Notas iniciais
Feliz dia das mães para as mamães xerosas de vocês! Feliz dia das mães, Valka!

"Feliz dia das mães, Valka"

Tempestade fez ainda mais mistérios no outro dia, passei a noite de ontem, sexta feira, inteira lendo aquele livro. Havia tanta coisa que eu não sabia, tantos poderes, regras, advertências, perigos... Não sei como vou fazer para dormir a noite. Meus pensamentos me assustam agora. Ela me levara para um galpão de ferramentas abandonado longe da cidade, pelo menos pude ir voando e não tive que pagar o metrô.

Era apenas um terreno limpo e vazio com uma casa revestida de metal verde entreaberta, havia muitas ferramentas espalhadas numa bagunça, junto de muita poeira e tralhas, não havia sequer uma porta e tudo aquilo rodeado por uma pouca floresta que devia estar completamente vazia.

— Por onde vamos começar, Temp?

— Uh? Eu? Eu não sei ensinar, Astrid? Apenas mestres ensinam, eu sou apenas uma guardiã e tenho um papel, mas você precisa de alguém para lhe ensinar a dominar todos os sentidos como as outras Nadders.

— O que quer dizer? Quem vai me ensinar?

Tempestade pegou meu telefone (que ela mexe mais do que eu) fazendo uma ligação e me entregou o telefone. Estranhei, mas ela me incentivou com o olhar.

A ligação foi atendida.

— Alô?

Ser um herói exige muito mais que vestir uma máscara, exige disciplina e você, Astrid Hofferson, está passando por uma fase cega pela morte de seus pais que fez com que sua vontade de seguir qualquer disciplina ficasse perdida num labirinto— Uma voz me interrompe surpreendentemente natural, como se já houvesse feito isso milhares de vezes – Eu venho a observando e estou a par de todas as suas falhas, você é teimosa e orgulhosa e isso vai ser esmagado durante o meu treinamento, você deve apenas seguir minhas ordens sem questionamentos ou reclamações. Está ouvindo bem?

Eu estava sem fala, quanta informação em apenas dez segundos foi exposta sobre mim? Meu coração batia acelerado.

— S-sim.

Ótimo, o primeiro exercício do seu treinamento é arranjar um arco e flecha, me entendeu bem?

— Tudo bem, posso comprar em poucos dias...

Você não está compreendendo, não é?— A voz me interrompe – Você terá de fazer um arco com suas próprias mãos, dê o seu jeito.

A pessoa desliga a ligação.

Tempestade olha apreensiva para mim devorando seu frango. A cada dia que se passava essa história de heroína ficava mais irreal, parecia um sonho de criança, um duro e pesado sonho...

— Um arco?

— Eles sempre reclamam – Diz Tempestade revirando seus olhos amarelinhos.

Começa a andar de um lado para o outro.

— Um arco... vou precisar de madeira... Não! Metal! – Paro suspirando – Acho que vou precisar do Google.

Sento ao lado de Tempestade deitando apoiando a minha cabeça na mão, meio chateada. Estava exausta, não havia dormido a noite toda, mas não vou desistir de melhorar, sou uma Hofferson! Você nunca vai ver um Hofferson abaixar a cabeça.

Agora somos poucos... Mas os que restam são os melhores...

Que saudade deles...

***

Origens

*Ponto de vista de April Brooke*

Tudo começara num verão, os Hoffersons viviam felizes em uma bela casa em São Francisco, os pais de Astrid trabalhavam como agentes da policia e a vida era dura, porém tinha momentos tão doces quando juntos. A garota ainda não sabe, mas ela nasceu em Berk, seus pais tiveram de ir para proteger as pessoas em outros lugares e tinham de levar sua loirinha com eles.

Astrid nasceu sem se apegar as casas, as cidades ou a qualquer coisa que não fossem seus pais e seus fones de ouvido... Ela cresceu querendo ser como seus pais, trabalhar ajudando as pessoas, protegendo-as. Seu pai, Fergus Hofferson, sabia fazê-la sorri não importa qual fosse à estação e sua mãe, Amélia, lhe dava carinho e a ensinara como ser ironia pura quando se tratava de seu pai o que gerava muitos momentos engraçados entre os três.

O que a loirinha não sabia era que seus pais tinham um sonho, viver em paz numa bela casa em um lugar calmo e fixo, criar algumas raízes... Isso faria bem para ela, para todos os três e eles estavam empolgados em contar sobre o lugar que haviam arrumado em Berk para sua garotinha, mas eles foram forçados a dizer adeus cedo demais...

Parte do plano de fuga de Drago incluía justamente a queda de um avião como show principal, ele jamais falhara num plano até hoje e esse não fora diferente. Amélia e Fergus perderam sua garotinha, a garotinha perdeu os pais e o mundo não sabia descrever tal crueldade. Foi ali que o senso de justiça que eles tanto tentavam ensinar a Astrid nasceu. Ela estava triste, mas não sentia ódio, ela sentiu que as pessoas precisavam de alguém para protegê-las e os deuses a escolheram ali...

Mas Astrid também fora forçada a criar um muro em volta de si, protegendo-a de sentir dor novamente, porém a impedindo de sentir amor também.

Seus tios não podiam ser pessoas melhores, fizeram um novo lar para ela com tudo que seus pais queriam e ela se sentiu forçada a vestir um sorriso no rosto, fingir que estava tudo bem quando todo mundo apenas sentia dó dela... Foram tempos tristes até que uma pequena caixinha fora deixada na sua janela.

— Anne... – Murmurou Astrid meio chateada – Eu me sinto tão mal por aceitar tantos presentes...

Mas a curiosidade não a deixou ignorar aquela caixinha tão bonita e estranha, o que teria ali dentro mudaria a vida dela para sempre.

A garota o abriu e lá tinha um colar, pela primeira vez, num estilo que ela realmente gostara. Feito com uma corda de couro amarelo escuro com uma runa dourada escrita numa pedra azul esverdeada rodeada por pequenos espinhos.

— Huh?

Uma aura azul emanou da caixinha iluminando todo o cômodo e foi quando Tempestade apareceu, um dragão que cabia na palma da mão querendo brincar com alguém, mas que sorriu com seus pequenos dentes afiados.

— Olá, humana! – Ela fala.

— Argh! – Astrid grita se afastando – Um morcego colorido falante!

Ela procura algo pra se defender, mas a única coisa letal naquele quarto eram as agulhas de costura que Anne esquecera quando fora arrumá-la para a escola de manhã.

— Calma, Astrid. Sou sua amiga!

— O quê?

— Sou uma guardiã enviada pelos deuses nórdicos para lhe conceder a habilidade de proteger a humanidade, você foi escolhida a dedo para salvar o mundo das forças das trevas. É uma grande honra – Ela diz voando até minha cama – Vou conceder a você, Astrid, poderes para se tornar a próxima, Nadder Mortal, uma forte super heroína que jura salvar a humanidade com o poder da destruição e também posso lhe dar, se você quiser, a minha amizade.

— Eu? Uma super heroína? Você está brincando, não é? – Ela cobre o rosto com as mãos – Será que eu estou ficando louca? Insana talvez...

— Escute, Astrid. Isso é real, eu sei que parece loucura, mas se permita acreditar e você verá.

Então, a dragoa explicou tudo para Astrid, lhe contou a história dos heróis e dos miraculous, como ambos foram para na Terra dos humanos numa realidade tão escura numa época jamais esquecida como “Idade das Trevas” onde a humanidade sentia medo e tristeza. Contou também sobre Drago, Fúria da noite, identidade secreta, etc.

— C-como esperam que uma heroína salve o dia se o único poder dela é a destruição? – Pergunta Astrid.

— Todo dom é uma benção se você souber como usar – Diz a guardiã brincando de futebol com um novelo de lã – Todas as Nadders foram heroínas fenomenais e sei que não será diferente, acredite na força que tem!

— Uma heroína... — Astrid olha-se no espelho e ali no canto havia uma foto dela e seus pais. Ela sentiu seu senso de justiça gritar – Eu aceito.

Notas finais
Como eu nasci: Mamãe me pariu fabulosamente e os médicos tiveram ate de usar óculos porque eu brilhava. Daí ela olhou pra mim e disse "beleza, mano" ela sorriu "essa aqui vai pra geladeira". Mamãe quis me chamar de glitter porque eu nasci banhada em purpurina em vez de sangrenta que nem esse mortais por aí, mas ela olhou pra mim e disse "vai ser April mesmo porque foi o mês em que o chimbinha casou com a Joelma e tem que ser em inglês pra ser mais diwa". Quando eu completei doze, no momento em que finalmente podia segurar uma espada sem dificuldade ela disse: "meu trabalho tá feito, miséria. Agora vai pro mundo". E agora eu viajo de portal em portal escrevendo o que acontece em todos os mundos e postando aqui para os mortais sorrirem. E foi assim que eu nasci '-' ☆April Brooke☆ Próximo capítulo: Na sexta fira 13 uuuuuuh, esperem o pior muahahahaha e novamente feliz dia das mães para as mamães xerosas de vocês.