M.s.i - Morte Sabe Investigar
3 Avanço de Pistas
Notas iniciais
08:32 a.m — Casa da Mônica — Segunda-Feira
Mônica ainda dormia profundamente, ainda estava de férias e só voltaria na próxima semana, isso é claro... Se não acontecesse com ela o que anda acontecendo com algumas pessoas no bairro.
– Mônica, acorde. — Disse Dona Morte cutucando-a freneticamente. — Acorde Mônica, anda, eu preciso de você.
– AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA MEUPAIDOCEUSANTOCRISTOSOCORRO NÃO É A MINHA HORA AINDA, EU NÃO FIZ NADA, EU JURO, O ASSASSINO ME PEGOU? EU AINDA TENHO MUITO O QUE VIVER EU QUERO ME FORM..
– Mônica, menos, bem menos. — Bufou Dona Morte
– O que aconteceu?! É brincadeira do Cebola não é?! Ahhh aquele moleque vai se ver comigo!!
– Não, eu preciso da sua ajuda, tem coisas... Estranhas acontecendo no seu bairro. Pessoas estão morrendo, a segunda apareceu agora a pouco, vou precisar da turma pra investigar.
– Segunda pessoa?! Quem?! Onde?! Quando?!
– Encontrei ela no Museu hoje mesmo, multilada. Uma menina rechonchuda... Qual é mesmo o nome? Ah, sim. O nome dela é Isadora, galeguinha, sabe?
– A-a I-I-sadora? Quem poderia ter feito isso?! Ah meu Deus não pode ser... E-eu não acredito nisso, eu tinha econtrado com ela esses dias mesmo! — Disse aos soluços. — Eu preciso ligar pra Magali e..
– Calma Mônica. Sim, ela apareceu essa madrugada na área de armas do museu e a morte pode ter acontecido por lá, o problema é que nem seu espírito e nem eu sei quem fez isso e porque fez. Preciso de ajuda de quem está no mundo dos vivos para descobrir. — Continuou Dona Morte — Vou chamar seus outros amigos, precisamos deles também.
– Mas eles vão correr risco! Você não po...
Mas Dona Morte já havia desaparecido.
09:21 a.m — Casa do Cascão — Segunda-feira
Cascão lia um de seus gibis deitado na cama, com os olhos ensopados de olheiras. Seu odor pungente evidenciava que nas férias se dedicou aos jogos e não aos banhos, o que não seria uma novidade.
– Cascão.
– NÃAAAAAAAAAAAAAAO, EU NÃO FIZ NADA EU JURO, EU PEGUEI O BATMAN EM GIBI DO LUCA EMPRESTADO MAS EU VOU DEVOLVER, EU PROMETO, NÃO ME LEVA, EU ATÉ TOMO BANHO!!! ME DEIXA VIVER CEIFADORA CRUEL DAS MORTES INCONTESTAVEIS!!!
– Cascão. Ahh, será que não vou conseguir falar com nenhum de vocês sem que quase me joguem numa fogueira?
– Ah, então tá tranquilo? Beleza, então ow, encapuzada que que tu me conta?
- Não vai pegando intimidade também não. — Continuou. — Mas, preciso da sua ajuda.
Dona Morte explicou tudo, deixando um brilho nos olhos do adolescente.
– Que demais! Tipo a gente vai ser um daqueles investigadores criminais? Cadê meu cinto com pó pra digitais e armas... E... Eu posso ser aquele cara que fala: "Você está preso em nome da lei, tem o direito de ficar cala..
– Cascão, menos. — Prosseguiu. — Então, você vai me ajudar?
– Mas é claro, eu vou até pegar aqui o meu traje de..
Mas Dona Morte já havia partido novamente.
09:46 a.m — Casa do Cebola — Segunda-feira
Após a repetição dos fatos: Acordar Cebola, ele levar susto, quase sair correndo, pular pela janela ou cortar sua veia jugular com um abajur, Dona Morte explicou novamente o plano para o menino.
– Outro corpo?! De quem?!
- Isadora. Aquela menina que anda com vocês, meio loirinha.
– A-a I-Isadola?
– Vai me ajudar, Cebola? Já tenho ajuda de Mônica e Cascão, falta você e a Magali.
– É peligoso m-amas... Tá celto, eu vou, temos que descoblir quem anda fazendo isso com a galela! Mas Dona Molt..
Já havia desaparecido novamente.
10:23 a.m — Casa da Magali — Segunda-feira
Magali já havia levantado, estava vendo o canal culinário enquanto devorava donuts perfeitamente decorados com tons rosa e azul.
– Quem é você?! O que faz aqui?! NÃO ME MATE EU, EU TE DOU UM DOS MEUS DONUTS, PODE PEGAR, QUER SABER ?! PEGA A CAIXA TODA AQUI Ó, NÃO, MENTIRA, PODE LEVAR O CAIXOTE QUE TEM MAIS 11 DESSAS, PEGA LÁ, MAS ME DEIXA, POR FAVOR!
– Magali, eu só vim pedir sua ajuda. — Disse Dona Morte — Mas será Diabos que a Mônica não te ligou pra me poupar de explicar de novo?
Após explicar o caso novamente, Magali se derreteu em lágrimas ao saber da morte de Isadora. Era de fato uma perda muito grande para a turma, todos eram.
– Eu ajudo, temos que descobrir quem fez isso e rápido! E se atacarem um de nós?
– Aí sim estaremos encrencados.
Dona Morte desapareceu.
11:43 a.m — Cemitério — Segunda-feira
Quando Dona Morte chegou no cemitério os espectros de Aninha e Isadora permaneciam sentadas no chão com as pernas cruzadas e tagarelavam rabiscando linhas e mapas improvisados no chão de lama seca. Ao se aproximar, as duas se ergueram de olhos arregalados.
– Isadora e Aninha, eu pedi ajuda dos amigos de vocês, eles vão ajudar.
– Vão?! — Os olhos de Isadora brilhavam. Até quando se era um fantasma era possível se emocionar.
– Vão. E eu vou precisar que vocês me contem o que aconteceu na noite em que morreram.
11:52 a.m — Cemitério — Segunda-feira — A morte de Aninha.
Eu estava voltando pra casa... Ia me trocar e distribuir panfletos de uma promoção do cinema... Mas aí eu... Ei! Eu me lembro de que... Quem me colocou o corselet sabia o que estava fazendo, sabe? Conseguia apertar cada ponto o máximo que podia! Tinha mãos leves só que... Fortes! Eu não sei... Também ouvi uma voz dizendo que a primeira parte estava completa... A primeira parte de três! Era uma voz fria... Assutadora...
— Só se lembra disso?
— Sim Dona Morte... E-eu sinto muito..
12:39 — Cemitério — Segunda-feira — A morte de Isadora.
Bom, eu estava fazendo bolinhos em casa, daqueles crocantes por fora e macios por dentro! Ia levar de lanche pra minha dança dos ventre que começava ás 20:00... Eu não vi mais nada... Só senti algo me cortando, meu sangue ardia como ácido, foi horrível! Só de lembrar já sinto dor de novo. — Se bem que isso não é possível já que agora eu sou um espiríto — Mas mesmo assim, horrível! E ouvi falarem algo sobre a segunda parte de três!
Era uma voz máscula, forte.
– Agora me lembro — Disse Aninha — Era uma voz próxima mas era parecia a voz...
– De um espiríto. — Completou Isadora.
E agora? Será que é o fim dos ataques? Ou só o começo ? O nosso assassino finalmente irá parar de atacar ?
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