Mundo oposto

6 Capitulo 6 - O rio


A noite ia chegando, e junto com ela, o frio. Mônica decidiu procurar lenha para fazer uma fogueira, enquanto Denise achava um bom lugar. Elas se separaram.

Denise andava muito, mas nunca achava um lugar adequado. Até que finalmente...

Denise: Aí, não é um hotel cinco estrelas mas tá valendo! Ué... Peraí, cadê... Cadê a Mônica?

Estava escuro. Denise sentiu-se em pânico, e suas pernas começaram a tremer. Estava perdida, tinha se afastado demais de Mônica. Não conseguia ver nada. Até que ela viu um barulho estranho.

Denise: Aí meu Deus, me ajuda...

Enquanto isso, em outro lugar.

Mônica: Denise? Eu esqueci que tinha um possibilidade de eu me perder... Bom, já juntei bastante lenha. Vou fazer uma fogueira aqui mesmo, e a Denise pode ver a fumaça e seguir...

(...) Denise sentou-se, o mais encolhida que pôde, para que, caso houvesse mesmo algo ali, que não a visse ou escutasse.

Mas falhou. Infelizmente, falhou. Era dois ursos, enormes. Denise via apenas suas sombras.

Urso 1: É ela... Tenho a chance em minhas mãos! Vou matá-la!

Urso 2: Não, espere... Lembra que ela esta com uma amiga... Está escuro! Não faça...

Algo acertou um dos olhos de Denise, e ela soltou um grito extremamente alto. Era o urso. Tinha arranhado seu olho. Denise tentou arrastar-se para longe, mas o urso puxou-a novamente.

Urso 2: Não... Por favor, não arrisque, seremos punidos se... ela... se ela descobrir!

Denise não viu mais nada. O urso a acertou fortemente na cabeça, e ela ficara inconsciente.

Depois de duas horas, ela acordou, mas não ouvia nada... Enxergava apenas borrões. Parecia ter uma espécie de luz, muito estranha. Voltou ouvir coisas aos poucos, e ouvia gargalhadas cada vez mais altas.

Ela esfregou os olhos, na tentativa de enxergar normal, mas falhou... Não lembrava do que havia ocorrido, mas algo lhe dizia que não deveria ficar ali.

Sentia o seu olho doer, e o seu braço sangrava, mas não sabia o porque. Deveria ser mais um daqueles bichos horríveis que habitavam a espécie de selva.

Ela tentou levantar, mas não conseguiu, então saiu dali o mais depressa que conseguiu arrastando-se no chão, com muita dor, mas não gritava pois evitava fazer barulho.

Ouviu então um barulho de água. Ela podia limpar o seu sangue, lavar os olhos e procurar a Mônica.

Seguiu o barulho e encontrou um rio. Ela molhou as mãos e passou a água nos braços. Mas quando ela afundou o seu braço na água para lavar melhor, algo mordeu o seu braço, e doía muito.

E de repente, ela não sentiu mais o braço. Ficou assustada. O que estava lhe mordendo puxou-a para dentro da água.

Ela afundava cada vez mais, até que a coisa a soltou. Ela boiou até a superfície.

Denise: O-o que... O que está acontecendo?

Ela olhou para o seu braço. Nunca tinha visto tanto sangue em sua vida. Tentou nadar para fora do rio, mas não conseguiu, pois seu braço não obedecia mais os seus comandos.

Ela viu um pedaço de madeira boiando, então subiu em cima dela e decidiu ir para onde a correnteza levasse.

Quando olhou para trás, viu que tinha sido atacada por um tubarão, que desistira de devora-la.

A correnteza levou-a para o final do rio, e ela pulou na grama, deitou-se e adormeceu. Estava exausta.

(...) Mônica entrou em desespero, e pensou que Denise já havia sido devorada por algo ruim que havia no portal. Toda vez que fechava os olhos via Denise morta.

Então ela também ouviu o barulho do rio. Seguiu o barulho e viu que a beira do rio estava completa de sangue e sua água estava muito avermelhada.

Sentiu um pingo de suor correr em seu rosto. Suas pernas ficaram bambas, e ela respirou fundo, com os olhos lacrimejando, entrou no lago e nadou na direção da correnteza, mergulhando vez ou outra para ver se o corpo de Denise não afundara.

Até que chegou onde Denise estava.

Viu o ferimento em seu braço. Era a pior coisa que havia visto. Era um machucado realmente grave... Iria ficar uma cicatriz eterna.

Ela rasgou um pedaço de sua própria blusa e amarrou no machucado de Denise, que ainda estava em um sono profundo.

Mônica: Ainda... Está respirando... Ainda bem!

Então Mônica deitou-se do lado de Denise e adormeceu junto á ela.