar um banho relaxante, já sentia falta do Porquinho e suspirei. Aquele idiota realmente fazia falta em poucas horas...

Fui pro nosso quarto e peguei o vestido que eu comprei. Ele era preto (como a maioria das minhas roupas) com um laço branco na cintura e detalhes de renda no busto, era um tomara que caia. Me sentia um pouco exposta com ela por isso resolvi colocar um "colete" de couro por cima e por fim meu all star novo (vocês não tem ideia de como estava ansiosa para usá-lo).

Eu sei, talvez eu ia ficar muito mais bonita com salto porém no segundo passo estaria beijando o chão. Nunca usei salto e nunca conseguiria eu preferia assim mesmo, tênis ou no máximo uma sapatilha. Passei mais maquiagem que o normal incluindo lápis de olho e sombra. Sorri de canto me olhando no espelho, esperava que Tom gostasse do meu look.

Sentei na cama e vi que estava bem adiantada, foi então que peguei os diários da minha mãe. Eram dos seus 3 últimos anos, ela morrera com 25. Isso doía no peito como nunca... Principalmente por saber que ela morrera por minha causa.

Abri o primeiro diário, ela não falara a data... estranho. Minhas mãos tremiam um pouco, mas segui a leitura e comecei a sorrir. Era o dia da formatura dela.

Seu vestido era preto também, sua cor favorita depois de vermelho e o laranja. Ela ia acompanhada de suas amigas já que "meu príncipe encantado ainda não apareceu.” Ela riu quando falou isso e disse que hoje era o dia de comemorar e principalmente comer, então ela se despediu e disse que as amigas tinham chegado.

–Morgana? — Um grito veio da cozinha, era o Sr. Thomps.

–Sim? — Eu falei tentando não parecer tão embargada de sentimentos... Só nas primeiras páginas eu podia imaginar como minha mãe era especial e mesmo sem a conhecer a amava.

–Thomas está te esperando lá fora pimpolha.

Eu sorri, finalmente podia matar a saudade dele e como minha mãe disse, comemorar e comer em um dia especial para qualquer adolescente. Guardei os diários e desci as escadas apressada, Sr. Thomps soltou um "Uau pimpolha! Você está linda" e eu agradeci com um beijo no rosto dele.

Abri a porta e meu coração disparou quando vi Thomas me esperando encostado no carro, ele estava... Uau. Ele realmente me tirou o fôlego com aquele terno e o estilo meio rebelde. Vi o quanto ele estava impressionado também e me despedi do Sr. Thomps indo apressada até o Thomas.

Eu o abracei pelo pescoço e o beijei, senti ele me apertar e sorri, ele terminou o beijo com um selinho e logo após se ajoelhou me dando uma tulipa vermelha. Amor eterno. Era a minha flor favorita pelo seu significado sorri vendo que ele lembrara disso e o beijei de novo. Ele segurou minha mão sorrindo.

–Hora de irmos! — Thomas falou animado e eu ri entrando no carro.

De casa até a escola cantamos as músicas que passava na rádio dos anos 60. Havíamos nos acostumado a escutar essa rádio mesmo que não fosse a Bessie e lembrei quando vovó disse que eu e o Thomas lembrávamos ela e o vovô Louis.

Queria que eles estivessem ainda aqui, soubessem do meu resultado na faculdade. Eu sentia tanta falta deles... A única coisa que me conformava era o Thomas estar comigo.

Chegamos à escola e encontramos Alexis e Amanda. Ambos estavam maravilhosamente lindos, Amanda vestia um vestido azul, cor favorita do Alexis e ele um terno cinza. O mesmo aspecto rebelde que Thomas, eles realmente pareciam irmãos.

Logo na entrada tiramos fotos juntos, com careta obvio e depois por casal. Thomas havia me abraçado por trás e eu sorri o olhando, nem percebi quando tiraram a foto e Tom me puxou logo pra dentro do baile. Junto com Alexis e Mands fizemos a verdadeira festa, riamos até não conseguirmos mais, dançamos feito trogloditas e eu e o Alexis quase comemos o estoque todo de comida.

Até que foi a vez de escolher a rainha e o rei do baile. Adivinhem quem ganhou? Exatamente, Alexis e Amanda apesar dela não estar exatamente muito excitada com o prêmio. Alexis, no entanto estava eufórico... Ele gostava mesmo de aparecer.

Começou a tocar música lenta e Tom me puxou pela cintura e eu coloquei os braços ao redor dele. Nossas testas estavam encostadas e não tirávamos os olhos um do outro, era como de falássemos pelo olhar.

Eu acariciei os cabelos dele e em meio a música sussurrei que o amava... Ele me apertou mais na cintura colando nossos corpos e sussurrou a mesma coisa. A noite não podia ficar mais perfeita, era o que eu pensava até Thomas me beijar com a música Monster ao fundo.

Notas finais
Oi gente, quanto tempo? Desculpem demorar, meus pais viajaram e meu aniversário ta chegando... Ai ai >_