Minhas Adoráveis Ex-Namoradas
3 Hoteis e Produtos Femininos
Notas iniciais
P.O.V Elena
Abri a porta da BMW X6 branca de Damon e me joguei no banco do passageiro.
– Bom dia. – Damon abriu um sorriso, me olhando por cima do óculos de sol. Aquele simples gesto me faria cair aos seus pés se eu não o odiasse tanto.
–Runm... – resmunguei colocando meu óculos de sol e encostando a cabeça na janela de vidro fumê.
– Você rosnou pra mim? Isso não é jeito de começar uma viagem de oito horas.
– Talvez por isso que eu esteja rosnando. A idéia de passar oito horas com você num carro, já me deixa de mau-humor.
– Já te disseram que você é uma mulher adorável?
– Não enche.
– Você iria se dar muito bem em Nova York. Não se preocupe, Lena. Você vai gostar de la.
– Primeiro: eu ate gostaria de Nova York se você não estivesse lá. – me virei pra ele levantando o indicador, depois o dedo do meio. – Segundo: desde quando você tem permissão pra me chamar de Lena?
– Desde que ouvi você conversando com a juíza Donavan.
1 semana antes
– Como assim eu vou com ele? – bati na mesa encarando a juíza em seu escritório.
– Você me escutou no tribunal. Alguém tem que acompanhar o senhor Salvatore nessa viagem...
– E por que não um policial? O meirinho? Um agente secreto do FBI?
– Você realmente espera que algum desses oficiais da lei deixem seu trabalho pra se dedicar à isso?
– E por que eu vou ter que fazer “isso”? – fiz aspas com o dedo. – Também sou uma oficial da lei.
– Minha querida, olhe pra você. Você claramente precisa de férias, Lena. Esta trabalhando ate tarde, sem parar, não tira férias desde que seu pai...
– Isso não são férias! E eu amo meu trabalho, por isso não paro de trabalhar. O amor pelo Direito foi uma das únicas coisas que meu pai deixou pra mim.
– Alem do dinheiro você quer dizer...
– Dinheiro que eu so posso pegar quando assumir a empresa, e a senhora e eu sabemos que isso não vai acontecer tão cedo.
– Lena... Por favor, se concentre nesse novo projeto. Você vai com Damon.
– Mas...
– Sem mas... Podemos ser amigas, mas aqui dentro ainda sou a juíza e você a advogada.
– Sim. O que eu preciso fazer?
– Vou te enviar um email a noite com um roteiro por onde vocês deverão passar.
– E quem vai bancar tudo isso?
– Damon pagara pelos hotéis, locomoção e alimentos. Você deverá pagar só o que for despesa sua.
– E como ele vai pagar tudo isso?
– Damon é o chefe da ala de pediatria no hospital de Mystic Falls!
– Não... não é.
– A propósito... Eu sou sim o chefe da ala de pediatria. – ele disse enquanto parava no sinaleiro.
– Continuo não acreditando nisso.
– É tão difícil assim acreditar em mim?
– As 30 mulheres que você pegou me deram uma dica pra não acredita em nada do que você diz.
– Tudo bem, você pode não acreditar. Mas eu continuo sendo chefe da ala de pediatria e você uma simples advogada.
– Por isso eu não acredito em você. Pediatras são fofos, e não egocêntricos, metidos, orgulhosos, irresponsáveis e nem se atrasam como você. E eu não sou uma simples advogada...
– Vão ser as oito horas mais longas da minha vida. – reclamou encostando a cabeça no banco e fechando os olhos.
– Se você calar a boca vai passa rapidinho... Olhos na estrada, Damon. Não quero morrer.
Quando chegamos em Nova York, já estava anoitecendo, o céu estava riscado com tons de laranja e roxo, o cheiro de fumaça de cigarro e de ratos na Times Square estava me dando dor de cabeça, sem falar que o Damon não calou a boca desde que saímos de Mystic Falls.
Estacionamos o carro na frente do hotel que nos hospedaríamos nos próximos dias, e paramos para observar o movimento.
– Ahh, o doce cheiro de Nova York. – Damon colocou as mãos no bolso da sua jaqueta de couro apreciando a vista da cidade.
– Urina de rato e mendigos... – completei.
– Para de ser tão retardada, parece uma criança!
– É que estou andando muito perto de você...
– Não, é por que você é retardada mesmo!
– Damon me deixa em paz... – subi as escadas, indo em direção ao grande hall do hotel. Nunca tinha me hospedado em um hotel tão bonito e chique. O salão era enorme, escadas douradas levavam aos quartos e as grandes janelas que iam do chão ate o teto eram enfeitadas por cortinas de veludo vermelhas, varias pessoas estavam conversando, sentadas em poltronas que se espalhavam pela área. Senti Damon atrás de mim e fui obrigada a comentar.
– Isso sim é bonito.
– Isso o que?
– Esse hotel.
– Elena, não viaja, é só um hotel... – me senti vermelha pelo comentário, eu nunca tinha me sentido tão nervosa e insegura perto de um cara, ai chega o Damon e toda minha confiança já era.
– Boa noite, eu liguei agora pouco confirmando minha estadia aqui. – fui ate o balcão principal confirmar minha estadia.
– Sim sim... Nome por favor? – uma loira alta e muito bela me atendeu. Ela usava o mesmo estilo de terno que o meu, so que de alguma maneira o que ela usava favorecia ainda mais suas curvas.
– Ele...
– Oooooi... – o mala me interrompeu de jogando no balcão e se dirigiu a loira – Como você vai?
– Bem, e o senhor? – ela respondeu ao Damon normalmente como se a beleza dele não a envergonhasse.
– Melhor agora...
– Como eu ia dizendo, meu nome é Elena Gilbert.
– Ah sim. Um quarto de casal, certo?
– Casal? – eu e Damon praticamente gritamos juntos.
– Sim, aqui consta que a senhora ligou a duas horas pedindo um quarto de casal.
– Não... o que? Não! Eu liguei pedindo dois quartos de solteiro!
– Não... Aqui esta um quarto de casal. – ela virou a tela do computador preto para eu olhar.
– Isso deve ser um engano. – Damon se pronunciou. – Eu não posso dormir no mesmo quarto que ela!
– Eu... eu... – a loira ficou nervosa
– Você o que? Sente muito? Não é você que vai ter que passar o resto do ano ao lado desse demente. – Damon me encarou, emburrado. – Sem ofensa...
– Não tem outro quarto? –Damon perguntou.
– Deixe-me ver... – ela teclou algumas vezes e arregalou os olhos como se esperasse uma confusão.
– Desembucha mulher! – agitei meus braços.
– Não temos mais quartos disponíveis.
– Que duvida! – eu gritei. – Por que desde que eu conheci você – apontei para Damon – minha vida esta uma bagunça!
– Nós nos conhecemos a menos de uma semana. O que você pode ter feito de tão importante?
– Então vai piorar?
– Moça, por favor... eu durmo nas escadas, no chão, na cozinha, nas escadas la de fora! Mas não com ela, por favor... – Damon implorou.
– Sinto muito...
– Nããããão...
– Vamos a outro hotel então. – sugeri.
– Vocês não vão achar outro hotel essa hora. – um homem moreno entrou no balcão ao lado da loira.
– Por que não?
– Por que vocês não precisam! Sinto muito pelo incomodo, por isso o Hotel Times Square vai deixa-los se hospedarem de graça a próxima vez que vierem aqui na suíte de luxo.
– Bem, ainda acho que... – comecei, mas fui novamente interrompida.
– Elena, já esta de noite, e eu to cansado e quero dormi, será que por favor você pode deixa de ser tão mala? – fiquei sem resposta. – Qual é o quarto?
– 13! – respondeu a loira me entregando a chave.
– Que sorte a nossa... – respondi irônica.
Apesar de o quarto só ter uma cama de casal, era bem grande e agradável, havia uma pequena poltrona de couro no canto, e fiz um bilhete mental para me lembrar de obrigar Damon a dormir ali.
– Vo toma um banho... – deixei minhas malas no chão, enquanto pegava uma muda de roupa nova.
– Ninguém ta te impedindo. – Damon me encarou se jogando na cama. – Você não tem roupas de alguém da sua idade não?
– O que? Isso é uma roupa pra alguém da minha idade! — Mostrei meu terninho preto. – Alem do mais, advogadas não podem se vestir que nem essas vagabundas que você come por ai.
– Tem razão, a roupa delas são bonitas, e elas são bonitas.
– E eu não sou?
– Não com essas roupas que você usa...
– O que tem as minhas roupas, elas são normais!
– Sim, pra uma velha de 60 anos, não de 24.
– E o que minhas roupas tem haver com isso? Eu sou uma advogada de 24 anos, de grande sucesso apesar da pouca idade, não tenho que me preocupar com o que visto, as roupas não mudam minha vida! – joguei de volta o terno na mala
– Mudam sim.
– Como?
– Quando foi a ultima vez que você transou?
– Que eu o que?
– Transou? Molho os biscoitinhos? Descabelo o palhaço?
– Eu... ah... – me senti enrubescer
– Você...?
– Eu não vou comenta sobre minha vida sexual com você...
– Faz tempo né?
– Vai se foder.
Quando sai do banho, Damon não estava no quarto, aproveitei pra me cuidar um pouco, depois de toda aquela conversa, resolvi que era hora de me arrumar, passei um creme hidratante nos meus cabelos molhados e no corpo, passei um pouco de rímel e um batom claro (o que não estou acostumada). Me levantei para ligar a televisão e percebi um risco vermelho de sangue nos lençóis.
– Merda! Já? – abri minha mala e comecei a ficar desesperada, eu não podia ter esquecido isso! Joguei tudo o que tinha no chão e não achei. – Calma Elena, é só descer e comprar um absorvente, coloquei uma roupa escura peguei o dinheiro e fui abrir a porta... que estava trancada. – Damon! – Peguei meu celular e disquei o numero.
– Fala patroa, demoro pra liga hein? – ele atendeu.
– Onde você se meteu?
– Relaxa, eu so fui dar uma volta, tomar uma cerveja, esfriar a cabeça e ficar longe de você.
– Preciso que você volte.
– Quer uma rapidinha amor?
– Cala a boca, eu to com um problema.
– Finalmente percebeu que suas roupas são ridículas?
– Não!
– O que foi então?
– Eu fiquei menstruada.
– E eu com isso?
– E daí que eu esqueci de trazer absorventes e eu ate sairia pra compra, mas acontece que um cara muito lerdo e retardado me trancou dentro do quarto do hotel!
– Mas eu so fechei a porta!
– Você trancou.
– Não tranquei não!
– Se você não tivesse trancado, eu já teria saído, e não teria que agüentar a sua voz pelo telefone!
– O que você quer que eu faça?
– Que você compre bananas pra eu dar pros macacos que eu vo adota! Mas é claro que eu preciso que você va comprar absorventes pra mim.
– Para de fala essa palavra! Ela me da calafrios.
– Absorvente, absorvente, absorvente!
– Quanta maturidade! O que eu ganho com isso?
– Minha eterna gratidão!
– E...
– Olha Damon, o azar é teu, não se esqueça que você vai dormir na cama com uma mulher que ta sangrando!
– Não precisa me lembrar disso, dormir na mesma cama que você já vai ser ruim o bastante. Ta bom, eu vo...
– Tchau!
P.O.V Damon
Tive que andar o que pareciam ser kilômentros ate achar uma farmácia aberta. O lugar estava vazio, somente eu e um atendente esquisito, aquele tipo de cara que usa óculos de fundo de garrafa e parece ter alergia a tudo.
– Posso... fung... ajudar?
– Pode, eu preciso de a...es – baixei o tom da minha voz.
– Do que?
– Absor... – continuei com a voz baixa.
– Absor?
– Ventes... Absorventes.
– Por que? – ele me olhou de cima a baixo, como se eu fosse uma mulher.
– Por que minha amiga ta precisando.
– Amiga?
–Sim, minha advogada!
– Por que?
– Por que ela ta sangrando pela vagina? – disse com um tom de quem esta fazendo uma pergunta.
– Ah ta... É no corredor 5.
Fui ate o corredor que era destinado apenas a produtos femininos, credo! Nunca tinha estado nesse lado das farmácias, sempre ficava na parte de chocolates ou camisinhas.
A prateleira de absorventes era gigante, era tudo tão rosa e delicado que fez a menstruação ser algo fofo. Me vi cercado com várias imagens de mulheres vestindo vestidos claros e sorrindo. Não sabia o que pegar, então resolvi ligar para Elena.
– Por que a demora?
– Por que aparentemente a cidade que nunca dorme, dorme, por que não achei nenhuma farmácia aberta.
– NÃO?! – ela gritou.
– Achei uma farmácia pequena, que marca que eu pego.
– Qualquer uma...
– Como eu vo sabe qual você gosta? Tem varias aqui! Tem Always, Única, Intimus, Nutella
– Nutella?
– Naturella...
– Ta, pega Intimus.
Desliguei o telefone e me estiquei ate a ultima prateleira, acabei pegando dois pacotes, um escrito “gel” e o outro “evolution”.
– O que é isso porra?! – disse pra mim mesmo, escolhendo qual dos dois levar. Decidi pegar um de cada e fui ate o caixa quando Elelna me ligou.
– Alo?
– Damon, pode pegar um pacote de absorvente noturno?
– Existe esse também? Eu peguei um “evolution” e um “gel”.
– Que merda Damon, pra que pega os piores?
– Você disse que qualquer um tava bom, alias como eu vo sabe qual é o melhor se eu não mênstruo?
– Para de reclama e vai pega um noturno. – desliguei o telefone, revirando os olhos.
De novo fui a seção 5 na ultima prateleira e não consegui pegar. O único absorvente noturno estava bem no fundo, e não havia nada para eu me apoiar pra pegar. Escalei as prateleiras e mesmo sentindo elas sacudindo resolvi continuar, mas como as coisas nunca dão certo pra mim, tudo o que escutei era o som de madeira se quebrando e do meu corpo chegando ao chão. Logo fui coberto por camadas e camadas de absorventes.
– O que você... fez? – o carinha sinistro me encarou.
Após mais duas horas ajudando-o a arrumar tudo, não que eu quisesse, fui obrigado mesmo, senão eu estava encrencado, cheguei ate o hotel e entreguei o único pacote de absorventes nas mãos de Elena.
– Obrigada, mas eu não preciso mais!
– COMO ASSIM? – gritei.
– Você demoro demais... Eu liguei pra recepção e eles me trouxeram uma chave extra e aquela loira da recepção me deu um pacote. Mas obrigada, me poupou o esforço de compra mais amanha... — Minha vontade era de esgana-la mas eu me contive apenas em me jogar na cama, fazendo barulho. – O que você vai fazer?
– O que as pessoas comum fazem as 4 da madrugada: dormir!
– Não, você fica na poltrona, eu fico na cama!
– Elena, eu fui buscar absorventes pra você, eu tive que encarar um carinha sinistro e ainda fui derrubado por uma avalanche de absorventes então eu durmo na cama.
– Mas eu vo acorda dolorida se dormi na poltrona.
– E eu não?
– Não... Você é homem... – ela bateu na minha perna. – Forte... Macho!
– Macho que é macho expulsa a mulher pra poltrona e dorme na cama.
– Não vai dormir na poltrona?
– De jeito nenhum!
– Ótimo,então vai ter que me agüentar então... – Elena se deitou ao meu lado e fechou os olhos.
– O que você vai fazer?
– O que as pessoas comum fazem as 4 da madrugada: dormir! – imitou minha fala. – Boa noite!
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