Mistery In The City
17 escola
Logo chegava na sala de aula e a professora já estava a minha espera:
_ está um minuto atrasado...
_ mas...
_ nada de mais , precisa acertar o seu rélogio sabe que detesto atrasos... dizia ela.
_ isso não vai acontecer mais eu...
_ jura mesmo? está a dois meses que me diz isto...
_ dois meses a senhora " pega no meu pé?"
_ o que disse?
_ nada... posso assistir aula hoje?
_ está bem...mais ande logo! ela ordenava ao se sentar , enquanto todos já estavam em seus lugares apenas um conversava:
_ ah , já viu aquela guitarra muito dez...
_ Do Contra! ela chamava a sua atenção._ pare de conversar!
De repente todos riam.
_ o que ... o que estão rindo? ela se virava contra todos.
_ aí Sora, só se for o amigo imáginário dele! alguém lá do fundo dizia.
_ quem... quem disse isso?
A classe silênciava, enquanto ela se aproximava da minha carteira.
_ você? ela me fitava.
_ o que eu...
_ como se atreve?
_ fiz? eu dizia sem entender.
_ você, passou dos limites...
_ não foi ele! uma voz chamava a atenção de todos.
_ então quem foi? ela se virava contra a aluna nova.
_ fui eu...
_ você...
_ Luna , não!
_ venha comigo, eu sei o que fazer com você... ninguém, saia do lugar! dizia ela antes de sair a leva-la pelo braço.
_ droga,o que pensa que está fazendo?
_ calmaí senhor Dark... ai que fashion...
_ Denise?
_ viva e a cores, fofo!
_ fofo?
_ oi Kaká...
_ oi , flor!
_ Carmem?
_ qual é a do espanto , fofo? aliás por que ta tão nervoso?
_ não é nada...você ouvem demais... dizia eu antes de sair e sentar sobre a outra cadeira que estava vazia.
_ a gente ouve demais? você pensa alto...
Eu abaixava minha cabeça sobre a carteira e ruia minhas unhas " pretas."
_ qual é cara? você pinta a unha?
_ Cascão!
_ o que isso tem haver? eu dizia meio vermelho.
_ nada , ele gosta de encher... dizia a Cascuda antes de sair com ele de cena.
_ fala Hector tudo beleza? chegava Cêbola e Mônica.
_ não está nada beleza!
_ não leze a mal Hector... ela só quis... dizia a menina antes de ser intemrrompida pelo Cascão.
_ aí careca vamos bater cards?
_ bater cards? você ainda bate cards?
_ bem... eu...
_ tô dentro...dizia ele antes de sair.
Quando a professora chegava reclamando todos rapidamente se sentavam e ouviam o estrondo da porta:
_ abram o caderno! ela dizia ainda me fitando.
A classe inteira ficavam em silêncio enquanto eu contava as horas para ir, aquilo realmente me deixava mais encucado, quando a professora me chamava e me levava até lá fora:
_ anda logo... seu lerdo!
Eu me calava por alguns instantes, mais logo voltava o ar, ela começava a falar:
_ você sabe muito bem, que você que disse isso...
_ não foi eu juro por...
_ quieto! eu falo agora! ela me olhava séria._ ou você diz a verdade, ou eu...
_ não foi ela, nem eu!
_ então diga isto na cara da diretora! ela dizia isso antes de me pegar pelo braço.
_ não! se você quer provas então? eu me soltava._ é por que só implica comigo...
_ eu implico com aluno mal criado!
_ não! por que realmente é assim... eu a encarava, quando ela novamente me pegava pelo braço.
_ o que minha filha faz aqui? ela me perguntava.
_ sua o que? eu ficava surpreso com sua pergunta, enquanto seu olhar pegava fogo.
_ você , muleque e aquele detetive...
_ peraí me solta...
_ vocês prenderam ele... ela me soltava e bruscamente eu caia no chão._ ele perderia de qualquer jeito... ela me levantava violentamente e me arrastava até a diretoria.
_ senhora diretora! ela abria a porta com tudo.
_ Hector?
_ fale, diga agora, sentaí!
_ não foi eu que disse isso... e nem ela...
_ mais se não foi você quem foi? ela nos olhava em baixo de seus óculos.
_ eu não sei...
_ é claro , mentiroso! a professora me acusava._ ninguém foi agora!
_ se fora tu... diga... se perdir desculpas, estará tudo bem! dizia a diretora.
_ PEDIR DESCULPAS? NÃO FOI EU...
_ calma Hector!
_ NÃO ACREDITA?
_ abaixe o seu tom de voz comigo mocinho, será suspenso por sete dias!
Eu saia furioso quando a professora me barrava:
_ seus pais serão chamados ... começando por hoje está suspenso... e você mocinha ... está livre...
Eu olhava para trás e a respondia:
_ SE FOR CHAMAR MEUS PAIS DESISTA! eu dizia voltando ainda as costas dolorida da queda._ vem... eu acenava a Luna, quando a professora dava-me um olhar mortal.
_ Não vai a lugar algum... arrume seu material, ela ainda tem aula!
_ e se ela quiser?
Ela me olhava furiosa e olhava para ela esperando sua resposta.
_ pode ir... dizia a diretora.
_ sim senhora! ela saia rápido.
(...)
Já havia dado o sinal ao recreio e todos já estavam lá fora,o pátio estava mais cheio do que custumava estar.
_ o que pensava que estava fazendo? dizia eu ainda sem parar de andar.
_ eu estava...te protegendo! ela dizia ainda andando.
_ nunca mais tente fazer isso de novo!dizia eu entrando na classe.
_ eu não fiz por mal... sua face se escondia sobre os cabelos, enquanto eu respirava fundo:
_ não quero que se arrisque , por mim! eu arrumava a minha bolsa.
_ me desculpa eu...só quis...ela dizia enquanto fazia ao mesmo.
_ você não me entende? eu parava de arrumar as coisas enquanto eu olhava._ eu não quero perder mais ninguém...
_ Hector eu...
_ eu não quero que se prejudique...eu só quero seu bem... eu continuava a arrumar meu material._ talvez você fique chatiada comigo mas eu quero que saiba que eu...
_ Luna , Hector, o que aconteceu? aparecia de surpresa o detetive.
_ senhor, me desculpa ter de fazer vim aqui... eu dizia.
_ mais o que houve, diga logo , você está com uma cara, o que foi?
_ fui suspenso...
_ por quantos dias?
_ sete...
_ vamos logo embora... ele dizia olhando ao relógio. no caminho você me conta! dizia ele antes de sair.
(...)
_ fale agora Hector... dizia ele dando a partida.
_ besteira... eu ficava tenso.
_ besteira tão grave assim , para ser suspenso?
_ ah , não foi por causa disto eu fiquei nervoso e respondi a diretora, alguém desacatou a professora e ela pensou que havia sido eu... dizia eu ainda com a cabeça quente.
_ mais fique calmo... precisamos voltar... eu tenho chá...
O telefone tocava de repente:
_ alo?
_ oi papi... tô esperando aqui no seu consultório!
Ele brecava o carro com tudo derrubando Luna e eu que estavámos sentado atrás.
_ o que?ferro...
_ papi... eu vim te ve ...
_ a que gracinha... droga...
_ vem logo tá?
_ tá bom... meu pai...
_ tchau papi!
_ tchau princesinha... ele dizia antes de desligar jogando o telefone sobre o banco ao lado .
_ o que foi?
_ minha filha agora deu para me vigiar... ele dizia dando a partida.
_ mais como sabe talvez ela veio te ver... dizia a menina.
_ nada , eu sei , conheço a minha mulher fez a cabeça da menina!
_ quanta neura... dizia eu._ aí tá pegando efeito colateral do senhor... isto pode ser contagioso... eu dizia enquanto ele dava risada quase tão alto a chamar a atenção dos carros ao lado que estavam esperando o sinal abrir.
_ hahaha que coisa de louco... até esqueci que era sério...
ele dizia agora ficando sério se lembrando de sua realidade quando eu continuava a rir até mesmo esquecendo que eu fora suspenso.
_ o sinal abriu... dizia a menina chamando a atenção de nós dois.
_ ah é... vamos lá ... dizia o detetive acelarando.
(...)
Logo , logo chegavámos na " Casa Dos Detetives."
_ pode ir senhor... bom dia! dizia a moça que sempre atendia.
_ obrigada , muito bom dia...
(...)
Ele demorava um pouco a abrir a porta , quando decedia abrir sua filha abria primeiro.
_ papi... que saudade... ah... ela pulava sobre seu pescoço.
_ tá bom... ufs... não precisa... sufucar o papai...ele dizia enquanto nós entravámos na sala eu continuava a rir.
_ Hector, pare de rir... ele dizia em tom baixo.
_ eu trouxe bolachas... ela dizia ao se sentar em sua cadeira.
_ minha cadeira...
Eu me sentava sobre o chão no canto junto com Luna.
_ quer dizer... muito obrigada... a que horas vai ir?
_ ir aonde?
Ele batia sua mão sobre a testa:
" será que ela vai ficar aqui ?"
_ embora?
_ mais eu acabei de ch...
" cartão de crédito aonde eu deixei?" ele se revirava.
_ toma vai comprar umas roupas bem lindas para você!
_ mais...
_ até mais tarde... dizia ele quase fechando a porta em sua cara.
_ ufa, mais quanta sorte...
Eu começava a rir sem parar dele:
_ fica me zuando...
eu continuava a rir.
_ haha vem cá muleque , adora zuar... ele me pegava pelo pescoço e bagunçava meu cabelo, mais logo parou quando seus dedos ficaram presos.
_ mas o que?
_ ai...
_ alguém traz um pente? ele me zuava.
_ ai... que... ai... mico...
Ela somente ria, enquanto eu discretamente saia de cena com ele:
_ Douglas...
_ fala garoto!
_ quando eu " discuti" com a professora... ela me disse..." o que a minha filha está fazendo aqui?
_ Luna ... ela é...
_ você acha que seja?
Ele ficava pensativo enquanto Luna aparecia de repente:
_ vocês sumiram...
_ err... pra você... ( aparecimento de rosa instântania).
_ brigada...
Nós disfarçavamos e saiamos e entravamos novamente na sala.
Tudo estava em perfeito silêncio, quando as horas passavam depressa logo já estava a noite e a menina já havia adormecido:
_ Hector... ele dizia em tom baixo.
_ senhor...
_ aquilo que me disse... você precisa contar a ela...
_ não senhor... não quero preocupa-lá...
_ quanto mais o tempo passar e se você esconder isso...saberá o que virá depois , Hector!
_ eu não quero pensar nisto...
_ escuta , pense o que eu disse... ela disse com todas as letras ," o que a minha filha faz aqui?" a quem ela se referiu?
Eu fugia o olhar.
_ vai por mim , pense como você reagiria, da mesma forma...
Eu continuava a me calar.
_ tenho que ir... durma... até mais... dizia ele antes de sair.
_ mesmo que me odeie depois... eu olhava para ela ainda dormindo._ não quero que se preocupe!
Depois de algum tempo eu logo adormecia, esperando que mais uma vez amanhecesse o dia, e parece mesmo que eu dormi apenas metade da noite, assim quando dava seis horas o detetive aparecia de surpresa.
_ bom dia !
_ bom dia senhor... eu dizia já ainda deitado esfregando o olho e Luna já levantada.
_ sem presa de acordar...
_ tudo bem , eu já estava acordado...
_ vou leva-lá a escola vai junto?
_ tá...
(...)
_ vamos envestigar hoje?
_ claro...
_ leu o diário?
_ li...
_ está bem...já que está acordado depois de levá-lá vamos logo envestigar... afinal... eu adoro isto! ele parecia louco ao dizer está frase final.
_ hahaha... quero ser tão bom quanto você ... eu dizia isso quando ele se amocionava._ não vai dizer que...
_ valeu... foi só um cisco!
Logo chegávamos e ela logo descia.
_ tchau Luna!
_ tchau...
(...)
_ disse a ela?
_ não!
Ele se calava por alguns instantes.
_ o que sabe sobre o diário?
_ sei que...
flash back
_ você não me entende? eu parava de arrumar as coisas enquanto eu olhava._ eu não quero perder mais ninguém...
_ Hector eu...
fim do flash back.
_ talvez ela morreu me protegendo... eu dizia em alto pensamento.
_ o que disse?
_ senhor, o que acha daquele sonho... eu sei... que o senhor ficou preocupado com isso , qual era a chance de isto ser... real?
_ não é real... você sabe aquele dia estava cansado!
_ eu sei... mais eu sei também... que meu pai... ele não estava no acidente talvez ele até...
_ você não está pensando isto...
_ eu não sei mais o que pensar... não sei mais se acredito nisso ou não... só espero que...
_ se este sonho for real... ele olhava agora para mim. _ e se ele for...
_ o que?
_ nada... deixa quieto... eu preciso pensar um pouco... dizia ele quando a gente acabava de chegar na " Casa dos Detetives."
(...)
_ para onde vamos agora?
_ vamos voltar!
_ voltar?
_ vamos ao seu orfanato , Hector!
_ não ... nunca mais quero voltar para lá, nunca...
_ Hector... precisamos saber quem lhe deixou lá...
_ eles nunca falariam, sempre mentiam...
_ escute-me... ele dizia com firmeza enquanto eu parava de falar._ mesmo que isto não funcione eu quero tentar... uma hora a verdade vem a tona, Hector... você precisa enfrentar... dizia ele com a mão sobre o meu ombro._ otimo agora vamos logo!
(...)
Ele dava a partida.
_ aonde mesmo você estava?em que horfanato?
Eu respirava fundo ao lhe responder:
_ aquele ... eu apontava, enquanto ele parava.
_ não quero entrar senhor...
_ não tenha medo, não saio sem te levar!
Eu saia do carro , logo a tia atendia:
_ o que posso ajuda-lo veio adotar alguma criança?
_ não , sou Douglas o detetive, e vim lhe fazer algumas perguntas...
_ pois não?
_ reconhece a este menino? ele me colocava sobre a frente.
_ sim, ele estava aqui...
_ é... sobre ele , quero lhe perguntar apenas uma coisa...
_ o senhor é o tio dele?
_ tio?... quer dizer sou... é... quem deixou meu sobrinho naquele dia em que forá deixado aqui?
_ uma moça...
_ e se lembra de como era?
_ não...
_ nem um pouco?
_ por que não pergunta isto a ele?
_ porque ele havia apenas 3 anos ... como irá se lembrar...
_ e depois de 18 anos quer que eu lembre?
_ tecnicamente... sim...
_ não me lembro se era só isto a me perguntar...eu me retiro neste momento... dizia antes de sair.
_ eu disse...
_ que horror... como você aguentou?
_ obrigado... apenas obrigado...
_ está bem tinha razão... vamos logo voltar!
(...)
Chegando.
_ na mesma... dizia eu me sentando em uma das cadeiras.
_ eu já estou cansado...
_ eu também... dizia ele quando Luna aparecia já havia saido da escola parecia feliz:
_ olá...
_ entre... dizia o detetive educadamente .
Ela se sentava sobre a cadeira ao lado, o detetive olhava para mim e disfarçava e saia de cena a alguns instantes eu respirava fundo.
_ ele parece estranho... ele está bem?
_ Luna...talvez você fique chatiada comigo...
_ por que , mais o que está...
_ quando eu discuti com a professora... Luna ela é sua mãe...
_ mais o que... Hector que loucura... o que?
_ acredite... pelo menos acredite!
_ não dá...como ela...ela... tá morta...
_ me disse com todas as letras...
_ não pode ser verdade... ela saia correndo para fora.
_ aonde vai?
_ eu preciso pensar... dizia ela saindo assim como uma bala quando Douglas aparecia na porta.
_ eu disse...
_ se ela sumir? eu me jogava com tudo sobre o colchão.
_ não... você fez a coisa certa a se fazer!
_ eu já não sei... eu ficava apreensivo.
_ você se importa se ela sumir? ele fazia um comentário no sentido de me zuar._ hmmm...
_ hey... para de brincadeira... to falando sério!
_ eu sei que está... ele se sentava na cadeira , quando eu me levantava.
_ aonde vai?
_ eu vou atrás dela!
continua...
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