Million Dollar Man

8 Capítulo 8 - The Truth (Parte I)


Notas iniciais
Eu sei que prometi postar, mas esqueci do detalhe de que teria teste essa semana ¬¬' mais anta que eu só duas de mim.

Ah sim, quero esclarecer uma coisa. O próximo capítulo não será "Verdades (Parte II)" como seria óbvio. Capítulos com esse nome, independente do número ou da parte, estão relacionados ao passado do Damon e da Elena, então dividi a história deles em várias partes, e sempre que eles descobrirem mais um sobre o outro, o capítulo receberá esse nome, ok?

Espero que gostem :3

Logo depois de tomar os remédios que Damon havia trago, caí em um sono profundo sem a menor vontade de levar qualquer discussão a frente. Quando acordei, o vento gélido que serpenteava por debaixo da porta informou-me que o tempo ainda estava o pior possível. Damon estava deitado encolhido feito uma criança no sofá ao lado direito do quarto.

Sentei-me na cama um tanto desconfortável e desfiz alguns nós de meus cabelos com os dedos. O relógio que eu nunca havia notado em cima da mesinha de cabeceira informava-me que ainda não se passavam das seis e vinte da manhã. Soltei um suspiro pesado já completamente desperta.

Pensei em levantar, mas meu lado preguiçoso venceu. Deitei-me de novo na cama confortável sentindo pontos de dor isolados em meu corpo. Sabia que teria de lidar comigo mesma e meu emocional descontrolado quando levantasse e visse as marcas ao longo de minhas pernas e tórax. Encarei o teto vendo o tempo se arrastar lentamente.

Permiti-me olhar para Damon depois de um longo período de tempo encarando o nada. Apesar do mal tempo e da hora o quarto já estava claro o suficiente para ver seu rosto com clareza. Clareza o suficiente para notar uma leve sombra que parecia um hematoma se formando em sua bochecha.

O susto fez com que eu praticamente caísse da cama. Meus pensamentos estavam em conflito, parte de mim dizia-me para acordá-lo e pedir um esclarecimento do que havia acontecido ou se fingia não notar e deixá-lo dormir até a hora que fosse. Estalei os dedos das mãos e deslizei meus pés para fora da cama seguindo o lado mais irracional.

Cruzei o quarto na ponta dos dedos dos pés não querendo fazer nenhum barulho mesmo tento a intenção de acordá-lo. Sentei-me na beira do sofá e respirei fundo e debati-me mentalmente procurando por uma maneira de fazer aquilo gentilmente.

Sacudi-o gentilmente e sussurrei seu nome. Esperei por resposta, mas ele continuava a desfrutar seu profundo e aparente calmo sono. Repeti o gesto com um pouco mais de agressividade e o chamei mais alto. Damon resmungou ainda inconsciente, mas longo em seguida abriu seu par de olhos azuis vividos lentamente.

Senti minhas bochechas corarem, não sabia exatamente o que dizer ou como agir. Desviei o olhar e tentei manter meus pensamentos longe da névoa que sua presença proporcionava. Umedeci os lábios e mexi no meu cabelo desgrenhado enquanto inalava uma grande quantidade de ar.

–Bom dia – ele disse com a voz rouca quando estava prestes a abrir a boca para começar a falar.

–Hm, bom dia – para minha surpresa, minha garganta ardia e estava estranhamente seca. Talvez como conseqüência do tempo em que eu fiquei exposta ao mal tempo. Xinguei-me mentalmente. – O que aconteceu? – disse indo direto ao ponto.

Fiz uma careta devido a dor em minha garganta. Damon franziu o cenho e suspirou passando a mão no rosto. O fato de eu estar acordada àquela hora provava que havia ido dormir cedo demais. O dia mal havia escurecido por completo, significava que estivera apagada por mais de doze horas. Damon não, suas olheiras o entregavam.

–Como aconteceu o que? – desconversou.

–Seu rosto – cerrei os lábios. A fina película formada sobre o corte se repuxou com uma fisgada. Pisquei e cerrei o punho controlando a vontade de xingar.

Ele abriu o sorriso mais cafajeste que eu já havia visto em toda minha vida.

–Nasci assim – deu de ombros.

Revirei os olhos reprimindo uma risada que teimava escapar por meus lábios. Convencido ao extremo.

–Nasceu com hematomas no rosto? – disse com deboche. – Que triste. – sua expressão mudou abruptamente.

–Não foi nada – suspirou e se sentou quase me jogando no chão.

–Nada? – arqueei uma sobrancelha.

Ele encarou o chão com uma expressão irreconhecível.

–Eu disse que conversaria com Stefan – disse sem olhar diretamente em meu rosto.

Pensei em lhe dar outro soco para que as marcas não ficassem desiguais. Trinquei os dentes e coloquei-me de pé a procura de argumentos.

–E eu disse para você não fazer isso! – gritei nervosa. – Olha para você! Satisfeito?

–Olhar para mim não, mas para ele... – sorriu malignamente.

–Como se eu já não fosse incomodo o suficiente eu tenho que plantar a discórdia entre você e Stefan – comecei a bater os pés. – Ele sempre fez isso Damon, não só comigo, mas com todas as garotas, não cabe você se intrometer – protestei.

–Não cabe a mim se intrometer? – disse um pouco mais alto – Queria que eu deixasse você lá para que ele te desse outra surra?

–Eu não disse isso! – defendi-me – Eu agradeci por você ter me tirado de lá, eu só pedi para que você não fosse falar com Stefan!

–Isso não é só um problema seu – suspirou e acalmou sua voz – Ele disse para mim que não encostaria em você e... Olhe para si mesma Elena, eu confiei nele.

Respirei fundo e passei a mão sentindo-me acima de tudo culpada. Sabia que a culpa não era inteiramente minha, o mundo não girava ao meu redor afinal, mas se eu não estivesse nesse meio havia uma grande porcentagem disso não ter acontecido.

Procurei algo para dizer, mas não sabia se seria capaz de fazer isso sem gritar ou sem qualquer exaltação. Lancei um olhar nada amigável para Damon e fui em direção ao banheiro. Lavei meu rosto com água gelada e prendi meu cabelo num coque antes de usar a escova de dentes que havia sido separada para mim.

Assim que terminei, voltei para o quarto. Damon não estava mais no sofá, mas toda a bagunça da roupa de cama sim. Ignorando o que ele havia dito no dia anterior, arrumei o quarto e sentei na cama vasculhando meu cérebro atrás de uma saída para aquela situação: O que eu faria da minha vida?

Matt estava chateado comigo, e eu odiada admitir que ele estava certo em vários pontos. Teria que sentar e conversar com ele sobre isso com calma e ainda era cedo para isso – não na questão da hora, e sim pensando que isso havia acontecido no dia anterior. Assim como eu, Matt era orgulhoso demais para pedir desculpas no dia seguinte da briga.

Não podia ir para casa – e pela primeira vez em muito tempo a casa de Matt não era uma opção – meu pai descobriu da última vez que apareci e não sabia nem se o passeio com Margareth daria certo.

Nem em pensamento poderia voltar para Coney Island – só se quisesse levar outra surra, o que não era o caso. Estava irritada demais com Damon para ficar um minuto a mais sequer sob o mesmo teto que ele, o que numa tradução grosseira significava que não tinha para onde ir ou onde ficar.

–Vem tomar café – Damon disse encostado no beiral da porta.

–Não estou com fome – disse e juntei minhas pernas as abraçando em seguida.

–Não perguntei se você está com fome – ergueu uma sobrancelha – Falei para você vir tomar café e acho que não preciso te lembrar do que aconteceu ontem.

–Não precisa lembrar e eu não estou com fome – disse um pouco mais irritada.

–Elena você precisa comer – ele disse com suavidade – eu sei que você está estressada, mas isso só vai te fazer mal — continuei sem fazer contado visual, mas pude ouvir seus passos se aproximando.

Damon sentou-se na cama ao meu lado. Limitei-me a encarar o colchão trincado os dentes. Entrelacei meus dedos ainda abraçando minhas pernas e traguei saliva numa tentativa falha de me acalmar.

–Trouxe sua bolsa – disse passando a mão gentilmente em meu braço – e seu celular está carregando. – suspirou e deu uma pausa – Você pode ficar aqui o tempo que quiser.

–Não quero ficar aqui – resmunguei.

–Ou o tempo que precisar – completou.

Ergui a cabeça lentamente e apoiei meu queixo em meu joelho.

–Minha mãe está vindo te ver – acrescentou.

O que a mãe dele tinha a ver com aquilo tudo? Isso só reforçava minha teoria de que ele tinha droga no sangue. Arqueei uma sobrancelha demonstrando minha confusão. Ele riu.

–Minha mãe é médica, talvez isso esclareça alguma coisa para você.

Puta merda.

–Não precisa, eu estou bem – pigarreei sentindo o pavor crescer dentro de mim. Não precisava mencionar que tinha medo de médico porque tal coisa seria humilhante demais.

–Precisa – fechou a cara – Quando cheguei você estava com febre e talvez ela passe algum remédio para sua anemia – estalou a língua.

–Não sou anêmica – revidei.

–Quem te enganou Anjo? – abriu um sorriso tímido e puxou meu braço na tentativa de me fazer ficar de pé. – Vem comer.

–Damon não, por favor – sussurrei.

–Por que não? – pausa – Me de um bom motivo e eu deixo você ficar sem comer até a hora do almoço.

Pensei rápido.

–Minha boca está cortada.

–Deixa-me ver – disse e levou a mão gentilmente até meu queixo.

Seus dedos deslizaram de meu queixo em direção aos meus lábios lentamente. Uma estranha sensação invadiu minhas veias e percorreu todo meu corpo proporcionando-me um calafrio delicioso. Soltei uma respiração pesada e olhei para baixo tentando desvencilhar meus pensamentos das nuvens de euforia causadas por seu toque enquanto meu coração batia em um ritmo ensurdecedor.

–Hm – Damon se afastou. Surpreendi-me percebendo que minha respiração estava ofegante. – Ok, eu deixaria você ficar sem comer, mas...

–Mas? – minha voz soou rouca e pouca coisa mais alta que um simples sussurro.

–Você precisa comer – suspirou. – Agora levanta.

Revirei os olhos e fiquei de pé seguindo seus passos até a já familiar mesa de jantar na sala. Sentei-me na cadeira ao seu lado e servi-me com uma poção de morangos e nutella. Damon terminou com suas torradas e geléia muito antes que eu desse conta de comer a metade. Podia ouvi-lo rindo quando – por várias vezes – sujei minha boca com o chocolate.

–Posso fazer uma pergunta? – dei uma pausa para me servir um copo de leite morno – E não diga que eu já fiz porque odeio quando me dão esse tipo de resposta. – ele riu.

–Fique à vontade – deu de ombros.

–O que Katherine estava fazendo aqui ontem? – passei a língua por meus lábios antes de dizer.

–Hm, — ele pareceu pensar – como vou dizer isso? – perguntou para si mesmo.

–Falando, talvez – dei de ombros – se quiser latir, adoro cachorros e costumo os entender muito bem – debochei. Ele revirou os olhos. – Não. Revire. Os. Olhos. – disse pausadamente.

–Katherine é minha namorada? – mais pareceu uma pergunta.

Quase cuspi o líquido de minha boca.

–Até onde eu sei, ela é casada – tossi meio engasgada com o leite – com seu melhor amigo – ele riu descaradamente.

–Não é bem assim – passou a mão por seus cabelos. Ah, como eu queria fazer aquilo. – Katherine casou com Stefan porque precisava se legalizar no país, não porque tenha algo entre eles.

Então porque aquela vadia não gostava de mim?

–E porque ela não se casou com você? – gostaria de saber o porquê aquilo estava me causando um incomodo desconfortável.

–Porque eu estava casado com a Charlotte – deu de ombros.

–Por que você casou com a Charlotte se gostava de outra mulher? – se ele podia fazer perguntas eu também podia. – E por que transou comigo tento uma namorada?

–Não sinto nada por Katherine – fez uma careta – muito menos por Charlotte. – ele abriu um sorriso malicioso – Se não te apresentaram, sugiro que você descubra por você mesma uma coisa chamada prazer.

Meu rosto estava em chamas.

–Se não sentia nada por ela porque se casou? – ignorei o que ele havia dito e continuei a despejar perguntas.

–Porque ela sentia algo por mim – sua voz era calma.

–Não se cansa de fazer caridade? – perguntei irritada.

–Não é caridade, já percebi que não sou capaz de sentir nada por ninguém, então – suspirou.

–Se importar, até onde eu sei, é sentir algo por alguém – desejei não ter dito nada, ou desejei poder me estapear para que eu pensasse antes de dizer mais alguma coisa.

–Se importar não é o suficiente para amar alguém – se defendeu.

–Então você não se acha capaz de amar e não de sentir qualquer coisa – relaxei na cadeira.

Uma parte pequena de meu cérebro perguntou-me se eu não estava tocando em um assunto delicado demais, mas a outra estava petulante exibindo-se por saber mais dele.

–Mas... – recomecei.

–Minha vez. – ele ergueu o dedo.

Ah não.

–Como você conheceu Stefan? – franziu o cenho.

–Minhas perguntas eram fáceis – retorqui.

–Suas perguntas eram íntimas – lembrou-me. – Como você conheceu o Stefan?

–Ele veio atrás de mim quando eu estava vagando por Coney Island e perguntou se eu não queria trabalhar com ele – não foi bem assim.

–E o que você estava fazendo em Coney Island e se você mora no Queens?

–Hm, eu.. Eu, ah eu não lembro – mencionar que estava me drogando não ajudaria em nada.

–Não minta – suavizou sua voz.

–Estava chateada com todo mundo, principalmente com o meu pai biológico por esconder muita coisa de mim, e eu fui para lá querendo ser o que ele sempre disse que eu era – eu mesma mal podia ouvir minha voz.

–Você é adotada? – havia algo estranho em sua voz. Seus olhos estavam intensos demais e sua postura estava rígida demais.

–Sim – suspirei.

–E o que eles esconderam de você? – abracei meu corpo sentindo a nostalgia e a saudade se arrastar em minha direção.

–Coisas sobre a minha mãe — resumi a verdade uma frase.

–Que coisas? – perguntou calorosamente.

–Damon, eu... – minha voz soou angustiada.

–Não, calma, está tudo bem, não precisa falar o que houve – disse olhando diretamente nos meus olhos.

–E onde ela está agora? – quis saber.

–Ela morreu quando eu tinha três anos – suspirei.

–Sinto muito – sussurrou.

–Ah, — fiquei extremamente sem graça – não me lembro dela, então...

–Mesmo assim, mãe é mãe – deu de ombros.

–Você também é adotado – não foi uma pergunta. Lembrava-me perfeitamente de quando ele havia me contado isso.

–Sim – murmurou.

–Minha mãe morreu quando eu tinha sete anos, e... Bom, ela não tinha nenhuma família e eu fui levado para um orfanato.

–E seu pai? – apoiei meus cotovelos na mesa.

–Nunca conheci meu pai – suspirou – Só uma irmã.

–E ela foi adotada por outra família – deduzi.

–Não – pausa – minha mãe não quis nos separar. E quando eu digo mãe, digo a mulher que me criou e que eu vejo como mãe – acrescentou. – Ela provavelmente está vindo para cá.

–Quantos anos ela tem? – perguntei curiosa.

–Dezesseis – respondeu automaticamente.

–Mas... Se ela tem dezesseis... – antes que eu terminasse, ele explicou:

–Morreu no parto – disse simplesmente.

–Ah sim – encolhi os ombros – Sinto muito.

–Não sinta, ela não era uma boa pessoa – fechou a cara.

–Mas mãe é mãe – repeti suas palavras – e ela podia ser o que for, mas tenho certeza de que ela amava você.

–O que te faz pensar isso? – ergueu uma sobrancelha.

–Isobel também não era uma boa pessoa – analisei minhas palavras – Não. Ela era uma boa pessoa, mas... Fazia coisas erradas. E ruins. – respirei fundo – Mas metade do que ela fez foi por mim.

–Vejo que vocês têm muito em comum – Damon disse com petulância.

–Muito mais do que você imagina – franzi o cenho frustrada.

–O que mais que eu não imagino?

–Nada – não queria tocar no assunto. – Aliás, outra hora eu conto, ou... – esfreguei meus olhos – Esse assunto mexe muito comigo e eu não queria falar sobre isso agora – admiti.

–Tudo bem, Anjo – ele acariciou meu braço de maneira carinhosa. – Não precisa me contar mais nada.

–Vou tomar um banho – anunciei arrastando-me da cadeira para que pudesse ficar de pé.

–Sua bolsa está na ultima porta do guarda roupa à esquerda – disse calmamente.

Depois de pegar minha bolsa e separar que roupa ia vestir, entreguei-me a água quente e ao xampu cujo cheiro era maravilhoso. Assim que sai do banho, fui surpreendida pelo murmúrio de vozes na sala de estar. Respirei fundo e vesti minhas roupas lentamente tentando ganhar tempo para recuperar minha linha de pensamentos. Penteei meus cabelos desfazendo os nós e em seguida fiz uma trança para controlar meus longos fios rebeldes.

Saí para o quarto e deparei-me com Damon, uma mulher alta loira e com olhos castanhos claros e uma menina esguia com seus mesmos cabelos escuros e os mesmos olhos azuis cinzentos sentados na enorme cama. Minhas bochechas automaticamente assumiram um tom de vermelho vivo.

–Elena — Damon disse com um lindo sorriso estampado no rosto. — esta é Edna, minha mãe. – limitei-me a dar um sorriso tímido e assenti. – E essa – ele olhou para a menina com um olhar terno – É a minha irmã, April.

–É um prazer conhecer vocês – murmurei sem jeito.

–Agora se vocês me dão licença – Edna, mãe de Damon, começou – preciso conversar e examinar a Elena.

–Não precisa, Damon é um pouco exagerado – tentei escapar.

–Não sou exagerado – Damon se defendeu e arrastou sua irmã para fora do quarto – Não seja tímida, ela não morde – ele se dirigiu a mim.

–Eu sei que ele é exagerado – Edna riu assim que a porta se fechou. Soltei um suspiro de alívio. – Está sentindo alguma coisa? Damon disse que você desmaiou ontem.

–Quase desmaiei – revirei os olhos. Ela riu.

–Ele também disse que você não come direito – cerrou os lábios.

–Não sinto fome – dei de ombros.

–Não vou ser chata, ok? – suspirou e se sentou na cama – Só vim porque ele pediu. Damon já havia conversado comigo sobre você e particularmente não acho que você precise de um médico.

Puta merda ele tinha contado para ela! Mais de vinte anos na cara e faz da mãe um diário!

Mas mesmo assim, continuei aliviada. Ela me parecia uma pessoa doce, e não a conhecia há cinco minutos, mas já podia dizer que gostava dela.

–Mas, — ela continuou – você pegou muita friagem, então sugiro que você tome um comprido de qualquer remédio para gripe, descanse e não deixe e que isso não se repita.

Apenas assenti.

–Sobre sua anemia, — suspirou – se não quiser tomar comprimidos de complemento de ferro, sugiro que você passe a comer com mais freqüência, até porque o que você teve ontem não teve nada a ver com a pancada na sua cabeça, caso fosse, você estaria desorientada até agora – pausa. – Isso faz muito mal Elena.

–Eu sei – abaixei a cabeça.

–E depois, sem que o Damon saiba – diminuiu seu tom de voz – gostaria que você fosse até minha clínica.

Antes que pedisse um motivo, vendo minha expressão de confusão ela respondeu.

–Queria que você fizesse alguns exames para saber se está tudo bem mesmo – disse calmamente. – Não vou te dar um cartão ou coisa do tipo porque isso levaria ao Damon a pensar que estou escondendo alguma coisa dele. Tem o endereço na agenda telefônica que está ao lado do telefone no escritório. – pausa – Você vai?

–Sim – pretendia, de verdade, ir.

–Então – ela se colocou de pé – é só isso.

Abri um sorriso largo.

–Engraçado – ela parou na metade do caminho até a porta – Exceto pelos olhos... Você realmente lembra muito ela, Elena.

E esse seria a sina da minha vida. Quem era ela, afinal? Fiquei sem palavras vendo Edna deixar o quarto ainda olhando-me de maneira nostálgica.


Notas finais
Não deixem de comentar, a opinião de vocês é muito importante para mim!

E obrigada a todos que me desejaram parabéns C':