Mudanças
27 Capítulo 27
A presença de Daniel fez com que Armando ficasse tenso. Betty percebeu que a fisionomia dele havia mudado. Estava com raiva. Daniel aproximou-se da mesa.
–Armando, doutora, o que fazem por aqui? -Daniel pergunta com um falso sorriso.
–Estamos trabalhando, Daniel -Armando responde.
–Num domingo e no club? -Daniel questiona enquanto puxa a cadeira e se senta junto à mesa.
–Sim, num domingo e no club. O que te importa isso? -Armando resmunga.
–Doutora, você é a presidente agora, não precisa mais acatar ordens desse subalterno. Deixemos ele aí trabalhando e vamos nos divertir um pouco. -Daniel diz sorrindo para Betty e ignorando a Armando.
Betty olhou Armando de soslaio e se assustou com o que viu. Ele estava de punho cerrado sobre a mesa, olhos fechado e a testa franzida. Sabia que não demoraria muito para ele explodir e agarrar Daniel pelo pescoço.
–Doutor Valencia...
–Só Daniel, por favor. -Daniel corta Beatriz.
–Doutor Valencia, eu não creio que o senhor e eu possamos nos divertir. Se estou aqui é porque foi necessário. A próxima reunião é daqui a dois dias e temos muito trabalho por fazer, algumas coisas que eu e o vice presidente precisamos resolver. -Betty fala com calma.
–Mas não vejo nenhuma pasta, nenhum documento.Daniel alfineta.
–É porque já terminamos e o doutor Armando, gentilmente, me convidou para almoçar.
–Já que ele te convidou para almoçar, eu te convido para jantar. Ainda me deve um.
–Não creio que será possível. Acabei meu trabalho aqui com ele, mas tenho que ir para casa continuar com o meu lá. Pra falar a verdade, já está ficando tarde e preciso ir.
–Se já quer ir, eu te levo. -Armando diz já se levantando e ajudando Betty a se levantar.
Daniel se levanta, caminha até Betty e fala próximo ao ouvido dela para provocar a Armando.
–Doutora, permita-me leva-la até sua casa. No caminho podemos nos conhecer melhor. Deixa esse aí se divertido no club. Ele deve ter muitas amiguinhas para o entreterem.
Betty viu que Armando cerrou o punho e rapidamente segurou a mão dele.
–Daniel, quem tem amiguinhas por aí é você. Eu também tenho que trabalhar. Se a doutora veio comigo, o mínimo que posso fazer é levá-la. -Armando falou.
–E então, doutora? Com quem vai? -Daniel questionou.
–Na verdade, doutor Valencia, eu prefiro ir com o doutor Amando, até porque precisarei deixar ainda uns papéis com ele.
Armando sorria vitorioso.
–Tudo bem então, mas ainda vai ficar me devendo um jantar. -Daniel diz enquanto pega uma das mãos de Betty e beija.
Armando arregala os olhos com o gesto de Daniel.
–Espero que possamos nos ver em breve, doutora. -Daniel se despede.
Betty sai arrastando Armando que não para de olhar para Daniel com ódio. Assim que entram no carro, Armando desconta toda sua raiva no volante dando fortes socos nele. Betty se assusta com a reação dele.
–Calma, doutor.
–Eu vou matar aquele desgraçado, Betty. Ele estava dando em cima de você.
–Ele pode tentar, mas eu só tenho olhos para você. Quantas vezes preciso te falar isso?
–Me perdoe. Ainda tenho medo de te perder. No fundo, ainda acredito que não te mereço e que você merece coisa melhor.
Betty vê que que Armando começa a chorar. Segura o rosto dele e o faz virar-se para ela.
–Olhe bem nos meus olhos, Armando Mendoza. Eu te amo desde o primeiro momento que te vi. Amo seus defeitos e suas qualidades. Amo a pessoa que você se tornou e sempre vou te amar.
Armando não se segura e a puxa para um apaixonado beijo. O beijo acaba acendendo o desejo deles contido e Armando começa a desabotoar sua camisa. Betty, porém, vê o rumo que aquilo vai tomar e se afasta.
–Aqui não, doutor. Estamos dentro do carro.
Armando, sem dizer uma palavra, dá um selinho dela e arranca com o carro. Dentro de poucos momentos chegam ao apartamento dele. Assim que entram no local, Armando segura Betty pelo rosto e começa a beija-la com voracidade. Ela se entrega e se deixa levar. Armando a encostra contra a parede e começa a desabotoar a blusa dela. Betty faz o mesmo com a dele. A cada botão que abre, Betty vai depositando um suave beijo. Armando estremece ao sentir os beijos de sua amada em seu peito. Ele a segura e começa a fazer o mesmo com ela. Armando começa a empurra-la até o quarto e a deita na cama e fica por cima dela. Ela já está sem sua blusa. Não sabe em qual momento Armando retirou, mas agradece mentalmente. Armando termina por tirar sua blusa e volta a beijar o pescoço de Betty, descendo com os beijos até seus seios ainda cobertos pelo sutiã. Em um rápido movimento retira a peça e deixa os seios dela a mostra. Os contempla alguns segundos antes de depositar vários beijos. Betty se contorcia de desejo. Armando a fez ficar por cima e ela pôs-se a desabotoar o cinto e a calça dele. Armando, arranca os sapatos com os pés e os atira longe. Assim que Betty consegue desabotoar, ele retira a calça e fica só de cueca.
–Preciso de você, Betty, preciso de você, meu amor. -Armando sussurra embargado pelo desejo.
Armando volta a ficar por cima e retira a saia e a calcinha de Betty com um único movimento. Perde o ar ao ver sua amada completamente desnuda. Betty também estava extasiada ao olhar como o volume da cueca dele aumentara. Era desejada. Armando retirou sua cueca, pegou uma camisinha da cabeceira da cama e a vestiu. Voltou-se a deitar sobre sua Betty e, com a urgência que consumia, rapidamente invadiu o corpo dela. Começou com movimentos lentos que foram intensificando. Dentro de pouco tempo atingiram o clímax. Armando, ainda sem sair de Betty, desabou exausto sobre ela.
–Te amo, Beatriz! -Armando disse quase que com um sussurro.
–E eu a você, doutor. -Betty respondeu, sem folego.
Se abraçaram e permaneceram assim vários minutos. Cada vez que se amavam era diferente, a cada nova vez sentiam coisas diferentes e se desejavam cada vez mais. Se amavam e, entre os lençóis, tinham a plena certeza desse amor.
Continua.
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