Logo chegava na sala de aula e a professora já estava a minha espera:

_ está um minuto atrasado...

_ mas...

_ nada de mais , precisa acertar o seu rélogio sabe que detesto atrasos... dizia ela.

_ isso não vai acontecer mais eu...

_ jura mesmo? está a dois meses que me diz isto...

_ dois meses a senhora " pega no meu pé?"

_ o que disse?

_ nada... posso assistir aula hoje?

_ está bem...mais ande logo! ela ordenava ao se sentar , enquanto todos já estavam em seus lugares apenas um conversava:

_ ah , já viu aquela guitarra muito dez...

_ Do Contra! ela chamava a sua atenção._ pare de conversar!

De repente todos riam.

_ o que ... o que estão rindo? ela se virava contra todos.

_ aí Sora, só se for o amigo imáginário dele! alguém lá do fundo dizia.

_ quem... quem disse isso?

A classe silênciava, enquanto ela se aproximava da minha carteira.

_ você? ela me fitava.

_ o que eu...

_ como se atreve?

_ fiz? eu dizia sem entender.

_ você, passou dos limites...

_ não foi ele! uma voz chamava a atenção de todos.

_ então quem foi? ela se virava contra a aluna nova.

_ fui eu...

_ você...

_ Luna , não!

_ venha comigo, eu sei o que fazer com você... ninguém, saia do lugar! dizia ela antes de sair a leva-la pelo braço.

_ droga,o que pensa que está fazendo?

_ calmaí senhor Dark... ai que fashion...

_ Denise?

_ viva e a cores, fofo!

_ fofo?

_ oi Kaká...

_ oi , flor!

_ Carmem?

_ qual é a do espanto , fofo? aliás por que ta tão nervoso?

_ não é nada...você ouvem demais... dizia eu antes de sair e sentar sobre a outra cadeira que estava vazia.

_ a gente ouve demais? você pensa alto...

Eu abaixava minha cabeça sobre a carteira e ruia minhas unhas " pretas."

_ qual é cara? você pinta a unha?

_ Cascão!

_ o que isso tem haver? eu dizia meio vermelho.

_ nada , ele gosta de encher... dizia a Cascuda antes de sair com ele de cena.

_ fala Hector tudo beleza? chegava Cêbola e Mônica.

_ não está nada beleza!

_ não leze a mal Hector... ela só quis... dizia a menina antes de ser intemrrompida pelo Cascão.

_ aí careca vamos bater cards?

_ bater cards? você ainda bate cards?

_ bem... eu...

_ tô dentro...dizia ele antes de sair.

Quando a professora chegava reclamando todos rapidamente se sentavam e ouviam o estrondo da porta:

_ abram o caderno! ela dizia ainda me fitando.

A classe inteira ficavam em silêncio enquanto eu contava as horas para ir, aquilo realmente me deixava mais encucado, quando a professora me chamava e me levava até lá fora:

_ anda logo... seu lerdo!

Eu me calava por alguns instantes, mais logo voltava o ar, ela começava a falar:

_ você sabe muito bem, que você que disse isso...

_ não foi eu juro por...

_ quieto! eu falo agora! ela me olhava séria._ ou você diz a verdade, ou eu...

_ não foi ela, nem eu!

_ então diga isto na cara da diretora! ela dizia isso antes de me pegar pelo braço.

_ não! se você quer provas então? eu me soltava._ é por que só implica comigo...

_ eu implico com aluno mal criado!

_ não! por que realmente é assim... eu a encarava, quando ela novamente me pegava pelo braço.

_ o que minha filha faz aqui? ela me perguntava.

_ sua o que? eu ficava surpreso com sua pergunta, enquanto seu olhar pegava fogo.

_ você , muleque e aquele detetive...

_ peraí me solta...

_ vocês prenderam ele... ela me soltava e bruscamente eu caia no chão._ ele perderia de qualquer jeito... ela me levantava violentamente e me arrastava até a diretoria.

_ senhora diretora! ela abria a porta com tudo.

_ Hector?

_ fale, diga agora, sentaí!

_ não foi eu que disse isso... e nem ela...

_ mais se não foi você quem foi? ela nos olhava em baixo de seus óculos.

_ eu não sei...

_ é claro , mentiroso! a professora me acusava._ ninguém foi agora!

_ se fora tu... diga... se perdir desculpas, estará tudo bem! dizia a diretora.

_ PEDIR DESCULPAS? NÃO FOI EU...

_ calma Hector!

_ NÃO ACREDITA?

_ abaixe o seu tom de voz comigo mocinho, será suspenso por sete dias!

Eu saia furioso quando a professora me barrava:

_ seus pais serão chamados ... começando por hoje está suspenso... e você mocinha ... está livre...

Eu olhava para trás e a respondia:

_ SE FOR CHAMAR MEUS PAIS DESISTA! eu dizia voltando ainda as costas dolorida da queda._ vem... eu acenava a Luna, quando a professora dava-me um olhar mortal.

_ Não vai a lugar algum... arrume seu material, ela ainda tem aula!

_ e se ela quiser?

Ela me olhava furiosa e olhava para ela esperando sua resposta.

_ pode ir... dizia a diretora.

_ sim senhora! ela saia rápido.

(...)

Já havia dado o sinal ao recreio e todos já estavam lá fora,o pátio estava mais cheio do que custumava estar.

_ o que pensava que estava fazendo? dizia eu ainda sem parar de andar.

_ eu estava...te protegendo! ela dizia ainda andando.

_ nunca mais tente fazer isso de novo!dizia eu entrando na classe.

_ eu não fiz por mal... sua face se escondia sobre os cabelos, enquanto eu respirava fundo:

_ não quero que se arrisque , por mim! eu arrumava a minha bolsa.

_ me desculpa eu...só quis...ela dizia enquanto fazia ao mesmo.

_ você não me entende? eu parava de arrumar as coisas enquanto eu olhava._ eu não quero perder mais ninguém...

_ Hector eu...

_ eu não quero que se prejudique...eu só quero seu bem... eu continuava a arrumar meu material._ talvez você fique chatiada comigo mas eu quero que saiba que eu...

_ Luna , Hector, o que aconteceu? aparecia de surpresa o detetive.

_ senhor, me desculpa ter de fazer vim aqui... eu dizia.

_ mais o que houve, diga logo , você está com uma cara, o que foi?

_ fui suspenso...

_ por quantos dias?

_ sete...

_ vamos logo embora... ele dizia olhando ao relógio. no caminho você me conta! dizia ele antes de sair.

(...)

_ fale agora Hector... dizia ele dando a partida.

_ besteira... eu ficava tenso.

_ besteira tão grave assim , para ser suspenso?

_ ah , não foi por causa disto eu fiquei nervoso e respondi a diretora, alguém desacatou a professora e ela pensou que havia sido eu... dizia eu ainda com a cabeça quente.

_ mais fique calmo... precisamos voltar... eu tenho chá...

O telefone tocava de repente:

_ alo?

_ oi papi... tô esperando aqui no seu consultório!

Ele brecava o carro com tudo derrubando Luna e eu que estavámos sentado atrás.

_ o que?ferro...

_ papi... eu vim te ve ...

_ a que gracinha... droga...

_ vem logo tá?

_ tá bom... meu pai...

_ tchau papi!

_ tchau princesinha... ele dizia antes de desligar jogando o telefone sobre o banco ao lado .

_ o que foi?

_ minha filha agora deu para me vigiar... ele dizia dando a partida.

_ mais como sabe talvez ela veio te ver... dizia a menina.

_ nada , eu sei , conheço a minha mulher fez a cabeça da menina!

_ quanta neura... dizia eu._ aí tá pegando efeito colateral do senhor... isto pode ser contagioso... eu dizia enquanto ele dava risada quase tão alto a chamar a atenção dos carros ao lado que estavam esperando o sinal abrir.

_ hahaha que coisa de louco... até esqueci que era sério...

ele dizia agora ficando sério se lembrando de sua realidade quando eu continuava a rir até mesmo esquecendo que eu fora suspenso.

_ o sinal abriu... dizia a menina chamando a atenção de nós dois.

_ ah é... vamos lá ... dizia o detetive acelarando.

(...)

Logo , logo chegavámos na " Casa Dos Detetives."

_ pode ir senhor... bom dia! dizia a moça que sempre atendia.

_ obrigada , muito bom dia...

(...)

Ele demorava um pouco a abrir a porta , quando decedia abrir sua filha abria primeiro.

_ papi... que saudade... ah... ela pulava sobre seu pescoço.

_ tá bom... ufs... não precisa... sufucar o papai...ele dizia enquanto nós entravámos na sala eu continuava a rir.

_ Hector, pare de rir... ele dizia em tom baixo.

_ eu trouxe bolachas... ela dizia ao se sentar em sua cadeira.

_ minha cadeira...

Eu me sentava sobre o chão no canto junto com Luna.

_ quer dizer... muito obrigada... a que horas vai ir?

_ ir aonde?

Ele batia sua mão sobre a testa:

" será que ela vai ficar aqui ?"

_ embora?

_ mais eu acabei de ch...

" cartão de crédito aonde eu deixei?" ele se revirava.

_ toma vai comprar umas roupas bem lindas para você!

_ mais...

_ até mais tarde... dizia ele quase fechando a porta em sua cara.

_ ufa, mais quanta sorte...

Eu começava a rir sem parar dele:

_ fica me zuando...

eu continuava a rir.

_ haha vem cá muleque , adora zuar... ele me pegava pelo pescoço e bagunçava meu cabelo, mais logo parou quando seus dedos ficaram presos.

_ mas o que?

_ ai...

_ alguém traz um pente? ele me zuava.

_ ai... que... ai... mico...

Ela somente ria, enquanto eu discretamente saia de cena com ele:

_ Douglas...

_ fala garoto!

_ quando eu " discuti" com a professora... ela me disse..." o que a minha filha está fazendo aqui?

_ Luna ... ela é...

_ você acha que seja?

Ele ficava pensativo enquanto Luna aparecia de repente:

_ vocês sumiram...

_ err... pra você... ( aparecimento de rosa instântania).

_ brigada...

Nós disfarçavamos e saiamos e entravamos novamente na sala.

Tudo estava em perfeito silêncio, quando as horas passavam depressa logo já estava a noite e a menina já havia adormecido:

_ Hector... ele dizia em tom baixo.

_ senhor...

_ aquilo que me disse... você precisa contar a ela...

_ não senhor... não quero preocupa-lá...

_ quanto mais o tempo passar e se você esconder isso...saberá o que virá depois , Hector!

_ eu não quero pensar nisto...

_ escuta , pense o que eu disse... ela disse com todas as letras ," o que a minha filha faz aqui?" a quem ela se referiu?

Eu fugia o olhar.

_ vai por mim , pense como você reagiria, da mesma forma...

Eu continuava a me calar.

_ tenho que ir... durma... até mais... dizia ele antes de sair.

_ mesmo que me odeie depois... eu olhava para ela ainda dormindo._ não quero que se preocupe!

Depois de algum tempo eu logo adormecia, esperando que mais uma vez amanhecesse o dia, e parece mesmo que eu dormi apenas metade da noite, assim quando dava seis horas o detetive aparecia de surpresa.

_ bom dia !

_ bom dia senhor... eu dizia já ainda deitado esfregando o olho e Luna já levantada.

_ sem presa de acordar...

_ tudo bem , eu já estava acordado...

_ vou leva-lá a escola vai junto?

_ tá...

(...)

_ vamos envestigar hoje?

_ claro...

_ leu o diário?

_ li...

_ está bem...já que está acordado depois de levá-lá vamos logo envestigar... afinal... eu adoro isto! ele parecia louco ao dizer está frase final.

_ hahaha... quero ser tão bom quanto você ... eu dizia isso quando ele se amocionava._ não vai dizer que...

_ valeu... foi só um cisco!

Logo chegávamos e ela logo descia.

_ tchau Luna!

_ tchau...

(...)

_ disse a ela?

_ não!

Ele se calava por alguns instantes.

_ o que sabe sobre o diário?

_ sei que...

flash back

_ você não me entende? eu parava de arrumar as coisas enquanto eu olhava._ eu não quero perder mais ninguém...

_ Hector eu...


fim do flash back.

_ talvez ela morreu me protegendo... eu dizia em alto pensamento.

_ o que disse?

_ senhor, o que acha daquele sonho... eu sei... que o senhor ficou preocupado com isso , qual era a chance de isto ser... real?

_ não é real... você sabe aquele dia estava cansado!

_ eu sei... mais eu sei também... que meu pai... ele não estava no acidente talvez ele até...

_ você não está pensando isto...

_ eu não sei mais o que pensar... não sei mais se acredito nisso ou não... só espero que...

_ se este sonho for real... ele olhava agora para mim. _ e se ele for...

_ o que?

_ nada... deixa quieto... eu preciso pensar um pouco... dizia ele quando a gente acabava de chegar na " Casa dos Detetives."

(...)

_ para onde vamos agora?

_ vamos voltar!

_ voltar?

_ vamos ao seu orfanato , Hector!

_ não ... nunca mais quero voltar para lá, nunca...

_ Hector... precisamos saber quem lhe deixou lá...

_ eles nunca falariam, sempre mentiam...

_ escute-me... ele dizia com firmeza enquanto eu parava de falar._ mesmo que isto não funcione eu quero tentar... uma hora a verdade vem a tona, Hector... você precisa enfrentar... dizia ele com a mão sobre o meu ombro._ otimo agora vamos logo!

(...)

Ele dava a partida.

_ aonde mesmo você estava?em que horfanato?

Eu respirava fundo ao lhe responder:

_ aquele ... eu apontava, enquanto ele parava.

_ não quero entrar senhor...

_ não tenha medo, não saio sem te levar!

Eu saia do carro , logo a tia atendia:

_ o que posso ajuda-lo veio adotar alguma criança?

_ não , sou Douglas o detetive, e vim lhe fazer algumas perguntas...

_ pois não?

_ reconhece a este menino? ele me colocava sobre a frente.

_ sim, ele estava aqui...

_ é... sobre ele , quero lhe perguntar apenas uma coisa...

_ o senhor é o tio dele?

_ tio?... quer dizer sou... é... quem deixou meu sobrinho naquele dia em que forá deixado aqui?

_ uma moça...

_ e se lembra de como era?

_ não...

_ nem um pouco?

_ por que não pergunta isto a ele?

_ porque ele havia apenas 3 anos ... como irá se lembrar...

_ e depois de 18 anos quer que eu lembre?

_ tecnicamente... sim...

_ não me lembro se era só isto a me perguntar...eu me retiro neste momento... dizia antes de sair.

_ eu disse...

_ que horror... como você aguentou?

_ obrigado... apenas obrigado...

_ está bem tinha razão... vamos logo voltar!

(...)

Chegando.

_ na mesma... dizia eu me sentando em uma das cadeiras.

_ eu já estou cansado...

_ eu também... dizia ele quando Luna aparecia já havia saido da escola parecia feliz:

_ olá...

_ entre... dizia o detetive educadamente .

Ela se sentava sobre a cadeira ao lado, o detetive olhava para mim e disfarçava e saia de cena a alguns instantes eu respirava fundo.

_ ele parece estranho... ele está bem?

_ Luna...talvez você fique chatiada comigo...

_ por que , mais o que está...

_ quando eu discuti com a professora... Luna ela é sua mãe...

_ mais o que... Hector que loucura... o que?

_ acredite... pelo menos acredite!

_ não dá...como ela...ela... tá morta...

_ me disse com todas as letras...

_ não pode ser verdade... ela saia correndo para fora.

_ aonde vai?

_ eu preciso pensar... dizia ela saindo assim como uma bala quando Douglas aparecia na porta.

_ eu disse...

_ se ela sumir? eu me jogava com tudo sobre o colchão.

_ não... você fez a coisa certa a se fazer!

_ eu já não sei... eu ficava apreensivo.

_ você se importa se ela sumir? ele fazia um comentário no sentido de me zuar._ hmmm...

_ hey... para de brincadeira... to falando sério!

_ eu sei que está... ele se sentava na cadeira , quando eu me levantava.

_ aonde vai?

_ eu vou atrás dela!

continua...