Monsters: A Guerra Começou

2 Capítulo 1 - "Serei... Peso Morto?"


Notas iniciais
"Mel Gsuis! Que título podre, Larissa! L(ÕAÒL)" Eu sei, eu sei... ;~; Esse título para logo o primeiro capítulo, é osso :s Não deve ter muita noção agora no início, mas acho que mais para o fim vocês vão intender... Enfim... Bora lê~

– Próximo! – gritava um homem militar logo à frente do Michelangelo aplicando algum líquido com tonalidade verde clara no pescoço de umas pessoas da fila.

– Nome – disse o homem olhando fixamente para o rosto de Michelangelo.

– Michelangelo Nicolazzi – disse secamente.

– Nacionalidade.

– Italiana.

Como se não desse a perceber, idiota., Michelangelo pensou.

– Idade.

– Dezessete.

– Michelangelo Nicolazzi, nacionalidade italiana, dezessete anos, cabelos brancos acinzentados, olhos lilás. Parentes vivos?

– Nenhum – ele pigarreou.

O homem pegou o tubo grosso com o líquido dentro e injetou na lateral direita do pescoço de Michelangelo. O garoto, que agora já é um adolescente, sentiu sua pele queimar e depois pinicar.

– O que aplicastes em mim?! – disse com raiva colocando a mão direita na lateral do pescoço.

– Cale a boca e entre. Próximo! – o homem continuou a chamar as pessoas da fila.

–- x --

Michelangelo havia sido resgatado 9 anos após da sua fuga sobrevivendo com o que tinha. Seu estoque de alimento e água acabou. Michelangelo furtou várias casas vazias e algumas em ruínas atrás de comida. Muitas vezes, não encontrava nada. A água, tomava da chuva. As roupas ele havia também surrupiado de outras pessoas. Roupas maiores e um pouco mais limpas.

Ao avistar um carro militar que estava fazendo ronda, o rapaz correu em direção ao carro pedindo que parasse. Por sorte, o carro parou. Michelangelo viu que tinha cerca de meia dúzia de pessoas na capota daquele carro, somando mais cinco militares: três de pé na capota segurando armas, um no volante e outro no passageiro. O jovem não acreditara no que via... Havia mais pessoas vivas como ele. Por fim, um dos militares pediu a ele subir no carro.

–- x --

Ele segurou na alça da sua bolsa e caminhou até uma porta enorme de aço e chumbo. Dois guardas haviam arrancado a mochila do garoto e um deles enquanto revirava a bolsa revistava o rapaz.

– Ei! Não mexa nas minhas coisas.

Halt den mund! – o homem que revirava seus bolsos gritou para ele em uma linguagem diferente. Não era nem italiano e nem inglês.

O homem acabou falando na mesma linguagem para o companheiro e empurrou o garoto, fazendo Michelangelo olhar para ele com ódio. Ele pegou a bolsa da sua mãe e voltou a colocar no ombro. Mexeu nas roupas sujas e rasgadas até procurar a fotografia da sua mãe. O vidro havia quebrado.

Infelice..., ele xingou o homem mentalmente.

– Siga em frente e espere no pátio junto com os outros – disse o homem que revistava sua bolsa. Esse falava sua língua, inglês.

Os portões grandes e pesados abriram uma boa fresta para que o rapaz conseguisse passar. Percebeu que do lado de dentro, havia mais dois militares que eram responsáveis por abrir e fechar a porta, girando uma espécie de roldana. Michelangelo percebeu que devia ter pelo menos umas quinze pessoas no pátio, de ambos os sexos. Crianças, adultos e até mesmo pessoas com mais idade estavam sentados em bancos de madeira e outras em pé.

Michelangelo analisava cada canto daquele lugar. Que lugar é esse? Por que essas pessoas parecem com medo?, pensou. Por mais que queria saber, ele manteve a curiosidade guardada para si. Depois de um tempo, uma moça com uma criança fora chamada para dentro de uma espécie de sala. Ela não pôde levar sua criança junto, então optou em deixar sentada no banco. Michelangelo viu que a moça falara algumas palavras para a criança, talvez um “fique aqui e obedeça”, mas não se importava.

Michelangelo percebeu que um homem, com seus vinte e poucos anos falava com a criança, levando-a até uma espécie de corredor. O garoto não se conteve e seguiu aquele homem com a criança. Antes que percebesse, aquele homem estava retirando sua roupa e desabotoando a camisa do garotinho. Michelangelo viu o garotinho chorando e então, por impulso, tocou no ombro do homem, que estava de costas.

– Ei – disse. O homem se virou, arregalando os olhos ao perceber que ia levar um soco em sua face.

O homem caiu no chão, com a boca sangrando. A criança estava assustada e chorando. Correu para abraçar as pernas de Michelangelo.

– Deveria ter pena de si próprio... Eu poderia muito bem pegar minha faca e cravar em sua artéria e deixá-lo sangrar até a morte... Mas fique contente com apenas um soco. Se você aparecer novamente prejudicando alguém, te matarei. – Michelangelo disse secamente com um ar de sangria. – Suma!

Isso era mais que mentira. Michelangelo havia jogado sua faca atrás de um monte de galhos antes de ser revistado pelos militares. O homem ainda sem saber o que fazer, correu, como um cãozinho com o rabo entre as pernas. Michelangelo escutou o grito de uma mulher desesperada, falando sobre seu filho. Se alguém o vira.

– Vamos voltar para sua mãe – Michelangelo disse pegando na mão do garotinho.

Ao sair do corredor, a mãe avistara o seu filho chorando de mãos dadas a um estranho. Ela correu até eles e arrancou a criança das mãos de Michelangelo. Em seguida, teu um tapa em seu rosto. Ele não ligou, pois percebera que até ele iria desconfiar se fosse mãe do garotinho. Michelangelo sentou-se no chão em baixo de uma árvore.

– Injusto, não? – disse uma voz.

Michelangelo virou-se rapidamente para a direita e avistara um rapaz alto, forte, com uma espécie de gargantilha – que Michelangelo jurava que era um cinto pequeno ou então uma coleira — com cabelos castanhos escuros do lado esquerdo raspado e olhos vermelhos de braços cruzados sobre o peito apoiado no tronco da árvore. Não deixara de reparar em suas pupilas, pareciam de gatos! Uma linha preta bem no centro do vermelho sangue. Usava uma espécie de “capa” branca, com um botão dourado.

– Quem é você?

– Andrew. Andrew Blake. E você?

– Michelangelo. Michelangelo Nicolazzi.

– Hmm... Italiano? Você nem parece com olhos lilás e cabelo branco. Parece mais que você veio... da Rússia.

– E daí...? – disse fitando com seus olhos claros.

Dava para perceber que o clima estava tenso para ambas as conversas. As falas sem expressões.

– Você... – começou hesitante Michelangelo. – Sabe o que nós vamos fazer aqui?

O rapaz, que deveria ter a mesma idade de Michelangelo, olhou para ele admirado por continuar a conversa.

– Mais ou menos.

– Como assim? – disse ele seco, fuzilando o rosto do rapaz.

– Bom... eu já fui no teste, e digo que “passei”.

– Passou?

Nesse momento a criança em que Michelangelo “salvou” estava sendo carregada por um militar enquanto sua mãe é segurada por outro militar. Ela gritava e chorava pelo nome do filho.

– Isso é uma pena... – disse Andrew.

– Por quê?

– O garoto vai morrer antes mesmo de perder a virgindade. Acho que era melhor ele ter sido abusado daquele homem lá – disse Andrew de olhos fechados soltando um fio de riso.

– O que você quer dizer?! – Michelangelo levantou-se e fechou sua mão em um punho. Estava pronto para dar um soco no maxilar do rapaz.

– A criança não fora aceita.

– Explique-me! – Michelangelo deu o soco acumulado na árvore em que Andrew estava apoiado.

Calmamente, Andrew começou a explicar.

– Sabe aquela injeção que você tomou? – Michelangelo assentiu. – Pois bem... digamos que aquilo vai fazer seus hormônios, independente da idade, começarem a serem ativados. Se seus hormônios forem fortes o bastante, não me pergunte porcentagem ou algo parecido, pois não sei, você poderá ficar aqui na Reserva. Caso contrário, você é considerado um Peso Morto. Então eles simplesmente deixam você lá fora.

Andrew tomou fôlego antes de continuar.

– Aqui vamos dizer que é separado por classes, do mais baixo ao mais alto: Agricultores, Comerciantes, Hunters, Classe Militar, Cientistas e Classe Divina. Os agricultores são responsáveis pela comida do povo, principalmente das classes superiores. Os comerciantes são aqueles que estão por aí vendendo o que pode para conseguir um pouco de dinheiro para alimentação. Os cientistas estão responsáveis pela descoberta desses bichos que matam e destroem.

– E os Hunters? – perguntou Michelangelo.

– Esses aí são os responsáveis pela exterminação dos bichos, conhecidos como Monsters. E, continuando... a Classe Militar são, para mim, um bando de pessoas que querem mandar. Mas eles são responsáveis pelo armamento dos Hunters e pela estratégia em guerra. E por fim, a Classe Divina é a classe mais alta. Está responsável por comandar tudo, além de avisar ao seu povo sobre o que está acontecendo.

– E... você? Passou em qual? – perguntou curioso Michelangelo.

– Eu? Eu sou um Hunter.

Os olhos de Michelangelo arregalaram e brilharam. Nesse momento, apareceu uma moça loura de rabo de cavalo com olhos azuis, um top verde combinando com a calça verde e preta – típica do exército –, onde realçava seus seios fartos. Mostrava seu abdômen que era bem definido. Usava botinas e tinha uma cicatriz na bochecha direita. Ela chamou Michelangelo.

– Vai lá, é a sua vez. Boa sorte – disse Andrew fechando os olhos e dando uma pequena risada.

Enquanto Michelangelo caminhava, sentia seu coração dar a mesma batida de seus pés. Estava nervoso. E se ele fosse considerado um Peso Morto? Como iria viver? Sua ração e água haviam se esgotado. Apertando a alça da bolsa, acompanhou a moça. Ela falou para o garoto entrar em uma sala com uma espécie de cama e sentar-se ali. Falou em uma linguagem diferente da qual Michelangelo desconhece com algum cientista dali. Ele assentiu e não falou nada com o rapaz.

Ao sair da sala, o cientista pegou uma seringa e injetou em sua veia, fazendo-o adormecer. Agora... era apenas esperar o resultado.

Notas finais
E aí, o que acharam? (Achei que Andrew é lindo :v kkkkk ok não). enfim... é isso. Também quero avisar que estou pensando em atualizar a fanfic aos domingos... Mas organizo-me melhor depois ;) Espero que tenham gostado!! Chu~ ------------------- Mini-dicionário ALEMÃO > Halt den mund!: Cala a boca! ITALIANO > Infelice: desgraçado. Ou para ser menos rude, "infeliz" xD