My Avenger Angel
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Notas iniciais
Depois do julgamento e te todas as comemorações, eu finalmente tinha uma vida normal. Tínhamos acabado de voltar de uma cerimonia em que eu ganhei uma medalha de Honra por prestação de serviço publico, juntamente com o Alexis... Era a segunda vez que eu usava um terno na vida, as reportagens sobre o assunto do Patrick Madson durou toda a semana, e eu era citado nelas como um herói vingador pela morte da minha mãe.
Eu não deixei o caso ser reaberto como todos queriam, eu queria deixar que minha mãe fosse embora em paz, e por falar em ir embora em paz... Estava na hora de ir pra faculdade, o ano letivo da faculdade começaria assim que o verão terminasse, mas com o contrato da gravadora a mudança de estado teria que nos mudar agora.
– Você já empacotou tudo Amor? – A ouvia falar da sala. – Temos que deixar as coisas prontas.
– Estou terminando a ultima caixa.
Apesar de estar feliz por perseguir meus desejos e sonhos, eu ainda me sentia um pouco triste, se mudar da casa da Tradicional Família Smith era uma coisa bem difícil e mais difícil ainda era deixar o meu avô sozinho, não podia lutar contra os fatos, apesar de cheio de saúde o Velho Thomps como já se diz, é velho e eu não queria perde-lo de forma algo, e deixa-lo era como se fosse à mesma coisa. Até tentei convencer o velho Thomps de se mudar pra Philadelphia na Pensilvânia comigo e a Morg.
– De jeito nenhum Thomas, agora é a sua vida... Vou ficar bem, e não estou sozinho!
De certa forma isso era verdade, ele tinha amigos em que confiar aqui, ainda tinha o Padrinho Poseidon, o Johnson, seu amigo Sargento Brad e até mesmo a Sra. Peterson, pra quem ele não parava de arrastar asa desde sempre. Morg desconfia que os dois estejam namorando, e eu sinceramente não duvidaria disso.
Terminei de empacotar a ultima caixa, olhei pro meu computador que mostrava as noticias da semana, e a dessa vez era a oficialização da Banda Avengers na gravadora, e a promessa de um show ainda no verão. Sorri e fechei o laptop, teríamos muito tempo pra se preocupar com isso. Desci com a ultima caixa e coloquei no Mustang.
– Finalmente Tom, ainda bem que a maioria da nossa mudança já foi.
– É... – Falei menos animado do que pretendia. – Eu e o Alexis mandamos as motos na frente, viajar até a Philadelphia nelas seria bem longo.
– Você não parece muito animado. – Ela apertava as patinhas do Chad, que agora estava alcançando meu joelho quando ficava de pé. –O que está te incomodando, Smith?
– Eu nunca mudei de casa antes e.. – Olhei as fotos da Família e uma recente, com o meu avô, Chad e Morg. – É difícil deixar tudo isso aqui, se fosse antes eu daria graças aos deuses existentes, mas agora... Vou sentir saudades.
Ela me olhava atentamente como se estivesse examinando cada palavra, e vendo cada expressão facial que fizesse. Como se ela estivesse decifrando um enigma, ou até a própria esfinge que dizia “Decifra-me ou devoro-te”. Bom, eu acho que pra ela eu era uma esfinge, ou a Morg me decifrava, ou as duvidas dela sobre mim a devoravam. Se bem que eu a devoro com os olhos boa parte do dia.
– É como você disse amor, é uma nova vida... Eu também estou com medo. – Sorrindo de forma encantadora, ela olhou pras fotos. – Mas temos um ao outro, e essa sempre será a sua casa.
– A nossa casa... – A corrigi sorrindo, sentei do lado dela e encostei a cabeça no ombro enquanto ela fazia carinho. – Só não to muito preparado pra vida de famoso!
– Se essas fãs estarrecidas ficarem dando em cima de você ou ficar falando me come, eu mesmo dou um jeito nelas! — Comecei a rir junto com ela. – Alexis teve a confirmação, realmente ele vai morar no apartamento de frente pro nosso, mas o que empolgou mais ele não foi isso...
– Foi o nosso apartamento ficar á 40 minutos andando do Lincoln Financial Field. – Gargalhei e beijei o rosto dela. – Isso com certeza é o pesadelo da Amanda, um namorado que torce pro rival e pra piorar vai morar praticamente em território inimigo.
– Espero que você não fique chato e louco por futebol, eu te chuto de casa! – Ela falava emburrada, mas ainda sim em tom de brincadeira. – Vamos logo pro Aeroporto, eu prometi pra Gabi que ia me despedir dela!
– Você que manda! – Beijei o focinho do Chad e corri pro quarto pra trocar de roupa. – O David vai com ela?
– Vai sim, vão viajar juntos, fazer um intercambio antes da faculdade. – Ouvi a voz dela vinda do corredor, até chegar ao quarto. – Um Deus Grego como sempre.
– Que bom pra eles. – Me virei pra ela e sorri. – Eu tenho que ser o melhor pra você.
– Você é um convencido modesto, se é que isso existe.
Passei por ela e dei um beijo rápido, desci as escadas rapidamente e olhei pro Chad pensativo. Senti a Morg pular nas minhas costas e beijar meu pescoço, apertei as pernas dela na minha cintura e caminhei até chegarmos ao Mustang. Rapidamente o Chad veio atrás e entrou no carro, ele gostava mesmo de passear. Não demoramos muito pra ir pro Aeroporto.
– Achei que vocês não vinham se despedir! – Gabriela estava toda feliz, apesar da má fama do pai eu pude notar a diferença na vida dela, pra melhor. – Ficamos entre tanta correria que nem pude ajudar vocês em nada sobre a mudança!
– Imagina Gabi, estamos felizes por você também... Como vai David? – Morg cumprimentou os dois. – Sem tentar me cantar dessa vez, né?
– Eu e você estamos muito bem acompanhados. – Rimos um pouco. – Eu espero que vocês deixem um camarote de cortesia nos seus shows!
– Pode deixar, esta garantido.. E David, sem ressentimentos! – Olhei pra ele e sorri de canto.
– Sem essa Vingador, somos eternos rivais nos esportes... Quem sabe nos esbarramos nos jogos de faculdade. – Eu ri e concordei com ele, finalmente estávamos tendo um relacionamento bom.
– É garotos, vocês e suas rivalidades!
Gabriela resolveu nos ignorar e ficou conversando horas e horas com a Morg, bem, eu exagerei um pouco, mas elas realmente conversaram por uns longos minutos enquanto eu e o David a olhávamos e conversamos sobre coisas de garotos o que incluía esportes e falar de como as nossas garotas eram perfeitas.
– David, eu espero que você realmente faça a Gabriela feliz... Sabe eu conheço ela desde pequeno, eu realmente tenho uma afeição por ela. – O olhei firme. – Então se a Morg me falar que a Gabriela ligou chorando por sua causa... Eu vou atrás de você te dar uma lição! – Nos dois gargalhamos um pouco.
– Fico feliz que ela tenha mais alguém que se preocupe com ela. Eu sei que a desavença de vocês foi algo que bem.. aconteceu, mas superou. – Ele falava comigo, mas não tirava os olhos das garotas. – E você, cuide bem da Srta. Curts, não a deixe escapar ou você será o cara mais imbecil do mundo.
– Eu tenho plena consciência disso. – Uma voz ecoou no aeroporto, era o voo deles. – É a vez de vocês.
As duas começaram a se despedir e eu fiz o mesmo com o David, mas de uma forma menos intima que as duas. Por um momento me passou uma coisa na cabeça e logo após que eles começaram a seguir pro saguão, eu gritei pela Gabriela e corri até ela, não podíamos terminar assim.
– Ei Gabriela. – Ela se virou. – Posso falar com você antes de ir!?
– Claro Tom! – Eu a olhei como a via quando éramos crianças, uma grande amiga. – Que cara é essa Tom!
– Eu não podia deixar você ir antes de me desculpar por todos esses anos, eu não devia ter tratado você daquele jeito, sei que no fundo você não me culpa e nem eu te culpo mais por nada. Mas sempre fomos amigos, assim como o Alexis você era uma irmã. – Eu a abracei forte. – Obrigado por tudo, e saiba que sempre que precisar de mim... É só me ligar!
– Tom... – Ela parecia surpresa, mas me abraçou. – Eu te amo, você é uma grande irmão mesmo!
– Eu também e se cuida!
Beijei a testa dela. Os dois correram por já estar se fazendo a ultima chamada, e fui embora com a Morg. Ela não falou nada sobre a cena do aeroporto, e por um momento achei que ela estava incomodada com o que viu, mordi o lábio e olhei pra ela, mas antes que eu falasse alguma coisa, ela começou.
– Eu não estou brava... – Seus olhos brilhavam. – É que eu realmente fiquei surpresa e achei lindo o que você fez lá, se desculpar e voltar a ser o amigo dela quando eram crianças. Você está se mostrando um novo Thomas Smith, uma pessoa que você só se mostrava comigo.
– E isso é bom? – Sorri de canto sem graça. Ela parou na minha frente e me beijou. – Isso é um sim?
– É muito bom amor... Eu só não quero concorrência! – Segurei a cintura dela e a beijei intensamente.
– Nunca terá concorrência pra você! – Dei um selinho. – Agora vamos pra casa, amanhã cedo nos vamos pra nossa nova vida!
–-x—
A viagem tinha sido cansativa, mais pro Tom, que estava dirigindo, do que eu obviamente. Acordei com Thomas beijando meu pescoço e sussurrando "Chegamos novata, acorda" ou coisa parecida. Adorava ser acordada desse jeito.
Tom já não gostava quando eu o acordava, geralmente consistia em baldes de água gelada, um apito forte, grito ou a cara toda rabiscada. Ele ficava brabo no começo, mas depois simplesmente me beijava sem eu ter que pedir desculpas e esse tipo de coisa. O que era até bom, já que eu dificilmente pedia desculpas pelas coisas que aprontava, se iria me arrepender depois porque faria?
Depois de um lanche rápido em um posto de gasolina eu e Tom chegamos ao nosso apartamento perto das universidades e começamos a descarregar o Mustang, Chad dormiu a viagem inteira o que foi bom e mostrava como ele é um preguiçoso.
Pegamos as nossas coisas e subimos arduamente para o último andar já que não havia elevador. Olha, isso para uma sedentária como eu era uma ofensa, mas podia tirar um lasquinha e ficar vendo a bunda do Tom e suas costas trabalhando arduamente, os treinos pesados com o sargento valeram a pena, que homem.
Perdi as contas de quantas vezes subimos e descemos aquelas escadas, mas quando finalmente terminamos de tirar as coisas do carro havia mais um trabalho braçal a ser feito: guardar as coisas no nosso novo apartamento e acomodar agora um Chad muito elétrico.
Bem, o apartamento já estava mobilhado, mas estava desajeitado e sujo. Soltei um murmúrio me jogando no sofá como uma velha preguiçosa. Tom apenas riu e me pegou no colo fazendo ameaças do tipo: "Não vou fazer mais pizza de chocolate se você não me ajudar", e é eu não podia nem sonhar em ficar sem a pizza de chocolate de Thomas Smith.
Reuni a coragem que tinha e comecei a colocar a mão na massa, deixamos o Chad num dos quartos com seus brinquedos e pouco a pouco o apartamento começou a mudar em um misto de Morgana Curts e Thomas Smith. Claro, tínhamos gosto parecidos, mas mesmo assim, conseguimos deixar o apartamento a nossa cara.
– Formamos uma boa dupla. — Sorri satisfeita olhando para nosso trabalho finalizado, parecia um apartamento novo.
– Literalmente! — Ele falou me abraçando por trás e beijando meu rosto. — Sorri e o olhei e estava visível o cansaço. Tom havia passado horas sem dormir na viagem.
– Oinc ! Vai dormir um pouco enquanto faço algo pra comermos antes do show. — Ele arregalou os olhos e ri. Tom provavelmente havia esquecido do show da banda que ia acontecer hoje pela noite. Dei um selinho e afaguei seu rosto. — Alexis e Amanda já devem estar chegando, a gente precisa organizar mais algumas coisas e não quero você sem energia.
O vi sorrir e assentir com a cabeça sem relutância, me deu um beijo calmo e foi até o quarto em silêncio. Fui ver a geladeira e claro, não havia nada. Olhei o relógio. Daria perfeitamente tempo para ir ao mercado próximo e fazer umas compras.
Não demorei muito, uns dez minutos e estava dobrando o quarteirão da rua com as sacolas na mão e adivinha quem eu vejo correndo do nada em minha direção? Exatamente, Alexis Ambrósio com toda a sua elegância e cavalheirismo se jogou pra cima de mim em uma tentativa frustrante de me abraçar.
– ALEXIS VOCÊ NÃO PERCEBEU QUE ESTOU CHEIA DE SACOLAS? BAKA! — Senti ele me soltar e fazer um biquinho. Quando Alexis se empolgava com algo ele simplesmente exagerava em tudo.
– Poxa Amoi, obrigado pela recepção.
Ele beijou meu rosto e pegou as sacolas da minha mão indo em direção a Amanda que ria e rolava os olhos em desaprovação ao namorado. A abracei e descobri que já haviam arrumado uma parte do apartamento deles que ficava no mesmo prédio, só um andar abaixo do nosso.
Amanda logo chutou Alexis para ir dormir também pela longa viagem e juntas fomos fazer algo para comer, em silêncio, claro, não queríamos acordar nossas belas adormecidas. Claro, aproveitamos e já decidimos algumas coisas sobre o show com pequenos sussurros e logo a comida estava pronta, e Chad sempre conseguindo uns petiscos, ele realmente cresceu e estava um grude que só com o Thomas.
Acordamos os garotos, a Amanda com seu jeito delicado e eu bem acordei o Thomas jogando o Chad, mas não peguei pesado com o Oinc, afinal ele estava cansado. Nós mais conversamos sobre o show e a universidade, estávamos empolgados com o nosso show e eu estava mais pra nervosa.
Acrescentava só algumas ideias e me concentrava na comida, só de pensar nas pessoas me olhando me dava um ataque de nervosismo, mas eu sempre conseguia superar o friozinho, claro, se Tom estivesse no palco olhando pra mim, caso contrário eu pagaria de palhaça.
No final da comilança e de termos acertado tudo pro show, Amanda e Alexis foram pro apartamento deles e eu e o Tom fomos cuidar da louça, como de costume. Eu lavava e ele secava em nosso silêncio habitual até terminarmos e Tom começar a me tarar, eu o olhei rindo.
– O show é daqui umas 4hs Tom, você não descansou bem. — Eu falava tentando desvencilhar dos seus beijos e ele fez um bico rendido.
– Tudo bem novata, mas depois do show é melhor você estar preparada.
Tom mordeu meu lábio com agressividade antes de ir para o quarto novamente me deixando com cara de retardo. Ok... Um banho gelado era o que eu precisava e talvez o nervosismo do show de volta, porque o que estava me deixando nervosa agora era apenas o término do show e as palavras de aviso do Smith.
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