Mirella von Doom: Doctor Doom daughter's
2 Sequestro Relâmpago
Notas iniciais
POV Mirella
Acordei no horário de sempre para começar os treinos e fazer uma pegadinha com Jhonny, que ainda dormia. Olhei no pequeno relógio em minha cabeceira. Sete da manhã. Me troquei rapidamente, colocando um colã preto sob medida que Sue conseguiu em não~sei~aonde algumas semanas antes para meus treinos.
–Vamos, Mira! Quanto mais cedo começarmos, mais cedo você vai poder sair com a Sue para comprar um celular novo!- gritava Reed.
–Estou indo!- gritei de volta, enquanto pegava meu par de luvas especiais e saio correndo do quarto. Passei pelo quarto do Jhonny, e, com um movimento, de mãos, sei o que está sonhando. Humpf. Garotas de biquíni. Entrei de mansinho no quarto e mexi em seu despertador. Ele normalmente acordava às oito para ajudar a Sue com o café da manhã, porém, naquele dia, ele acordara com um balde de água de gelada por deixá-la esperando.
–Oi, Sue!- digo, ao passar por ela na cozinha, vestida com uma legging, top rosa, tênis e o cabelo preso em um rabo de cavalo, e seguir para a sala de treinos.
Reed, vestido com roupas de treino que consistem em um colã azul especialmente desenvolvido para se esticar ao máximo, estava esperando ao lado de Ben, que, não sei como, havia acordado antes de mim. Ambos conversavam animadamente sobre algo que não sei descrever se não for como louco.
–Sim, é possível criar um manipulador de genética e um de DNA.-contra-argumentava Reed.
–Mas, se você tentar alterar a genética de um ser, pode fazer com que ele tenha problemas de desenvolvimento. Já o de DNA, pode até ser possível, mas ninguém merece ser um indivíduo sem família!- gritava Ben, levantando os braços. Reed, com o canto dos olhos, me notou do outro lado da sala e deu um cutucão em Ben.
–Mira, olha...- ele começa, se aproximando. Dei alguns passos na direção dos alvos e disse, seca.
–Só vamos treinar.- e comecei a acertar os alvos com rajadas de energia que herdei do meu pai. Ben saiu da sala, batendo a porta com força e Reed olhou pra mim.
–No próximo mês é seu aniversário, não é?- perguntou. Parei de atirar e fitei seus olhos castanhos.
–Sim. Por quê a pergunta? Vocês já sabem.- respondi, colocando as mãos na cinturas. Comecei a usar a telepatia, mas algo me impediu.
–“Nem pense nisso, Mirella.” – Sue. Como ela sabia que eu estava fazendo aquilo? Virei-~me em direção à porta e lá estava ela, de braços cruzados e me olhando com os olhos semi~cerrados.
–“Como você...?” – ela apenas nega com a cabeça e se aproxima de nós.
–Reed , conte logo para ela.- pedia Sue, chegando ao seu lado. Olhava de um para outro, imaginando do que estavam falando.
–Mas, é muito perigoso para ela ir sozinha.- reclamava o adulto. Cruzei os braços na frente do busto e os desafiei.
–Ou vocês falam agora, ou eu passo o dia no quarto. – eles se entreolharam – Sabem que não estou blefando. É agora ou nunca. — e me virei para sair. Mas Sue me prendia no lugar com os poderes.
–Fale, Richards.- ela olhava esguelha para ele, enquanto eu voltava a posição original.
–Mirella,- ele deu um passo à frente – Seu pai te convidou para visitar seu castelo na Latvéria. – meu queixo caia novamente e Sue sorria.
–Olha, se quer ir, queremos que um de nós vá com você.- pedia ela, e eu sabia porquê. Alguns anos atrás, meu pai mandara um rapaz vir me buscar para ir ao seu encontro, mas ele acabou me levando para um lugar completamente diferente e me manteve em cativeiro por dias até que eu consegui manipular um dos guardas e pegar a chave do quarto. Desde então, nunca mais viajei sozinha.
–Posso ir mesmo? Pode ser com você, Sue?- comecei a perguntar freneticamente.
–Claro que sim, querida. Reed, você, Ben e Jhonny podem cuidar das crianças, não podem?- ela perguntou.
–Claro que sim, amorzinho. As crianças foram na escola hoje? – ele perguntou. Saio da sala e vou pulando para o meu quarto, quando dou de cara com um Jhonny todo ensopado.
–Você vai ver, baixinha! – grita. Saí correndo com ele atrás de mim, molhando o chão todo.
–Fique longe de mim! – eu gritava – Você está todo molhado! – corri para o meu quarto e tranquei a porta. Esperei por dez minutos para ter certeza que ele já tinha se secado e saí.
–Te peguei! – ele gritou, me agarrando por trás, ainda todo molhado.
–Jhonny! – reclamei, mesmo ainda dando risada e fui tomar um banho. Quando saio do banho e solto os cabelos, noto que estão ficando cada vez mais claros, quase brancos.
–Mira! – ouvi Ben chamar, do lado de fora do quarto.
–Estou indo, rochinha! – gritei de volta, abrindo a porta. – Chamou? – perguntei, encarando~o.
–Sue e Reed querem falar com você no escritório. – assenti. Devia ser alguma coisa referente à viagem.
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Entrei no pequeno escritório e dei de cara com Valeria e Franklin.
–Crianças, o que fazem aqui? – perguntei. Eles estavam chorando e Sue e Reed não estavam em lugar nenhum.
–M-mamãe! – gritava a pequena Val. Franklin a abraçou e murmurava coisas em seu ouvido. Usei rapidamente a telepatia e descobri o que não deveria.
–“Mamãe e papai desapareceram como por um passe de mágica quando chegamos e, momentos depois, apareceram como fantasmas para a minha irmãzinha.” – contou~me Frank. Abracei ambos e os levei para a sala. – “Por favor” – implorava Frank – “Você pode encontrar a mamãe e o papai? Estamos com medo!” – assenti levemente e os sentei no sofá.
–Ben! Jhonny! – gritei. Ambos chegaram correndo e deram de cara com os pequenos, que fungavam e se recompunham aos poucos. Eu estava de joelhos, na frente do sofá vermelho, fazendo perguntas calmas para as crianças.
–Você enlouqueceu, loira? Está interrogando crianças? – brincou Jhonny, lancei~lhe um olhar gelado e me levantei, ficando cara a cara com ele. Mesmo vestida com shorts jeans, regata cor de rosa e descalça, consegui encará~lo, mesmo ele estando vestido melhor que eu, com calças jeans, uma blusa preta, uma camisa branca e tênis Nike.
–Agora não é hora, Jhonny. Sue e Reed... – engoli em seco. Eles eram minha família, mas eu também estava preocupada – Desapareceram.
–Como assim?! – perguntou ele. A cor havia sumido de seu rosto, suas mãos estavam fechadas em punhos e sua respiração acelerou drasticamente. Sentei~o no sofá e pedi a Ben que se juntasse a nós.
–Tudo o que eu... – olhei para as crianças – Eles sabem, é que ambos sumiram do escritório sem deixar rastros. Franklin e Valeria estão emocionalmente exaustos demais para ajudar. Posso tentar localizá~los com meus poderes, mas isso me cansaria muito, e teríamos que sair procurá~los apenas amanhã! – disse. Ambos assentiam enquanto eu levava Val e Frank para o quarto.
–Tia Mira. – chamou Valeria, sentada na cama e com um gibi nas mãos. Ao seu lado, Franklin lia um livro grosso, que, percebi, se tratava de Jogos Vorazes. Sabia que aquele livro era brutal, mas do que adiantaria? Ele já havia lido metade do livro.
–O que foi, Val? – perguntei, me ajoelhando à sua frente.
–Você sabe onde a mamãe está? — Franklin fechou o livro e negou com a cabeça. Ele sabia o que estava acontecendo. Dei um longo suspiro.
–Não, Val. Eu não sei o que houve com seus pais, mas vou descobrir. – desviei o olhar para seu irmão e estiquei a mão – Frank, podemos conversar?
–Claro, tia – ele respondeu, em tom calmo. Pedi que deixasse o livro e ele o fez antes de voltar e falar com a irmã – Val, espere aqui. Eu já volto.
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–Como assim? – eu perguntava ao menino de nove anos que tinha um intelecto maior do que Einstein.
–Eu juro para vocês! Ele chegou, agarrou a mamãe e sumiu! Depois fez o mesmo com o papai! – dizia Franklin. Já passa das duas da tarde e havíamos comido em um restaurante para poupar tempo.
–Certo, certo. – eu disse, andando de um lado para o outro – Nos conte a história inteira de novo, mas, dessa vez, me passe as imagens mentalmente. – pedi e me concentrei em sua mente. As imagens foram um baque. Sue e as crianças chegando ao escritório, um homem de capa a agarrando por trás, Reed desesperado, o desaparecimento de um após o outro e, por último, a identidade do sequestrador. – Pare! – gritei e caí de joelhos, com as mãos nos ouvidos e suando frio.
–Mirella! – Jhonny me sentara no sofá e me abraçava – Está tudo bem? O que houve? Quer descansar? – não respondi nenhuma das perguntas e acabei desmaiando em seus braços.
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Eu estava em um campo aberto a luz da lua, trajando apenas um fino vestido branco na altura dos joelhos e um par de sapatilhas.
–Vamos, criança. Deixe~me libertá~la. – era uma voz feminina suave e doce.
–Quem é você? – perguntei. Uma mulher ruiva, de olhos vermelhos, banhada em uma luz azul apareceu na minha frente vestindo um vestido longo de cauda azul e uma coroa de safiras.
–Eu sou a dona do maior poder do universo, e, você, é minha hospedeira final. – respondeu, rindo maliciosamente. Me afastei e me pus a correr, mas algo queimava dentro de mim, na tentativa de se libertar. Me ajoelhei no chão e fechei os olhos. Senti uma enorme quantidade de poder tomar contar do meu ser e me levantar ao ar.
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