My Avenger Angel
20 Rock Star
Notas iniciais
Tinha acordado há alguns minutos, eu olhava pra parede e estava abraçado ao travesseiro da mulher que eu mais amava, o cheiro dela estava ali e eu inalei sorrindo, as lembranças do dia anterior me vieram na memória, foi um dia... Melhor foi o dia perfeito. Eu tive minha primeira vez o que já era bom, com uma garota maravilhosa o que fazia ótimo, era a garota que eu amo e isso fez tudo ficar perfeito.
Se eu contasse as horas que eu dormi entre sexta-feira e o dia de hoje se desse 8 horas eu estava no lucro, confesso que isso mais a noite que eu tive me deixou mais cansado e com uma leve preguiça de sair da cama, mas reuni todas as forças que eu tinha e a vontade de ver a minha novata e me levantei da cama.
Recolhi minha roupa e fui pro banheiro, tomei um banho morno pra tentar relaxar, a água caía nos meus ombros e depois coloquei a cabeça em baixo do chuveiro, passei a mão no meu cabelo que tinha baixado o volume como sempre quando fica molhado, conforme passei a mão ele ficou desgrenhado e espetado pra todos os lados, desliguei o chuveiro.
Me sequei e olhei no espelho a barba estava rala como pra fazer, gostava dela assim, voltei a colocar minha sunga e a calça jeans já que não tinha outra roupa, não quis colocar a camisa e voltei a bagunçar meus cabelos com a toalha, desci as escadas e ainda tinham gotas de água nas minhas costas e no meu tórax.
Assim que desci dei de cara com ela assistindo televisão com um short e uma blusa regata, ela logo voltou sua atenção pra mim e sorriu satisfeita por me ver, me aproximei dela e dei um beijo de bom dia, agradeci por dentro a vó dela ainda não ter chegado, seria um pouco vergonhoso pra mim.
Deixei-a assistindo TV e fui comer, continuei a observando e me encantei mais por ela conseguir rir de coisas tão bobas assistindo desenho, terminei de comer e deixei tudo limpo, voltei a andar na sala e sentei do lado dela na beirada do sofá e ela na outra, trocamos nossos olhares e ela logo deitou a cabeça no meu colo e eu fiz cafuné nela.
– Dormiu bem oinc? – Ela me olhava e alternava pra TV.
– Como um Anjo... – Acabei rindo da minha piada um pouco idiota e ela acompanhou. Pude perceber que ela estava um pouco... Apreensiva.
– Aconteceu alguma coisa amor? – Ela negou com a cabeça e fixou o olhar em mim. – Então o que foi?
– Você... Gostou? – Eu franzi o cenho e olhei confuso. – Você sabe... De ontem.
– Ah... Não gostei... – Eu vi ela se chocar e eu logo emendei antes que ela chorasse. – Eu amei... Você me realizou muito bem Novata.
– Idiota! – Ela deu um soco no meu estomago e eu ri acariciando o rosto dela. – Eu também amei...
Nós dois ficamos curtindo um ao outro, namorando, ela sentou no meu colo e eu a abracei, ela apoiou a cabeça no meu peito e deslizava a ponta dos dedos no meu tórax, em quanto eu acariciava a cintura dela. Conversamos sobre bandas e músicas e qualquer outro assunto aleatório que viesse na cabeça, até que eu sinto meu celular vibrar no meu bolso e atendo.
– Alô? – Ouço a voz do outro lado. – Agora? Tá vou ver com ela.
– Quem era amor? – Ela beijou meu pescoço em quanto guardava o celular no bolso.
– Era o Alexis, ele perguntou se a gente queria dar uma ensaiada hoje na garagem dele. – Eu ri um pouco. – Parece que com a ida da sua avó pra casa dela... Os dois também dormiram juntos.
– Então vamos ensaiar? – Ela sorriu e me beijou pra logo depois se levantar do meu colo. – Eu tenho que me trocar.
– Que tal você ir se trocar irmos até a minha casa pra eu pegar minhas coisas e depois irmos ensaiar? – Ela afirmou concordando e subimos.
Em quanto eu colocava o meu tênis e a camisa a Morg se trocava na minha frente, fiz questão de ficar olhando e imaginando a nossa noite que tivemos, ela revirou os olhos quando percebeu meu olhar e jogou um travesseiro em mim, eu segurei rindo e mostrei a língua pra ela.
– Maníaco! – Ela pegou a guitarra em cima do armário dela.
– Você não disse isso ontem quando gemia comigo. – Ela ficou vermelha e quis me socar, mas eu fui mais rápido e a beijei pra ela logo corresponder. – Melhor irmos.
Descemos as escadas e eu peguei minha mochila, assim que íamos saindo a D. Atena chegou e eu a cumprimentei.
– Oi Tom! O que faz aqui tão cedo? – Ela olhou pra Morg e depois pra mim, não preciso nem dizer que ela sacou.
– Ele dormiu aqui Vó, sabe que não sou acostumada a ficar sozinha. – As duas trocaram olhares. – Hoje a gente vai fazer um ensaio da banda.
– E que horas você volta?
– Eu trago ela assim que terminarmos D. Atena. – Ela sorriu e beijou meu rosto.
– Cuide bem da minha neta rapaz. – Sabia o que aquilo queria dizer, corei um pouco e a Morg riu me puxando.
– Até mais Vó!
Fomos em direção à moto, tinha esquecido o capacete com o Alexis, Morg levava a guitarra nas costas e ela subiu logo atrás de mim, beijando meu pescoço e apertando a minha coxa, olha minha coxa era um local muito sensível, era como beijar o pescoço de alguém ou até pior, o resultado foi que eu gemi com o toque dela.
– Não faça eu te pegar nessa moto Morgana! – Eu liguei e ela riu atrás de mim. – Maníaca!
Chegamos na minha casa, meu avô estava vendo o noticiário e eu entrei com a Morg, ele logo se virou pra mim ficou de pé e me olhou repreensivo, ele me daria bronca ali mesmo e eu tinha certeza que a mocinha atrás de mim iria rir e tirar onda comigo depois.
– Thomas Smith isso é horas de chegar em casa? – Foi então que ele viu a Morg atrás de mim. – Olá Senhorita Curts, como vai? – Ele sorriu pra ela.
– Eu vou bem Sr. Thomps.
– Eu dormi na casa da Morg porque eu tinha chegado tarde e estava bem cansado porque não tinha dormido o suficiente. – Comecei a subir as escadas e pude ouvir o comentário dele.
– Eu te conheço Smith... Você fez a patrulha noturna não foi? – Na hora eu corei, aquilo era um termo que usavam no exercito pra dizer que fez sexo. – Pelo jeito sim.
– John Thompson Smith se importava de não falar isso... – Eu olhei pra Morg que ria corada da situação, acho que ela tinha entendi o que meu avô falou. – Sim eu fiz a patrulha noturna... Satisfeito?
– Espero que tenha usado o colete. – Nessa hora eu travei mesmo, não usei a camisinha. Subi em disparada pra encerrar o assunto. – Esse Smith.
Peguei minha roupa e me troquei, quando desci os dois conversavam na tranquilidade, meu avô me olhou e eu tive vontade de o mandar ficar quieto, eu me lembrei dos comentários que ele fazia com meu tio e só de pensar ele fazendo isso comigo dava vontade de me enfiar nesses esconderijos subterrâneos e nunca mais aparecer nesse planeta.
– Eu vou pra casa do Alexis Vô, volto mais tarde.
– Até mais Sr. Thomps. – Morg se despediu dele com um beijo no rosto.
– Tchau e Tom... – Eu olhei pra ele e piscou pra mim, revirei os olhos e me mandei.
Sai o mais rápido que pude com a Morg dali, não ia esperar ele fazer aqueles comentários mesmo, voltei a subir na moto e logo estávamos a caminho da casa do Alexis, cheguei já estacionando a moto nos fundos, eu e ela descíamos rindo e conversando, assim que avistamos Alexis e Amanda nos cumprimentamos e entramos na garagem.
– Meninas se não se importam eu queria que vocês vissem eu e o Tom tocar, ai conforme tocamos vocês tentam acompanhar a gente. – Elas concordaram e eu cochichei no ouvido do Alexis. – Tem certeza? – Confirmei.
As duas ficaram nos seus lugares, Alexis sentou na bateria e eu peguei a Les Paul preta que eu tinha guardada ali, Morg me olhou curiosa e eu sorri, tirei minha camisa e coloquei a jaqueta de couro, gostava de interpretar o Slash as vezes.
– Que foi amor? Também sei tocar guitarra! – Eu ri e ela ficou me olhando.
Fechei os olhos e comecei a tocar a primeira música que cantei junto com ela... Welcome to The Jungle. O começo da guitarra era um pouco alucinante pra mim, por isso alternava os instrumentos com o Alexis, assim que comecei a Morg colocou a guitarra dela no amplificador e me acompanhou, Alexis começou com a bateria e Amanda logo entrou com o baixo, eu alternava no vocal com a Morg.
Eu cantava totalmente virado pra ela e foi então que começou meu solo de guitarra então eu fechei meus olhos, abri um pouco minhas pernas e comecei a sentir tudo aquilo ali, dei uma olhada em volta, Amanda também curtiu seu baixo, sei que o Alexis prefere tocar bateria e ele estava curtindo bastante ali e olhei pra Morg e ela me olhava sorrindo, eu retribui o olhar e terminei a música.
– This gonna break you down... yeah. – Nos comemoramos apesar de ser uma música bem conhecido nós conseguimos tocar bem ela pela primeira vez.
–-x—
“Espero que tenha usado colete!” Merda. Como eu pude esquecer da camisinha? Droga de hormônios... Depois que Thomas subiu o Sr. Thomps se virou pra mim e tentei disfarçar meu nervosismo diante daquela situação. Era um jogo psicológico que os mais velhos faziam com os mais jovens às vezes até sem perceber. Eles nos envergonhavam e automaticamente nos conscientizam dos erros e nos tornamos mais responsáveis. Por exemplo agora, eu nunca mais iria fazer uma loucura dessas.
Se ele percebeu meu nervosismo ou não resolveu deixar pra lá, o alvo era o Tom como para a minha vó era eu.
Contei a ele sobre meu avô ter sido médico na guerra em campo aberto. Se vocês acham que ele ficava naquelas salinhas "bonitinhas" ajudando os feridos estão enganados. Ele tinha q se vestir como um soldado, empunhar uma arma e ir pro campo de guerra ajudar os feridos e até levá-los para a base para serem atendidos. Uma boa estratégia dos EUA devo admitir, mas traumatizante também.
Trocamos de assunto e logo Tom desceu e eu me despedi prometendo pra ele em código Morse de marcarmos o jantar junto com a minha vó. O ensaio da banda tinha se saído muito bem, nós conseguimos acompanhar uns aos outros e Thomas dava um Slash muito gostoso. No final do ensaio pedi pro Alexis onde podia tomar água e ele foi comigo. Ele me deu o copo de água e me encarava serio.
– Vocês usaram camisinha? — Eu engasguei e comecei a tossir, fala sério, até o Alexis? Isso só podia ser o troco por envergonhar ele na frente da Amanda e talvez do time futebol todo.
–O QUE? — Foi só o que consegui dizer depois de me recuperar.
–Não acredito! Thomas não usou camisinha!? Eu vou matar aquele porco de uma figa e fazer ele virar bacon!-Alexis bateu no balcão e eu me assustei. Ele parecia meu pai, o que de certa forma deu vontade de abraçar ele.
–Ahn... Calma Alexis, sério. Não vai acontecer nada, foi só um descuidado e...
–E...? — Ele ainda me olhava furioso.
–Foi minha primeira vez então... — Falei baixo e encarei meus pés. Senti Alexis me abraçar e retribui.
–Ele foi cuidadoso?- Senti que ele não estava mais nervoso e fiquei mais aliviada, apesar de não me sentir confortável em falar disso com ele.
–Foi...
–E foi bom? Ele te agradou direitinho Amoi? — Eu virei um pimentão, me afastei dele o olhando incrédula.
–Sim Alexis! Foi incrível, ok? Agora para, P-A-R-A! — Bati o pé irritada e ele riu me abraçando de novo.
– Desculpa amoi, só não quero que ninguém te machuque. — Ele beijou a minha testa- Se ele te magoar...
–Você transforma ele em bacon, eu sei. — Sorri de canto e voltamos pra garagem dele onde Amanda lia um livro e Tom tocava uma melodia suave em outro canto.
–Pela demora pensava que já estavam fazendo almoço. — Tom riu e os olhares dos dois se cruzaram. Sabia que falavam em código e eu revirei os olhos.
–Ei Alexis, o que acha de almoçarmos nós quatro juntos? — Amanda tirou os olhos do livro percebendo a tensão sobre os dois.
Alexis deu uma última olhada para Thomas e sorriu para a Mands, só ela pra domar ele mesmo.
–Ótima ideia espertinha, vocês cozinham e a louça fica com a gente. — Ou seja, a conversa entre olhares deles ficaria para depois.
Fiz minha especialidade: macarronada. Mands fez maionese e a carne enquanto os garotos ficavam ao redor petiscando.
Recebemos muitos elogios dos garotos no almoço e depois eu e a Mands fomos pra sala assistir TV enquanto eles "lavavam a louça".
Tom e Alexis surgiram na sala com cara de poker face e eu tive que rir.
Me despedi da Mands e do Alexis que me lançou um olhar repreensivo. Tom me levou até a frente de casa e dei um selinho nele. Tom segurou meu braço quando me virei e puxou pra perto dele.
–Fica pronta as 19h30, ainda te devo um encontro. — Ele sorriu de canto e eu o beijei.
–Está bem, até lá Oinc. — Acenei o vendo desaparecer na estrada e entrei em casa. Minha vó estava levando a roupa e comecei a botar a mão na massa. Precisava me apressar já que tenho problemas com a pontualidade.
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