Mutantes - Interativa
3 Primeiro Encontrado
Notas iniciais
- Como eu disse para você Alice Coutinho, vou mostrar como EU ( vocês podem pensar de outro jeito) penso que a May e o Calleb são [desculpem se vocês pensaram de um jeito totalmente diferente].
May, é a mesma da capa só que um pouco mais morena: http://25.media.tumblr.com/tumblr_lumrjunRDS1r0vw55o1_500.jpg
Calleb, já que eu sou muito inteligente, eu não disse para vocês que eu penso nele loiro (palmas para a garota que se lembra de tudo!): http://img.poptower.com/pic-78192/bobby-lockwood.jpg?d=1024 [as vezes eu penso nele assim ou assim]: http://dragon.mixrmedia.com/wp-uploads/girlybubble/blog/2012/01/chord-overstreet.jpg {não liguem eu sou muito estranha}
- Boa leitura pessoas! Eu acho.
Pov.Daniel
Estava andando a caminho do bar, mais uma noite tocando violão. Caminhava calmamente até sentir que alguém está me olhando. Viro-me para os lados e vejo que não tem ninguém. Desisto e volto a andar pelas ruas escuras e misteriosas até o bar.
Pov.May
Ficamos no ônibus durante horas. Horas que a única coisa que fizemos era conversar e se conhecer melhor. Calleb começou a dormir na metade do caminho, então eu finalmente pude fazer a pergunta que não aquentava mais segurar:
- Você está afim do Calleb? Espera isso não é uma pergunta é uma afirmação. – digo já começando a gargalhando e deixando Circe bastante vermelha.
- Nã... Não... Eu... – ela gaguejava o que me fez gargalhar mais ainda. – Eu não estou afim do Call.
- Call?! – digo em meio aos risos. Ela rola os olhos numa tentativa inútil de parecer não ligar para o assunto.
- Sim! Eu daria um apelido a você também, mas você tem um nome minúsculo.
- Sei... – digo já parando um pouco de rir – Então... Você acha que o Call vai encontrar alguém nessa cidade? – digo fazendo uma voz fina na hora do “Call”.
- Sei lá. – ela diz por fim já se irritando. Ela se acomoda na poltrona do meio tentando não tocar na cabeça de Calleb que está caída em sua poltrona. Viro a minha cabeça e fico olhando para a paisagem de fora do ônibus.
[...]
Chegamos à rodoviária, pegamos as nossas mochilas e fomos para o centro da minúscula cidade.
- Sobrou dinheiro da ultima cidade? – pergunta Call.
- Não sei, vou ver. – me abaixo e abro minha mochila. Vou tirando tudo do lugar até achar um bolinho de dinheiro. Viro a minha cabeça para cima – Temos duzentos.
- Aqui não deve ser tão caro dois quartos, né? – Circe pergunta para mim. Seguro o riso.
- Circe me desculpe, mas vocês dois vão dormir juntos. – os dois me olham com uma cara de duvida.
- Por quê? – Calleb me pergunta.
- Você é muito espaçoso. – digo já indo para o local que parece ser um pequeno hotel, mesmo com um pouco de raiva de mim, me seguiram. Conseguimos pagar uma noite em um quarto, mas teve um pequeno problema neste quarto. Só tinha uma cama de casal.
- Eu que não vou dormir com o Calleb. – sussurrei para Circe.
- Então aonde você vai dormir? – ela sussurrou de volta.
- Quem disse que eu que vou sair da cama?
- Então quem vai?
- Ele.
[...]
Tomamos banho, Calleb procurou alguma câmera ou microfone e não acho nada. Sentei-me na cama e disse:
- Quando vai começar?
- Não agora. Já são nove horas da noite e dormir naquele ônibus não me ajudou a perder sono.
- Dorminhoco. – murmurei. – Vou dormir boa noite. – digo desligando a luz.
- Ei!
- O que?! – digo sonolenta.
- Aonde eu vou dormir? – Circe pergunta.
- Na cama.
- Mas e o Calleb? – agora ela já estava mais perto de mim, então sussurrou.
- O Calleb também vai dormir. – digo.
- Mas... – ela diz já não entendendo mais nada.
- Dá espaço. – Calleb diz para mim.
- Você vai dormir no outro lado da cama e a Circe no meio. – após eu falar isso Calleb se vira e vai para o outro lado da cama. Por enquanto que ele não olhava, Circe me dava tapinhas por eu a ter feito dormir no meio. – Boa noite!
Eu desligo a luz e fico esperando eles dois dormirem. Depois de cinco minutos esperando, me viro e vejo que os dois já dormem. Com a mente eu levito Calleb e o deixo deitado no chão, empurro um pouco Circe para nos dar espaço e durmo.
[...]
- Por que eu estou no chão?! – acordo com Calleb gritando. Passo as mãos nos olhos tentando parar de ficar com sono e os abro. Vejo que Circe ainda está dormindo, então olho para Calleb e digo:
- Quer acorda-la?
- Você me colocou no chão!
- Eu? Porque eu iria fazer uma coisa dessas? – eu já disse que adoro irrita-lo? O deixo lá me olhando com raiva e vou ao banheiro.
[...]
Já eram duas horas da tarde e não tínhamos comido nada. Pegamos nossas mochilas e saímos do hotel. Estamos a quase dez minutos caminhando por aqui e não achamos nem um restaurante ou loja com pelo menos uma barra de chocolate.
- Vamos logo para algum lugar! – Circe reclamou – Ou pelo menos vamos conversar! Está com um silencio horrível!
- Circe, eu te adoro mais da para parar?! Eu acho que vou desmaiar de fome! – reclamei.
- Comilona. – Calleb murmurou baixinho, revirei os olhos.
- Olha para ali! É um bar! – Circe disse animadamente apontando para um bar do outro lado da rua. Nem espero ninguém falar nada e saio correndo que nem uma doida em direção ao bar.
- Vocês tem chocolate? – pergunto ao caixa assim que entrei.
- Sim.
- Quanto custa? – pergunto já indo abrir a mochila.
- Dois reais. – ele responde já pegando um chocolate. Dou para ele o dinheiro e ele me dá o meu novo “bebê”. Sento-me e vejo Calleb e Circe entrarem ao pequeno bar.
- Você é maluca? – Circe pergunta assim que se senta.
- Não. Por quê? – pergunto nem ligando em conversar e sim em comer.
- Por nada não... – ela diz ironicamente.
[...]
Pov. Calleb
Saímos do bar já anoitecendo. Roubamos o banco, sem deixar vestígios, e fomos para uma rua sem saída. Lá a maioria das casas não tinha ninguém morando, chegamos a ultima casa (que estava sem ninguém dentro) e nos sentamos no quintal dos fundos. May não se sentou, pois teve uma ideia. Foi em direção à porta dos fundos e a atravessou, depois de alguns segundos eu e Circe ouvimos o barulho de uma chave e May abriu a porta. Entramos lá e nos sentamos na cozinha.
- Agora você vai começar? – Circe pergunta.
- Sim. – respondo, me ajeito no chão frio e fecho os meus olhos.
Vou passando pelas ruas até chegar a uma que nós passamos hoje à tarde. Vi um cara que estava com cores, ele parecia ser um pouco mais velho do que eu e andava com um violão. Fui seguindo-o até ele chegar ao mesmo bar pelo qual eu fui com as meninas hoje. Após ele entrar todos os homens de lá gritaram de felicidade, eu acho, mas tenho certeza de que a maioria já tinha começado há ficarem um pouco bêbados. O mutante se sentou no minúsculo palco e começou a tocar.
Abro os olhos, vejo Circe me olhar com duvida e May dormir com a cabeça apoiada em seu colo.
- Achou? – perguntou Circe.
- Sim. – digo abrindo um grande sorriso, que foi correspondido.
- Ela dormi toda hora, né? – perguntou ela, apontando para May. Rio e respondo.
- Sim.
Pov.Daniel
Cheguei ao bar e comecei a tocar. Passaram-se horas, já estava acabando até que vejo três adolescentes entrarem no bar. Acabo de tocar e vou até a minha mesa tomar cerveja. Após me sentar vejo os três adolescentes virem em direção a minha mesa. Uma garota meio morena se senta a minha frente e fica me encarando.
- Em que posso ajudar? – pergunto.
- Nós precisamos conversar com você em um lugar menos movimentado. – diz o único menino dos três.
- Ah? – digo não entendendo o porquê de três adolescentes quererem conversar comigo em particular.
- É uma proposta. – a garota a minha frente fala, ela se levanta e diz – Venha.
Dane-se se for uma brincadeira, poderei ter minha vingança quando quiser. Vou os seguindo até a parte de fora do bar. Eles olham para os lados e após não verem ninguém começam a contar qual seria a “proposta”. Assim que terminam, digo:
- Então... De onde tiraram essa conversa doida de mutante? – finjo não entender e rio falsamente. A loira rola os olhos e diz.
- Nós sabemos que você é um mutante, não precisa fingir. – ela diz sem paciência. Espera... E se eles forem um deles? Giro o braço do garoto, já quase o quebrando. As meninas gritam pelo susto.
- Quem mandou vocês aqui?! – digo ao garoto. A loira chuta a minha canela o que não dói quase nada.
- Não somos um deles. – O garoto diz fracamente, pela dor em seu braço.
- Larga ele! – a morena gritou.
- Como vocês podem me mostrar que não trabalham para um deles?!
- Você vai quebra o braço dele! – a morena tentava me tirar de cima dele, mas não conseguia, enquanto a loira ficava me batendo, só que não sinto quase nada.
- Acredite em nós! – o garoto tenta explicar – Deixe-nos mostrar nossos poderes. – a ultima palavra ele murmurou – Por que eles deixariam três mutantes livres, em vez de os torturarem?
Pensando bem... O soltei e o deixei cair, ao cair no chão ele começa a esfregar as mãos na parte em que segurei seu braço; a loira se abaixa e o pergunta se está tudo bem. Enquanto eles dois ficavam ali no chão tentando fazer parar de doer o braço do garoto, a morena fica me olhando seriamente.
- Desculpe-me.
- Só diga se você aceita ou não. – ela dá uma pausa – Você sabe se tem outro que nem nós por aqui?
- Nós? Vocês ainda não provaram que são mutantes. – a menina rola os olhos e vai em direção a uma cerca que dividia o bar de uma casa, ao chegar a sua frente ela não para e o atravessa.
- Agora acredita em nós? – pergunta a morena ao voltar.
- Ok.
- Ok?
- Eu vou com vocês. E me desculpa de novo.
O garoto se levanta junto à loira e vem em nossa direção. Desculpo-me novamente, já vi que eles vão ficar uns bons tempos irritados comigo, também eu não os deixei se explicarem, né. Eles perguntam se eu tenho alguma mochila e digo que só preciso do violão mesmo e o resto eu compro ou roubo depois. Os sigo até uma casa abandonada e passamos o resto da noite dormindo na cozinha, por que se alguém entrasse pela porta da frente poderíamos sair mais rápidos sem sermos percebidos.
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