Miraculous Dragons
12 Origens (parte 2)
Notas iniciais
Origens (parte 2)
Ponto de Vista de April Brooke
— Plasma eksplojon? – Soluço repete estranhando.
Imediatamente, o pequeno dragão é sugado para o medalhão em seu peito, uma luz verde emana a sua volta e ele sente seu corpo mudando. A sensação? Não era dolorosa, mas familiar a dar um mergulho de cabeça, seu corpo imerso debaixo d’água muda completamente a sensação que era na superfície por alguns segundos até que você se acostume.
Suas orelhas sumiram indo parar como as de um dragão na parte mais superior do seu crânio, havia algumas escamas pretas em seu corpo, como se fossem sardas, seus olhos perderam a cor se tornando totalmente verdes com as pupilas negras de um reptil e suas roupas mudaram.
Soluço se olhou no espelho sem acreditar, estava assustado, mas também estava um tanto feliz. Quer dizer, olhar para si de uma forma totalmente nova? Uma forma que ninguém te reconhecesse... Ser quem você quiser ser...
O jovem brincou com suas orelhas, era engraçado, ele podia mexê-las isso o fez rir. Soluço ficou assustado quando viu uma cauda, imagine só a cara de pânico dele, eu lembro e ri muito.
— De onde essas roupas vieram, Banguela? Admito que são legais, mas não posso sair por aí vestido assim, a não ser que eu queira mais zoação do Melequento, obviamente – Ele diz virando-se, porém percebeu que estava só – E ele sumiu...
“Eu estou em você, espinha de peixe” ele ouviu uma voz vinda do cordão e quase caiu para trás “Uma última coisa sobre mim, eu não... posso voar” ele parecia meio receoso, todavia aquelas foram suas ultimas palavras.
— Espera, eu tenho asas?
E, no exato momento em que ele disse “asas”, elas apareceram em suas costas na mesma aura verde. Parecia loucura demais...
— Ok, isso já ultrapassou minha cota, como faço para voltar ao normal?
Ninguém responde.
— Eu realmente não estou brincando, Nicole pode entrar no meu quarto a qualquer momento...
Toc, toc.
Não se podia nem mencionar o nome de Nicole que ela aparecia, isso era uma verdade naquela casa.
— Hora de apagar as luzes, Soluço. Sei que amanhã começam as férias, mas você não pode começar a bagunçar seu sono com uma sessão e fotos amanhã.
Soluço ficou desesperado, ela iria entrar no quarto a qualquer momento, ele pegou alguns travesseiros pondo debaixo das cobertas e saiu pela janela. Uma coisa que ele saiba sobre asas, era que elas planavam, e isso o ajudou a chegar ao chão, todavia ele nunca fizera uma aterrissagem na vida e já dá ora imaginar ele de cara no chão, não é?
Ele caíra no jardim, para sua sorte ele não tinha vizinhos, imagine só o vizinho do presidente, quem moraria ao lado de uma das mansões mais vigiadas, procuradas por fotógrafos e mais tumultuadas em Berk? Ninguém, o jardim era amplo (ficava bem acima de seu laboratório) e alguns metros adiante eram localizados outras casas luxuosas daquela avenida, apenas os importantes moravam ali e suas casas (ou mansões) eram bem separadas.
— Ai... – Soluço sussurrou caído no gramado.
Eu estava observando a cena do teto de sua casa, ele não me viu, mas eu estava com aquele sorriso maldoso no rosto tentando não rir, eu juro que tentei... Um pouco.
As sirenes da policia corriam pela rua, um sequestro estava acontecendo, eles pararam a frente da casa do presidente. Stoico estava sendo avisado sobre uma série de... Não! Eu conto pra vocês mais tarde, vamos falar de como ele aproveitou a oportunidade da porta de casa aberta pra fugir enquanto seu pai estava distraído? Vamos!
Bom, ele fez isso. Daí ele se deparou com outros carros da polícia bem na esquina que o consideraram suspeito, foi nesse momento que Soluço correu como se não houvesse amanhã e conseguiu despistá-los sobrevoando prédios. Se ele estava com medo? Não, porque ele estava diante de algo maior.
Imaginem a cena: Soluço estava ofegante, porém também estava sobre um dos prédios que davam vista para a ponte “Live Street”, a ponte que nunca se apagava. Imaginem os olhos do jovem Haddock brilhando diante se iluminando com todas aquelas cores, a lua sobre o mar que rodeava a ponte... Ele perdeu a fala naquela brisa inacreditável que levava seus cabelos, o menino mal saia de casa e aquele dragãozinho fez o que ninguém jamais fizera, ele lhe deu a liberdade de viver, ver o mundo com seus próprios olhos...
Por um momento ele pensou na possibilidade de fugir, mas lhe escolheram para salvar a humanidade e o primeiro teste dos deuses foi posto naquele momento, pois as sirenes perseguiam outra coisa agora.
Um ônibus levava reféns de um banco numa velocidade absurda e, se eles atravessassem a ponte tudo estaria perdido, era o limite do país, prende-los seria quase impossível. Querem saber uma das pessoas que estavam sendo reféns? Anne Hofferson. Acha realmente que a Nadder vai amarelar? Obvio que não! Vocês conhecem a Astrid, ela não aguentaria mais perder ninguém.
Soluço sentiu seu coração bater acelerado, ele estava um pouco assustado, mas se os deuses diziam que ele conseguia quem seria ele para negar? E se algo acontecesse, ele não sentia que estaria deixando tanto para trás...
Ele pulou do topo do prédio e calculou o melhor momento para planar até o chão e ficou surpreso por dar certo, o ônibus passaria por ali em segundos e Soluço não tinha nenhum plano, mas agarrou o ônibus quando passou.
O pobre rapaz ficou pendurado na porta do motorista que o olhou com... bem, a expressão que qualquer um faria naquela situação.
— Hey, se importa de parar o ônibus? Só por curiosidade... – Diz Soluço – Sabe tem uma galera aí atrás com família preocupada em casa.
O motorista tenta dar um soco no rapaz, mas ele desvia como reflexo das aulas de esgrima.
— Não, não – Soluço sorri – O motorista deve manter o olho na estrada.
Fúria sobe para o ônibus, na margem do teto e lembrou-se da espada presa na sua perna, fez um buraco e entrou junto dos passageiros, dois dos assaltantes tentaram atirar nele, mas sues sentido estavam mais afiados que nunca e com um giro, suas asas acertaram os dois que caíram inconscientes.
— Quem diria, não é? – Ele deu de ombros.
As pessoas no ônibus se assustaram diante de tal criatura, algumas choravam, mas todas estavam amarradas e os tiros da policia ecoavam no ar, o motorista apontava sua arma Soluço.
— Se mova e eu atiro em você – Gritava o homem – Ou onde a bala parar primeiro...
E agora? A polícia não recuava e eles começaram a atravessar a ponte.
Então, miraculosamente, um espinho atingiu o retrovisor e o vidro rachou. O motorista não conseguia ver para onde estava indo e acabou largando a arma para assumir a direção, foi uma oportunidade de Soluço começar a desamarrar as pessoas no ônibus.
Agora precisavam arrumar uma saída. Soluço usou o buraco que havia feito no teto para sair, torcendo para que polícia não o acertasse.
Então um risco no céu acertou o ônibus fazendo-o virar e cair, Soluço sentiu que não fora de nenhuma utilidade, até que as armas dos policiais começaram a ganhar vida própria indo para o ônibus, o motorista saiu dali apontando para uma refém, uma senhora de cabelos ruivos e olhos claros com um crachá escrito “Anne Hofferson”.
A polícia puxou Soluço num golpe o prendendo contra o carro.
— O que pensa que está fazendo? Atrapalhar a polícia garante sua vaga na prisão, idiota – Dizia o policial bravo – Quem você pensa que é?
As armas começaram a atirar nos policiais, de um a um, todos foram acertados (coisa leve, no braço e na perna, ainda não morreram), mas ao que aparenta Soluço agora era a prova de balas e estava bem zangado.
Ele caminhou até o policial abatido o pondo em segurança atrás do carro.
— Estou aqui para ajudar.
Fúria da Noite foi em direção ao ladrão, sabendo que ele fora hipnotizado, ele sacou sua espada.
O ônibus caído na estrada ainda tinha reféns inconscientes e assustados, precisava tirá-los dali, mas o homem com a arma estava no caminho enquanto a pobre Anne chorava.
— Pare aí mesmo, senão... – As armas se apontaram para Anne – Acabo com ela.
— Acha que está forte com esses poderes? Que vai longe porque é especial? Drago está apenas usando você...
— Ora, eu fiz um acordo e sei exatamente o que tenho de fazer – Ele apontou para o ônibus que se incendiou imediatamente.
— NÃO!
Mas não havia ninguém lá dentro, quem teria levado as pessoas?
Foi então que ela apareceu vitoriosa, com a lua atrás de si. Uma silhueta se pôs entre eles, uma garota com os cabelos esvoaçantes e um sorriso de canto provocador, o queixo de Fúria caiu. Ela voou entre eles num circulo acertando o homem que soltou Anne e pousou ao lado do herói.
Eles olharam um para o outro, ela sentiu seu coração bater forte ao vê-lo, ambos sorriram e trocaram um aperto de mão, mas não separam as mãos após este.
— Achei que fosse precisar de uma ajudinha – Diz a loira.
Anne escondeu-se atrás deles assustada.
— Se esconda com os policiais, eles precisam de ajuda – Ele põe a mão no ombro de Anne que obedece.
O homem caído no chão se incendiou com chamas tão altas quanto quentes, ele atirou na garota, mas Fúria a puxou salvando sua vida. Outro foi dado, ela o tirou do caminho.
Sorriram para o outro. Que bela dupla, não?
— Não achem que serei derrotado facilmente!
Então um círculo de fogo foi feito em volta dos heróis e do homem-fogo, o oxigênio não duraria muito tempo, mas havia uma parte dele que não estavam completamente em chamas, o pescoço.
— Nano dragão no pescoço – Nadder sussurra para ele – Precisamos fazer com que ele olhe para cima.
— Eu acho que ele não quer admirar as estrelas agora – Disse Fúria – Mas vale a pena criar uma distração.
— SEUS TOLOS! PENSA QUE EU NÃO SEI QUEM SÃO? SE QUISEREM VIVER, DE-ME SEUS MIRACULOUS – Gritou o homem.
— Eu acho que não!
Um arco surgiu na mão de Nadder, ela usou os espinhos de sua cauda como flecha e mirou no Nano Dragão acertando-o, mas respirar começou a ficar mais difícil, a garota caiu ao chão tossindo, seus pulmões doíam muito.
— Pegue o Nano dragão... – Ela diz com suas ultimas forças.
— Não ache que vou deixar alguém para trás – Fúria a ergue em seu colo (no estilo noiva) e abre suas asas saindo do fogo.
O Nano dragão fora acertado, mas a Nadder estava inconsciente agora e sua respiração enfraqueceu. Soluço não estava mais com medo, ele puxou sua espada deitando a garota no chão e desenhou a explosão de plasma no ar e uma onda lilás atravessou todo o lugar, desenhando formatos e luz no ar.
Nadder abre os olhos amarelos (Tempestade tem olhos amarelos então os da Nadder também são obviamente) e vê Fúria da Noite sorrindo para ela, ele levanta e estende a mão oferecendo ajuda.
Ela aceita.
Mas seus olhos agora estavam no céu, a explosão de plasma espalhava sua onde de cura por todo lugar, era a coisa mais linda que ela já havia visto.
— O que é tudo isso?
— É a cura, a esperança dessas pessoas que nós traremos – Fúria sorri encantado com o que podia fazer agora.
— É miraculoso...
“Quando Soluço chegou em casa, ele notou que derramava uma lagrima, uma lagrima de felicidade por que agora sabia que finalmente tinha uma razão para viver...”.
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