Mirella von Doom: Doctor Doom daughter's
11 Sou uma assassina
Notas iniciais
POV Mirella
Eu estava no jatinho, como Reed pediu, quando robôs começaram a sair do castelo. Liguei o jato e comecei a subir, até que acertaram uma das asas e ele começou a rodar. Senti o baque quando a nave bateu no chão, por sorte eu não estava muito alto.
–Menina, volte conosco. – ordenava um deles quando arrancaram a porta da nave.
–Não! – usei o máximo da minha telecinese para pará-los, mas sempre entravam mais, até que eu não tive saída. Havia sido capturada e não podia fazer nada.
Uma arma estava apontada para minha cabeça e meus braços estavam presos nas costas com um tipo de luva de metal que cobria todo o meu pulso até as minhas mãos. Haviam me amordaçado sei-lá-porque, mas senti meu coração pesar com a imagem que vi quando entrei na sala do meu pai. Ele e Nicky conversando e rindo.
–Vejo que voltou, querida. – Nicky, que estava de costas para mim, se virou e seu sorriso se desfez. – Podem tirar a mordaça. – ordenou meu pai, gritei o primeiro nome que me veio à mente.
–Jhonny! – lágrimas tomaram meu rosto. Ele meu traiu todo esse tempo? Uma das poucas em que eu confiava? Que eu amava e faria de tudo para proteger?
–Mira, eu posso explicar... – ele tentou. Os cabelos ruivos caíam na frente dos olhos castanhos que me fitavam com pesar de noites sem dormir.
–Eu não quero ouvir, Nikolas! Você me traiu! Seu idiota! Canalha! – gritei com toda a raiva que consegui reunir e vi que doeu nele, mas eu me sentia vitoriosa. Ele me traiu e me jogou nas garras do meu pai, certo?
–Doom, o que ela está fazendo aqui? – ele perguntou em tom sereno ao meu pai.
–Eu não disse que ia libertá-la, disse que deixaria você vê-la caso ficasse. Nada sobre liberdade. – vi Nicky cerrar os punhos, até que Samantha chegou correndo.
–O que houve, pai? – ela perguntava, arfante. Ele fez um movimento com as mãos e os robôs me soltaram, me deixando cair de joelhos com o peso das luvas de ferro. Usei o que pude da telecinese e abri a fechadura das luvas, me libertando.
–Filha, como foi a execução da família Richards? – foi quando um estrondo nos fez olhar para a porta, onde Ben estava parado.
–Foi cancelada, Destino. – Reed e Sue apareceram atrás dele, seguidos por Jhonny.
–O que ele está fazendo aqui? – perguntou Jhonny.
–Eu vim por vontade própria, tentar ajudar Mira.
–Me ajudar? Você estava rindo com meu pai antes de eu chegar! – contei, me levantando e mostrando que já estava livre.
–Samantha! Prenda-a e leve-a para o laboratório. – ordenou meu pai e ela o fez sem pestanejar. Ela colocou uma faca no meu pescoço e me levou para o laboratório, me jogando naquele maldito cilindro reconstruído que estava lá. Uma versão parecida com a original, só que mais fino.
–Libere a Fênix. – ela sussurrou no meu ouvido antes de fechar o cilindro, mas eu não havia entendido. Sue, Jhonny, Reed e Ben apenas nos seguiram, já que se atacassem, eu poderia ficar sem a cabeça. Quando o cilindro começou a girar e eu comecei a gritar, vi Jhonny chegar perto do cilindro, talvez pensando em destruí-lo como eu fiz, mas Nicky se colocou entre ele e eu.
–Deixa a câmara terminar a extração de poder. – ele estava vestindo uma das roupas dos X-Men.
–Isso vai matá-la! – se opôs Jhonny, que deu um soco na cara do rapaz sem pestanejos. Começou a luta.
Nicky se levantou e atirou lasers nele, poder que adquirira do pai, e lhe lançava rajadas telecineticas, herdadas da mãe. Já Jhonny apenas atirava bolas de fogo de forma rápida e incisiva. Eu via eles caindo e se levantando enquanto eu ardia naquele cilindro. Foi então que Nicky parou.
–Vamos fazer isso como homens, e não mutantes! – ele cessou o ataque com lasers e rajadas de energia e Jhonny voltou ao normal. Ninguém iria interferir, eu sabia disso.
–Então tudo bem, moleque. – Jhonny voltou ao chão e se pôs na frente dele, o encarando. O primeiro golpe foi de Nicky, que acertou Jhonny no rosto e o fez cambalear, já Jhonny o acertara na barriga e nas costas, quando Nicky lhe passou uma rasteira e ele caiu de costas no chão, sobre um monitor quebrado. Assim que ele se levantou, pude ver um corte acima da sua sobrancelha esquerda e um no canto da boca.
–Jhonny! – gritei, mas não devia tê-lo feito. No momento em que ele se virou para me olhar, Nicky usou a telecinese para jogá-lo contra uma parede e desacordá-lo. A raiva me dominou novamente e eu pude sentir a Fênix querendo sair e, dessa vez, eu não iria impedi-la.
–Pobre Jhonny. Sempre desarmado quando o assunto é Mirella von Doom. – eu apenas os fitei com tamanho ódio. Sabia que, se explodisse o cilindro, todos estavam longe o suficiente para não serem atingidos pelos estilhaços. Menos Nicky. Juntei todas as forças que tinha e lancei uma bola de energia telecinetica contra o cilindro, o fazendo explodir e lançar grandes estilhaços contra todos que estiverem perigosamente perto. O que eu não esperava era que Samantha se colocasse na frente de Nicky, para agir como um escudo humano e dar sua vida por ele.
–Samantha! – gritou Sue assim que todos os estilhaços caíram no chão. Ela correu até a garota caída cheio de pedaços de vidro pelo corpo e eu fiz o mesmo.
–Sue? – ela chamou. Haviam pedaços de vidro grudados em seus rosto e torço, sangrando muito.
–Vai ficar tudo bem, querida.
–Samantha? Ai meu Deus, eu não queria te acertar. – eu dizia, desesperada. Ela sorriu levemente e olhou nos meus olhos.
–Dê um fim nisso, maninha. Me deixe orgulhosa. – ela falou, fracamente. Seus olhos fechavam de forma lenta para se abrir em seguida, brilhando
–Pode ter certeza. – eu respondi, então seus olhos se fecharam, mas não voltaram a se abrir. Senti uma lágrima escorrer pelo meu rosto e a vi cair sobre o rosto dela. Sobre o rosto morto da minha irmã.
Ela não me machucou de verdade em momento algum, ela mais me protegeu do que me machucou. E eu a matei.
Assassinei minha própria irmã.
Victor von Doom vai me pagar caro.
Fale com o autor