My Avenger Angel
44 It's Time
Notas iniciais
Eu estava na varanda de casa brincando com o Chad, eu jogava a bolinha e ele corria tentando buscar, tirando as vezes que ele enfiava a cara na neve, estava tudo dando bem. Agora que eu não tinha mais escola nos tínhamos apenas que curtir as ferias, eu esperava ter uns dois dias, mas estava enganado.
Assim que joguei outra bolinha pro Chad, vi ao fundo na entrada da fazenda um carro da policia... Estadual? Era o responsável pelo meu caso o Mason, segurei o Chad contra meu peito e aguardei na varanda.
– Olá Senhor Mason!
– Thomas Smith, eu vim te dar voz de prisão! — Aquilo me pegou em cheio, eu abria a boca pra falar, mas não conseguia. — Você esta sob custódia do estado, crime inafiançável!
– Você poderia me dar... Um minuto, só pra me despedir? — Engoli em seco e ele confirmou.
– Estaremos esperando lá fora, creio não precisar de algemas com você Thomas.
Afirmei com a cabeça e entrei em casa com o Chad deixando ele no chão, Morg já estava na sala e meu avô tinha entrado em casa pelos fundos, pelo olhar já sabia que ele tinha visto, acenei e ele saiu da sala.
– Algum problema Tom? — Ela se aproximou e deu um selinho.
– Na verdade sim Amor... Quero que preste atenção, a partir de agora eu dependo totalmente de você. — Ela me olhou apreensiva. — A Policia estadual está lá fora pra me prender.
– Tom... — Segurei o rosto dela e fiquei a olhando nos olhos.
– Me escuta, Madson me denunciou primeiro o que faz de mim o réu e a pessoa a ser acusada. Eu quero que você fique com o Alexis, não quero correr o risco de perder sua custódia, então vai até a Amanda e pega uma carta que eu deixei com ela.
– Entendi.
– Fala pro Alexis pegar todas as provas e pro Pai dele me arranjar um advogado, e você vai ser chamada pra depor... É só falar tudo que sabe, vou denunciar o Madson quando estiver no tribunal.
– Não quero... — Ela me abraçou forte e chorou no meu peito, a apertei em mim. — Não vai Tom!
– Eu volto logo amor, nós temos a vida toda juntos! — A beijei como se fosse a última vez e deixei uma lágrima cair. — Fala pro Alexis guardar as provas pro advogado, ele vai saber o que fazer.
– Eu te amo mais que tudo Thomas Smith, e eu vou te tirar dessa... Eu prometo. — Por um momento me senti feliz pela determinação dela, a beijei novamente, me despedi do Chad e sai correndo.
Entrei no carro do Mason sem olhar para trás, sabia que meu coração ia falhar e eu ia fugir com a Morg se o fizesse, abaixei a cabeça e chorei em silêncio, Mason olhou para mim.
– Você realmente ama aquela garota Thomas. — Ele mantinha o olhar na estrada. — eu acompanhei seu caso desde o inicio e só vi você chorar assim quando falavam da sua mãe.
– É... — Minha voz está embargada.
– Você deve saber que a policia está investigando o Madson, mas nunca tivemos provas... Até que você apareceu, eu sempre mantive os olhos em você garoto.
– Poseidon Ambrósio.
– Isso, ele era meu informante se tudo ocorrer bem você voltara para casa de ficha limpa, com uma medalha de honra e como um Heroi... Como seu pai fora!
– Você conhecia meu pai? — O olhei surpreso.
– Todos os conheciam Thomas, Jason Carter foi um exemplo para as autoridades daqui e você é exatamente como ele, a sua garota é como sua mãe.
Sorri de canto e olhei pela janela, me senti confortado apesar de agora não ter ninguém do meu lado, eu tinha certeza de que não estava sozinho. Sequei minhas lágrimas e continuei imaginando minha vida até que chegamos na delegacia.
– Delegado, aqui é o Capitão Mason apresentando Thomas Smith que se entregou sem resistir.
– Pode sentar Thomas. — Eu me sentei e olhei o delegado. — Como já deve saber o Mason mantinha você sob vigília... Eu estou com uma investigação secreta que só alguns a gentes sabem.
– E porque está me contando tudo isso?
– Bom, Madson denunciou você por contra bando e diz que tentou te impedir, tem provas de você no local e tudo o que ele diz bate perfeitamente com as circunstancia.
– Eu imaginei que ele faria isso.
– Sabemos da sua história e todo o esquema, mas sem provas não somos nada. Então queremos que você nos ajude...
– Como faria isso? — Piquei algumas vezes confuso.
– Mantemos você o mais independente possível e parece que você conseguiu muitas provas, nosso amigo Poseidon nos informava seu progresso... E agora chegou a hora de pegar o Madson, vai ser no tribunal, você será julgado... Mas te daremos suporte.
– Deixa advinha o advogado que o Tio Poseidon vai mandar pertence a vocês?
– Exato, apenas quero que você se mantenha no tribunal sem apresentar provas... Espere que o júri te julgue... O que provavelmente o te condenará a prisão.
– E depois disso?
– A policia federal entra em ação, você vai ser anunciado como agente infiltrado e prenderemos ele por apresentar provas falsas... E com suas provas. Consegue fazer isso garoto?
– Com todo prazer Delegado.
– Pode me chamar de Martin.
Nos cumprimentamos e eu sorri, nunca pensei que ir pra prisão seria um pouco mais prazeroso do que imaginava, antes que eu fosse realmente detido, me voltei para o delegado.
– Delegado Martin... Sei que não pode contar toda investigação, mas... Será que você podia informar minha namorada? Ela sofreu muitos traumas e sou o único que ela tem...
– Prometo que farei isso Thomas... Trarei ela aqui para te visitar, Madson não é o único que tem regalias. — Ele voltou sua atenção pros papeis. — Só quero que acompanhe o Mason para que você faça um vídeo declarando que é um agente infiltrado e um outro dando seu depoimento.
–-x—
Logo que Thomas saiu com a polícia peguei o Mustang e dirigi até a casa do Alexis, eu não chorava, mas uma angústia fazia um buraco no meu peito o que resultava em morder o lábio tantas vezes que deveria ter cortado superficialmente. E para minha surpresa quando cheguei lá o pai do Alexis estava falando com um advogado.
– Como assim não pode me explicar tudo? Eu tenho direito! — Bati o pé birrenta na frente dos três que se entre olhavam sem me dizer nada, isso estava me dando nos nervos. — Não é bom me ver irritada... — Falei com os dentes trincados e vi Alexis suspirar. Ele sabia que não era bom eu me irritar.
–Vamos até a delegacia e você fala com o Tom, além de depor o que sabe. – Avistei Poseidon e o advogado que tinha um sorriso confiante assentir e acebei suspirando em rendimento.
– Ele pode ir pra casa ainda hoje? — Olhei pro advogado com esperança e ele negou sem tirar aquele sorriso irritante.
–O julgamento será depois de amanhã... Infelizmente ele poderá sair só se ser inocentado, o crime que ele é acusado é inafiançável.
Fechei os olhos e respirei fundo. OK. Dois dias, eu sei que podíamos aguentar isso. Alexis foi comigo no Mustang logo atrás do carro do pai dele com o advogado. Permaneci em silêncio pensando nas palavras certas para usar no depoimento. Eu me enrolava quando estava nervosa e poderia muito bem ser mal interpretada.
Alexis me olhava de forma consoladora, o que as vezes me irritava e foi em um estalo que lembrei que estava faltando alguém, onde estava a Mands? Fiquei bem preocupada na hora.
– A Amanda está com os pais dela não se preocupa Amoi.
– Como você... – Olhei um pouco incrédula e ele sorriu.
– Sou seu irmão, conheço suas preocupações só de olhar. – Sorri de canto e vi que ele tinha razão, o que seria de mim sem ele? – Eu e ela decidimos ficar sem contato até o dia do julgamento.
– Mas porque Peixinho?
– Porque somos as testemunhas do Tom, e temos interesse em vê-lo livre... Madson pode usar isso a favor.
– E a Gabriela? Ela não teria interesse em ver o Tom solto, não no ponto de vista do histórico dela.
– Gabriela não vai entrar nesse caso especifico do Tom... O caso dela é com o Owen, ela só vai dar depoimento sobre o que o comportamento do Tom.
– VOCÊ SÓ PODE TA BRINCANDO! – Eu estourei. – VOCÊS ESTÃO LEVANDO O TOM PRA CADEIA ASSIM!
– Se acalma Morgana! – A voz dele era firme. – Amanda me contou que acharam o menino que presenciou o Thomas apanhando do Owen, mas ele também não vai ser usado ainda... Vai ser só a gente.
– Mas...
– Você vai entender quando falar com o Tom.
Suspirei quando cheguei e sai em silêncio do carro andando para a entrada da delegacia onde, por incrível que pareça, estavam me esperando ansiosamente. Entretanto era tanto que quando pisei na portaria uns dois policiais me puxaram pela mão "delicadamente" me arrastando até a sala de depoimentos.
–Eita caramba... São delicados como um cavalo.
Reclamei fazendo cara de poucos amigos até avistar Thomas na salinha. Minha angústia toda se foi e só sorri por ver ele bem. Os policiais fecharam a sala apesar de saber que iriam nos vigiar pelo vidro e nem por isso deixei de abraçar Tom com força.
– Oi... — Falei sentindo o cheiro dele e o apertei.
– Oi Amor! — Percebi ele sorrir e segurar meu rosto para me beijar.
– Eu fui até Poseidon e ele tinha tudo preparado mesmo eu não...
– Eu sei amor. — Ele me interrompeu e se sentou de frente pra mim, ele pode ilhar minha confusão.- Tenho boas notícias! O governo está do meu lado. — Ele sorriu e eu me virei para a parte onde os policiais ficavam durante a conversa com a testa franzida.
– Hein? — Perguntei voltando a olhar pra ele e me sentei perplexa.
– Não posso dar detalhes amor, mas vai dar tudo certo e vou poder ir pra casa assim que tudo isso acabar. Você só precisa dizer tudo que sabe e no tribunal você vai entender tudo.
– Odeio não saber das coisas... — Murmurei fechando a cara novamente e ele teve a ousadia de rir!
– Eu sei, mas é necessário. E se puder demonstrar pro Mandson que provavelmente tudo está perdido é melhor. -Ele segurou a minha mão e a acariciou me olhando nos olhos. Dei um longo suspiro e comprimi os lábios assentindo de leve.
– Precisa de alguma coisa pra passar o tempo aqui?
– Trás meu avô e uma mochila com roupa, preciso de um banho... Não esquece do Chad.- Ele percebeu meu olhar angustiado. -Vou ficar bem...
– O tempo de vocês acabou. — O policial surgiu pela porta e assenti relutante. Tom me deu um beijo que tinha gosto de "quero mais" e sai da sala sendo empurrada (novamente) até a sala do delegado. Passei tudo o que tinha ensaiado no carro e o que sabia para ele, que mantinha os olhos atentos sobre mim.
O julgamento será depois de amanhã pelas 10hs e podia visitar Tom antes disso. Minha vontade era de passar a noite com ele ali mesmo, mas sabia que não iriam permitir. Alexis me levou pra casa passando em fast-food antes pra eu não desmaiar de fome.
Quando cheguei tranquilizei o Sr. Thomps e logo após subi com o Chad ate o quarto. Obviamente eu não dormir, só ficava pensando se Tom estaria bem. Aproveitei o tempo que tinha e arrumei algumas coisas pro Tom, o nosso pequeno lambe-lambe não estava tão contente, ele dormia onde o Tom ficava, me deitei ao dele.
– Ele volta logo Chad. – Ouvi o choramingar e lamber meu rosto. – Também te amo.
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