My Avenger Angel
40 Game of Dreams
Notas iniciais
Estávamos no aeroporto de Louisiana minha família, isso incluía o Chad, e a Família do Alexis, claro estávamos muito empolgados com a ida até a Philadelphia ver os Eagles jogarem, era o Super Bowl, estaria muito mais frio que aqui, mas a competição estaria pegando fogo.
Fizemos o Check-in e ficamos conversando no terminal de Embarque, meu avô conversa com o Tio Poseidon, enquanto eu e a Morg conversávamos com o Alexis, a Amanda já tinha voltado pra casa e se despedido da gente, apenas pediu pra que ficássemos de olho nele.
– Ansioso Porquinho? – Ele tinha um sorriso de orelha a orelha. – Não acredito que finalmente vou conhecer o Lincoln Financial Field!
– Eu tenho a melhor namorada do mundo. – Sorri e dei um beijo na Morg que corava com os elogios. – Você fica mais linda corada. – Pisquei pra ela.
– Isso é revanche por mais cedo! – Ela fez bico e cruzou os braços, arrancando risos da gente, cheguei no ouvido dela e sussurrei.
– Desse jeito a gente vai esquentar o banheiro do avião também amor. – Senti ela me dar um tapa no braço e ficar mais vermelha. – Vai dizer que não gostou?
– Cala a boca, Thomas Smith! – Ela se virou de costas e eu e o Alexis começamos a fazer cosquinhas nela. – Vocês estão felizes e verdes de mais pro meu gosto!
– E-A-G-L-E-S! EAGLES! – Eu e o Alexis começamos a gritar no terminal. – Somos Birds amor, nosso sangue é verde!
– Isso ai Amoi, entra no clima e torce pros Eagles! – Ele abraçou e girou ela, dando vários beijos no rosto.
– Não obrigado, estou bem vendo Baseball.
Começamos a brincar, Alexis trouxe a bola oficial dele da NFL e começamos a jogar ali mesmo, até que chamassem pra nossa viagem, confesso que jogávamos bem Futebol Americano. Entramos no avião, guardamos nossas bagagens de mão na parte de cima dos aviões.
Os bancos eram de dois lugares nos cantos e três no meio, então ficou eu e a Morg na janela e os três conversando no meio, colocamos os cintos, o voo duraria um pouco menos de uma hora e o jogo começava as nove horas da noite, provavelmente chegaríamos umas cinco horas da tarde.
Abracei a Morg e ela se apoiou em mim, ela estava cansada, afinal não era pra menos ficamos na cama por um bom tempo e foi desgastante até pra mim. Mesmo assim não tenho do que reclamar, desde que a Morg apareceu de mamãe Noel no meu quarto, ela tem me feito subir nas paredes sempre mostrando algum brinquedinho novo, ou algo novo pra fazer.
Apesar de ela ter sido a única, eu sempre soube que eu era um sádico assumido, sempre fazia ela implorar para que eu fizesse o que ela queria.. Até que ela adivinhou meu ponto fraco, quando ela é um pouco suja nas palavras, não pede como aquelas meninas meigas e fofinhas, que sinceramente me broxam.
Até hoje não esqueço a nossa melhor transa, como essa mulher me tirou do sério, eu já estava no grau mínimo de insanidade, me lembro como se fosse agora, ela por cima de mim, com as mãos apoiadas no meu peito enquanto me arranhava e sussurrou no meu ouvido.
“Eu quero que você me foda do jeito que só você sabe... Sem dó Smith.”
Só de me lembrar isso me arrepia, eu fiquei totalmente dominado pelo desejo, e fiz coisa que até Deus duvida na cama, mas resolvi esquecer esse assunto antes que eu tenha vontade de dar uma aquecida no banheiro do avião ou na cabine do piloto.
Não demorou muito e estávamos em pleno ar, não preciso nem dizer que a Morg e o Alexis na hora de comer devoraram a comida, parecia que toda vez eles resolviam competir e nem adiantava falar nada que eles estavam exagerando ou comendo de mais, eles simplesmente falavam.
“Ué, estamos com fome!”
Já cansei de ver a Amanda brigar com os dois falando que não sabe pra onde va tanta comida, ou que eles falam que só estão com fome, eu dou altas gargalhadas com as cenas, certa vez o Alexis tinha acabado de jantar em casa e dez minutos depois disse que estava com fome.
A Amanda tinha um melão em casa, e não é que o Peixinho comeu tudo sozinho? A Mands não acreditou no que via, tanto é que quando o Alexis disse que continuava com fome, ela pegou o outro melão em casa e tacou na cabeça dele, falando que ele era um gordo e que desistia da vida.
Fiquei olhando pela janela enquanto a Morg dormia com a cabeça apoiada no meu ombro, o avião estava todo escuro e confesso que me deu sono, mas antes mesmo de pensar em dormir o Capitão anunciou que havíamos chegado ao nosso destino e no final das suas instruções...
– Desembarquem com cuidado... E VOEM BIRDS, RUMO A VITÓRIA!
Não preciso dizer que isso incendiou o avião, todos os torcedores do Eagles que estavam presentes começaram a gritar Eagles e a cantar o grito de guerra, Morg acordou em meio ao barulho e nunca pensei que me sentiria tão feliz em toda minha vida.
Desembarcamos e pegamos nossas malas, tinham vários ônibus que estavam indo para o Estadio dos Eagles e não pensamos duas vezes pra pular dentro de um deles, Chad estava dentro de uma sacolinha com a cabeça pra fora latindo todo feliz e ganhava atenção de muita gente.
O motivo era simples não era só porque ele era um cachorro lindo, mas antes de sairmos do aeroporto compramos uma roupa de cachorro que tinha um capuz que tinha um formato de Águia, logo ele era nosso mascote dos jogos e nosso amuleto da sorte.
Não demorou muito para chegarmos no Lincoln, fizemos amigos no ônibus e resolvemos acampar juntos, jogamos todos os jogos possíveis e impossíveis no esquenta do jogo, meu avô e o Tio Poseidon conversava com os mais velhos de um lado, enquanto eu, Morg e Alexis jogávamos com mais algumas pessoas com a bola de Futebol Americano, eu estava ajudando a Morg a receber e mandar a bola, o que as vezes fazia a gente rir.
Chad estava brincando com uma mini bola de futebol americano perto do meu avô, ele realmente estava muito fofo naquela roupa, não conseguia parar de sorrir olhando pra ele. Tinha combinado que na hora do jogo o Alexis cuidaria dele, já que ele tem uma paixão incrível por animais, tinha até pensado em ser veterinário do exercito.
– Tom ta na hora de irmos! – Meu avô me chamou e uma grande ansiedade se instalou em mim. – Veremos os Birds Voarem.
– E-A-G-L-E-S!
Todos que estavam no estacionamento começaram a fazer as letras que formavam o nosso time, foi o maior grito de guerra que eu já vi, todos no estacionamento, eu me arrepiei todo e olhei pra minha namorada, ela me olhava com um brilho nos olhos, e sabia que ela estava satisfeita com o resultado do presente dela.
– Eu te amo, oinc! – Ela enlaçou meu pescoço e me puxou.
– Eu também te amo novata!
Segurei ela pela cintura, e ela tomou meus lábios, começamos a nos beijar ali mesmo. Então ouvimos a voz do Alexis e muita gente assobiar e aplaudir, alguns jogavam as pipocas na gente, ou papei picados para fingirem de confete, comecei a rir.
Alguns caras gritavam que era desperdício a Morg estar comigo, então voltei a beija-la e mostrei o dedo do meio pro cara, o que arrancou gargalhada de muita gente. Algumas meninas me cantaram e foi a vez da Morg mostrar o dedo pra elas enquanto me beijava, até que escutamos que “Se casem logo” e sabia que o grito viera do meu avô e do Tio Poseidon.
Entramos eu, Morg e meu avô no Estádio, vi os Birds entrarem e meus olhos brilharam, cantamos o hino nacional americano, até que eles deram o pontapé inicial e eu abracei a Morg, e passamos o jogo inteiro assim, vibrando a cada interceptação, a cada jarda, a cada touchdown...
E foi assim que pela primeira vez na minha vida eu assisti o jogo de Futebol os Eagles, e vi meus queridos Birds voarem atrás da vitória, juntamente do meu avô que tinha um sorriso maior que o meu e minha namorada, que não parava de rir das nossas reações e xingamentos durante o jogo.
– Obrigado por tudo amor... – A beijei e a apertei em mim. – Você realmente me faz feliz.
– Não precisa me agradecer amor... Eu só estou retribuindo o favor. – Ela me beijou e voltou a nevar na Philadelphia, o que aumentou o frio, mas não diminuiu a temperatura entre a gente.
–-x—
Os jogadores dos Eagles me davam dor de cabeça, eles não paravam de comemorar um minuto se quer. Eu sei, era bom que eles tinham ganhado, eram fanáticos etc e tal, mas eu realmente estava cansada. Será que a gente não poderia dormir na viagem de avião?
Não eram só eles que estavam me dando enxaqueca, a preocupação do plano de Thomas revirava meu estômago. Eu e a Mands ainda não havia achado o garoto da bicicleta e a qualquer sinal Tom poderia estar na cadeia.
–Amor, tudo bem? -Tom segurou a minha mão e voltei minha atenção pra ele. Ele ainda tinha os olhos brilhando de felicidade e parecia nenhum pouco preocupado com o que veria depois que o avião chegasse.
–Está amor, só estou cansada... — Dei um sorriso fraco. Não era a hora de se o preocupar com isso. Sei que minha resposta não o convencera, ele me conhecia tão bem que sabia meu humor até por SMS. De uma maneira ou outra ele resolveu não persistir e me aconchegou nos seus braços e me fez cafune, meu ponto fraco... Eu realmente estava com os olhos pesados e quando vi, dormi no meio daquela zona dos Eagles.
Acordei com beijos... Do Chad, ele realmente gostava de lamber as coisas na sua frente e comer, estava na hora de desembarcar e conforme o Thomas eu não estava acordando nem com os berros do Ambrósio. Amanda estava nos esperando no aeroporto, empurrada, mas estava. Alexis correu pra abraçar ela e claro, esfregar a vitória do time. Depois de repassar as papeladas pra Chad ter ido com a gente todos fomos até o Starbucks fazer um "lanchinho".
Amanda coitada, não aguentava ouvir sobre os Eagles e eu pedi desculpas com o olhar, o dinheiro pra conseguir realizar o sonho dos meus amores foi da faculdade, afinal eu ganhara uma bolsa e a produtora ia bancar o resto... Eu podia fazer isso sem problemas.
Com o estômago cheio, ou quase no caso do Alexis, fomos até os carros pra ir pra casa, foi quando me lembrei do plano do Thomas e meu coração se apertou, não queria que ele fosse, mas sabia que ele não podia ficar de mãos atadas. Respirei fundo e olhei pra Mands, era agora ou nunca que a gente encontrava o garoto. Poseidon e Sr Thomps foram na frente até a Peterson, Bessie estava lá e provavelmente seria o meio de transporte meu e da Mands.
–Não fica nervosa, você precisa cuidar da sua gastrite. — Thomas disse enquanto me abraçava forte. Eu ri fraco, ele estava indo fazer uma loucura e ficava se preocupando com a minha gastrite.
–Não arrisca sua vida, preciso de você ok? — Olhei pra ele implorando com os olhos e ele me beijou.
–Vai ficar tudo bem, prometo voltar logo ok?- Ele acariciou meu rosto e assenti respirando fundo. Alexis me deu um abraço apertado e os dois foram pra "deus sabe aonde" enquanto eu e a Mands olhava o Mustang desaparecer na estrada.
–Parecemos esposas de soldados indo pra guerra. — Comentei ainda olhando pra estrada. — Tenho medo de eles não voltarem.
–Thomas é duro de matar... Alexis então é quase imortal. — Ela sorriu de canto. — Se o vaso que joguei na cabeça dele não o matou... — Eu arregalei os olhos e olhei pra ela espantada. Sabia que ela e Alexis brigavam, mas não sabia que chegava esse ponto.
–O que foi Morg? Ele pede por isso! — Eu dei um passo pra trás me afastando dela fingindo medo de brincadeira.
–Não me mate Amanda, tenho um filho pra sustentar.
Nós rimos e peguei o Chad que olhava tristonho para a estrada. Ele e Thomas se apegaram bastante rápido, fiquei impressionada. Entramos na Bessie e começamos a rondar a cidade em busca do cara da bicicleta.
Eu e Amanda sabíamos quem era depois de traçarmos um roteiro do dia que Thomas apanhou do Owen era um garoto que sempre vendia chocolate na escola e depois fazia a rota no bairro, a rota e o horário batia direitinho. Estacionei a Bessie na praça e avistei o tal garoto comendo... Peixe (?).
– Você fala com ele. — Falei determinada pra Mands.- Você se dá melhor com as pessoas.
Ela afirmou com a cabeça, não era tímida como eu ou explosiva, às vezes me perguntava se eu deveria mesmo ser psicóloga. Fiquei no carro enquanto Mands ia falar com o garoto, ele parecia vidrado no que ela falava e no final os dois apertaram as mãos e saíram um de cada canto.
–E então? — Perguntei nervosa quando ela entrou na Bessie.
– O Madson está com os dias contados. — Nós sorrimos e dei a partida no carro. Havia alguma coisa que os Vingadores não conseguiam?
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