Minhas Adoráveis Ex-Namoradas
4 1 já foi... Só faltam 499
Notas iniciais
P.O.V Elena
Comecei a me virar na cama, mas não achava uma posição confortável pra dormir, Damon dormia tranquilamente com os pés ao lado da minha cabeça, ele ficava tão lindo enquanto roncava que nem um porco, eu nem queria pegar a cortina e enforcar ele. Enterrava a cabeça no travesseiro e gritava tentado liberar minha raiva. Mais meia hora se passou, eu estava morrendo de sono e senti lagrimas rolarem no meu rosto, por fim não agüentei e dei um chute na cabeça de Damon.
– Ai! Que porra você ta fazendo, Elena? – ele resmungou, grogue de sono.
– Eu quero dormi também! Mas você ronca que nem um porco!
– E o problema é meu por acaso?
– Agora é... Desde quando eu sou o motivo que não permite você ir preso.
– Eu posso me virar sozinho.
– E quem garante que você vai cumprir essa “pena”? – fiz aspas com os dedos e ele se sentou na cama, olhando pra mim revirando os olhos.
– Um certo homem, magnífico, de olhos azuis, nem um pouco modesto chamado Damon.
– Eu conheço esse cara, ele é um cachorro vagabundo que não deixa as pessoas dormirem! – agarrei meu travesseiro brancos de penas de ganso com a mão esquerda e joguei em sua cabeça, errando o alvo.
– Que boa mira você tem hein? – mostrei a língua pra ele. – E quanta maturidade! – jogou seu travesseiro em mim, acertando em cheio no meu rosto, rindo provocante.
– Ai! – peguei o travesseiro que ele tinha jogado e ataquei de novo, errando novamente.
– Elena, para! – ele pega o travesseiro e bate na minha cabeça, agora sério.
– Para de ronca que nem um porco! – joguei um travesseiro menor em sua cabeça, dessa vez, acertando.
– Teu pé cheira que nem um porco!
– Eu não tenho chulé!
– Eu não falei de chulé! É teu cheiro natural. Deve ta pelo corpo todo! – jogou o travesseiro.
– Idiota. Esse cheiro não é meu, é seu! – Bati o travesseiro com força na sua cabeça, arrebentando o tecido fazendo milhares de penas de ganso voarem pelo quarto.
– Elena.. eu... – Damon colocou as mãos envolta do pescoço , e começou a fazer um barulho estranho para respirar
– Elena eu...? – o incentivei a continuar.
– Aler...ia – ele olhou para mim com os olhos cheios de lágrimas, ainda com as mãos apertando o pescoço.
– Ahn?
– Aler... gia
– Ah! Alergia, ok... Você realmente espera que eu caia nessa? – disse rindo, me levantando e indo até a estante pegando um elástico.
– Não... consigo...
– Damon.. Para, eu não vou cair nessa. Aliás já são 7 horas, vo toma um banho.
– É... sério... chame... ajuda... – Damon disse pausadamente segurando meu pulso, tremulo. Olhei em seus olhos vermelhos inchados e senti seu coração acelerado.
– É serio? – ele fez que sim devagar, mas desesperado.
– Não... respiro – ele caiu duro para trás, quase caindo da cama.
– Ahn... Damon? – fui para perto de sua cabeça e percebi que ele não respirava. – Damon! Acorda! Acorda! Não morra! Por favor! – sacudi Damon com força, enquanto gritava. – Acorda porra! Não quero ir num IML reconhecer seu corpo! — corri até o telefone e disquei para a recepção. – Alô, é da recepção, preciso de uma ambulância no quarto 13, depressa, é uma emergência. – falei tão rápido que não escutei quem estava do outro lado da linha, se fosse uma criança Damon iria morrer.
– Elena... – sua voz fraca chamou minha atenção, corri até a sua cabeça, me ajoelhando ao lado da cama e passei a mão no seu cabelo suado.
– Damon, me desculpa... vai fica tudo bem. – limpei as lágrimas que teimavam em sair dos meus olhos. – Já tem socorro a caminho.
– Elena... me prometa uma coisa. – ele colocou minhas mãos entre as suas e me aproximei de seu rosto.
– Cala a boca, você não vai morrer!
– Me prometa uma coisa...
– O que você quiser. – beijei sua mão.
– Nunca mais caia numa brincadeira dessas! – disse, começando a rir. Soltei suas mãos com raiva e me afastei.
– Você tava brincando?
– Sim... E você caiu.
– Você fingiu que tava morrendo!
– E você caiu... Nuca te contei que me apaixonei pela medicina enquanto fazia uma peça na Broadway? Só pra conta... Eu fazia o papel de um cara que sofria de um câncer terminal...
– Por que você me isso?! Quase me matou de susto!
– E você ficou toda preocupada chorando por mim. – se apoiou nos cotovelos. – “Damon, seu lindo, não morra, não quero ir reconhecer seu corpo no IML e ter que ver esses seu lindos olhinhos azuis se fecharem pela ultima vez” – disse, imitando minha voz.
– Eu não falei isso, e sim, eu vou ter que reconhecer seu corpo no IML, so que vou estar de uniforme laranja, vou estar sendo presa por assassinato. – dei uma cotovelada em seu saco, e sua risada parou.
–Ahhh caralho. – agarrei um travesseiro enquanto ele xingava e coloquei em sua cabeça, fazendo força. – Para... para...
– Vai se fude!
– Para... Elena! – ele forçou suas mãos suas minhas, quase quebrando meus dedos.
– Ai! – me soltei e fui pra trás.
– Sua... – três batidas rápidas na porta o impediram de me xingar...
– Senhora Salvatore? – abri a porta e dois homens gigantescos e musculosos, sem fala bonitos invadiram o quarto com uma maca indo pra cima de Damon.
– Opa! Senhorita Gilbert pelo amor de Deus, nunca casaria com um traste desses.
– Desculpe, senhorita. Quem é o paciente? – o cara mais baixinho de pele morena e olhos verdes perguntou.
– É ele ali. – apontei pra Damon que se espreguiçava calmo na porta do banheiro. Os dois brutamontes foram até ele e seguraram seus braços.
– O que o senhor esta sentindo? – o loiro alto perguntou.
– Eu? Eu não to sentindo nada! Me soltem. – Damon exclamou.
– Ele está com febre? – o moreno perguntou pra mim.
– Eu estava indo medir a febre dele, mas só tenho termômetro anal... – segurei o riso.
– O QUE? – Damon gritou. – ISSO NUNCA!
– Senhor, por favor, abaixe as calças e deite na cama. – o moreno disse.
– Tu ta brincando comigo, né? – Damon lutou para se soltar.
– Está sentindo tontura? Ânsia de vomito?
– Não to sentindo NADA, eu to bem!
– Mas Damon... Você desmaiou na minha frente! – me fingi de assustada.
– Elena! Era brincadeira e você sabe.
– Espera... Vocês nos passaram um trote? – o loiro se afastou de Damon.
– Não! – exclamei.
– Sim...
– Na verdade. Damon fingiu que estava tendo um ataque de alergia por causa das penas de ganso. – apontei para o monte de penas que se formou ao redor do quarto. – E eu cai e liguei para a recepção.
– Vocês tem idéia do que fizeram? – o moreno alterou o volume da sua voz e eu encarei Damon.
P.O.V Damon
Depois de levar uma bronca de meia hora de dois homens sobre como apenas crianças fazem o que fizemos e o risco que nossa brincadeira poderia trazer, eu e Elena nos arrumamos para começar nossa “nova e divertida rotina”.
– Ola... – Elena disse a morena a sua frente. Segundo o itinerário, seu nome era Carol.
– Damon! – a mulher gritou.
– Oi Carol.
– O que esta fazendo aqui? – a mulher abriu completamente a porta branca que dava para sua varanda.
– Eu sou a advogada dele, Elena Gilbert... Prazer... – Elena estendeu a mão mas a mulher permaneceu com os braços cruzados.
– Advogada... – ela olhou para nós dois de cima a baixo. – Sei... O que querem aqui? Jurei à mim mesma nunca mais te ver ou até mesmo pensar em você. – Carol se dirigiu a mim.
– Elena pode explicar melhor...
– Algumas da ex-namoradas do senhor Salvatore...
– Que são muitas... – Carol a interrompeu.
– Concordo. Bem, como eu estava dizendo. Estou representando um grupo de mulheres que estão processando o senhor Salvatore e fui desiguinada à acompanha-lo enquanto ele cumpre sua pena...
– Que é pedir perdão a todas as minhas ex-namoradas. – completei.
– São muitas, você não vai conseguir... – Carol disse.
– Vamos, senão...
– O que acontece se elas não te perdoarem?
– Eu vou ser preso...
– Boa sorte na cadeia então. – Carol bateu a porta na nossa cara.
– Carol! Por favor... Podemos conversar? – disse batendo na porta.
– NUNCA! VOCÊ ME DEIXOU ESPERANDO NA CHUVA ENQUANTO SE PEGAVA COM UMA RUIVINHA QUALQUER!
– E que ruiva... – disse baixinho, mordendo o lábio, enquanto lembrava naquela noite.
– Você não se lembra dela mas,lembra da ruiva? Que filho da... – Elena resmungou.
– Vamos conversar Carol... eu sinto muito.
– SENTE NADA, SEU CANALHA!
– To com vontade de ir no banheiro... – Elena disse baixinho para mim.
– Vai la atrás daquela moita abaixa a saia e mija... Não faz mal se estraga a saia, ela é feia mesmo.
– Cala a boca. Vamo acaba logo com isso e volta pro hotel... Carol? Pode nos escutar por um momento?
– Por que eu faria isso? – ela respondeu atrás da porta, parecia estar chorando.
– Por favor... – pedi. Ouvi a porta se destrancar e uma Carol chorosa apareceu com um lencinho de papel de mão.
– Falem logo... – ela disse e Elena fez sinal para eu começar.
– Carol... Sinto muito deixar você na chuva no estacionamento do Mc Donald’s aquele dia. Eu era jovem e estava atrás de diversão, e me deixei levar por qualquer uma...
– Eu quase destruí minha vida por causa de você, e ainda peguei pneumonia aquele dia...
– Carol, sinceramente... Sinto muito. – ela fez que sim com a cabeça. – Pronto Elena... Vamos embora. – dei tapinhas nas costas dela e comecei a descer a escadinha que dava pro jardim.
– SEU CANALHA! – ela gritou na varanda.
– Mas você me desculpou!
– E você vai embora assim?! Eu volto atrás... não te desculpo, você não merece.
– Merda... – Elena disse se remexendo.
– Mas Carol...
– Posso interromper? – Elena perguntou. Posso entrar Carol? – ela fez que sim com a cabeça. Entramos pela porta que dava até a sala.
– Fiquem a vontade. – Carol apontou para o sofá.
– Na verdade Carol, posso falar com você em particular? – a morena fez que sim, limpando lagrimas que ainda saiam de seus olhos, indicando a cozinha.
Sentei no sofá de couro marrom com almofadas com estampa de gatinhos tentando escutar o que as duas conversavam na cozinha. Elena segurava no braço de Carol, explicando alguma coisa enquanto mostrava alguma coisa em sua prancheta com o itinerário. Logo as duas começaram a rir. Como assim? Estavam sozinhas a menos de 30 segundos e Carol passou do choro às gargalhadas? As duas riam sem para, enquanto Elena tentava continuar a falar sabe-se la o que. No final as duas se abraçaram, posso dizer que essa imagem das duas tão próximas me deixou com tesão, já estava imaginando as duas na cama nuas, num sexy ménage.
– Eu te perdôo Damon... – Carol disse quando as duas voltaram da cozinha. – Tadinho... Sinto muito... – ela terminou dando tapinhas na minha cabeça. “tadinho”? – Posso oferecer um café, ou chá à vocês?
– Não não... Já estamos de partida. Muito obrigada Carol. – Elena a abraçou novamente.
– Me ligue... Vamos combinar de sair um dia desses.
– Claro. Já peguei seu numero! – Elena disse antes de Carol fechar a porta.
– Como assim? – perguntei a ela enquanto entravamos no meu belo possante. – Como você fez aquilo?
– Só contei a verdade.
– Que verdade?
– Não interessa... Agora vamos logo que eu ainda quero ir no banheiro.
– Não mije no meu carro.
– “Mije”?
– Isso ai. Não quero que você estrague meu carro. Se você mijar aqui faço você lamber o banco.
– Que nojo Damon...
– “ Que nojo Damon...” – imitou minha voz.
– Larga mão de ser criança, ainda temos mais umas 499 mulheres pra visitar.
– Uma já foi... Não foi tão difícil, foi?
– Claro que foi fácil, eu fiz seu serviço. Mas essa foi a primeira e ultima vez.
– Sei... Como você disse, ainda faltam 499...
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