Mistery In The City
13 o calabouço
_ todos sempre me dizem isso... eu dizia para ela enquanto continuava a rir.
_ sério?
_ é... mais eu realmente não ligo...
Ela olhava para mim ainda rindo.
_ o que foi?
_ está falando normalmente agora... não parece mais calado...
_ as vezes sou um pouco quieto...
_ percebi...
_ mais é porque não gosto de falar muito...
agora nos dois ficavamos quietos por alguns instantes , eu ainda continuava olhando para cima assim como todas as noites ,
até que eu pegasse no sono.
_ não vai dormir? ela me perguntava.
_ ainda não estou com sono...
_ precisa acordar cedo... dizia Douglas me assustando._ já são 5:00... dizia ele ainda sonolento.
_ então tá eu vou me arrumar...
_ se arrumar? mais está maluco? depois de eu bater o carro você ainda quer ir...
_ eu estou bem...
_ está? mais quero ter certeza...
_ estou sim...
" ás vezes ele era preocupado demais..."
_ não se preocupe... eu dizia antes de sair.
_ espere... não quer nada? toma um café...
_ estou sem fome... dizia eu pegando minha mochila e logo saindo.
(...)
Escola Do Limoeiro.
Logo quando entrava na sala desta vez não era aquela professora que nos daria aula e sim o Louco.
_ louco... quem me chamou de louco?
" sempre isto..."
Eu logo me acomodava em meu lugar, desta vez sem magoas cíumes ou até mesmo provocações.
_ ai mano... dizia o garoto de cabelos espetados ._ beleza?
_ estou bem... obrigado...
_ ai maluco... gente boa... dizia Cascão que sentava atrás de seu melhor amigo.
Tudo parecia esclarecido.
_ oi... dizia a menina dos cabelos curtos.
_ oi Mônica...
_ me dizem quem... quem... é louco? perguntava o novamente furioso se aproximando de nós.
_ ninguém professor...
_ eu ouvi...
_ o Cêbola...
_ A Mônica...
_ O Cascão...
_ O senhor Dark...
_ ele ... ela é louco(a)... todos apontavam um para os outros.
_ mais hein? o Ligurco parecia confuso.
_ eu sou normal... gritava Do Contra lá do fundo enquanto todos riam.
_ eu também sou normal... mais que coisa de louco... dizia ele antes de sair e sentar-se em seu lugar.
_ abram os cadernos , alguém pode me dizer que dia é hoje?
O dia parecia passar cada vez mais rápido por isso logo dava o sinal e todos iam embora :
_ Hector... gritava a menina dos cabelos pretos curtos.
Eu me virava para trás para ve-la:
_ sim?
_ você vai me contar o resto de sua história?
_ com mais tempo eu lhe conto...
_ por que não me conta tudo? eu quero lhe ajudar...
_ olha eu sei que a sua intenção é a melhor eu agradeço...
_ por favor...
_ uma pessoa já me ajuda com este caso... e para você isso pode ser arriscado... se já é arriscado para mim...
_ mas...
_ valeu por querer me ajudar... eu dizia antes de sair.
(...)
E eu voltava para a casa dos " detetives",e eu subia direto a escada ao escritório de senhor Douglas.
_ senhor... abria a porta com tudo , mais para a minha surpresa quem se sentava a cadeira dele era sua filha.
_ meu pai , não está...
_ não?! para onde ele foi?
_ eu não sei...
_ você tem certeza?
_ tenho...
_ aonde vai?
_ eu não sei...
Descendo as escadas correndo.
_ boa tar... dizia a moça que atendia mais eu nem havia percebido.
Já estava na rua pensando aonde ele havia de estar.
flash back
_ você não durará nada... ele é um homem muito violento... não o subestime ...
_ mesmo que eu fique todo ralado... eu não me importo... eu consigo sair vivo!
Ele começava a dar a partida.
_ se quer ir ... você vem comigo... não pense em andar sozinho...
fim do flash back.
_ será? eu ainda continuava parado quando via que Cecília saia correndo de dentro da casa.
_ aonde vai? ela me perguntava novamente enquanto eu sem pensar direito saia andando a deixando totalmente de lado.
_ eu quero ir...
(...)
Andando por todo bairro Limoeiro , por todos os bairros sem descançar em nenhum instante, sem saber aonde estaria, sem ter a miníma certeza de nada.
_ por que ele voltaria?
Eu realmente não queria voltar , no fundo ele tinha razão, o que vimos procuramos , já não havia mais nada , mais algo estava escondido e confuso.
Não iria sobrar nada , não iria restar mais nada , minha tentativa iria sair vivo de lá , eu nunca iria conseguir sem a ajuda dele.
Ainda andando por todo aquele lugar sem parar, eu me sentava em uma praça púbrica e ficava a pensar, resava agora para que sua filha não me encontrasse aqui.
_ eu devo voltar?
_ ou ficar...
Depois de muitos minutos a pensar , decidi voltar , eu saberia que não era uma boa idéia isto mais, mesmo que eu morresse morreria a tentar...
(...)
Casa dos detetives.
_ pai... dizia a menina , ao ligar.
_ o que?
_ aonde você está?
_ para que quer saber?
_ por que ele foi atrás de você...
_ Hector?
_ é pai... ele ...
tu... tu... tu...
_ caiu?
(...)
Por impulso , seguindo todo o percurso longo até que eu chegasse ao depósito , não queria me arrepender de nada, antes até mesmo de que eu chegasse, quando pisei sobre aquele chão , agora eu já havia chegado , eu já estava lá , meu coração batia forte agora , não queria encontra-lo novamente , mesmo sabendo que teria de superar até por que ele me jogou no chão , mais desta vez ele iria fazer algo de pior.
Respirei fundo e entrei, quando me assustei ao ver uma mão em meu braço.
_ o que é isso a familia Adams? disse eu sem pensar olhando para trás.
_ o que pensa de que está fazendo ? dizia o detetive.
_ eu lhe procurar, achei de que estava aqui...
_ eu poderia estar mesmo...
_ você estava aqui?
_ não , mais depois que recebi uma ligação...
_ uma ligação?
_ quer dizer... eu estava levando meu carro ao concerto... e eu imaginei mesmo de que estava aqui...
_ eu também...
_ vamos logo embora...
_ para que a presa? dizia o velho aparecendo de surpresa._ não contava com a sua visita ... mais sempre soube de sua ... falta de noção ao perigo...
_ eu não tenho falta de noção...
_ eu já havia lhe avisado... o velho se aproximava._ não tem desculpas... ele o ameaçava.
_ o que vai fazer?
_ por que tenho de lhe dizer?
O detetive ficava mudo por alguns instantes.
_ faça o que quiser comigo ... mais deixe o garoto...
_ não quero saber... dizia o velho, quando vários capangas apareciam.
_ peguem-nos tranque os no calabolço... ordenava.
Quando Douglas dava um Strike em todos na tentativa de fugir , mais eu logo havia desmaiado apenas com socos e pontapes que havia levado em minha tentativa de fracassada de tentar me soltar.
_ hei... garoto , reage...
Eu nada ouvia , apenas perdi todos os sentidos , tudo que tentamos fazer nada adiantou quando acordei eu já estava no calabouço com correntes em volta de mim.
_ o que... o que aconteceu? perguntava eu ainda tonto.
_ estamos presos...
Eu olhava em toda a minha volta, e via que havia mais uma pessoa que estava presa, estava fraca e toda suja.
_ há quanto tempo está aqui? perguntava senhor Douglas a menina .
_ desde que nasci...
_ como?
_ eu fui abandonada pela minha mãe e moro com meu pai...
_ quer dizer que...
_ é... meu pai me tranca aqui...
_ mais que absurdo... dizia ele enconformado.
_ eu ainda tenho de lhe agradecer muito... dizia ela com olhar triste._ ele me sustenta.
_ agradecer?
_ sim...
_ você nunca sai?
_ não posso...
_ não...
_ não tenho aonde ir... se eu sair... é melhor que eu fique por lá...
_ você tem...
_ 16 anos... dizia a garota dos cabelos enorme.
_ eu tenho que pensar...
continua...
Fale com o autor