Notas iniciais
"Justamente quando você acha que as coisas não podem piorar, elas podem... Mas justamente quando você acha que elas não podem melhorar, elas podem." - Dear John

Confesso que estava cansado, vim direto da viagem e já estou aqui no galpão do Brad Will revendo o plano e pegando os equipamentos, parecia àquelas coisas de vídeo game, iriamos do alpinismo até o tiro ao alvo. Eu até iria gostar se isso não estivesse custando a minha pele.

– Muito bem meus garotos, bem vindo à vida no exercito. – Ele sorria da forma como um capitão faria. – Missão dada é missão cumprida, como a ideia é do Thomas ele que vai comandar.

– Sua vez porquinho, qual o plano? – Alexis estava colocando os equipamentos que juntamos do Brad, do Poseidon e do meu avô. – É bom que seja infalível, senão a Amanda atira outro vaso na minha cabeça.

– Certo... Revisando. – Eu estendi um mapa do Píer de Louisiana, peguei uma caneta e comecei a fazer as demarcações. – Aqui é a estrada principal do píer, obviamente que eles não iram entrar por aqui, conhecendo bem o jeito de Hermes... Ele vai chegar de lancha e depois transferir a mercadoria.

– Mas o problema é... Não sabemos como ela vai sair de lá. – Alexis pegou outra caneta e apontou todas as saídas que existiam, e Brad com outra cor mostrou as clandestinas. – Se tratando do Madson, ele pode usar qualquer uma dessas saídas, ele é a lei.

– Thomas já assustou bastante o Madson... – Brad estava com uma semiautomática na mão averiguando. – Ele não vai usar as saídas obvias.

– Não podemos arriscar, então temos que fazer tudo antes do Madson desconfiar, isso inclui sequestrar o responsável pela chegada da mercadoria.

– Prontos vingadores? – Alexis colocou as luvas e os ganchos na cintura. – Temos 3h pra chegar no píer.

Assentimos e terminamos de nos preparar, vestíamos roupas pretas, tínhamos toca na cabeça e vestíamos luva, afinal estava frio, coloquei duas automáticas na cintura e uma do coldre, tínhamos facas e ganchos pra alpinismo, um pequeno ponto que servia de rádio.

Cada um pegou um sobretudo e entramos na SRV do Brad, ele foi dirigindo, apesar de toda tensão ele contava suas histórias e fazíamos algumas piadas, no meu peito só estava o colar do Tio Johnny, eu havia deixado o colar da mãe dela em cima da cama com um bilhete.

“Prometo voltar pra pegar o colar, você me espera? Seu Porquinho.”

Queria deixar algo que desse certeza de que eu voltaria, só de pensar já estava sentindo saudades do Chad, vou começar a apelidar ele de lambe-lambe, porque ele só faz isso, um garoto brincalhão e que com certeza tira qualquer tristeza na sua vida.

Finalmente chegamos no porto de Louisiana, a parte do píer ficava quase em alto mar, havia uma ponte que ligava o porto a esse píer, não podíamos ser visto, Brad estacionou em meio ao bosque, camuflamos a SVR e deixamos ela pronta pra fuga.

Chegamos perto do muro e começamos nossas aventuras, eu fui primeiro, joguei meu gancho e comecei a subir, Alexis e Brad estavam me acobertando, tínhamos exatamente uma janela de cinco minutos de entrarmos e não sermos detectados, aqueles holofotes que acionam o alarme tinha esse intervalo de tempo.

Eles me jogaram os ganchos e eu os prendi, primeiro subi o Alexis e depois eu e ele subimos o Brad, entramos em um duto de ar e chegamos até uma sala da diretoria do local, não tinha ninguém, através dos nossos sinais começamos a nos separar, abri a grade de ar e desci pra sala, liguei a lanterna e comecei a mexer nas papeladas.

Estava atrás dos itinerários e consegui achar os papeis que eu precisava, pra minha sorte tinha uma espécie de dossiê de todas as mercadorias do Madson, sorri internamente e tirei foto, ah como a vingança era doce... Pena que dura pouco, ouvi passos do lado de fora, guardei os papeis como se eu nunca estivesse ali e voltei pro duto de ar, assim que fechei eles entraram na sala.

Controlei minha respiração, não me mexi mais, apenas desliguei minha lanterna e mantive meu rádio o mais baixo possível, mas ligado para que Brad e Alexis escutassem a conversa, esperava que a minha proximidade com eles fosse o suficiente.

– Madson está com medo daquele garoto, preparou uma armadilha pra ele...

– Então como vamos agir?

– Iremos pegar a mercadoria original do navio e deixar a do Madson, vamos deixar o garoto roubar e quando chegar em casa surpresa.

– Madson vai atrás dele e ainda o prende por furto de diamantes e joias. – Trinquei os dentes, ainda bem que tinha seguido minha intuição, ou eu realmente estaria encrencado no tribunal. – Será que o garoto não já chegou?

– Mesmo que ele tenha chegado, não teria vindo aqui, mas sim pro Píer lá no centro. – Eles continuaram conversando e eu tratei de sair dali antes que fosse descoberto. – Alias se algo der errado aqui, Madson já deixou um plano pras namoradas dos dois garotos.

Senti meu coração apertar e também ouvi a inquietação do Alexis, consegui ir para um duto que dava em um galpão que era nosso ponto de encontro. Tirei minha bolsa de equipamentos e comecei a pensar em rotas e planos alternativos, logo Alexis e Brad chegaram.

– Então o que faremos? – Alexis estava aflito, seus olhos claramente transmitiam isso. – Devemos esquecer...

–Não... É a nossa única chance, não teremos o ano que vem... Não quero mais Meredith Smith e Thomas Smith por ai. – Ele ficou em silêncio e suspirou, essa história não acabaria se alguém não colocasse um ponto final. – Alias eu sempre tenho planos reservas de A até Z.

– Então qual letra do alfabeto será Smith? – Brad se mantinha calmo. – Não temos muito tempo.

– Como vocês sabem eles estão preparando uma emboscada e ainda tem mais um trunfo... Meu avô e o Tio Poseidon estão naquela estação de rádio emergencial, correto? – Eles afirmaram e eu continuei. – Nossa janela de ação acaba de diminuir drasticamente, não quero envolver aqueles dois, mas se for necessário... Faremos.

– Você quer fazer a jogada 47? – Alexis olhou um pouco assustado. – Aquela do exercito? É arriscado, Thomas!

– Tem ideia melhor Alexis, quer salvar sua namorada? – Falei friamente, também estava preocupado. – Ótimo, então assim o faremos, Brad você vai voltar pro nosso ponto de fuga assim que implantarmos as nossas armadilhas, eu e o Alexis funcionaremos de distração. Acionaremos as armadilhas secundarias e o Brad nos encontra na área B de fuga, e terá que ser em movimento... Não temos opção.

– Mas nesse tempo Madson terá feito algo, se ele tem um plano ele já deve estar a postos. – Alexis sacou a arma e olhou pro lado de fora, alguns guardas acabaram de passar, comecei a sentir aquele prazer e sorri de canto. – Já sei, Brad assim que você estiver no carro fale com os dois, eles serão ótimos guarda-costas.

A porta do galpão se abriu, se tínhamos algum objeção pro plano agora era tarde de mais, Alexis ainda empunhava a arma, eu segurei o ombro dele e pedi que ficasse na cobertura e só agisse caso eu e Brad não descemos conta, Brad e eu éramos melhor no corpo a corpo, Alexis tinha tudo pra ser um atirador de elite. Acredite quando eu falo nisso, nunca o viram em ação nas nossas partidas de paintball, não importa onde esteja ele acerta onde bem quiser.

Contamos até três com os dedos e atacamos, eram apenas 4 trabalhadores foram facilmente imobilizados e desacordados, deixamos eles presos numa sala, mas seria fácil sair, não queríamos nenhuma “vitima” no caso, as armas eram só pra casos extremos.

Assim que chegamos na beira do porto onde dava pro píer vimos um navio dando desembarque, provavelmente era o nosso barco, por um momento tive uma ideia e coloquei em pratica, fomos até um barco de mergulho e achei tubos de oxigênio, seria perfeito.

– Brad, é aqui que nos separamos. – Sincronizamos nossos relógios. – Temos 45m, senão chegarmos à área de fuga você vai embora sozinho.

Terminamos de nos equipar e o Brad fez meia volta, eu e Alexis mergulhamos e fomos em direção o navio, iriamos embarcar nele antes que ele fosse autorizado a desembarcar no píer. Conseguimos chegar no navio, largamos o tubo de oxigênio amarrado com uma corda e uma boia caso precisássemos, subimos as escadas e paramos na proa do navio.

Começamos agir rapidamente, uns 5 caras rondaram eu e o Alexis com correntes e barras de ferro, sorri de canto e pude ouvir Alexis gargalhar.

– Nunca pensei que as brigas de escola fossem virar brigas de filme. – Ele riu e encostou as costas dele na minha. – Vamos Porquinho, como nos velhos tempos.

– Cala a boca Ambrósio e vamos à ação.

O primeiro cara jogou a corrente na nossa direção, ergui meu braço e deixei ela me enrolar, puxei o cara e dei um chute no seu estomago e logo ele estava desacordado, um cara vinha com a barra de ferro pra me acertar, mas nem preocupei em desviar, Alexis o acertou no pescoço.

Agora eu tinha uma corrente e Alexis uma barra de ferro, contra três caras, não podíamos achar mais fácil, em menos de trinta segundos os outros três estavam no chão, Alexis e eu batemos nossas mãos e comemoramos rindo, escondemos os caras dentro de uma caixa grande, pegamos as roupas deles e nos vestimos.

Começamos a andar pelo barco até que alguns caras nos pararam, coloquei a mão na minha arma, mas me mantive calmo, não podíamos agir precipitadamente.

– Vocês devem ser os caras que vão carregar... Cadê os outros? – Eles não desconfiavam de nada, então respondi.

– Eles não vieram, mas nos dois damos conta da carga.

– Ótimo, as cargas estão demarcadas no terceiro nível do navio, podem começar a descarregar.

Olhei no meu relógio, agora tínhamos meia hora, Alexis e eu corremos pro terceiro nível tínhamos que agir bem mais rápido agora, eles poderiam desconfiar ou até encontrar os caras que desacordamos, rapidamente encontramos os containers com as mercadorias, para termos certezas abrimos todas e olhamos, toda droga e arma estavam lá.

– Melhor pegarmos algumas armas emprestadas, não sabemos se sairemos daqui pacificamente. – Poderiamos dizer que saímos armados até os dentes. – Podíamos estrelar algum filme de ação, quem sabe os novos vingadores.

– Até que não é má ideia... – Sorri internamente. – Hora de armar os fogos de artificio Peixinho, alias.. Acho que combinaríamos mais como semideuses.

– Sou Filho de Poseidon mesmo... – Alexis sorriu e olhou pra mim.

– Meu pai era conhecido como Senhor dos Mortos no exercito, ele fazia a pessoa conversar com Jesus mais cedo. – Armei o relógio e suspirei. – Sou literalmente o Filho de Hades, não acha?

Começamos a correr e deixamos presentinhos em cada containers, mandei Alexis correr pra saída e fui pra sala de controle, liguei o navio, não antes de desacordar mais uns três caras no caminho, engatei aquele Titanic 2 e tratei de correr, ouvi alguns tiros.

– Alexis adora começar a festa sem mim, apressado! – Peguei minhas semiautomáticas e resolvi logo entrar na festa. – SAUDADES DE MIM CRIANÇAS?

– Anjo Vingador? – Ouvi alguns conhecidos bandidos do bairro falarem, até que ouvi outra voz conhecida.

– Delinquente Smith, eu já esperava você por aqui.

Fiquei atrás de uma coluna trocando olhares com o Alexis, meu sangue ferveu, mas tinha que me controlar.

– Vejam só se o Deus Hermes não veio atrás de um mero Delinquente.

– Não se sinta honrado Thomas, eu aceitei essa proposta pra tomar o que é meu de direito! – Trinquei os dentes, ele realmente era aproveitador. Não tinha amor a filha? – Quero minha filha de volta!

– Você não acha tarde de mais pra isso? – Peguei uma granada da jaqueta e tirei o pino, Alexis fez o mesmo. – Além do mais você nunca teve para querer ela de volta, pensasse nisso antes de largar ela na porta de alguém, otário!

– Nesse exato momento, mandei amigos pessoais meus pegarem o que é meu de direito, e matar qualquer coisa que impedisse isso.

Não pensei duas vezes, atirei as granadas, não na intenção de atingi-los, mas para desviar atenção, demos alguns tiros aleatórios e eles se abaixaram, não pensei duas vezes, pulei de volta ao mar com o Ambrósio atrás de mim. Pegamos os tubos de oxigênio e começamos a ir o mais fundo que aguentávamos.

Os tiros passavam zunindo na água, paramos de afundar, fiz alguns sinais pro Alexis e nos separamos, demos a volta no navio, como era de noite, a água ainda mais escura, tudo estava propicio para dar certo, meu relógio marcava 10 minutos para irmos embora.

Lancei outra granada e pude ouvir gritos, ops... Acho que joguei perto de mais, avistei Hermes dei um impulso na água e o puxei peguei num ponto de pressão e o levei desacordado, subi numa plataforma e Alexis já estava pegando uma empilhadeira. Subi as escadas com Hermes nas costas, larguei os equipamentos, tinha uma metralhadora nas minhas costas, era hora de usar. Subi na empilhadeira e comecei a atirar em qualquer coisa que impedisse nossa saída, Hermes resmungava e Alexis dava soco mandando ele calar a boca.

“Thomas e Alexis vocês tem cinco minutos, aqui esta bem agitado sabia?” –Era o Brad no rádio.

– Já estamos chegando, lembre é em movimento... No ponto alfa estamos chegando.

Começamos a subir nos container até o ponto mais alto, ao longe podia ver os faróis do carro do Sargento, bem na hora, não querendo me gabar, mas já fazendo isso. Sargento Will deu a primeira volta então larguei o Hermes... ops eu fiz de novo, ele caiu de uma altura grande, mas sobreviveria.

Eu realmente era certeiro em meio aos planos que eu fazia, prendi uma corda e brinquei de rapel com Alexis do meu lado, assim que estamos a 5 metros do chão o sargento passou e caímos na caçamba do carro. Sorri estava muito feliz, comemorei com Alexis e bati no teto do carro.

– Vamos antes que... – Tarde de mais, nosso relógio bateu no zero e pudemos ouvir explosões vindo do píer. – Opa, parece que o Madson tem um problema.

– Mandou bem com aquelas C4 Tom... – Alexis amarrava o Hermes na caçamba ainda desacordado.

– Agora...

– Pisa fundo Sargento! – Peixinho estava contente então completei.

– Temos duas donzelas pra salvar!

Apesar da felicidade, esperava que no fundo Poseidon e o vovô tenha pelo menos conseguidos proteger elas, Brad ia fundo no acelerador, Hermes continuava desacordado e mantínhamos contato com Poseidon no rádio, ou tentávamos, as vezes tinha interferência.

Assim que chegamos à casa do Velho Thomps, tinham uns caras entrando, paramos um pouco afastado, pulamos da caçamba e estamos prontos pra segundo parte da missão, salvar as nossas namoradas das encrencas que criamos, e depois tomar uma bronca delas por fazer algo tão perigoso.

Bem vindos as Crônicas de Thomas Smith.

–-x—

– Bessie não foi feita pra correr Amanda! — Eu gritei em meio a uma curva fechada, não sabendo muito bem aonde ia.
– Ela precisa aguentar, ela aguentou até agora não pode... CUIDADO! — Ela fez eu me abaixar bem na hora quando uma bala acertara o vidro bem a minha frente.

– Puta que pariu! Mira do caralho! — Ofegava com o coração acelerado, nunca estive em uma corrida fugindo de assassinos armados. Algo me diz que Thomas deveria avisar sobre seu plano. — Sr. Thomps está envolvido não é? — Falei virando o volante completamente pra esquerda mudando de rota. Se eu os conhecia bem, deveriam ter montado alguma base para uma segunda parte do plano.

– É uma emboscada! Provavelmente estão querendo que os levem para a base. — Amanda concluiu meus pensamentos e sorri internamente. Sabia onde os levar, só precisava saber se Sr. Thomps e o pai do Alexis estavam bem.

–Liga pro Sr. Thomps e veja como estão por lá. Diga que estou indo pra casa e é pra eles nos encontrarem.

Acelerei o máximo que poderia na Bessie, despistando com a fumaça de gelo os bandidos. Enquanto Amanda ligava com as mãos trêmulas para o Sr. Thomps eu pensava no que eu poderia fazer. O que eles queriam com isso afinal? Foi então que me dei conta: Hermes! Só podia ser ele... Me certifiquei de que os bandidos ainda estavam atrás de mim e acelerei ouvindo Bessie dar estalos. Qual é garota? Não agora!

–Sr. Thomps disse que estava bem, mas pelo seu tom se voz tem algo estranho.

Mands falou desligando o telefone e comprimi os lábios, se ao menos soubesse onde estavam enfiados. Senti Bessie dar solavancos perto de casa e finalmente parar de funcionar de vez. Soltei um granido de raiva e bati no volante. Olhei pra trás e vi que eles estavam vindo à maior velocidade.

–Amanda... Corre pra dentro!

Saímos da Bessie e corremos o máximo que podíamos até a casa do Sr. Thomps, vi que eles pararam e corriam atrás de nós com as armas em punho. Conseguimos chegar até a porta e entramos nervosas trancando ela por dentro. Sabia que as janelas estavam fechadas.

Precisávamos achar um esconderijo pra quando eles entrassem na velha casa, foi então que ouvi um barulho vindo do quarto e percebi que a porta estava destrancada, sendo que não deveria ter ninguém em casa.

–Morg acho q...

Tampei a boca da Amanda e controlei minha respiração, ela entendeu o recado e a soltei. Ficamos em absoluto silêncio e atentas, tentei procurar alguma coisa, mas parecia que todas as armas que o Sr. Thomps tinha sumiram. Respirei fundo e mordi o interior da boca, os caras lá foram não tentaram arrombar a porta, alguém estava me esperando em alguma parte de casa.

Respirei fundo e indiquei o segundo andar pra Mands com um aceno de cabeça, subi devagar e tentando fazer com que as tábuas velhas não rangessem sobre meus passos. A primeira porta era do quarto onde eu e Thomas dormíamos, espiei pela fresta e meu sangue gelou.

Gabriela estava amarrada na minha cama e ao lado Sr. Thomps e o pai do Alexis. Dei dois passos pra trás e trombei com alguém, mais alto do que eu e certamente mais alto que a Amanda, me virei rápido e me deparei com um dos nossos perseguidores cobrindo a boca da Amanda.

–Ora seus... — A raiva tomou conta de mim e sem pensar chutei a canela do homem sem muitas alternativas. Senti alguém puxar meus cabelos e segurar meus braços, estava enrascada, o cara era bem mais forte que eu.

–Calma princesa, colabora que é melhor pra você e seus amiguinhos.

Ele sussurrou no meu ouvido e senti apenas nojo, ambos nos levaram pra dentro do quarto e tive mais percepção do que estava acontecendo. Madson tragava um cigarro sorrindo satisfeito com o colar que dei a Thomas e outros vigias estavam por lá armados. Havia alguns sinais de luta no quarto e respirava com dificuldade tamanha a raiva.

–"Prometo voltar pra pegar o colar, você me espera? Seu porquinho" — Madson gargalhou e amassou o papel jogando pra fora, e me olhando com desdém. — Que casal fofo! Acho que ele não contava que você não estaria mais aqui.

Ele sorriu de canto, não conseguia sentir medo, só repulsa. Olhei ao redor planejando como sair dali, as opções eram impossíveis.

– Não posso deixar testemunhas vivas, sinto muito... Você realmente é uma garota — Ele fez uma cara pensativa. – adorável.

Madson se aproximou de mim e quando percebi Amanda já estava amarrada ao lado do Sr. Thomps, foi então que percebi que ele estava me mandando códigos pelo olhar. Ah sim... Era um ótimo plano. Madson segurou meu rosto e me analisou por alguns segundos.

– Você realmente se parece com a tal Rose que Hermes vive falando — Ele revirou os olhos. — Você vale uma pequena fortuna sabia? — Virei meu rosto bruscamente sem olhar pra ele, como odiava cheiro de cigarro. — Montem guarda na frente da casa, deixem tudo normal pros garotos não perceberem. Eu e o Owen ficamos com os reféns. Não os matem, quero-os na cadeia.

Os outros saíram do quarto e assim que ouvi fecharem a porta e o Madson virou as costas pra mim bati minha cabeça contra a do cara que me segurava, e Poseidon deu uma rasteira no Madson que mergulhou de cara no chão. Consegui o chutar com o calcanhar na canela com força e ele me soltou.

Soquei a cara dele sentindo meus dedos doerem, chutei a parte de baixo dele e logo após sua cara fazendo ele se remoer de dor no chão. Quando me virei vi Sr. Thomps junto com Poseidon amarrando Madson. Acho que eles estavam soltos há bastante tempo. Logo eles vieram e amarraram o Owen e fui soltar a Mands e a Gabriela.

– Você lutou muito bem pimpolha, seria uma grande lutadora no exército. – Sr. Thomps falou e me obriguei a bater continência.

– O que vamos fazer? Quero dizer... Madson é a polícia, não temos como chamar a polícia — Olhei pro Sr. Thomps e Poseidon buscando uma solução.

–Vou chamar autoridades de fora, vão lá fora... Acho que Alexis e Thomas vão precisa de ajuda. – Mands falou de terminada e assenti. Peguei as armas do Owen e dei pra Poseidon e uma pro Sr. Thomps.

–Amanda e a Gabriela cuidam dos dois.

Vi Poseidon dar um golpe no grandão fazendo o desacordar e fiz uma careta, deveria ter doido. Descemos correndo até o andar de baixo, consegui ouvir uma movimentação do lado de fora e espiei pra fora. Alexis e Thomas junto com o sargento tentavam escapar da armadilha. Devo admitir que Madson pensou muito bem.

–Toma... — Sr. Thomps me entregou uma arma. — Sei que Tom vai me matar por isso mas você tem capacidade pimpolha.

Eu sorri e afirmei pegando a arma. Mostraria ao Thomas que não era a donzela indefesa, e sim ele. Poseidon abriu a porta com cautela e abriu apontando a arma pra um dos caras logo atrás foi o Sr. Thomps e por fim eu. Três contra cinco. Estávamos em vantagem, era o que pensava até sentir o cano de uma arma na minha cabeça.

– Oi filha — Olhei de canto e vi Hermes me olhando contente. — Pensava que era contra a violência.

– Sou contra a injustiça, acho que gente como você deveria ser exilado. — Minhas mãos tremiam, mas era de nervosismo e não medo, Thomas me olhava com severidade. Eu sabia que Hermes não iria atirar em mim, se eu morresse a pequena fortuna seria destinada a qualquer pessoa menos ele. Falei em código de olhares e gestos com Thomas e ele e Alexis passaram pro Sr. Thomps e Poseidon.

– Você não tem coragem lindinha... É uma princesa em perigo! — Eu fazia a contagem na minha cabeça o ignorando. — Vou ser um bom pai, prometo. É só fazer o que eu mandar e todos saíram bem... Na cadeia, mas bem.

– Você não é meu pai e quem vai pra cadeia é você! — Atirei na mão do cara que segurava Thomas e Poseidon fez a mesma coisa referente ao Alexis e o Sr. Thomps na mão de Hermes. Uma batalha de corpo a corpo se formou, dei uma rasteira em Hermes e coloquei meu pé no peito dele apontando a arma pra ele.

– Vai pra cadeia de volta e dessa vez eu garanto que não irá sair.

Demorou meia hora pra polícia do estado aparecer, obviamente tivemos que ir junto para depor. Eu estava com a cabeça descansada no ombro do Thomas... Éramos os últimos que iriam ser interrogados. Ele acariciava minha mão enquanto eu alisava sua mão com o dedão. Estávamos no nosso silêncio habitual, sabia que ele iria me xingar depois por me arriscar tanto, mas no momento o importante era que tudo havia dado certo.

Notas finais
Então gente, eu tenho uma noticia não muito boa! Meu computador queimou a tela, bom na verdade minha mãe derrubou ele de forma esplêndida e agora eu não consigo acessar meus arquivos onde estão os capítulos da fanfic e bem a Morg não tinha ele atualizado como eu falei, esse era o ultimo cap do arquivo dela, então vou mandar meu computador para um técnico , concertar eu ei que não vou conseguir, mas eu vou pegar os arquivos! Desculpa o transtorno, espero que continuem lendo a fic!