Notas iniciais
Quando o coração quer falar a garganta seca, a voz trava, mas os olhos falam. - Desconhecido.

Em quanto a Amanda lia um livro na garagem eu tocava uma música que eu tentava compor, olha meu caderno de poesia não era só de poesia eu na verdade escrevia algumas músicas neles, mas nunca cheguei a compor alguma então ficava por isso mesmo.

Morg e Alexis tinham entrado e estavam demorando, mas resolvi não me importar aqueles dois eram um grude incrível e chega uma hora que você não consegue mais sentir ciúmes e passa a aceitar o que os dois tem, com certeza foram separados na maternidade só pode.

Assim que eles chegaram eu reclamei perguntando se estavam fazendo o almoço, assim que cruzei meu olhar com o Alexis começamos a travar uma batalha ali.

– Ei Alexis, o que acha de almoçarmos nós quatro juntos?

Foi nessa hora que nos dois paramos com a história de macho Alfa e fomos pra cozinha, as meninas faziam o almoço, Morg fez uma macarronada que eu já podia casar com ela que estava tudo certo, almoçamos e conversamos, até que as garotas foram pra sala e eu e o Ambrósio discutindo na cozinha.

– Thomas você é louco em não usar camisinha? — Ele me deu um tapa na cabeça e eu revidei com um soco. — E se ela engravidar?

– Alexis eu não sou você que anda com camisinha pra cima e pra baixo, não sou que nem você que sai comendo qualquer uma na balada. — Eu sussurrava pra não chamar atenção. — Você mais que ninguém sabe que eu era virgem.

– Mesmo assim, você tem que tomar cuidado. — Ele ia secando a louça em quanto eu lavava. — Eu já falei que faço bacon de você se magoar ela.

– Eu sei que eu tenho e não seja hipócrita, não é você que vivia dizendo que pele com pele é mais gostoso? — Pior que ele tinha razão, era muito bom. — Vai me dizer que usa camisinha toda hora com a Amanda?

– Tá bom Porquinho ela toma anticoncepcional. — Ele se apoiou no balcão e sorriu. — A camisinha machuca mais elas...

– Então pronto, eu vou tomar cuidado com ela, mas foi sem ser pensado e na casa da vó dela não esperava que tivesse camisinha lá.

– Sinta-se avisado Thomas Smith, magoa a Morgana e você vai se ver comigo.

Era bom saber que a Morg tinha alguém, mas o Alexis realmente me irritava não importa como, saímos da cozinha e me despedi dos dois e fui levar a Morg pra casa já era 17h e achei que já estava na hora, assim que deixei ela, a puxei pra mim.

– Fica pronta as 19h30,ainda te devo um encontro. — Eu sorri e beijei ela.

– Está bem, até lá Oinc. — Ela saiu acenando e eu fui pra minha moto.

Já era sete horas da noite e eu estava um pouco atrasado acabei cochilando e perdi a hora e pra ajudar, ela tinha o problema da pontualidade então me arrumei como um furacão. Baguncei meu cabelo tentando arrumar, coloquei uma camisa branca do AC/DC e um colete Jeans por cima com alguns Spikes nele, coloquei minha calça jeans escura que ficava com o suspensório pendurado, escondi meu colar por dentro da camisa, passei meu perfume e me mandei.

– Vê se compra camisinha!

Foi o único comentário que eu ouvi do meu avô até me mandar em disparada, resolvi ir de carro dessa vez e então passei na casa do Alexis e peguei o carro era 19h25min ela com certeza iria me matar por me atrasar, pisei fundo a casa deles davam uns 10m de diferença em tempo normal.

Assim que o relógio deu 19h31 eu parei na porta dela acho que ela toleraria 1 minuto de atraso, sai do carro e sentei no capo esperando ela vir, não demorou muito e ela passou pela porta dessa vez ela fez meu coração parar de vez.
Roupa da Morgana: Ela usava um vestido preto que era um pouco rodado na saia, uma meia calça preta por baixo e um All star de cano longo, na mão tinha uma luva preta que ia até o cotovelo e pegava a metade dos dedos dela, pra fechar o visual ela usava uma jaquetinha de couro linda.

Com certeza ela era toda do meu tipo, não pude deixar de sorrir, ela parou na minha frente e perguntou pelo olhar como estava. Eu a abracei delicadamente pela cintura e a beijei apaixonado, ela usava um pouco do batom vermelho, não seria uma boa manchar a boca dela logo agora.

– Você está... Um arraso. Você é a Deusa Grega da Perdição!

Ela riu do meu comentário, colocou a mão no meu queixo erguendo meu rosto e me deu um selinho demorado e bem... ênfase no bem por favor, BEM sensual.

– Você e essa barba da um ar de mais Badboy, Oinc. — Eu estava tão desnorteado com ela ali que nem me liguei do comentário. — Terra chamando Thomas!!

– Ahn.. Desculpa é só... — Não consegui definir ela ali, apenas sorri e dei mais um selinho, fui até a lateral do carro e abri a porta. — Entre, por favor!

– Obrigada Senhor Smith. — Eu ri, olhei na direção da casa e vi D. Atena acenei dando tchau e entrei no carro.

– Pronta pra ir a um Show de Rock? — Engatei a primeira e sai com o carro. — Tem um lugar no Bairro que eles deixam bandas novas tocarem. Sem contar que tem um ambiente perfeito. — Sorri e olhei pra ela, a noite seria perfeita mesmo.

–-x—

Quando chegamos o show já estava lotado. Tom me puxava pra frente do palco no meio do tumulto e eu ria. Passei meus olhos por ele de novo e mordi o lábio, Tom conseguia ficar irresistível e sexy com qualquer roupa. Juro que se a maioria das garotas não tivesse medo dele cairiam em cima sem dó. Ele conseguiu um lugar na frente e me puxou pra perto, a primeira música foi do AC/DC. Cantamos todas as músicas juntos, as vezes até desafinados e adivinhem? Arriscamos até dançar algumas músicas o que foi muito engraçado.

Acabamos ficando com sede e como eu sou um poço sem fundo com fome também. Tom me levou até o barzinho e enchemos a cara... De coca cola. Comi algumas batatas fritas que Thomas fez questão de me dar na boca e eu lambuzei a bochecha dele com ketchup.

A banda parou de tocar e logo outra entrou no palco, a garota que provavelmente ia cantar estava de costas e agradeci por não estarmos na frente do palco. O vestido preto dela era tão curto que com certeza dava pra ver a calcinha dela....se ela tinha, deve ser por isso que começaram a se tumultuar na frente do palco. Ela começou a cantar My Medicine e quando se virou.

–Ahn... Tom? Aquela não é...

–Madson... -ele falou com nojo e foi instinto sorrir.

– Não sabia que ela cantava.

–Ela não canta, vende o corpo em cima do palco. — Arregalei os olhos e virei pra ele que tomava coca direto da garrafa.

–Uau. ...- Eu ri. — Malvado.

–Mas é sério amor. -ele me puxou pro colo dele e eu sentei- ela não canta bem, é de dar dor de cabeça. Se a Momsen visse ela cantar a música dela com certeza processaria. — Ele beijou meu pescoço e inalou meu cheiro fazendo eu me arrepiar. Dei uma risada rouca e acariciei os cabelos dele.

–Tem razão. — E tinha mesmo, ela desafinava nos agudos e não cantava conforme a melodia.

–Vamos sair daqui... tem um lugar melhor. — Ele mordeu minha bochecha e eu ri levantando do colo dele.

–Que lugar? — Arquei as sobrancelhas enquanto ele me abraçava por trás e me levava até a saída.

–Tem um jardim aqui do lado, queria que você visse. -ele beijou perto da minha orelha e apertei-o mais em mim.

O ar estava mais fresco lá fora e como eu tinha tirado meu casaco no carro...

–Com frio? — Tom passara os braços pelos meus ombros e eu me aconcheguei mais nele.

–Um pouco. — Sorri de canto e avistei o jardim... Não conseguia imaginar como um pavilhão que só tocava Rock podia ter um jardim tão bonito logo ao lado. Imaginei que fosse algo do tipo como o Guns’N roses... Armas e Rosas. Havia um banco branco no meio do jardim e Tom sentou lá me puxando pro colo dele tentando me aquecer, o que deu muito certo. Olhei pro céu que estava estrelado.

– Sempre que eu saia do internato para ver meus avós, a noite nós três deitávamos no gramado de casa e olhávamos as estrelas. Meu avô sempre contava uma história... Eu me apaixonei por mitologia assim.

–Acho Ártemis uma das deusas mais incríveis por isso — Ele olhava pro céu também, seus olhos negros tinham um brilho incrível- É lindo...

Concordei com a cabeça e continuei a observar o céu. Uma curiosidade me veio de repente e olhei pra ele.

– O que você vai querer ser mesmo? — Não acredito que não sabia disso do Thomas.

–Historiador especialista da Grécia. — Ele riu com a minha atitude e beijou minha bochecha- E você?

Eu mordi o lábio e voltei a olhar pro céu, passei a mão de leve no meu bolso no vestido que pedi pra vovó fazer. Não conseguia ficar com uma roupa sem bolso nenhum por motivos de: Odeio usar bolsa. Senti o colar lá dentro e sorri de canto.

–Psicóloga... Se minha mãe não pode realizar o sonho por minha causa, eu vou fazer isso. — Suspirei e senti Tom me apertar.

–Amor, você não teve culpa e...

– Ei, eu sei — Cortei Tom, não bruscamente, mas com um selinho. — Alguma coisa me diz que ela não pensava isso de mim, ela podia me abortar não é? — O olhei e ele confirmou com a cabeça e sorri.

– Eu quero te dar uma coisa. — Sentei ereta no colo dele e vi a cara de surpresa dele.

–O que? — Vi ele passar a mão de leve no bolso dele e parecia um pouco nervoso. Estranho...

–Isso. — Tirei a correntinha com a única foto da minha mãe e entreguei pra ele. — Dentro tem a única foto da minha mãe, ela é muito parecida comigo. — Sorri lembrando.

– E... No outro lado tem uma foto de uma tulipa vermelha, minha vó diz que quer dizer amor eterno- Mordi o lábio.

Provavelmente ali deveria estar a foto do meu pai, o que me levava a pensar porque ele abandonara a minha mãe e... Tinha tantas e tantas dúvidas que ainda me matavam.

– E-eu... Puxa Morg. — Ele segurou meu rosto e acariciou de leve- eu nem sei o que dizer, é a melhor coisa que alguém podia me dar. — Ele me deu um beijo calmo e encostamos nossas testas. — Também tenho uma coisa pra você...

Notas finais
- O que as crianças aprenderam com o capítulo de hoje? Eu: Pele na pele é mais gostoso! - Não criança idiota! Eu: Bom eu aprendi isso u.u - USEM O COLETE NA PATRULHA NOTURNA CRIANÇAS, VOVÔ THOMPS TA DE OLHO!