Mundo oposto

8 Capitulo 8 - A escalada


Mônica, enquanto seguia o rio, pensava... Ainda estava nervosa e suava muito. Nunca havia passado por uma situação pior.

O Cebola... Tentando matar ela! Uma das pessoas mais importantes do mundo para ela, queria vê-la morta.

Ela não via a hora de acabar com tudo aquilo, mas ainda estava no começo... Ainda estava no primeiro portal... Ainda haviam mais 3.

Não havia pistas da chave. Ela não fazia idéia de onde poderia estar. Tudo que ela queria naquele momento é poder estar cara a cara com Penha... A causadora disso tudo...

Até que chegou em Denise, e ela estava sentada molhando os pés no rio. Estava olhando fixamente para um lugar, do outro lado do rio.

Mônica: Oi, Denise...

Denise não parecia ter ouvido. Ela estava realmente prestando atenção em algo do outro lado. Mônica olhou para ver o que Denise observava, mas não via nada além de árvores.

Denise, ainda sem olhar para Mônica: Você me largou aqui... Nem me avisou que ia sair.

Mônica: Ah, me desculpa... Eu tava precisando pensar um pouco.

Denise virou o rosto para Mônica, e só assim Mônica percebeu que Denise estava chorando.

Mônica, ajoelhando do lado de Denise: Denise!! O que aconteceu?

Denise: Eu não aguento mais isso, Mônica... Não tá rolando mais, é muita pressão, é muita coisa pra minha cabeça!

Mônica respirou fundo.

Mônica: Calma, Dê... A gente vai conseguir sair daqui, vivas e fortes!

Denise: E divas né, haha!

Denise secou as lágrimas.

Mônica: Isso vai acabar antes do que nós esperamos Denise... Pode apostar que vai!

Mônica abraçou Denise de lado, e elas ficaram observando o rio.

Denise: Tá, Mônica... Temos muito o que fazer! Não podemos perder tempo.

Mônica: Ah, sim... Temos que ir atrás dessa maldita chave! Sabe por onde começar?

Denise: Não, mas algo me diz que está do outro lado do rio... Mas não há como atravessar!

Mônica: Como não?

Denise levantou a sua calça, e mostrou o machucado em sua perna, que havia sido feito por um animal do rio.

Mônica: Ó... É mesmo!

Algo acertou a cabeça de Mônica. Era uma mochila. Havia um bilhete preso á ela, que dizia:

"Olá, Mônica...

Mando alguns suprimentos para vocês, acho que dá para sobreviverem por alguns dias... O tempo por aqui continua voltando ao passado. Vou continuar me esforçando para mandar mais coisas para você, é que exige muitas forças, então fica um pouco difícil... Aqui dentro, coloquei para você:

– 1 asa delta dobravel.

– Água potável

– Alimentos

– Espero que você não precise usar, mas, coloquei também um machado... Cuidado ao usar...

Atenciosamente, Creuzodete"

Denise: Aí, que linda essa mulher gente!

Mônica olhou para uma montanha relativamente alta que havia no portal.

Mônica: Denise... Já sei! Nós vamos atravessar o rio voando! A gente escala a montanha, e pula de asa delta! É isso!

Denise: Aí, não... Escalar, voar, procurar, lutar... Meu sofrimento não tem fim!

Mônica: Aí, para de drama, vai Denise. A montanha nem é tão alta assim.

Denise: Não?

Denise apontou para o topo da montanha.

Mônica: Bom, talvez um pouquinho...

Elas seguiram em direção á montanha, e Denise resmungava durante todo o caminho.

Quando chegaram, começaram a escalar, pedra por pedra, com muito cuidado.

Mônica: Denise, muito cuidado para não escorregar ou pisar em falso!

Denise: Aí, pelo amor! Até parece que euzinha, Denise, vou cair de uma montanhinha dessa, por favor né migz.

Elas subiram até um certo ponto, e Denise quis parar um pouco. Elas encontraram uma falha na montanha, que tinha formado uma espécie de caverna, e decidiram ficar ali por um tempo.

Denise deixou a mochila em um lugar arriscado, e quando foi pegar comida, deixou a mochila cair, e se jogou para buscar.

Quase caiu, mas conseguiu agarrar-se em uma parte da montanha.

Denise: Mô... Mônica, me ajuda!

Mônica: Aí meu deus, Denise, me dá a mão!

Denise: Não dá... A mochila...

Mônica: Denise, solta essa mochila, depois nós descemos para buscar! O importante agora é você sobreviver...

Denise: De jeito nenhum!

Mônica: Denise, por favor...

Denise: Calma, eu vou tentar te entregar a mochila.

Mônica: Tudo bem...

Denise fez bastante força para entregar a mochila, e conseguiu, mas sua mão acabou escorregando, mas Mônica agarrou sua mão antes que ela caísse, e a puxou de volta.

Denise respirava fundo nervosa, e seus joelhos tinham alguns ferimentos feitos pelas pedras das montanhas.

Depois de terem comido, Mônica jogou um pouco da água nos ferimentos de Denise, e elas continuaram.

Subiram até o topo, e quando terminaram, estavam no final da tarde. O sol estava se pondo, e a vista era linda!

Mônica: A escalada é difícil, mas a vista é linda...

Elas pararam um pouco para admirar, e decidiram dormir ali e esperar o amanhecer para partirem.

Mônica tirou a asa delta da mochila, por segurança. Elas beberam água, e deitaram.

Denise dormiu, mas Mônica não conseguia fechar os olhos.

Ela temia que, se fechasse os olhos, a cena passada continuaria, e Cebola acabaria matando-a.