M.s.i - Morte Sabe Investigar
4 Beijo de Ceifadora
Notas iniciais
O plano era simples: Cascão e Cebola ficariam de vistoria no bairro inteiro enquanto Mônica e Magali tentavam encontrar pistas para o caso junto com Dona Morte.
16:27 — Cemitério — Conversa com Mônica e Magali.
– Olhe meninas, é perigoso vocês trabalharem em algo desse tamanho estando no mundo dos vivos, podem até mesmo interromper o ciclo do destino e causar um desastre no equilíbrio dos dois mundos. Mas não temos escolha.
– Ei, Dona Morte. E se... O assassino está usando um hospedeiro para matar? E se um de nós matou e ainda não sabe? — Palpitou Mônica
– Espere mas se for isso, então... N-não pode ser, e-e-eu... É-é pior do que eu imaginava... — Pausou Dona Morte. — Isso pede medidas drásticas.
Dona morte abriu um tipo de compartimento em sua foice na parte de baixo, de onde cairam dez pequenos amuletos com pedras escuras penduradas em fios de ouro.
– Eu só possuo esses, é tudo o que tenho para nos proteger. — Continuou. — Quando você coloca um desses, passa a ser um fantasma por dentro. Não pode ser levado por mim, não pode ser possuído, não pode morrer. Podem usar um desses, mas se usarem por muito tempo vão se tornar fantasmas verdadeiros no mundo dos vivos, e não poderão nem mesmo.. Sentir.
– Quanto tempo ? — Perguntou Magali.
– Depende do tempo que você precisa para cumprir sua missão no mundo dos vivos sem ser tocado, assim que a missão for cumprida, ou antes ainda, o efeito do colar se torna permanente, porém, você assume ser um fantasma fisicamente e mentalmente. É arriscado usar um desses. — Argumentou Dona Morte. — Andem! Distribuam os colares!
– Qual é o nome disso, Dona Morte ? — Perguntou Mônica olhando para a bela pedra negra.
– Beijo de Ceifadora.
17:23 — Bairro do Limoeiro
– Cebola!!! PEGA ISSO E COLOCA NO PESCOÇO! — Gritou Mônica correndo rua á fora
– Mas por que? É coisa de mulher!
– Coloca agora ou você vai poder se tornar um assassino e poderá matar um de nós ou até a si mesmo!!!
Cebola não iria esperar por um argumento melhor, colocou o colar no pescoço.
Já Cascão foi diferente, achou o colar "maneiro" e colocou no pescoço sem contestar Magali, o que foi um alívio já que estava sem argumentos e de estômago vazio.
Em uma pequena roda de quatro pessoas, Mônica disse:
– Temos seis colares... Damos um pro Titi, um pro Franjinha, um pro Do Contra, um pr..
– Tá dando colar pro DC só porque ele é caidinho por você Mônica?! — Provocou Cebola.
– Não, CEBOLINHA. Eu dei o colar pra ele porque se ele for possuído, a primeira pessoa que vai procurar é... VOCÊ! — Com um pigarro, Mônica continuou. — Um pro Xaveco, um pro Quinzinho e um pro Licurgo.
– Licurgo??!! — Disseram os três juntos.
– Tá louca Mônica? Pirou o cabeção? — Disse Cascão.
– Não, eu não tô. Mas o Licurgo é louco, imagine agora ele possuído?
Mas será que todos usaram os colares devidamente ? Ou será que quem não recebeu acabou sendo possuído?
03:33 a.m — Salão de Beleza
Quando Dona Morte chegou o corpo já parecia estar lá a um certo tempo. Era uma menina, com o rosto afundado em água ensaboada, onde poderia ter lavado os cabelos mais cedo antes daquele desastre.
O rosto estava desfigurado, com algo que se parecida ácido nos olhos e na boca. Uma forma de mostrar que a vítima não era ninguém para quem a matou.
E no espelho do salão, escorriam palavras escritas com sangue: A minha loucura consegue ser louca como aquele louco que tentou me aprisionar, venha ceifadora, me encontre.
Novamente, o assassino havia atacado alguém da turma.
Fale com o autor