Million Dollar Man
30 Capítulo 30 - Movin' On
Notas iniciais
Ritinha: Amei demais sua recomendação, viu? Demais, demais, demais. Muito obrigada meu amor ♥
Agora só faltam 5 para o hot Delena :3
Não tenho muito o que dizer sobre esse capítulo, mas, bem... Eu amo flashbacks....
Ah sim, e quem quiser, o site Perfect Design fez uma crítica da história (Ainda não sei quem pedi, peço que o ser se manifeste nos comentários kkkkkk): http://www.perfect-design-pd.com/2013/08/cf-million-dollar-man-mayara.html C':
Damon Salvatore Narrando.
Quinze dias haviam se passado desde meu término com Elena e nada parecia estar diferente, exceto talvez o humor de Elena, que parecia dia após dia estar melhor. Seu jeito de agir como se absolutamente nada houvesse acontecido cavava um buraco ainda maior para que eu me escondesse. Mesmo a vendo todos os dias, sentia como se ela estivesse a centenas de quilômetros de distância, era o mesmo que ter a sala ao lado da minha simplesmente do outro lado do Atlântico. E assim não estava apenas ela, mas também o restante do mundo... Ou quem sabe o problema era exclusivamente comigo.
Edna e April se recusavam a falar comigo, de forma alguma as culpava, havia recebido um aviso prévio das consequências. No entanto, continuava um tanto sentindo vendo que minha mãe e irmã preferiam estar do lado de Elena que conheciam a pouquíssimo tempo a me apoiar. Robert, antes já brigado comigo, agora simplesmente tomara a decisão de não olhar mais para mim como se nas ultimas semanas tivesse desenvolvido algum superpoder de invisibilidade. Em outras ocasiões, estaria me sentindo mal por estar completamente sozinho, mas aquela solidão parcial estava apenas a me fazer o bem. A falta de uma conversa descontraída com quem quer que fosse, poupava-me de horas de reclamações e lamentações que ninguém queria ouvir. Pelo menos, o álcool parecia ter se tornado um aliado fiel ao meu poço de mágoas e arrependimento.
–Precisa fazer mais alguma coisa aqui? – perguntei a meia voz assim que Katherine deixou a sala de consulta.
–Não. – disse e cerrou os lábios antes de cruzar os braços – Tenho outra consulta daqui a quinze dias e uma ultrassom marcada para essa sexta-feira. – assenti brevemente.
–Está tudo bem com o bebê? – perguntei num sussurro.
–Sim – pude ver em reflexo de um fraco sorriso em seus lábios. – Da próxima vez... – suspirou e desviou o olhar – Da próxima vez você entra comigo? – deu uma pausa. – Não por mim, é claro – apressou-se em dizer – Mas, pensei que talvez você quisesse vê-lo ou...
–Talvez – assenti arqueando uma de minhas sobrancelhas – Está com fome, quer comer ou beber algo? – perguntei cuidadosamente. Não tratá-la mal passou a ser uma terapia para mim. No fim das contas, o pior já havia acontecido e havia aceitado a total responsabilidade do ocorrido. Katherine não era culpada – talvez um pouquinho – e descontar minha revolta nela e seus hormônios descontrolados, no momento, não me parecia uma boa ideia.
–Não vai te incomodar? – questionou se encolhendo.
–Deixei todos sob aviso, sabem que vim te trazer ao médio – dei de ombros – Aonde quer ir?
–Onde for mais perto... Ou mais rápido. Depois você pode me deixar no ponto de ônibus ou na estação de metrô, sei me virar sozinha e não quero te atrapalhar mais.
–Vou te deixar com Stefan — gesticulei para que ela andasse um passo a minha frente antes de segui-la em passos lentos – Inclusive, já que toquei no assunto... Não quero você bordel enquanto estiver grávida, o depois você decide o que vai fazer. – acenei para uma conhecida enfermeira que caminhava pelo saguão do hospital – Estou arrumando um dos meus imóveis para você ficar, não é um dos maiores, mas também não vejo necessidade de muita grandeza...
–Escuta Damon, – ela me interrompeu – Por favor, eu não quero nada disso – assim que passamos pelas portas de vidro, parei para ouvi-la – O combinado foi mantermos contado por causa da criança, você quer participar do acompanhamento mesmo depois de toda essa situação, ok isso é louvável, mas... O que esse apartamento tem como essa criança, Damon? Seus pais já deixaram bem claro que me odeiam e não quero ficar no meio de mais nada.
–Tudo – voltei a caminhar em direção ao meu carro, estacionado a poucos metros de distância. Katherine me seguiu – Me preocupar com a criança, nessa fase, significa ter cuidados não só com ela, mas também contigo, e, por favor, não quero ter essa discussão de novo, não quero imaginar o que poderia acontecer a ti ou com o bebê caso Stefan tenha um ataque de nervos e...
–Ok, entendi – suspirou – Não tocarei mais no assunto, prometo.
–Obrigada – disse seco – Prefere comer no caminho ou quer parar em algum lugar? – tentei suavizar minha voz.
–Ando muito enjoada ultimamente e comer com o carro em movimento... – ela não terminou, apenas fez uma carreta. Dei risada.
–Ok.
Levei-a para comer em um pequeno café próximo ao local onde estávamos. Enquanto esperava que ela fizesse sua refeição, chequei meus emails e fiz alguns telefonemas sem me dar o trabalho de comer algo também. Passados cerca de quarenta minutos, seguimos de volta para o carro onde assumi o local de motorista dispensando Colin pelo resto do dia. Para minha surpresa, encontrei pouco trânsito até a saída da ilha.
–Que horas é sua consulta na sexta? – quis saber.
–No mesmo horário – sua voz era quase inaudível – Importa-se de depois me levar até a empresa?
–O que você vai fazer lá? – perguntei desconfiado.
–Tenho que conversar com Elena – disse fitando os próprios pés – E antes que você arrume mil e uma desculpas para me impedir, pense pelo lado de que pode ser as soluções para seus problemas.
–Katherine... – comecei contando de um a dez mentalmente para não perder o resto de minha paciência.
–Não comece. Isso não diz respeito somente a você, eu sou o motivo do termino de vocês e acredite você ou não, não estou me sentindo bem com isso – deu uma longa pausa – Eu não queria engravidar e você deve muito bem saber disso, não vou ficar me lamentando porque isso não vai mudar nada – passou a mão por seus cachos espessos – Não sou a maior fã dela, e creio que isso seja recíproco, mas meus problemas com Elena ficaram dentro daquele bordel e nenhum deles dizem respeito a ti, ok? Eu quero conversar com ela e...
–Ok, chega – coloquei um ponto final na breve discussão – Sexta eu deixo você conversar com ela, e peço, por favor, não coloquem aquele prédio abaixo – suspirei.
–Menos – ela revirou os olhos.
(...)
– Achei que você não apareceria mais aqui – Stefan disse assim que coloquei meus pés para fora do carro.
–Também pensei – dei de ombros – Bom, — olhei para Katherine – se precisar de alguma coisa, sabe onde me encontrar. E me deixe saber se sentiu alguma coisa. – ela assentiu rapidamente e adentrou na casa que raramente visitava.
Olhei para o relógio e com certa pressa, dei meia volta para entrar no carro. Dei a partida sem ao menos colocar o cinto de segurança e segui o fluxo dos veículos até passar em frente ao motel na popular avenida. Senti um pesar em minhas costas. Havia tantas lembranças que me assombravam – principalmente muitas que vinculadas àquele lugar só me traziam a memória uma pessoa. Aqueles becos sem cor e sem vida que não levavam a lugar nenhum cutucavam uma enorme ferida aperta em meu peito. Como se a situação não pudesse piorar, a fachada de construção antiga do motel fez com que um filme se passasse em minha cabeça. Oh céus, aquela lembrança parecia de anos atrás...
“-Espero que minha mesa esteja reservada – disse presunçoso ao passar perto do bar onde meu amigo estava sentado.
–Não esperava te ver aqui nem tão cedo – ergueu uma sobrancelha – Charlotte sabe que tu estas aqui? – perguntou com um sorriso cafajeste no rosto.
–Charlotte está na Austrália com seus pais, provavelmente se lamentando pela vida de merda que tem – dei de ombros – Sou um homem livre agora, faço o que eu quiser.
–Fala assim como se já não fizesse o que bem entende – riu passando a mão por seus cabelos desalinhados – Aquela mesa é minha, nenhum cliente tem o direito de abusar daquele lugar privilegiado – deu um belo gole no líquido servido em seu copo – Exceto você, é claro. Pode ir se apossar de sua cadeira que vou pedir uma das meninas para lhe servir uma bebida enquanto eu acabo com a minha.
Assenti e segui pelo salão manchado de diversos tons de vermelho, desde o carpete a cortinas recém-compradas – ou reformadas – que pendiam do teto cobrindo as poucas janelas do grande cômodo. Sentei-me na cadeira de madeira e tirei minha jaqueta preta jogando-a sobre a cadeira vaga em seguida. Num piscar de olhos, tive minha atenção presa por uma graciosa morena que rebolava em um vestido bege exibindo suas gloriosas curvas enquanto andava em minha direção.
Devorei-a com o olhar sentindo o sangue ferver em minhas veias. Havia me esquecido completamente como me fazia bem visitar aquele lugar. Aparentemente, ela era uma das novas... Ou muito saidinha, pois nunca havia a visto por perto, nem sequer sabia de quem se tratava. Passei a língua por meus lábios ressecados arrancando-lhe uma breve risada.
–Sua bebida, Sr. Salvatore – disse com a voz rouca e tremula. Bêbada, sem sombra de dúvidas. Apesar de feições pequeninas e angelicais, sua maquiagem bem trabalhada dava-lhe um ar provocante e completamente irresistível. Abri um largo sorriso desfrutando a visão de privilegiada de seus seios avantajados parcialmente expostos pelo tecido do vestido.
–Obrigada...? – peguei o copo em sua mão e esperei por uma resposta.
–Carmen – respondeu rapidamente.
–Então... Obrigada, Carmen – sorri torto – Não quer se sentar? – propus.
–Adoraria – sua voz soou mais clara, dessa vez, invés de rouca e tremula, soou doce e ligeiramente sedutora. Senti meus pelos da nuca se eriçarem com meus pensamentos pervertidos. – Quer que eu traga mais alguma coisa?
–Estou muito bem assim, obrigada – dei um gole na bebida em meu copo sem tirar os olhos de sua pele bronzeada. A cor de sua pele não era a única coisa a destacava das demais, seus olhos eram de um chocolate vibrante e hipnotizador. Ao perceber o jeito pelo qual eu a observava, mordeu os lábios sugestivamente e aproximou-se de mim.
–Certeza? – com um movimento suave, sentou-se em meu colo e passou os braços em volta de meu pescoço. Seu hálito quente cheirava a cereja e fazia cócegas na pele sensível de meu pescoço. Delicadamente, ela roçou suas pernas nas minhas enquanto entrelaçava seus dedos ágeis na raiz de meu cabelo. Seu perfume era indescritível, ao mesmo tempo em que adocicado tinha uma leve essência amadeirada que se mesclava com o cheiro de um a forte bebida ou talvez de alguma droga.
–Será que estou interrompendo alguma coisa? – Stefan perguntou com um meio sorriso malicioso estampado no rosto. Pousei a mão sobre sua coxa a mostra e a apertei levemente olhando para Stefan.
–Não, mas... – suspirei. A ultima vez em que transara com uma prostituta estava perdida em minhas memórias, mas a ideia de ter aquela mulher completamente entregue a mim fazia com que uma dose de adrenalina fosse despejada em minhas veias.
–Mas, sim, sei estou interrompendo – cerrou os lábios – Elena, porque você não vai tomar um banho? Elijah já ligou, está pagando pela noite toda. – franzi o cenho confuso. – Outro dia deixo você tirar proveito dele. – gesticulou para mim. Sem dizer uma palavra, ela se colocou de pé e ajeitou seu vestido.
–Outro dia, Sr. Salvatore – sussurrou em minha orelha roçando lentamente seus dentes em meu lóbulo. Como resposta, passei a mão por suas nádegas e desci até chegar à parte de sua perna que o vestido não cobria mais. Abri um meio sorriso e acenei observando-a enquanto se afastava.
–Sente prazer em estragar a diversão alheia? – perguntei fingindo irritação.
–O que foi? Pretendia levar Elena para cama? – perguntou incrédulo – Desculpa estragar seus planos, mas acho que não me sentiria bem em dividir mais de uma mulher contigo.
–Ela é uma prostituta, é difícil achar um homem por quem você não tenha a compartilhado – disse com indiferença. Beberiquei a bebida em meu copo e desabotoei o primeiro botão de minha camisa. – Achei que o nome dela fosse Carmen.
–Não é só uma prostituta, e, acredite, você não ia ter paciência com ela, nem eu tenho às vezes. Há milhares de coisas que ela não aceita que você faça, cheia de manias e não-me-toque. – deu uma pausa – Escolha outra que pelo menos te deixe saber seu verdadeiro nome.
–Porque ninguém sabe o nome dela? – perguntei sem grande interesse.
–Não sei, ela não gosta, diz que não quer um nome sujo caso resolva sair daqui – deu de ombros – Mas, por outro lado, ela é muito boa no que faz e perderia metade do lucro mensal se a expulsasse ou... Talvez não aceitasse uma de suas exigências.
–E ainda diz que não teria paciência com ela – eu ri.
–Você a viu calma, de bem com a vida, drogada e cheia de cachaça na cara, caso a visse sóbria, poderia presenciar o quão teimosa e irritante uma adolescente pode ser – fez uma careta.
–Adolescente? O que? – ergui uma sobrancelha formando uma carranca irônica – Virou aliciador de menores agora?
–Não me olhe assim, não tinha intenção de contratá-la, mas a menina precisava de ajuda e vivia perambulando para baixo e para cima sem ter onde ficar. Acho que os pais dela não dão muita ideia para ela, ou quem sabe a colocaram para fora. – respirou fundo – Em vista das demais, ela não me dá trabalho. Muito pelo contrário, acho que ela é a única que nunca apanhou de verdade.
–Quantos anos ela tem? – perguntei intrigado, procurando a minha volta vendo se a morena ainda estava dentro do meu campo de visão.
–Fez dezessete mês passado – respondeu casualmente. – É meio burrinha, sabe. – começou. – Aquela filha da puta tem pinta de ser inteligente para cacete, e, no entanto, olha bem onde está... Bem contraditório, não? Ainda sim, a escolha é dela, só estou dando a ajuda que ela me pediu.
–Só dezessete? – meu cérebro ainda estava processando a informação.
–Só dezessete e leva qualquer homem a loucura dentro de quatro paredes – riu – Só dezessete e já tem esse corpo. Só dezessete e já é a mais bem paga e disputada do bordel... Imagina com vinte?! E você diz que os negócios da sua empresa são bons...”
Elena Gilbert narrando.
–John? – chamei assim que adentrei o apartamento que agora me servia de moradia.
–Aqui – respondeu levantando-se do sofá para caminhar a meu encontro – Boa noite. – abri um sorriso simpático.
–Boa noite – retribuí o sorriso da maneira mais sincera que pude. – Fez algo para janta? Quer que eu prepare algo? Mamãe ligou?
–Pedi uma pizza – deu de ombros – Se quiser, tem algumas fatias na geladeira, é só esquentar no micro-ondas. Sua mãe ligou e disse que não vai poder almoçar contigo no sábado porque vai levar Maggie para passar o dia com Grayson – fiz uma careta com a menção do nome – Hm, ela também pediu que você a ligasse pela manhã para marcar outro dia.
–Tudo bem – suspirei – Ligo do escritório amanhã. Tem alguma coisa que esteja precisando? Estou pensando em depois que eu sair da faculdade passar no mercado para fazer compras... – precisava de uma terapia para manter a calma. O estresse com o trabalho e a proximidade das primeiras provas estava tornando meu dia simplesmente insuportável.
–Sendo assim, vou fazer uma lista e deixo em cima da mesa de jantar, antes de você sair, é só pegar – disse.
–Hm, pai? – chamei. Não estava acostumada a chamá-lo assim, mas parecia muito mais correto e confortável do que chamá-lo pelo nome. – Vai precisar de mim na amanhã a noite? Estava pensando em sair com Matt. – cerrei os lábios.
–Não, não, pode ir – deu uma pausa – Tenho o direito de pedir para que não chegue muito tarde ou que ligue avisando se resolver dormir na casa de uma de suas amigas? — eu ri.
–Tem todo o direito, não acho que vou dormir fora, mas se acontecer, prometo que vou ligar. – pausa – O que seria tarde? – fiz uma careta.
–Não quero te impor horários, Elena, mas também não te quero andando na rua tarde da noite desacompanhada. Matt mora longe e seria desconfortável pedir que ele te deixasse aqui... Faça assim, dependendo da hora que você decidir vir embora, me ligue que eu vou encontrar contigo, ok?
–Ok – abri um sorriso caloroso e dei-lhe um rápido abraço. – Vou tomar um banho depois vou deitar, certeza de que não quer nada?
–Não precisa me mimar, vive por mais de dez anos sem ninguém para fazer nada para mim – riu. – Está tudo bem, se eu precisar de algo, te chamo.
–Eu sei que não vai chamar – disse dando risada enquanto caminhava para o único banheiro do apartamento. Deixei minha bolsa no meio do caminho e junto dela, meu casaco.
Despi-me rapidamente e entreguei-me aos prazeres que uma ducha morna podia oferecer. Lavei meus cabelos lentamente e em seguida, ensaboei-me massageando meus músculos tensos após um longo dia cheio de altos e baixos. Assim que fechei a água, enrolei-me na toalha felpuda de cor clara e segui no escuro até meu pequeno quarto.
Revirei os olhos. Até quando John ficaria acordado até tarde apenas para se assegurar que estava chegando bem em casa? Minha intenção não era ofendê-lo, mas eu só tinha dezoito anos e me recuperava muito fácil de uma noite mal dormida, ele, no entanto já beirava seus cinquenta e ainda acordava mais cedo que eu. Sacudi a cabeça negativamente, mais uma coisa a ser discutida. Vesti meus pijamas sem muitas delongas e penteei meu cabelo sem pressa. Antes de dormir, fiz uma rápida ligação confirmando os planos do dia seguinte.
–Matt? Te acordei? – perguntei num sussurro.
–Acabei de chegar em casa – disse no seu casual tom despreocupado. – Está tudo bem? – quis saber.
–Ah, sim, tudo ótimo – respondi rapidamente – Que horas é sessão que você escolheu para assistirmos amanhã?
–Então você vai mesmo? – podia jurar que ele estava sorrindo. Eu ri.
–Disse que iria – dei de ombros no escuro. – Então... Que horas?
–Na verdade, estava esperando que você me ligasse para dar uma desculpa qualquer e desmarcar – pausa – Pensei de assistirmos a ultima, por causa do horário da faculdade e até nós conseguirmos chegar...
–Não, tudo bem, para mim está ótimo – umedeci os lábios – Convidou mais alguém? Caroline ou April?
–Não, pensei em ir só nós dois – silêncio – Se você quiser que eu chame outra pessoa...
–Não, só nós dois. – disse convicta – Até amanhã? – mais pareceu uma pergunta.
–Até amanhã, te encontro na esquina do apartamento do seu pai – disse e desligou deixando apenas o som de mudo do outro lado da linha.
Soltei um suspiro pesado. Apenas rezava para que aquela fosse a coisa certa a se fazer. Afinal, a ideia de fazer Matt feliz do jeito que ele sempre quis e merece era simplesmente tentadora, principalmente depois da intensa montanha russa de emoções que havia sido a ultima semana. Passei a mão por meu cabelo nervosamente. Ele não vai te morder, Elena, e também não vai doer.
Notas finais
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