Eu respirava fundo enquanto ele dava a partida, mais nada o fazia desperceber a minha expressão de preocupação , logo eu cortava o silêncio:

_ para onde vamos?

_ para a cadeia!

Eu me assustava:

_ ah, tá entendi o senhor pretende... o que o senhor ficou...

_ não eu sou louco mesmo! ele dava um sorriso mais logo voltava a ficar sério novamente.

_ como o senhor pretende...

_ Hector, eu tentarei, não se preocupe...

_ nada adiantará...eu olhava triste para fora enquanto meus cabelos voavam.

_ eu vou tentar pressiona-lo...

_ talvez isto dê certo?

_ vai dar certo sim... só um pouco de paciência... dizia ele antes de chegarmos a delegacia.

(...)

Logo quando chegávamos o delegado que estava sentado sobre a sua cadeira revelava uma expressão seria e preocupada.

_ o que posso ajudar? ele nos olhava por baixo dos óculos.

_ viemos visitar a um preso... dizia o senhor Douglas.

_ hm... podem ir... levem-nos e diga ao preso que tem visitas...

(...)

Agora sentados sobre uma cadeira acomodando -se nela por meio daquele lugar imundo, logo traziam o preso que parecia enfuriecido.

_ Douglas... ele tentava avançar sobre o detetive mais os policiais não deixaram, ele se sentava em uma cadeira por ordem de um deles._ o que quer aqui?ele o fitava._ me encher?

_ ora, ora, ora , agora diga-me quem é fraco?

_ você, você é fr...

_ hahaha.... só diz isso ... mais sabe que no fundo...

_ é só para isso que veio aqui?pois já pode ir agora!

_ o que tá mandando a sua visita ir embora? Douglas o provocava.

_ tô...

_ mais eu não quero ir não... ele colocava as suas pernas em cima da mesa o deixando ainda mais enfuriecido._ vô ler um livro... ele tirava o diário.

_ mais ... como... maldito! ele tentava tirar da mão de Douglas.

_ uou... isso lhe pertence?

_ não estou para brincadeiras!

_ ah , não? e eu estou?

_ diga-me logo o que você quer?

_ não vai me contar o que sabe deste menino? dizia ele agora se sentando direito sobre a cadeira.

_ para que quer saber, ou melhor o que eu ganho lhe contando isto?

_ ah , então você sabe de algo?

_ eu não disse que sabia...por que você sabe muito bem, que eles estão mortos! ele afirmava com todas as letras agora olhando para mim nessas ultimas frases.

_ NÃO ESTÃO NÃO!

_ ora , ora, ficou bravinho? o que você vai conseguir com a ajuda deste louco ?

Eu me calava a alguns minutos:

_ nunca ninguém achou eles ... e nunca vão achar...por que achariam depois de tanto tempo?

Eu abaixava a minha cabeça e ele percebia a minha aflição:

_ hahaha... sabe que é verdade, que no fundo você também é outro frac...

Eu olhava rapidamente para ele respirando fortemente e o encarando, quando Douglas o chamava a atenção:

_ CHEGA! PORQUE VOCÊ SEMPRE SOUBE DE ALGO! SABE SOBRE ESTE DIÁRIO? SABE QUE QUEM QUERIA MATA-LOS ERA O PAI DE HECTOR E... ele perdia o controle quando fora parado por um policial que mandava baixar o sem tom de voz._ se você matou eles... e de acordo com este diário sabe de que Hector e Luna podem ser...

_ irmãos?! de onde tirou isto? ele perguntava surpreso nos surpreendendo._ não foi eu... não foi... Luna é minha filha de sangue ...

_ agora ela é sua fil... quem é a mãe dela?

_ a mãe dela é uma professo...não lhe interessa...

_ uma professora? eu dizia agora tento a certeza daquilo que fora dito.

Douglas ainda o preesionava:

_ se sabe de algo então diga!

_ não vou lhe dizer nada... se é tão esperto assim então descubra sózinho! dizia ele por fim deixando o detetive agora enfuriecido.

_ eu...

_ acabou o tempo! dizia o policial.

_ eu vou indo...

_ já foi tarde...

(...)

Entrando no carro logo nos acomodavamos.

_ que horas são?

_ são 12:00

_ temos que ir buscar a Luna... dizia ele colocando o cinto.

_ agora eu tenho certeza , ele disse , ela disse...

_ do que está falando?

_ sim ela é a mãe da Luna... e nós não somos irmãos!

_ isso lhe tirou um peso das costas... ele olhava para mim e eu apenas sorria.

_ ele disse a verdade... mesmo sem querer!

_ porque você ainda sofre com tudo isso... se fosse verdade então...ele me dizia com os olhos tristes e eu nada dizia.

(...)

Logo chegavamos a escola e milhares de adolecentes saiam apresados .

_ olá Douglas...

_ entre ... dizia ele.

Durante toda a viagem de ida nenhum de nós nada dizia e o silêncio tomava conta de tudo.

_ por que todos estão... tão quietos? ela perguntava com a inocência de uma criança.

Ninguém novamente nada dizia então ela desistia de falar algo mais.

(...)

Logo chegavamos a casa dos detetives, Douglas sentava logo em sua cadeira tomando um enorme gole de café ele não deixava transparecer o ar de pensativo eu ficava junto a ela sobre o canto sentados.

_ aconteceu alguma coisa? ela perguntava .

Eu logo tentava disfarçar e dizia que nada havia acontecido , não queria preocupa-la ainda mais.

_ não se preocupe! eu sorria a ela e ela me devolvia, mais disfarçava a minha aflição._ sabe o quanto você é importante para mim? eu fazia um comentário sem querer a deixando vermelha.

_ por... por... que você tá me dizendo isso? ela desviava o olhar para esconder a sua face.

_ por que eu... eu travava na hora de dizer , Douglas olhava para mim na espectativa mais eu nada mais dizia._ eu... só quis dizer que... você é uma pessoa muito especial!

Douglas me olhava decpcionado e eu retribua a ele com um olhar tipo" não deu...eu travei...dei para trás... não tive coragem..."

Todos voltavam a ficar quietos , o silêncio tomava conta de tudo até que:

_ preciso ir agora... dizia o detetive._ tranque tudo ... e cuide bem dela! ele me dizia cazuando -me antes de sair._ tchau...

E logo caia a noite linda noite.

_ tem certeza de que não há nada de errado?

_ tenho... dizia eu meio triste e calado.

_ eu posso te ajudar? ela me olhava com um olhar doce e preocupado.

Eu ficava um pouco envergonhado com a sua preocupação e apenas sorria e assim beijando a sua testa e abraçando-a somente.

_ não se preocupe estou bem...

continua...