My Avenger Angel
29 Take Care Each Other
Notas iniciais
Eu já estava ficando maluco depois de tudo o que aconteceu com a morte da D. Atena o orfanato sabendo que não tinha nenhum testamento pra decidir a guarda da Morg, logo decretaram que ela era de tutoria do estado e mandariam ela pra um orfanato ali mesmo em Louisiana, e eu sinceramente não queria isso, como eu já sou tecnicamente de maior eu dei entrada na maldita papelada, mas com o meu probleminha a burocracia era muito maior e por meu avô ser de idade ele não podia entrar em ação.
Alexis apesar de também ser emancipado também não podia dar entrada porque ele ainda tinha um responsável interino que era o pai dele, estava tudo nas minhas mãos, já tinha se passado uma semana que ela estava lá naquele maldito orfanato e só faltava a papelada do Madson, eles adiantaram minhas idas a um psicólogo pra ver se eu ainda era um descontrolado.
Tudo o que o psicólogo disse era que a minha ficha estava impecável e que eu tive um bom comportamento e que sim eu poderia ter a tutoria da Morgana até ela completar 18 anos já que não ia demorar muito e também porque provamos por A mais B que nós éramos namorados e até mentimos na parte de estar noivos. Olha eu quero casar com ela, mas não tinha feito um pedido oficial, foi apenas pra agilizar o processo.
Eu fui com o Sargento Will até a delegacia do menor e terminei de assinar as últimas papeladas, o que facilitou e muito pra conseguir a guarda da Morg foi um testamento da D. Atena que um advogado mandou assim que teve a noticia do falecimento dela, pra minha surpresa o testamento era direcionado direto a mim e a data batia no tempo emque eu concertei a Bessie.
Ela realmente entendia das coisas, depois de tudo ela ainda deixou tudo encaminhado e me fez tutor legal da Morgana Curts até ela completar 21 anos, acho que ela não ia gostar do fato de eu ser tutor dela até os 21 anos que é a idade militar de independência, mas por hora resolvi não pensar nisso, sai com o Sargento que tinha trazido o testamento.
– Então você vai busca-la? – Ele ia em direção ao carro dele. – Quer que eu avise no Orfanato?
– Sim eu vou agora, e não... Prefiro fazer uma surpresa! – Eu sorri de canto e entrei no mustang que estava logo do lado dele. – Vê se o Alexis deixa tudo pronto até eu chegar!
– Pode deixar Thomas, eu vou arrumar tudo.
Seria quase 8h de viagem até o orfanato então obviamente eu iria dormir na estrada, mas pretendia dormir com a minha namorada num quarto de hotel vagabundo que seja, mas ela tinha que estar comigo, coloquei na estação de rádio dos anos 60, estava com o testamento da Vó dela a autorização e uma carta que ela tinha escrito, quando estamos no fim da idade sempre começamos a pensar em quem deixamos. Então pensei se meu avô já não fez algo parecido, sei que ele me emancipou justamente por essa causa, mas nada o impede de deixar um testamento.
– Sua hora ainda não chegou velho Thomps... Ainda não! –Pisei fundo e tentava me acalmar, mas meu coração batia rápido eu precisava tirar a Morgana de lá.
E as horas foram se passando e quando eu cheguei no orfanato já estava escuro, não sei se deixariam eu tirar ela dali, mas eu tiraria ela de qualquer jeito, ou não me chamo Thomas Smith. Estacionei meu Mustang e fui direto pra recepção, uma mulher de meia idade me atendeu nada animada.
– Bem Vindo ao Orfanato Estadual em que posso ajuda-lo?
– Eu vim buscar uma garota... Morgana Curts! – Ela me olhou e apesar de eu ter ficado com cara de 20 anos com a barba pra fazer ela não acreditou muito em mim e chamou a coordenadora do lugar.
– Olá Senhor Smith, do que se trata sua vinda? – Ela era mais simpática então resolvi ser paciente.
– Eu vim buscar a Morgana Curts, eu sou o tutor legal dela como determinou a mãe dela adotiva no testamento. — Eu entreguei as papeladas e a secretária levou. – Isso vai demorar muito, senhora?
– Pode me chamar de Célia, e não vai só vamos fazer a retirada e chamar a garota com quem você tem a guarda. – Ela me analisou. – Você é muito novo pra ser tutor dela.
– Eu sou maior emancipado, dei entrada na tutoria dela e no testamento da Atena Curts ela me cede a guarda da minha namorada. – Eu batia o pé nervoso no chão, parecia que demoraria séculos pra finalmente eu ter ela de volta.
– Entendo então vocês estão juntos. – Ela sorriu pra mim. – Ela sempre fala que você a ia tirar daqui Smith, vejo que cumpre suas promessas. – A secretaria voltou e trouxe as papeladas. – Olha Senhor Smith, você assina esses documentos em quanto chamamos a Morgana certo?
Eu afirmei e fiquei na recepção assinando as papeladas, meu coração estava disparado, acabei perdendo a noção do tempo, nunca vi tanto papel pra assinar, praticamente me tornei Dono da Morg depois de tantos documentos, agora eu era dono literalmente, ri internamente, quando assinei os últimos papeis e e me entregaram as copias eu pude ouvir a voz inconfundível dela atrás de mim.
– Porquinho... – Eu me virei e sorri, ela tinha lágrimas nos olhos. Eu abracei com força, a Célia olhava com um sorriso e eu agradeci.
– Hora de ir pra casa! – Beijei a testa dela e a abracei mais forte. – Você é minha!
– Eu realmente vou pra casa? – Ela tinha a voz embargada e não pude evitar de rir, era tão bom ter ela ali nos meus braços de novo.
– Sim, nós vamos pra casa... Alias sou seu tutor oficial por determinação da sua avó. – Eu entreguei o testamento e a carta que ela deixou pra Morg, não abri apesar da curiosidade. – Vamos você lê no caminho, a viagem é longa!
–-x—
O orfanato não era tão ruim assim, os que tinham mais ou menos a minha idade eram mais cara fechada e não fiz tantos "amigos". Eu adorava quando chegava a hora em que ficávamos todos juntos em um pátio, conversava com várias crianças e até brinquei com elas, isso fazia com que minha perda e a distância de quem eu amava se tornasse suportável.
Demorei a ir até Thomas para me despedir dos meus pequenos, é eu havia me apegado e decidi que quando fosse mais velha iria adotar uma criança, com certeza.
–No que está pensando amor? — Tom me fez acordar dos meus pensamentos e olhei para ele sorrindo.
–Que quero adotar uma criança futuramente. — Apertei a carta da minha vó, estava louca para ler. Vi Thomas sorrir e segurar minha mão enquanto dirigia com a outra.
–Adorei a ideia. — Acariciei a mão dele e me inclinei para beijar o rosto dele. Era o homem da minha vida, era uma das únicas certezas que eu tinha.
–Vamos chegar ainda hoje?
– Não amor, vamos ter que dormir em um hotel, está tarde. — Ele sorriu de canto e eu assenti.
Iria esperar mais um pouco para ler a carta da vovó, queria absorver cada palavra. O que achamos foi um motel, precário de beira de estrada, nem o Neon pegava direito. Eu iria sugerir para o Tom procurar outro lugar, só que pude notar a sua feição de cansaço e de que não dormia a dias, o motel realmente era ruim, mas era melhor que dormir na estrada.
Tom assinou as fichas pagou a per noite do hotel e então subimos, ele tinha deixado o mustang logo de frente, afinal sairíamos bem cedo de lá, assim que abri a porta do quarto desabei na cama e Tom deitou do meu lado.
–Vamos à formatura na outra semana? — Me virei para ele. -Se eu conseguir passar nas provas finais...
– Você vai passar novata. — Ele se virou pra mim e acariciou meu rosto. — Recebemos uma proposta para tocarmos na formatura, estamos esperando a sua resposta.
– Me sinto importante agora. — Ri fraco e fechei os olhos com o carinho. — Senti a sua falta.
–Eu também Morg. — Ele me abraçou e ergueu meu rosto de frente para ele. — E muita.
–Eu te amo, muito! — O beijei e apertei mais em mim.
– Eu te amo. — Ele sorriu durante o beijo.
–Tenho medo de ler a carta. — Respirei fundo e a olhei na minha mão, um pouco amassada. — Lê em voz alta para mim?
–Claro amor. — Ele se sentou encostado na cabeceira da cama e eu deitei no colo dele entregando a carta. Fechei os olhos e ouvi ele abrindo a carta.
Oi querida.
Sei que quando receber esta carta provavelmente não estarei mais com você. Desculpa por não aguentar tanto tempo, tanto eu quanto seu avô Louis queríamos ter visto você se formar, casar e ter filhos, mas saiba que só por você ter se tornado o que é temos muito orgulho e sabemos que você vai ser uma grande mulher, superando todos os desafios da vida.
Antes de você aparecer, eu e seu avô não tínhamos mais objetivos na vida, vivíamos sem motivo. A partir do dia que a recebemos na porta de casa em Long Island nós finalmente achamos um motivo de vida: lhe dar um lar. E eu espero, querida, que conseguimos te dar uma família de verdade como você merece.
É claro que não íamos embora sem deixar nada pra você. Pedimos para nosso advogado e velho amigo (Sr. Rubert, lembra?) lhe entregar a carta e depois informar sobre sua herança, espero que os bolos que eu vendi possam te ajudar na sua sonhada faculdade.
Obrigada por tudo minha filha, por me dar motivos de respirar todos os dias. Tenho certeza que será feliz com Thomas, vocês dois me lembra muito eu e seu avô. Me prometam que iram cuidar um do outro está bem? Ah, e quando a saudade bater forte, olhe para as estrelas, eu seu avô Louis estaremos sempre olhando para você.
Com amor, vovó Atena.
Eu sorri e limpei uma lágrima, eles realmente eram a melhor família que eu poderia ter.
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