Mundo oposto

5 Capitulo 5 - O primeiro portal


Mônica: Portais? Como assim? Cara... A Penha tá doida!

Denise: Aí, que clichê.

Creuzodete: Mônica... Prevejo que daqui alguns minutos, você já estará lá... Tome muito cuidado! Faça o máximo possível para sobreviver.

Mônica: O QUE? Daqui alguns minutos? Como assim? Mas eu não...

Mônica piscou os olhos, e quando abriu estava em um lugar completamente diferente. Denise estava ao seu lado.

Era uma espécie de selva. Ouviam-se gritos, barulhos de animais selvagens, passos. Mônica segurava um arco e flecha, e Denise estava com uma touca estranha. E as duas estavam com uma roupa diferente das que usavam de manhã.

Mônica: Denise? Aí que bom que você veio junto! Não vou precisar passar por isso sozinha.

Denise: Aí, sua praga ainda pega em mim! Mereço isso né, bem?

Mônica: Shh... Você ta escutando isso?

Eram barulhos de algo correndo, e muito rápido. Não era uma pessoa. Não eram passos de pessoa. Era algum animal.

Denise: Corre minha filha!

Denise e Mônica correram descontroladamente, sem olhar para trás, e os passos cada vez mais rápidos estavam seguindo elas.

Denise:Eu não aguento mais! Aí...

Denise parou, e ajoelhou na mata.

Mônica: Não Denise! Você não pode parar agora! Por favor...

Mônica fechou os olhos, e estava novamente no lugar preto. Só conseguia ver Denise... Morta. Então ela abriu os olhos, que estavam cheios de lágrimas.

Mônica: Não... Não vou deixar que isso aconteça! Eu vou mudar! Vou conseguir!

Um tigre aproximou-se delas. Mônica pegou Denise no colo e correu, e o tigre logo atrás.

O tigre arranhou a perna de Mônica, que caiu. Parecia ter sido um machucado sério. Quando caiu, deixou o arco e flecha sair de sua mão, e Denise caiu logo do seu lado.

Estava sentindo uma dor que nunca havia sentido antes.

"É um desafio pequeno... Eu já enfrentei coisas maiores, fala sério! Pirata do espaço, monstros, etc... Não vou me deixar vencer por um tigrezinho."

Ela foi se arrastando para pegar o arco e flecha, mas antes que conseguisse, o tigre aproximou-se e arranhou um de seus braços.

Mônica: AAAAAAAAAAI!

Com dificuldade, ela conseguiu levantar-se. O tigre olhava com ódio para ela. Se entreolharam durante um tempo, mas o tigre cortou o clima pulando em cima dela, fazendo com que os dois caíssem.

Mônica: Saí de cima de mim!

Eles se arranharam, Mônica gritava, o tigre soltava barulhos estranhos, mas ele não parecia se ferir.

Até que Mônica sentiu algo bater em sua cabeça. Denise tinha pego o arco e flecha e jogado para ela.

Denise: Arrasa, amiga!

Mônica afastou-se o máximo que pode do tigre. Ela não precisava do arco. Só de uma flecha... Apenas uma.

Seu braço estava doendo muito, não conseguia fazer movimentos, parecia que seus ossos haviam todos se quebrado. Com muito esforço, pegou uma flecha e atingiu no pescoço do tigre, que finalmente caiu ferido.

Mônica: Desculpa... Sério!

Denise não entendeu o por que dela estar pedindo desculpa para um tigre que estava tentando mata-la, mas decidiu não se meter.

Mônica tirou a flecha de seu pescoço, que estava escorrendo sangue, e enfiou-a novamente, só que, dessa vez, no coração.

O tigre fechou os olhos. Havia morrido. Maior que as dores no corpo de Mônica, estava uma dor no coração.

Não queria ter feito aquilo. Não queria matar um animal. Mas ela precisava... Não era a hora exata para bancar a defensora da natureza.

Denise: Isso aí, amiga, conseguiu! Aí, me sinto nos Jogos Vorazes!

Mônica não conseguiu conter um risinho.

Mônica: É, conseguimos... Mas algo me diz que isso ainda está muito longe de acabar... Denise, os desafios vão apenas ficar mais dificieis! Um tigrinho desse, fala sério. Isso é só o começo.

Denise: Migs, a gente consegue! Relaxa.

Mônica estava cansada, e com sede. Ela deitou-se e ficou descansado durante um tempo. O silencio dominou, nem Denise falava nada.

Mônica respirava fundo, ainda estava muito nervosa.

Denise: Amiga, vamos, está quase anoitecendo! Temos que arranjar um lugar para dormir nessa bagaça... Aí, odeio mato, credo!