Mundo oposto
10 Capitulo 10 - O segundo portal

Ambas sentiram suas roupas saírem de seu corpo, mas logo sentiram toca-las novamente. A claridade era forte, seus olhos permaneciam fechados.
Seus pés não tocavam o chão. Logo após, sentiram que estavam caindo, e conseguiram abrir os olhos.
Antes, a claridade era demais. Agora, não havia claridade. Era um buraco que parecia infinito, e era muito escuro.
Depois de muito tempo, elas caíram. Ainda estava escuro, mas não tanto. Mônica e Denise conseguiam se ver.
Mônica estava usando um vestido que ela já havia usado. Havia usado quando foi para o país das maravilhas. Usava também o laço na cabeça.
Denise usava uma roupa estranha, vermelha. Tinha uma tiara em sua cabeça, com várias cartas de copas, e seu vestido era inteiramente trabalhado em rosas vermelhas.
Elas demoraram para falar alguma coisa. Estavam com medo. Estavam se sentido ameaçadas. O lugar era muito estranho, não se via nada além de uma mesa com alguns vidrinhos em cima.
Até que elas ouviram uma voz. A voz vinha de todos os cantos do lugar, e ecoava para todos os lados. Parecia um pesadelo, ou um filme de terror.
A voz dizia: É tarde! É tarde! Estamos atrasados! Corram, é tarde!
Denise levou as suas mãos suadas ao ouvido, para não ouvir mais aquela voz medonha, o que foi inútil. Ela continuava ouvindo.
A voz ficava cada vez mais alta, até que parou. De repente. Não se ouvia mais nada.
Mônica: Denise? Você está bem?
Denise: Sim... Já sacou onde estamos?
Mônica: No país das maravilhas, não é óbvio?
Mônica olhou para a mesinha que havia no lugar, e foi até lá.
Quando chegou lá, o lugar inteiro se iluminou. E elas conseguiram perceber que haviam várias portas, de portas enormes que pareciam ter sido feitas para gigantes, e outras minúsculas, que pareciam ter sido feitas para fadas ou duendes.
Mônica já sabia qual das portas dariam para o país das maravilhas. Ela já havia estado ali.
Ela viu o biscoito em cima da mesa, e nele estava preso um pedacinho de papel. Estava escrito "Eat me". Só havia um biscoito.
Denise: Mônica?
Mônica: Denise, aconteceu algo bem inesperado...
Denise: Aí, o que foi dessa vez?
Mônica apontou para a menor porta ali presente.
Mônica: Essa é a porta que dá pro país das maravilhas.
Denise: Mas é impossivel passar por aí.
Mônica: Não, não é. Denise, esse biscoito aqui nos faz diminuir de tamanho. Mas só tem um biscoito. Só uma de nós vai poder passar pela porta. Só uma de nós vai poder ir para o país das maravilhas.
Denise: Mônica... Deixa eu ir! Por favor! Penha não tem nada contra mim, ela quer matar você! Não eu! Eu vou e encontro a chave.
Mônica: Não Denise. Eu não posso. É muito arriscado, estamos nessa por minha causa... Eu tenho que passar por isso. Eu vou.
Denise: Bom, se... Se você tem certeza, tudo bem.
Mônica: Denise, eu vou tentar voltar para te buscar!
Denise: Tudo bem! Eu te espero aqui!
Mônica pegou um vidrinho com um liquido dentro, com um papel preso junto a ele, escrito "Drink me". Logo após pegou o biscoito, e comeu.
Logo após, ela viu as coisas crescerem. E iam ficando cada vez mais gigante. Denise estava ficando enorme.
Mas não, era ela quem estava diminuindo. Denise caiu na gargalhada.
Denise: Olha só você amiga, toda pequenininha, haha!
Mônica: Denise! Pare já com isso!
Denise: Olha a sua voz! Aí Deus, eu não aguento!
Mônica andou até a menor porta. Ela sentiu seu coração acelerar. Sabia os perigos que viriam á seguir.
Ela olhou para trás, e Denise já havia parado de rir. Ela olhava para Mônica nervosa.
Denise: Mônica, se cuida. Por favor!
Mônica: Pode deixar!
Mônica empurrou a portinha, e se viu no lugar mais estranho que já havia estado.
Não era mais o mesmo país das maravilhas. Estava mais escuro e sombrio. O tipo de lugar que botaria medo em qualquer um.
Ouvia-se barulho de trovões e raios, mas não dava para vê-los, e não chovia.
Ela deu o primeiro passo, com as pernas tremendo um pouco. Suava nervosa, e seu coração nunca esteve tão agitado.
Assim que entrou, a porta que estava atrás dela fechou. Ela voltou e deu alguns murros na porta.
Mônica: Denise! Denise! Eu vou voltar, eu juro!
Mas Denise não conseguia mais ouvir.
Mônica sentiu um frio na barriga quando ouviu a voz novamente.
Voz: É tarde, estamos atrasados! Corra, corra!
Mônica: Correr para aonde? Quem esta aí? Apareça, seu covarde!
Ela ouviu algo se mexendo no grande jardim de cogumelos. Os cogumelos balançavam para lá e para cá.
O pedido dela havia sido ouvido. Seja lá quem for, estava se aproximando.
Logo após, não conseguiu conter um grito de desespero.
Na sua frente, estava a criatura mais estranha que já tinha visto. Era um coelho, mas não parecia um coelho normal.
Ele tinha uma pelagem escura, uma cara assustadora e seus olhos eram inteiramente vermelhos-vinho.
Coelho: Corra. É tarde!
Mônica percebeu que o coelho usava uma roupa. Usava uma espécie de terninho. E segurava um relógio de bolso.
Mônica: Eu já entendi que é tarde, tá legal? Mas estamos atrasados para o quê, exatamente?
O coelho saiu correndo pela estrada que havia em sua frente. Mônica sentia uma mistura de sentimentos, o que já era comum nos últimos dias.
Ela saiu correndo atrás do coelho,que era extremamente veloz.
Ela queria parar, mas não podia. Ia perder o coelho de vista. Depois de um tempo correndo, eles entraram em uma floresta sombria.
As árvores eram enormes, e estavam todas secas, sem nenhuma folha.
O coelho continuava correndo, até que entrou no meio de tantas árvores e sumiu.
Mônica não se atreveu a entrar no meio das árvores. Era sombrio e obscuro demais, até para ela.
Quando desviou o foco das árvores, conseguiu ver algo em sua frente, um pouco distante.
Havia uma pedra enorme, mas não foi a pedra que chamou sua atenção. Foi o que havia em cima dela. Era uma lagarta... azul!
Usava um tipo estranho de óculos, apenas para um olho, e fumava um narguilé que estava em seu lado.
Lagarta: Eu não acredito! Alice! Você voltou!
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