My Avenger Angel
15 Rock's Day
Notas iniciais
Depois de toda sala ter olhado pra Morg e pra mim, eu continuei segurando a mão dela, só que minha cara era de poucos amigos. Sinceramente não olhei pro Alexis, sabia que teria vontade de socar ele. Só que também sei que ele estava ao lado da Amanda, eles tinham ficado juntos na dupla, o tema deles era exclusivamente as Guerras no Período do Império Greco-Romano.
Fui até as carteiras e sentei com ela, Quíron logo entrou na sala e finalmente deixaram de prestar atenção em nos dois, eu anotava coisas no caderno com uma mão e acariciava a mão dela com a outra, entrelacei nossos dedos e deixei nossas mãos em cima da coxa e me segurava pra não abraça-la. Soltei a mão dela e escrevi no meu caderno, ela não gostou muito de ter interrompido o toque.
“O que acha de não irmos a biblioteca amanhã? Quero passar o dia com você.”
“O mesmo horário na frente da biblioteca. Não se atrase, tenho problemas com pontualidade.”
Voltei a prestar atenção na aula e voltei a segurar a mão dela. Matéria era a origem da escrita e os hieróglifos, pra ajudar ele pediu um trabalho que como sempre seria feito em duplas, logo depois dele passar o trabalho o sinal tocou, como sempre esperei todos saírem, Morg também fez o mesmo até que sobrou Alexis e Amanda.
– Tom, hoje o Johnson vai estar fechado como sempre. – Alexis se virou pra mim. – Vai trabalhar na Peterson comigo hoje?
– Vou sim Ambrósio, a faculdade não é de graça. – Me levantei da cadeira e a Morg fez o mesmo ficando do meu lado.
– Hoje é à noite o Rock, vai tocar? – Afirmei e olhei pra Amanda e a Morg.
– Como assim vocês tocam? – Era a voz da novata um pouco indignada. – Porque não me contaram?
– O que vocês tocam? – Agora era Amanda que abraçou e beijou o Alexis, perguntou.
– Eu toco guitarra, gosto dos solos. – O Ambrósio riu e beijou Amanda.
– E você Tom? – Morg me cutucou e eu a abracei.
– Pensei que você já sabia pelo Fliperama... Toco bateria. – Dei de ombros e sorri de canto. – Apesar de cantarmos, falta um vocalista e um baixista...
– Não esquece a segunda Guitarra Tom. – Ele suspirou. – Mas esta quase impossível.
– Eu tenho um baixo em casa... – Amanda falou um pouco envergonhada. – Eu toco às vezes.
– Espertinha você tem que tocar com a gente. – Alexis falava feliz.
– Posso tentar. – Foi então que eu olhei pra Morg.
– Porque você estão olhando pra mim? – Eu tentei não rir da reação dela.
– Qual é amoi? Vai me dizer que você não toca nada... Ou canta?
– Eu cantei no coral da escola... E eu toco um pouco de guitarra. – Ela estava tímida e dessa vez era eu que resolvi falar, abracei ela pela cintura.
– Bem Vinda a Banda, Novata. – Ela socou meu peito e eu ri. – Você vai gostar, prometo. – Coloquei minha mão na nuca dela e a beijei, ela segurou na minha cintura e retribuiu. Ouvi Alexis assobiar e a Amanda rir.
– Está bem, eu toco com vocês. – Ela sorriu e me deu um selinho. – Não garanto muito.
Revirei os olhos e olhei pro Alexis, ele riu e chamou a gente pra sairmos da sala. Ficamos nos quatro conversando até chegarmos ao estacionamento, sentei na minha moto e fiquei segurando a cintura da Morg que estava na minha frente. Alexis estava do mesmo jeito com a Amanda na outra moto.
– Alexis, hoje à noite elas só vão nos assistir e vamos falar com a Peterson. – Agora a Morg estava de costas pra mim sentada no meu colo, estava sorrindo.
– Você tem razão, se der tudo certo conseguimos mais grana extra. — Alexis me mandou um recado com o olhar e tinha malicia nele, nele dizia “Grana pra usar com nossas garotas”, eu revirei os olhos, mas ele tinha razão. – Nos vemos às 19h horas na Peterson. Se vocês quiserem ver a gente.
Ficamos mais um tempo conversando, até que cada um pegou seu carro ou moto no meu caso com o Alexis. Amanda morava na área residencial, em quanto eu, Morg e Alexis morava na área mais fazendeira do bairro de New Iberia. Na ordem primeiro deixamos a Morg em casa, parei pra cumprimentar a D. Atena. Me despedi da Morg com um beijo no rosto, Alexis fez o mesmo e seguimos nosso caminho. Não demorei muito pra chegar à minha casa, meu avô também ia à Peterson nos dias de festa, o que normalmente também era dia de Jogo da NFL.
– Pensei que ia demorar mais Thomas!! Hoje começa a pré-temporada, não podemos perder.
– Eu sei Velho Thomps, eu trabalho com a Peterson hoje. Eu vou te levar pra lá, é a noite do Rock.
– Ah é, você vai tocar hoje? – Ele surgiu da cozinha mancando com a muleta, estava com a camisa dos Eagles e eu ri.
– Isso ai velho Thomps, eu toco com o Alexis hoje. – Comecei a subir a escada e parei no meio do caminho. – Ah, a Morgana Curts também vai.
– Então finalmente vou conhecer a garota azarada que esta com você? – Ele ria sacana e sabia que eu gritaria com ele.
– JOHN THOMPSON SMITH, COMO A VOVÓ ATURAVA VOCÊ? – Fechei a porta com força e pude ouvir ele rir.
– A SENHORA THOMPSON NÃO TINHA O QUE RECLAMAR THOMAS! EU MANDAVA MUITO BEM NA CAMA! – Não acredito que ouvi isso, meu avô era um pervertido às vezes, abri a porta.
– QUE NOJO THOMPSON EU NÃO PRECISO SABER QUE VOCÊ E A VOVÓ TINHAM VIDA SEXUAL, JÁ BASTA SABER COMO EU NASCI! PREFIRO ACREDITAR NA CEGONHA!
– VOCÊ NÃO VEIO DA CEGONHA VEIO DO LIXÃO MOLEQUE!
Nos dois começamos a gargalhar, eu gritei um idiota pra ele. Éramos dois caras que pareciam duas crianças quando se falam, não perdíamos esse costume, minha mãe que não gostava muito dessa gritaria. Só que quando eu o Velho Thomps e o Tio Johnny começavam, não tinha como não rir. Tínhamos os melhores momentos assim, em casa, falando besteira... Ou torcendo pros Eagles.
Eu e o Alexis por questão das nossas família terem amizade torcíamos pros Philadelphia Eagles, apesar de estarmos mais perto dos Dallas Cowboys. Uma vez quando tínhamos 12 anos fugimos pra Dallas pra ficar vendo o esquenta e o jogo, nem preciso falar que minha mãe quase me matou.
Meu avô e meu Tio apesar de terem me dado uma bronca daquelas, eles ficaram sentados comigo no quarto perguntando como foi o jogo, como foi ter visto a cara dos Cowboys, a frustração deles era evidente, já que a maldição de Dezembro começou naquela época, eles sempre perdiam pros Eagles e não conseguiam disputar o Super bolw. Já me enfiei em muitas brigas com meu Tio pelos Eagles, Alexis também sempre andava com a gente. E pro azar dele, a namorada Amanda torcia pro Dallas, já vi ela com uma camisa do Dallas, tenho certeza que eles brigam por Futebol e isso me faz rir bastante.
Vou tomar um banho e volto a pensar na Morg, sorri sentindo a água bater no um corpo, imaginei de novo o perfume dela e inalei, eu realmente gostava do cheiro de chocolate. Estava tudo encaminhado, só faltava eu fazer uma coisa... Era um dia de felicidade. Sexta-Feira era sempre aquele dia feliz pra qualquer um, até pro Anjo Vingador.
–-x—
Eu realmente tinha ficado brava por Alexis e o Tom não terem me contado que tocavam juntos, odiava segredos e coisas do tipo. Gostei de ter ficado com Thomas na moto conversando com o Alexis e a Amanda, senti como se fossemos... Namorados. É abrimos o jogo e falamos que estávamos apaixonados um pelo outro, mas isso não queria dizer que eu era a namorada dele. Ainda não podia o chamar de meu...
– Hey hey vovó — Ela estava na cozinha preparando o café da tarde, não sei como eu ainda era magra. Dei um beijo na bochecha dela e a abracei. — Como está?
–Estou bem querida, como foi com o Thomas? — Ela sorriu e começou a preparar a mesa. Deixei minha mochila no começo da escada e a ajudei.
–Consegui falar o que sentia e... — Ops, pula a parte que matei aula. — Ele pereceu feliz por eu corresponder, mas...
–Mas? — Ela me olhou por cima dos óculos e sentou na cadeira.
–Está nisso mesmo... Sem compromisso, por enquanto. Eu acho... — Ergui os ombros e comecei a me servir.
–Ah querida não se preocupe! Homens sempre são mais lerdos quando se trata de relacionamento. Seu avô demorou anos para me pedir em casamento. — Ela riu com a lembrança e eu sorri.
–Sinto a falta dele... Provavelmente teria colocado Thomas pra correr. — Ri imaginando e meu coração se apertou.
–Ele sempre estará conosco, você sabe. — Ela sorriu e segurou minha mão, era impressionante como minha vó era forte. Nunca iria admirar uma mulher tanto quanto admirava ela. — E quanto ao Thomas... Ele só teria medo de perder a sua garotinha, assim como eu tenho.
–Vocês nunca vão me perder vovó. — Sorri e pra descontrair soltei uma piadinha. — Além do mais Tom não consegue fazer uma comida como a da senhora. — Pisquei e nós rimos como nos velhos tempos.
–Ei, vai ter um show de Rock na Peterson e o Tom vai tocar, você quer ir também vó? — Sorri a olhando enquanto ela tomava um gole do seu chá.
–Ah, não querida. Dormiria na metade da apresentação, deixe para a próxima. — Ela sorriu com aquele jeito meigo dela.
–Tom e Alexis me convidaram pra ser a vocalista deles, falei que cantava um pouco no coral. — Troquei de assunto e terminei o meu café.
–Eles sabem que você era a voz principal? — Ela arqueou a sobrancelha e eu ri.
–Eles não precisam saber dos detalhes vó. — Dei de ombros e ficamos conversando sobre tantas coisas que quase perdi o horário.
Subi correndo pra tomar banho e resolvi colocar meu short com uma meia calça e minhas botas (sem salto porque eu odiava salto) de cano alto. Minha blusa era branca que caia em um ombro do Guns, acho que eu estava legal. Passei maquiagem básica também e resolvi pegar minha guitarra em cima do roupeiro pra ver se eu ainda lembrava tocar algo.
Afinei-a e toquei a primeira música que veio na minha cabeça: Monster. Cantei baixinho e é... Dava pro gasto, depois de tanto tempo... Sorri lembrando do Tom e conferi a hora, se eu fosse agora não seria nem tarde nem muito cedo, do jeito que gostava. Desci as escadas e pedi para minha vó se ela gostara do look.
Não ache que ela era das antigas e que achava rock coisa do demônio, ela achara elegante(ok, talvez ela não era totalmente moderna)e falou para eu curtir por ela. Sim, minha vó adorava rock clássico e bem, Elvis Presley era seu ídolo.
Entrei na Bessie e fui até o bar da Peterson sem pressa ouvindo as músicas do vovô como sempre. Quando cheguei não havia muitas pessoas e pedi uma coca pra passar o tempo, meus olhos brilharam quando vi que a Peterson tinha o jogo do Pac man no bar, peguei várias fichas e comecei a jogar . Tirei o primeiro lugar do Oinc que com certeza não ia gostar, mas o que posso dizer? Não se pode ter tudo na vida.
Estava terminando de jogar quando um idiota veio me incomodar.
–Oi gata. — Ele se encostou na máquina com pose de machão e eu só coloquei minha última ficha.
–Não mijo em caixa de areia pra ser gata. — Eu odiava cantadas desse tipo e não estava com paciência pra aguentar bebum que não aguenta 3 min na cama.
–Uau nervosinha. — Revirei os olhos e senti o olhar dele sobre mim. — Thomas escolheu bem...
Morri no pac man e bati na máquina vendo quem era. O policial nojento que batera no Tom quase o matando, eu estava por um triz de não dar um soco na cara daquele viado.
–Não tem mais o que fazer viado? — Me virei pra ele irritada, sabia que não podia tocar no assunto da surra então engoli um seco o encarando. — Se me der licença, eu tenho. — Sai pisando firme até o balcão e por sorte Amanda e o Alexis chegaram.
Eu ainda estava com raiva e minha cara não estava das melhores, bom... Até ele chegar. Tom entrou logo após e me deu um beijo me fazendo relaxar, como eu queria abraçá-lo e nunca mais o soltar. Inalei seu cheiro amadeirado, nem muito forte e nem fraco, do jeito que eu gostava.
–Como você tá Morg?- Ele sorriu acariciando meu rosto.
–Bem. — Mordi minha língua e tentei disfarçar meu nervosismo, não queria preocupar Tom com... Aquilo.
–Vou ter que ir arrumar as coisas pro show, a gente se fala depois. — Ele me deu mais um beijo e sorri o vendo ir até o palco.
–Oi Morg! -Amanda apareceu na minha frente e a abracei, acho que era a única garota que não era escrota naquela escola e, é... Eu sentia que podia confiar nela.
–Hey Amanda, como você está? — Sorri conversamos enquanto os garotos arrumavam tudo.
Eles anunciaram que iam começar e a Amanda me puxou pra frente do palco animada. Tom começou e Alexis o acompanhou tocando Guns primeiro. Eu e a Mands (olha a intimidade que peguei com a garota) cantávamos juntas e eu não desgrudava os olhos do Thomas.
O show atraiu bastante gente e eles realmente precisavam de um baixo e uma segunda guitarra, eles terminaram com bastantes aplausos e eu e a Mands nos empolgamos e gritamos. Tom e Alexis desceram do palco e vieram até a gente convencidos até de mais.
–E ai amoi! — Troquei um soquinho com Alexis que puxou a Amanda pela cintura e a beijou... Eca
–Conselho peixinho... Arruma um quarto — Eu ri e os dois ficaram vermelhos, eu era má às vezes. Eu fiz um "Tô de olho em vocês" e eles foram pra outro canto.
–Você é má. -Tom ria e me puxou pela cintura.
–Bem pouquinho. — Sorri e ele me beijou.- Você mandou bem na bateria a-a... oinc- Sorri corada, quase chamei ele de amor, sou muito retardada.
–Valeu novata. — Ele me deu um selinho. — Quero que você conheça uma pessoa. — Ele nem deixou eu perguntar quem e saiu me arrastando pelo bar cheio.
Ele parou na frente de um senhor de muletas e falou algo perto do ouvido dele, o senhor se virou e ele passou os olhos por mim.
–Morgana Curts? — Ele arcou as sobrancelhas e por um motivo estranho me deu vontade de bater continência, apenas confirmei com a cabeça. -Prazer, John Thompson Smith, avô do garanhão aqui. — Ele apontou pro Tom que revirou os olhos e eu ri.
–Prazer em conhecer o Sr. — Apertei a mão dele e sorri.
–Não quero tomar muito tempo de vocês, vamos combinar um dia para você e sua vó jantarem na nossa casa. — Ele sorriu e vi que os olhos dele era idêntico aos do Thomas.
–Claro Sr. Smith, vamos adorar. — Sorri de volta e Tom me levou pra fora do bar.
–Gostei do seu avô. — Falei o olhando e o vi sorrir.
–O velho Thomps tem seus momentos. — Ele passou o braço ao redor dos meus ombros e nem sabia pra onde íamos.
–Ele foi do exército não é? Conheço um de longe! — Balancei a cabeça e ri.
–Seu avô também era?-Paramos perto de um banco e sentamos. Tom olhou pro céu estrelado e eu também.
–Sim... Só que ele era o médico. — Sorri de canto lembrando.
De repente Tom começou a bater a perna e engoliu um seco. Será que ele tinha visto a cena com o policial?
–Algum problema Tom? Parece nervoso... — Olhei preocupada pra ele e o vi respirar fundo e passar a mão pelos cabelos.
–Eu tenho uma coisa pra te falar...
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