Million Dollar Man

22 Capítulo 22 - Truth hurts, and lies worse


Notas iniciais
Hey! Tenho algumas novidades para vocês...
Primeiro, hm, minha língua/dedo está coçando para eu dar esse spoiler: o nome do capítulo 25 é All Fall Down (Inspirada na música do OneRepublic) e depois daí vão ver como a vida da Elena realmente é complicada.
Segundo, queria saber de vocês o que realmente estão achando da história, porque, digamos que, depois da primeira vez Delena os comentários diminuíram, sei que a maioria de vocês está atolada com escola/faculdade/estágio/trabalho, mas eu realmente queria saber até porque tem MUITA história pela frente, nem sei se vou dar conta kkk
Ah sim, gente eu queria MUITO 20 recomendações antes do capítulo 25 e acontece que só faltam 4: vocês fariam isso? :3 Recomendar antes do cap 25?

O dia ainda não havia terminado de nascer quando deixamos o hotel rumo ao aeroporto internacional de Genebra. A antecipação de nossa volta em vinte e quatro horas se deve ao motivo da empresa ficar estagnada sem Damon ao comando. Imaginei várias formas de protesto vindas de April, mas a mesma continuou em pleno silêncio com o rosto radiante. Parte de mim sabia que aquilo era devido nossa conversa de ontem à noite, porém tentava não me ver como motivo de sua felicidade.

Uma vez acomodada no confortável acento do jato, permiti-me pensar nos problemas que me esperavam do outro lado do atlântico. A àquela altura, havia uma grande probabilidade de Grayson já ter expulsado Caroline de meu quarto, idéia que passou a me preocupar talvez mais do que deveria. Fora que, se as coisas estivessem do mesmo modo do que antes, podia imaginar milhares de brigas diferentes entre Miranda e Grayson e saber que parte da culpa do casamento deles não estar um mar de rosas era minha não ajudava a melhorar o pesar que estava sentindo.

Não era só aquilo, havia também Matt. Damon não me contara absolutamente nada do que ele tinha para falar para mim, coisa que estava me deixando extremamente curiosa. Desde o dia em que voltei depois de ficar presa no bordel, e mesmo estando supostamente brigado comigo, nosso único contado fora um abraço extremamente caloroso que eu vinha sentindo falta desde o dia de nossa briga.

Odiava admitir, mas Damon também era uma preocupação e dessa vez não por insegurança minha. Uma coisa era conseguir sustentar um relacionamento num ambiente que todos estão felizes por conta dele, outra completamente diferente e conseguir mantê-lo quando há uma grande chance de todos irem contra. A única, tirando April, que eu conseguia imaginar não dando berros de horror por conta da idéia, era Edna. Miranda, por mais que já desconfiada, não aprovaria nosso namoro, disso eu tinha absoluta certeza. Grayson diria que estava me metendo nessa por causa de dinheiro – e junto dele, provavelmente toda a família de Damon, até mesmo Robert que constantemente demonstrava compaixão por mim ficaria desconfiado com a mudança repentina.

Jeremy bancando o irmão ciumento como da vez que disse que estava namorando Matt, esse era o ponto positivo, chegava ser engraçado vê-lo o evitando sempre que ele aparecesse lá em casa mesmo os dois sendo amigos. De certa forma, eu o entendia. Não conseguia não me importar o vendo com uma garota qualquer, era agonizante principalmente se pensar pelo lado de que em sua grande maioria era só uma piranha atrás de um rostinho bonito.

Fechei os olhos e fiz um grande esforço para dormir. Pensar em tudo aquilo era como sofrer por antecedência. Apoiei-me nos braços de Damon e aconcheguei-me inalando seu perfume másculo. Não demorou muito para que April fizesse o mesmo, mas invés de se apoiar em Damon, ela me usara como travesseiro.

O tempo voara, o que me pareceu minutos foi o suficiente para chegarmos ainda sonolentos ao aeroporto de Nova Iorque. Minha cabeça pesava e me dava a impressão de que poderia cair a qualquer momento caso não fosse os braços firmes de Damon a minha volta mantendo-me de pé. Rapidamente recompus minha postura notando que Edna juntamente de Robert estava a nossa espera no saguão do aeroporto. Esfreguei os olhos na tentativa de afastar o cansaço e deixei que April jogasse parte de seu peso sobre mim em busca de apoio.

-Não confie no meu equilíbrio assim que eu acordo – a alertei.

-Tenho certeza que é melhor que o meu – resmungou arrastando-se em direção a seus pais.

-Como foi a viagem? – perguntou Edna com um largo sorriso estampado no rosto. April jogou seus braços envolta do pescoço da mãe que lhe recebeu com um beijo na testa.

-Maravilhosa – suspirou.

Damon cumprimentou seu pai e com poucos passos deu um receptivo abraço em Edna. April passou a mão por seus fios negros os enrolando em um perfeito coque enquanto fazia minha parte cumprimentando os pais de Damon. Abri um fraco sorriso e afastei-me já sentindo meus músculos implorarem por uma ducha morna e pijamas.

-Seu pai trouxe seu carro – Edna dirigiu-se a Damon. – Vou levar April para casa, você aproveita e leva Elena – seu olhar varreu meu corpo – sua mãe está preocupada.

Fiz uma careta. Não era preciso chegar em casa; os problemas vinham ao meu encontro.

Despedi-me de April e segui Damon silenciosamente sem ao menos perguntar onde estávamos indo, porém deduzi que fosse buscar seu carro. Uma vez longe de seus pais, suas mãos voltaram a envolver minha cintura mantendo meu corpo colado ao seu. O calor exalado de sua pele, mesmo ali no meio de uma densa multidão de nova-iorquinos, fazia com que eu tivesse a sensação de estar sozinha com ele em nossa bolha particular.

Bolha que eu havia dado adeus por completo. Além dos questionamentos, seria praticamente impossível tempo para que nós conseguíssemos ficar sozinhos, sempre haveria alguém – mesmo que esse alguém fosse April ou Dorothea. Fiz uma careta enquanto encarava o chão e continuava a seguir o ritmo constante das largas passadas do moreno ao meu lado.

Uma vez no carro, senti-me completamente à vontade, longe de qualquer olhar curioso. Os olhos de Damon eram atentos ao transito e os meus apenas curiosos observando seu semblante na pouca luminosidade no carro. Um breve sorriso brincou em meus lábios no momento em que eu percebi que ficara todo o trajeto admirando a perfeição de seu rosto.

Ajudei Damon a tirar suas bolsas do carro em pleno silêncio, grande parte do peso estava na minha bagagem que milagrosamente duplicara seu volume depois da viagem. Mordi o lábio cogitando a idéia de verbalizar todas as minhas preocupações sobre nosso relacionamento.

-Damon? – murmurei enquanto passávamos pelas portas metálicas do elevador.

-Oi – respondeu despreocupadamente.

-Posso pedir uma coisa? – usei o tom de voz que costumava usar quando queria alguma coisa.

-O que quiser – abriu um meio sorriso.

-Não comente com Miranda sobre nós – sussurrei – Nem para o seu pai. Não acho que eles vão reagir bem quanto a isso.

-Não pretendia contar para sua mãe – adiantou-se – Porém não consigo imaginar Robert reagindo mal.

-Mesmo assim... – antes que eu terminasse, ele finalizou nosso curto diálogo.

-Quando você achar que deve, você mesma conta – deu de ombros.

Soltei um suspiro de alívio e o segui rumo a seu apartamento levando comigo sua ultima mala cujo peso era insignificante. Depois que passamos pela porta, deixei sua mala em um canto e segui em direção a cozinha onde me empoleirei em um dos altos bancos. Damon passeou pela casa colocando pequenas coisas em seus devidos lugares e voltou ao meu encontro.

-Seu mordomo não está? – perguntei.

-Não – respondeu.

-Seu motorista...?

- Estamos sozinhos – senti a pontada de malicia implícita em sua voz.

O cansaço e a moleza que dominavam meu corpo se dissiparam deixando um leve arrepio em minha espinha. Dei um pulo do banco e cruzei o espaço que nos separava. Meu corpo estremeceu; hesitei e dei um breve passo em sua direção acabando com o curto espaço restante entre nós.

-Nem mesmo Dorothea? – ergui uma sobrancelha.

-Com sua família, em sua casa, do outro lado do estado – um sorriso iluminou seu rosto. Meu rosto se aqueceu enquanto meus dedos percorriam a pele exposta de seu pescoço tentada a aproveitar aquele momento antes de voltar para casa.

-Hm – inclinei-me em sua direção deixando meus lábios roçarem no lóbulo de sua orelha, mesmo que para isso tivesse que ficar na ponta dos pés. Dei uma leve dentada no local e ouvi um som rouco escapar por sua garganta deixando-me mais uma vez arrepiada. – E o quê que tem?

-Realmente quer uma resposta, Elena? – sussurrou com a voz ligeiramente rouca apalpando minhas coxas.

-Por favor — gemi investindo contra seu corpo e me aproveitando do cheiro delicioso de sua nuca.

Suas mãos buscaram minha cintura e ele colou sua boca na minha com tamanha violência que pensei ganhar uma marca de seus dentes. Com as mãos meio tremulas, fiz o que pude para tirar todo aquele agasalho que me impedia de sentir seu corpo verdadeiramente. Ouvi o baque de algo cair no chão com a falta de coordenação de nossos movimentos, mas nenhum de nós pareceu se importar com o deslize.

Seus lábios deixaram os meus e passaram a buscar por meus seios antes mesmo que minha blusa fosse completamente tirada. Senti minhas costas contra o couro macio do sofá e deixei que um suspiro de ansiedade escapasse por meus lábios à medida que se tornava concreto em meu pensamento o que estávamos prestes a fazer. Transar na sala de estar, com todas as portas e janelas abertas, onde qualquer um poderia nos ver.

Pensar naquilo fez com que minha intimidade se umedecesse estimulada pela tensão do momento e pelos dedos ágeis de Damon já no cós de meu jeans. Abri as pernas o máximo que o espaço permitia e o puxei por sua calça prendo-o a mim enquanto minha boca o devorava.

Sua língua brincava com a minha com certa sensualidade espalhando seu sabor por toda minha boca. Gemi em resposta ao seu toque ousado em meu seio parcialmente exposto e dei uma breve pausa para que a peça fosse completamente retirada. Arqueei meu corpo para trás quando seus lábios deixaram os meus e tocaram o vale entre meus seios com uma lentidão exagerada fazendo com que todo o pensamento racional escapulisse de meu domínio.

Havia pouco tempo para terminamos aquilo, a idéia de alguém chegando e nos pegando no flagra era ao mesmo tempo divertida e preocupante, sabia que teria um alto custo, porém não conseguia imaginar coisa mais engraçada acontecendo. Voltei a me concentrar em seus toques, que, mesmo com pouca intensidade, já era o suficiente para que eu me visse extremamente excitada.

Antes que ele mesmo o fizesse, desci minha calça até onde consegui e investi contra sua crescente ereção arrancando-lhe um longo gemido. Passei minhas pernas em torno de sua cintura e rebolei contra seu membro provocando-o ainda mais; sua reação foi de tirar o que restava meu fôlego, sem aviso prévio, Damon deu uma mordida deliciosa em meu pescoço. Algo em mim dizia que aquilo me deixaria uma bela marca, mas sequer me importei.

Contorci-me e consegui uma posição que me desse o privilegio de desvencilhar-me de seu jeans, ansiando mais que nunca um preenchimento em minha região intima. Tive a impressão de arranhá-lo, e mesmo se fosse o caso, não houve um protesto, apenas outro gemido de ansiedade. Para minha surpresa, não havia uma peça íntima que prolongasse minha excitação, logo, deixei que ele descesse minha calcinha com as pontas dos dedos roçando em minha coxa antes de me jogar violentamente contra o sofá.

Damon me penetrou sem hesitar fazendo com que um grito agudo de surpresa quebrasse o silêncio do apartamento. Finquei os dedos no couro comprimindo-os até as juntas ficassem brancas devido o esforço, prendi o lábio inferior entre meus dentes e segurei outro gritinho ao sentir ele começar a se movimentar deixando-me a beira de um precipício de prazer.

Deixei que minha cabeça tombasse para trás num ato de prazer enquanto seus lábios distribuíam beijos desde meus seios ao mais próximo possível. Selei sua boca na minha e aproveitei-me de seu sabor enquanto movia meu quadril de encontro num ritmo assustador. Quebrei o beijo segundos depois quando o aperto em meu sexo avisava-me que estava em meu limite.

-Damon – gemi fechando os olhos numa falha tentativa de alertá-lo.

-Goza para mim, Elena – sua voz era rouca e tomada de prazer. Pela primeira vez, obedeci uma de suas ordens de primeira sentindo ele liberar seu líquido em meu interior, entreguei meu corpo àquelas sensações e deixei-me aproveitar cada segundo antes que a mesma acabasse.

Nunca havia feito sexo em tão curto espaço de tempo, por outro ângulo, aquilo nunca foi tão bom como, não só daquela, mas das ultimas vezes. Eu estava arfando com o rosto banhado de suor, Damon não estava em situação diferente o que serviu para que meu ego inflasse.

-Deveríamos fazer isso mais vezes – disse ele presunçoso.

-Costumo não concordar com você, mas... — minha voz era quase inaudível.

-Quer tomar um banho? – perguntou passando a língua por minha garganta.

-Se você for junto, sim – abri um sorriso malicioso.

Perguntei-me mentalmente se um dia que eu me cansaria daquilo.

(...)

Dei um passo inseguro em direção a gasta escada de madeira da entrada de minha casa. Respirei fundo e ouvi os passos de Damon logo atrás de mim. Deixei minha bolsa ao lado da porta e sem ao menos bater adentrei a porta segurando o fôlego. O murmúrio agitado de vozes vindas da cozinha cessou no mesmo segundo. O sangue escapou de meu rosto e obriguei meus músculos a obedecerem meus comandos dando um passo a direção da porta a diante no corredor.

-Elena! – Miranda exclamou vindo do lado oposto ao que eu imaginava me envolvendo em seus braços. – Por que você ficou tanto tempo sem dar notícias?

-Aprendi com você – disse seca – esperar o máximo que puder para dar uma notícia.

-Não foi culpa minha – sua expressão desmoronou chocada com meu tom de voz.

-A culpa de eu nunca saber a verdade nunca é sua – mantive o mesmo tom – poupe-me dessa discussão.

-Não queria que você ficasse chateada comigo, entenda o meu lado – sussurrou olhando de forma nervosa para a cozinha – desde o início eu fui contra esconderem de você sobre Isobel, mas quando isso veio à tona você reagiu tão mal que tenho medo de te contar qualquer coisa. – seus olhos azuis brilhantes transbordavam preocupação.

Engoli a seco e respirei fundo digerindo seus argumentos. Odiava admitir que aquilo tinha algum fundamento, sabia muito bem de minha personalidade explosiva e como lidava com as coisas quando se tratava de minha mãe. Porém, por outro ângulo, se tratava de algo positivo em relação a ela, nem em meus piores dias eu veria aquilo como algo ruim, muito pelo contrário, havia grandes probabilidades de mudar meu ponto de vista – como de fato aconteceu.

-Mas... – suspirei – se fosse algo ruim – cruzei os braços afastando-me um pouco.

-Desculpa – sua voz foi reduzida a um fraco sussurro – desculpa filha, eu... – passou a mão por meus cabelos. Ignorei meu falso sentimento de raiva e lhe abracei ternamente. A última coisa que eu queria era que ela se afastasse de mim novamente.

-Tudo bem – disse por fim. Pensar nos meses que havia passado sem poder vê-la ou sendo ignorada por todos de casa era um excelente remédio para qualquer briga. – Eu só não quero que você esconda as coisas de mim.

-O que essa desgraçada está fazendo aqui? – a voz de Grayson fez com que meu corpo estremecesse.

-Grayson – ouvi a voz de Miranda se alterar. – Não faz vinte minutos que eu lhe disse que se quisesse continuar morando sob o mesmo teto que eu você a devia respeito. – e como era de se imaginar, eu estava entre eles novamente.

-Cala a boca – desta vez ele não se dirigia a mim.

-Quem te deu o direito de falar assim com a minha mãe? – defendi-a elevando minha voz em algumas oitavas.

-Sua mãe? – ele riu com a expressão dura – É assim que você a agradece? – pausa – melhor, é assim que você nos agradece? Me diz, Elena, quando foi que faltou qualquer coisa para você? Quando foi que você não teve o que você queria exatamente quando você queria? – disse elevando ainda mais sua voz.

-Talvez quando Margareth nasceu e eu tive que começar a pagar suas contas – disse friamente. Estava mais que cansada de ouvir seus desaforos quieta sabendo que Miranda era alvo de suas constantes reclamações. Estava cansada de me submeter a coisas imundas para sempre ser o assunto nas festas de fim de ano, estava simplesmente cansada de fazer aquilo para quem pouco se fodia para minha situação.

Senti o peso de sua mão contra meu rosto. A ardência assumiu o local atiçando meus batimentos cardíacos e fazendo o sangue ferver em minhas veias. Caso ele pensasse que deixaria aquilo como estava, ele estava muito enganado, tudo aquilo que estava guardando para mim estava na ponta de minha língua prestes a ser dito.

-Elena, vai embora – Miranda sussurrou para mim – ele vai te machucar.

-Não – respondi repleta de convicção. A visão de Damon parado a porta dava-me certa sensação de segurança.

-Sinceramente? Diga o que quiser – comecei a travar uma luta feia contra o choro que se formava em meu peito – Estou cansada de fazer isso para ajudar vocês – gesticulei – e só receber ofensas de volta – funguei e pigarreei limpando o nó que se formara em minha garganta – Se vire você com suas despesas porque eu não vou mover uma palha para melhorar nada.

Seu rosto assumiu um tom de vermelho vivo. Dei um passo para trás prevendo uma nova tapa.

-Não me lembro de ter lhe pedido para fazer isso – abri a boca para protestar, mas ele não me deixou falar. – Não me lembro de ter dito que não dava conta de alguma coisa.

-Precisava dizer? – gritei. – Precisava dizer o que Miranda estava passando com Jeremy e com Maggie por conta das contas sem pagar? – senti alguém puxando-me para trás – Precisava dizer quantos meses o aluguel da casa estava sem pagar?

-Mas não precisava ser desse jeito! – ele avançou em minha direção com a mão armada para outra tapa – Não precisava se tornar o que você se tornou – Grayson usou toda sua força para acertar o outro lado de meu rosto – Não precisava me fazer sentir nojo de você – meus olhos estavam mergulhados em lágrimas, não sabia eu se eram por conta da tapa ou de suas palavras – Não precisava me fazer evitar todos os vizinhos por anos por vergonha de todos eles saberem o que você era – a frieza pelo qual ele proferia suas verdades deixou-me completamente desarmada, já não sabia mais o que dizer para manter a discussão. – Não precisava dar para o primeiro que visse pela frente para conseguir dinheiro, existem muitas maneiras mais dignas de se fazer isso – fechei os olhos esperando outro golpe, mas inesperadamente, Damon se colocou a minha frente servindo de escudo tanto para mim quanto para Miranda. – Mas está no sangue, não é? – riu com deboche – Com tanta coisa boa na parte de seu pai, você herda o sangue ruim de... – seu discurso foi interrompido.

-Já escutei demais – a voz não me era completamente estranha – Guarde seus pensamentos para você. – ergui o olhar para desvendar o dono da voz. Ah, não – Ela é minha filha e Isobel era minha mulher.

-Se acha isso por que deixou isso para eu cuidar? – ergueu uma sobrancelha olhando furtivamente para John.

-Por um momento achei que ela fosse ter um futuro melhor com vocês – ele olhava diretamente em meu rosto. — Desculpa Miranda, isso não se aplica a você. Sempre vou agradecer o que você tem feito por ela.

Já não estava entendendo nada. Minha cabeça girava buscando respostas e forças para não desabar ali mesmo. Queria gritar e pedir que todos sumissem dali; queria um momento com Miranda, Maggie e Jeremy... E Damon, os dois homens a minha frente tão semelhantes fisicamente pareciam não pode me oferecer nada além de palavras carinhosas.

-Damon – sussurrei – eu posso... – antes que terminasse de dizer, ele assentiu com a expressão preocupada.

-Leve Maggie com você – Miranda acrescentou – não tenho uma previsão para as coisas melhorarem.

-Onde está Caroline? – ignorei os berros de Grayson para com John e finquei as unhas na palma de minha mão soada.

-Na casa de Matt, ele quer falar com você – acrescentou.

-Depois – senti meu rosto de umedecer.

-Agora vai defender ela? – um calafrio percorreu meu corpo.

-Não acho que seja hora para eu repetir tudo que eu já disse para você, irmão – John disse com autoridade. – Elena, — fiquei completamente paralisada – acho que temos muito que conversar.

Antes que eu formulasse alguma sentença negativa, Miranda cochichou em meu ouvido algo sobre lhe dar uma chance. Assenti e inalei uma grande lufada de ar. Damon passou os braços a minha volta antes mesmo que eu notasse minha falta de equilíbrio. Preparei-me para pegar minhas bolsas, porém Miranda foi mais rápida.

-Hoje não – murmurei e cerrei os lábios. John assentiu sem maiores delongas.

-Não precisa levar nada – acariciou meu rosto enquanto falava – aqui é sua casa, você fica se quiser.

-Desculpa, mãe – solucei em meio as lágrimas que agora lavavam meu rosto – mas eu não quero ficar.

Ela assentiu tentando, em vão, secar minhas bochechas. Miranda depositou um beijo no alto de minha testa e gesticulou para que Damon me levasse para o lado de fora. Respirei fundo mais uma vez e aos tropeços, coloquei-me para fora daquele lugar maçante.

-Vou pegar as coisas de Margareth – disse a Damon – Depois que levar ela no carro, você poderia vir pegá-la? – Ele assentiu e passou os braços ao meu redor.

Assim que a porta do veículo foi fechada deixei que as lágrimas ensopassem minha blusa. Cruzei os braços apertando fortemente o meu peito sentindo o desespero acompanhado de uma de minhas crises de arrastar em passos lentos em minha direção.

Notas finais
Comentem e recomendem! :3