M.s.i - Morte Sabe Investigar

5 Derretimento de Máscara


Notas iniciais
E lá estava, os hospedeiros foram encontrados. Quase todos. Será que o mistério se resolverá de forma tão simples?

04:34 — Cena do Crime

– Pow, tudo bem que eu ia ajudar, mas me acordar essa hora pra invadir um salão de beleza é sacanagem. — Disse Cascão sonolento. — Ainda tive que sair de fininho pra nã...

– Silêncio Cascão, ele ainda pode estar por aqui. — Sussurrou Dona Morte.

– Fa-fala selio... Aquilo é um co-colpo de veldade?

O corpo continuava no mesmo lugar e a mensagem sangrenta havia escorrido mais um pouco.

– Dona Morte, tem uma marca de salto alto aqui no chão e a menina está de tênis... — Disse Mônica.

– Ei, só tem uma pessoa que conhecemos e sabe tudo sobre sapatos... — Disse Magali.

– Carminha Frufu! — Disseram os quatro juntos.

– Espela... E se esse colpo não é dela?

–Não é... Esse cabelo é mais escuro e não sei porque mas eu estou me lembrando de alguém...

Mônica dividiu o cabelo em dois e segurou como maria-chiquinha.

– DENISE! — Soltando o cabelo como um raio, Mônica levou a mão a boca enquanto lágrimas geladas desciam.

Todos ficaram espantados, menos Dona Morte, claro. Mesmo não sendo muito chegados a Denise ela fazia parte da turma e com seus defeitos e qualidades, eles á amavam.

Esperaram o dia amanhecer para ir até a casa de Carmem e quando chegaram em seu quarto á encontraram se maquiando em frente ao espelho.

Quando percebeu a presença deles,se assustou.

– Não me falaram que vocês iriam subir, em que posso ajudar? E... Que coisa brega é essa que você tá vestido amiga? — Disse ela olhando Dona Morte de cima á baixo.

– Precisamos de você Carmem... E... Temos que te contar uma coisa... — Pausou Mônica -Denise está morta.

- A..A De... — Carmem desmaiou nos braços de Cascão.

Foi a primeira vez que viram Carmem chorar e borrar toda a sua maquiagem. Era triste de se ver.

– Eu vou ajudar vocês! V-vou h-honrar a Dê! O que precisam ? — Disse aos soluços

– Precisamos primeiro que vá conosco ver o corselet que prendeu Aninha e a matou, depois vamos no salão pra você ver uma marca de salto que está no chão, nós trancamos o salão e temos até chamarem o chaveiro pra destrancar, Cebola ficará na porta do salão para impedir que abram antes de nós chegarmos lá.

— To indo pra lá então... — Falou Cebola indo até a porta, mas antes que pudesse por a mão na maçaneta, Dona Morte o fez desaparecer.

– Tá, mas antes deixa eu me troc...

– Não dá tempo, vamos! — Dona Morte bateu a foice no chão e todos apareceram na casa abandonada novamente.

08:43 — Casa Abandonada

Continuava com o mesmo aspecto de antes, porém as teias estavam com formatos diferentes dos de antes. Pequenos fios de luz passavam pelas janelas hospedeiras de cupims e o corselet repousava no chão, era branco e estava imundo, com marcas da madeira empoeirada por todos os angulos.

– Olha, esse corselet é tamanho GG, mas pelas amarras quem usou ele era bem pequena,magra mesmo, mas não mais que eu, haha — Disse Carmem.

— Tem certeza disso? — Perguntou Dona Morte.

— Olha com quem fala né gatz.

–Pequenininha usando GG...? Espera... Maria Mello! Ah não, será que ela fez isso ? — Disse Magali, sobressaltada.

– Temos que encontrar ela, rápido! Vamos! — E, novamente com a foice bateu no chão e todos foram teletransportados.

09:32 — Casa da Maria Mello.

Maria Mello comia uma azeitona assistindo o canal de emagrecimento, deitada no sofá azul anil e usava um vestido floral laranja. Os cabelos negros eram presos por um rabo de cavalo alto, deixando expostos os ossos de seu pescoço.

– Hã?! O que fazem na minha casa?! E quem é isso de preto?!

– Maria, isso não importa agora. Onde esteve no dia em que a Aninha morreu ? Sexta-feira passada ás 19:00, 20:00? — Perguntou Cascão.

– Eu... Sabe que eu não me lembro? Acho que estava tentando fazer eu me parecer menos gorda.

– E como você estava fazendo isso ? — Continuou Mônica.

- Experimentando meus corselets ué... Eles prendem a barriga, mas claro que ainda fico uma balofa...

– Pare com isso e responda, você tem um corselet branco?

- Tenho, ele sumiu, acho que não me serve mais,ficou muito pequeno e joguei no lixo.

– Não, você não jogou ele fora,você o apertou na cintura da Aninha e a matou. Vamos, você vai ficar no cemitério com uns... Amigos. Enquanto nós vamos descobrir quem matou os outros. — Disse Dona Morte. — Não foi culpa sua, sabemos disso, mas precisa ficar por lá.

– Do que estão falando? Eu não fiz na...

11:02 — Salão de Beleza

– Cebola? Está do lado de fora?

– Pode falar Magali, tô sim. E tá complicado, arrumem as coisas por aí logo! O chaveiro está chegando! — Sussurrou.

– Vamos, temos pouco tempo!

Carmem ficou inconsolável ao ver o corpo da amiga e se derreteu em lágrimas novamente.

– Toma Carmem, limpa o olho com isso — Disse Mônica dando um pedaço de lenço.

- Vamos, eu tenho que terminar isso! E obrigada, mas... Não preciso. — Disse Carmem se abaixando perto da marca de salto e limpando os olhos com a manga de sua jaqueta. — Espera... — Pausou assustada — Não pode ser... N-não... M-m-mas...

– Carmem?

– Esse sapato... Ele é... Meu!


Notas finais
Seu? Que bom, porque... Meu é que não é!