Mundo oposto

7 Capitulo 7 - Pesadelos


Mônica tentava dormir, mas suas tentativas sempre falhavam. Toda vez que fechava seus olhos, só ouviam pessoas gritando, e via muito sangue... Seus melhores amigos também estavam ali... Alguns mortos, alguns extremamente machucados, e outros apenas pareciam ter tomado o rumo errado.

Era desesperador, ela não conseguia. Não conseguia fechar os olhos! Nunca passaria pela sua cabeça estar em uma situação daquela.

Olhou para o lado, e Denise dormia em um sono fortemente profundo. Anoitecera a pouco tempo, e teria que passar a noite acordada... Mas estava exausta...

Levantou, e, sempre tomando muito cuidado para não se afastar demais, foi andar um pouco, sempre na beira do rio, pois, caso se perdesse, era apenas seguir o rio.

Viu um pedaço de tronco, e sentou em cima.

Mônica: Eu vou conseguir... Eu vou ser forte! Preciso! Preciso ver, para evitar...

Mônica respirou fundo, e fechou os olhos. Estava lá novamente... No lugar mais desesperador que já tinha ido em toda a sua vida. Nunca havia se sentido tão mal. Os gritos ficavam cada vez mais altos.

Olhava para os lados, e haviam apenas desconhecidos morrendo, banhados de sangue, pedindo seu socorro.

Até que ouviu uma voz vindo de trás dela. A voz chamava seu nome... Aquela voz... Não era estranha...

Olhou para trás. Era cebola. Ainda estava com a cicatriz, e ela sangrava. Parecia doer muito, mas ele não aparentava sentir dor.

Tinha uma expressão de extremo ódio em seu rosto. Seus punhos estavam fechados. Segurava uma faca enorme, mais parecida com uma espada. Ela brilhava, e sua ponta estava suja de sangue.

Mônica: Cebola! Cê... Ai, que bom te ver. (Ela fez uma pausa. Havia notado a faca em sua mão). Cebola... Não foi você quem fez isso né? Não é você quem está fazendo todas essas pessoas sofrerem, não é? Você é uma pessoa boa, cê... Por favor, me diga que você não feriu ou machucou ninguém!

Ele deu um risinho baixo, e balançou a cabeça negativamente. Parecia gozar da cara de Mônica.

Mônica sentiu algo em seu pé. Uma mão, das pessoas feridas, estava a puxando. Seu pé estava todo sujo de sangue.

Ela tentou resistir, deu chutes e murros, mas outra mão agarrou o seu outro pé, e a derrubou.

Estava inteiramente coberta de sangue. Tinha graves ferimentos. Cebola abriu um sorriso em seu rosto, e se aproximou.

Mônica: Cê... Cê, me ajude, por favor!

Cebola levantou a faca, e aproximou-a perto do rosto de Mônica. Quando ia ataca-la, ela abriu os olhos.

Estava novamente no tronco. Havia amanhecido, o sol já aparecera. Ela sentia fortes dores de cabeça, e um leve embrulho no estomago.

Ela, ainda meio tonta, seguiu o rio, para encontrar Denise.