M.s.i - Morte Sabe Investigar

7 Tempestade de Memórias


Notas iniciais
Dona Morte assume uma nova figura, será ela tão forte quanto a ceifadora que vive em sua alma?

Com um gesto do espectro, o cemitério logo se tornou um lugar diferente, escuro... Sem móveis, sem paredes e até mesmo sem chão. Completamente vazio.

– Você assumiu o cargo de ceifadora e achou que suas dividas humanas iriam acabar não é mesmo? Foi tão divertido ver vocês desesperados com as mortes que eu causei... Ah... Se eu pudesse comer um balde de pipocas!

Dona Morte tentou de algum modo chamar espirítos para socorre-la, mas não funcionou. Não fazia nenhum sentido, ela era a Dona Morte!

– HAHAHAHAHAHAHA. — Como um jato, o espectro ficou corpo á corpo com Dona Morte e a segurou pelo pescoço. — VOCÊ ESTÁ TENTANDO CHAMAR SEUS ZUMBIS? POIS BEM, GOSTARIA DE TE LEMBRAR... PODE POSSUIR OS PODERES DE UMA SENHORA DAS ALMAS, MAS SUA MENTE CONTINUA HUMANA!

– D-Dona M-M-Morte já foi humana? M-mas... Não é possível... Isso é.. — Disse Mônica no canto da sala ainda aprisionada pelos ossos.

– TRASTE! — O espectro jogou Dona Morte no chão escuro e se virou para Mônica com os olhos demoníacos. — Sim, Dona Morte já foi humana, um descartável assim como vocês. Mas assumiu o cargo... E sabe porque? HAHAHAHA

– NÃO!!!! — Dona Morte saiu correndo com a foice em punhos mas não conseguiu tocar nada, o espectro havia sumido. — Mas...?

Ele apareceu atrás dela e lhe deu um soco na nuca o que fez Dona Morte cair no chão paralizada.

– Será possível? Deixe-me contar uma história! — Continuou. — Pois bem, Dona Morte na verdade era uma menina, uma adolescente que usou um desses mesmo colares que vocês usam agora. Beijo de Ceifadora. E se tornou um espírito para sempre quando conseguiu salvar sua família da peste negra e não se desfez da peça. Bons tempos não é mesmo Dona Morte? — Se virou novamente para a figura encapuzada imóvel no chão. — Então, O Criador teve piedade quanto á menina e transformou-a num correio de mortes... Eu tenho DÓ de você.

– E eu mais ainda v-você, que não pode nem mesmo usar o próprio corpo para tirar a vida de pessoas. Precisou de hospedeiros, hospedeiros humanos e fracos. V-você não é nada. — Disse Dona Morte, ofegante, tentando se reerguer do chão.

– Mas a diferença é que eu não preciso de um hospedeiro para fazer isso. — O espectro chutou a barriga de Dona Morte. — E nem isso. — Pisou em seu capuz mas não atingiu nada. A capa estava no chão, sem ninguém dentro. — Mas o que...

Uma menina apareceu ao lado dos reféns de joelhos, apoiando as mãos no chão e de cabeça baixa. Usava um vestido lolita preto com reflexos prateados. Os cabelos escorridos eram castanhos mel e os olhos eram cinzentos tempestade.

Cascão pensou em dar um assobio para a menina, mas digamos assim que não era o momento mais apropriado para elogiar alguém.

– JÁ CHEGA! EU SUPORTEI VOCÊ DENTRO DE MIM, EU SUPORTEI VOCÊ ME DIZENDO O QUE FAZER DURANTE TODO ESSE TEMPO E QUANDO VOCÊ SUMIU EU ACHEI QUE FINALMENTE ESTARIA LIVRE. CHEGA! EU VOU ME LIVRAR DE VOCÊ! E VAI SER AGORA! — Gritou a menina. — VOCÊ É FRACA! FAZ DA DOR DOS OUTROS O SEU COMBUSTÍVEL!

– Ahh, não faça assim... Nós duas sabemos que você sempre adorou meus conselhos...

Num desparo, a garota saiu correndo e com um giro chutou o espectro, fazendo assim, cair que escondia o rosto do espectro o monstro caiu e mostrou o outro lado da bela moça: Era ela, porém, com uma cicatriz da bochecha direita ao lado esquerdo da testa passando por um dos olhos assustadores. O sorriso continuavam o mesmo pesadelo e queimaduras horripilantes infestavam o rosto maldito.

A menina arregalou os olhos e se afastou com a mão na boca.

– Então... Essa sou eu?

Mônica e os outros assistiam impotentes a cena, sem nada poder fazer.

– DONA MORTE! NÃO SE DEIXE LEVAR PELA APARENCIA DO SEU ID! ELE QUER TE ENGANAR E FAZER VOCÊ SE SENTIR UM NADA! LUTE CONTRA SUA DOR! — Gritou Mônica

– Já chega! Humanos! — Com um gesto, pedaços da capa do ID foram rasgados e tamparam a boca dos outros que permaneciam chorosos no canto da escuridão.

Dona Morte ergueu as mãos, abaixou a cabeça e começou a murmurar encantos.

– Eu já comentei que seus poderes não funcionam aqui? — Disse o ID rondando a menina. — Não tente, não funciona.

– Não lutarei contra você, não vale a pena, tente me derrubar, você não pode. — A menina afrontou a figura, nariz á nariz. — Venha.

Com a tentativa de um golpe, Dona Morte segurou o braço do ID, o torceu e com um salto, pisou nas costas do monstro, o deixando imóvel no piso escuro.

– Aprendendo a lutar como humanos?

– Não, recordando como é ser um. — Pisou na nuca do ID. — Até que não é tão ruim.

Dona Morte ergueu o braço e sua foice veio até seu alcance.

- Ah, a próposito, tem muito tempo que não nos vemos mesmo, porém, minha mente mudou. Eu sou uma mestiça agora, meus poderes funcionam aqui, mas não completamente.

O espectro arregalou os olhos escuros e não sorria mais, talvez não fosse uma boa ideia estar aos pés de Dona Morte enquanto ela ainda possui seus poderes, mesmo não completamente.

Notas finais
Será mesmo tão perigoso ficar frente-á-frente com uma mestiça ao nível Dona Morte?