Mundo oposto

9 Capitulo 9 - O braço, a chave e o macaco.


Mônica acabou fechando os olhos, não conseguia mais ficar com os olhos abertos.

Mas dessa vez, conseguira dormir sem pesadelos ou alucinações traumáticas.

O dia surgiu, Denise foi a primeira a acordar, e acordou Mônica com um grito.

Denise: AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAH! Mônica, acorda!

Mônica: Oi, Denise! O que aconteceu?

Denise não conseguia falar, estava olhando para o chão. Mônica foi olhar o que tinha feito Denise entrar em pânico, e havia um braço, completamente coberto por sangue e larvas.

Mônica ficou em choque por um tempo, até que percebeu que sua mochila havia sumido. Mas a asa delta continuara ali.

Denise: Olha, Mônica!

Denise apontou para a mão do braço, até então desconhecido, e havia um bilhete, escrito:

"Isso foi para impedir que a sua amiguinha macumbeira parasse de se meter onde não foi chamada, e parar de te mandar lembrancinhas."

Mônica arregalou os olhos.

Denise: O que foi? O que tá escrito?

Mônica não conseguiu dizer nada, apenas entregou o bilhete para Denise, que leu e deu outro grito histérico.

Mônica: Ela matou a Creuzodete! Ela não... Não pode ter feito isso!

Denise permanecia de olhos arregalados. Mônica foi tomada por uma raiva que nunca havia sentido antes. Havia ficado vermelha, e estava decidida á matar Penha assim que a encontrasse.

Mônica: Vamos, Denise! Temos que acabar logo com isso!

Elas subiram na asa delta, com muito medo. Mônica já havia pulado de asa delta nas férias que passara no Rio de Janeiro. Já sabia como funcionava.

Elas pegaram impulso e pularam. O vento batia em seus cabelos, e elas, pela primeira vez nas ultimas 24 horas, conseguiram esquecer um pouco os problemas.

Apenas curtiram a sensação de liberdade que o vento batendo em seus rosto proporciova á elas.

Denise olhou para os olhos de Mônica, e Mônica retribuiu o olhar. Denise abriu um pequeno sorriso no canto da boca. Mônica não retribuiu o sorriso e voltou a olhar para frente. Denise continuou encarando.

Até que elas colocaram o pé no chão. Estavam finalmente do outro lado. Salvas. Era dificil de acreditar.

Denise se soltou da asa delta, e logo depois Mônica fez o mesmo. Denise andou um pouco, olhou em volta, e viu que não havia nenhum sinal de movimento ali. Apenas o vento movimentando as folhas das árvores.

Mônica percebeu que aquilo não era o vento. Era algum animal que fazia as folhas se movimentarem.

Mônica: Denise,saía de perto dessas árvores!

Denise deu um passo para trás, até que um macaco pulou da árvore.

Era um macaco estremamente estranho. Ele tinha olhos completamente vermelhos, e tinha garras enormes.

Mônica notou que a chave estava pendurada em seu pescoço.

O macaco deu passos para perto de Mônica. Quando estavam pertos o suficiente, o macaco parou e a observou por um tempo. Logo após, o macaco passou a sua mão em seu rosto, um gesto de certa forma carinhoso.

Mônica deu um passo para trás, nervosa.

O macaco avançou para cima dela, e enfiou a suas garras em sua perna, o que a fez cair.

Quando o macaco tirou as suas garras, tanto a perna de Mônica quanto a mão do macaco estavam vermelhas de sangue. Mônica gritava de dor.

Ela agarrou um pedaço de madeira que estava ali perto, e enfiou-a no olho do macaco, que deitou no chão e se contorceu de dor.

Denise arrastou uma pedra suficientemente pesada para matar alguém para perto de Mônica, Mônica levantou a pedra e acertou a cabeça do macaco.

Denise soltou um grito, tão alto que fez alguns passarinhos presentes nas árvores voarem para longe. A cabeça do macaco havia se separado do seu corpo. O macaco estava morto.

Mônica começou a chorar e a gritar histérica, e cubriu o seu rosto com as mãos.

Mônica: Eu não acredito que fiz isso! Era um animal! Era só um animal! Estava sendo usado pela Penha... Ele não tem culpa...

Denise abraçou Mônica.

Denise: Mô... Sei que é muito triste, mas você tem que se acalmar! Temos outras coisas para nos preocuparmos.

Mônica: É... Você tem razão! Segundo portal, aí vamos nós.

Mônica pegou a chave que estava embaixo da pedra, e levantou-a para o céu.

Um brilho enorme saiu da chave, e elas não conseguiram ficar com os olhos abertos.

Elas sentiram seus pés sairem do chão, e não sentiram mais suas roupas tocarem seus corpos.

Sentiam seus cabelos sendo mexidos por alguém, mas ainda não conseguiam abrir os olhos para descobrir o que era.