Million Dollar Man
2 Capítulo 2 - Interrogation
Notas iniciais
–Não conheço nenhuma Elena – disse as pressas.
–Pelo que sei sobre você, realmente acho que não se conheça muito bem – deu de ombros.
Meu queixo caiu. Quem era aquele homem? Perguntei-me mentalmente.
Revirei minha cabeça procurando por algo aceitável para confrontá-lo, mas nada me pareceu à altura. Fechei a cara odiando a idéia de pela primeira vez em muito tempo não ter uma resposta na ponta da língua. Por que ele sabia, segundo o que disse, tanto de mim? Até onde eu tinha conhecimento, estava o mais distante possível de ser uma pessoa interessante.
–Então – por um instante, seus olhos deixaram o trânsito intenso e focaram-se em meu rosto. Em seguida, Damon tirou sua mão direita do volante e a levou até a minha coxa. Um arrepio indesejado percorreu por toda a minha espinha. – Quantos anos você tem, Elena?
–Não vejo como venha ser da sua conta – arqueei uma sobrancelha – E meu nome não é Elena – disse e encarei a janela sabendo que mentir estava longe de ser o meu forte.
–Eu sei que você não gosta que te chamem assim quando está no seu horário de, hm – ele franziu o cenho – trabalho. – voltei a encará-lo sentindo a irritação crescendo dentro de mim.
–Se você sabe disso, por que continua fazendo? – perguntei com aspereza.
–Gosto do seu nome – deu de ombros e voltou a encarar a rua movimentada. Por um momento notei que não fazia a menor idéia de onde estávamos indo. Há poucos minutos, havíamos cruzado a ponte do Brooklyn e, pelo que eu sabia, seguíamos em direção a movimentada Manhattan.
Limitei-me a encarar sua mão em minha coxa sentindo-me completamente frustrada. Reprimia o impulso de gritar para ele “Quem é você e por que você sabe meu nome – ou o que quer que seja sobre mim?”. Ao que parecia, ele conhecia muito bem Stefan. Mas, não vejo um motivo para Stefan ter contado tanto de mim para ele. Aparentemente, ele não era o tipo de homem que costumava sair com garotas de programa.
Em questão de segundos, uma paranóia se plantou em minha cabeça. Por que eu? Para que pagar tão caro? Fechei a cara não obtendo nenhuma das respostas de minhas perguntas silenciosas. Minha irritação começou a se tornar algo visível já que a partir daquele momento não conseguia mais manter minhas pernas quietas.
O par de olhos azuis voltou a encarar meu rosto. Ignorei-o e fitei o porta-luvas do carro. Jurei a mim mesma ter o ouvido dar uma risada, revirei os olhos para idéia e firmei as mãos no banco. Inesperadamente, Damon começou a movimentar suas mãos levemente.
Seus dedos faziam movimentos circulares do limite imposto por meu vestido até meu joelho. Aos poucos, pude senti-los se aproximando cada vez mais da parte interna de minha coxa. Outro arrepio involuntário tomou conta de meu corpo deixando-me completamente surpresa. Damon por sua vez, pareceu estar se divertindo com a situação. Um sorriso estava estampado em seu rosto enquanto ele enterrava seus dedos entre minhas pernas.
Com certa agilidade, ele ergueu meu vestido expondo mais a pele sensível de minha perna. Remexi no banco procurando me concentrar em pensamentos coerentes. Respirei fundo e voltei a fitar sua mão, que agora explorava a parte interna de minha coxa até onde minha calcinha permitia.
–Abra as pernas Elena – ordenou e apertou ligeiramente minha perna.
Encarei seu rosto atordoada. Sua expressão mostrava o quanto ele estava lutando para não rir. Perguntei-me mentalmente o que poderia ter graça naquilo, mas contra minha vontade fiz o que me foi dito dando passagem para que seus dedos roçassem contra o tecido fino de minha peça íntima.
Soltei um suspiro alto sem ao menos perceber. Sem tirar os olhos do trânsito, Damon puxou minha calcinha para o lado e passou o dedo levemente sobre minha intimidade. Cravei minhas unhas no banco procurando por firmeza.
Lentamente, senti seus dedos serpentearem por toda extensão de meu sexo. Soltei um gemido involuntário e deitei minha cabeça no banco tentando controlar minha respiração. Seus toques se aprofundaram, fazendo não só caricias, mas também movimentos circulares em volta de meu clitóris.
Fechei os olhos e respirei fundo mais uma vez, mas fui surpreendida por sua agilidade. Damon havia me penetrado com dois se seus dedos fazendo que outro gemido escapasse por meus lábios. Cerrei o punho com força cravando ainda mais minhas unhas no banco o sentindo deslizar os dedos para dentro e depois para fora de mim.
Começava a me sentir úmida, e ele deixou claro que sabia disso quando começou a fazer seus movimentos com mais intensidade. E sem, mais nem menos, parou e colocou minha calcinha no lugar.
–Pensando melhor, — ele franziu o cenho – não acho que isso seja certo.
–Desculpa? – não fazia a menor idéia do que ele estava falando.
–Não quero transar com você, Elena – sua voz era um tanto debochada.
Suas palavras soaram como uma balde de água fria.
–Então para que estou aqui? – perguntei sem pensar duas vezes.
–Por que quero saber mais sobre você. – disse e deixou que um sorriso iluminasse seu rosto.
–Então para que pagou tanto dinheiro? – minha voz soou seca.
–Curiosidade – usou como desculpa.
–Quem é você e por que quer saber de mim? – ri sem nenhum vestígio de humor.
–Damon – pausa — achei que soubesse meu nome – usou um tom sedutor.
–Mas eu perguntei quem é você e não qual é o seu nome – arqueei uma sobrancelha.
–Digamos que sou um amigo íntimo de longa data do Stefan – sacudiu a cabeça positivamente.
–E digamos que isso não diz muita coisa – mantive minha voz seca.
–Então vamos supor que ele fala muito de você – seus olhos vagaram da pista para meu rosto – e estou curioso.
–Ah sim, claro, que interessante – disse com deboche.
–Não se acha interessante? – ergueu uma sobrancelha fingindo espanto.
–Não te interessa o que eu penso sobre mim – virei a cara para a janela.
–Por que não? – naquele momento ele realmente parecia curioso.
–E mais uma vez não vejo como algo do tipo possa ser da sua conta – dei de ombros e soltei um suspiro pesado.
–Estamos chegando ao restaurante – Damon mudou o assunto repentinamente. – Espero que goste de frutos do mar.
–Gosto – disse por fim.
–Um progresso – disse e olhou para mim novamente – Já sei alguma coisa sobre você.
Fechei a cara novamente.
Quando chegamos ao restaurante senti-me completamente deslocada. Localizado no andar mais alto de um dos maiores prédio do centro de Manhattan, o restaurante tinha as paredes revestidas por uma tinta azul clara e era decorada por quadros que poderia jurar ter custado uma fortuna. O chão por sua vez, era recoberto por mármore claro enquanto mesas de metal e vidro ocupavam todo o enorme salão. Ao fundo, era possível ver um enorme aquário repleto de peixes de variadas espécies.
Em questão de segundos, Damon e eu já estávamos sentados em uma das mesas, que segundo ele, era uma das mais reservadas do lugar. De fato, ninguém poderia nos encarar sem que nós percebêssemos. Aquilo confirmava o que ele havia dito quando chegamos, “Conheço esse lugar como ninguém”.
–Já decidiram o que vão comer? Querem alguma sugestão? – uma loira alta extremamente atraente perguntou com um sorriso no rosto.
–Ainda não – Damon sorriu dando-me a impressão de estar cantando ela. Revirei os olhos reprimindo uma risada – Mas, se não fosse incômodo, gostaria de falar com a dona do estabelecimento.
–Infelizmente isso não será possível – a loira corou – ela está ocupada na cozinha e... – ele a interrompeu.
–Diga a Charlotte que quem quer falar com ela sou eu – deu outro sorriso – Damon Salvatore.
Salvatore. Por que aquele nome não me era estranho?
–Vou ver o que posso fazer – sacudiu a cabeça positivamente e se retirou.
Encarei a minha volta sentindo como se todos ali presentes falassem por minhas costas. Esse era o motivo pelo qual eu raramente saia de Coney Island. A todo lugar que eu ia, parecia ter alguém que falava de mim por minhas costas. Ou até mesmo que ria de mim e de minha situação. Abaixei a cabeça e encarei meus pés através do vidro da mesa.
–Quer ir para outro lugar? – Damon perguntou parecendo-me extremamente gentil.
–Não – murmurei. Todo lugar seria a mesma coisa.
–Aconteceu alguma coisa? – perguntou enquanto passava a mão por seus cabelos negros.
Limitei-me a sacudir a cabeça negativamente.
Isso não pareceu convencê-lo, mas não gastaria minhas palavras para tentar fazer tal coisa. E, saber qualquer coisa de mim lhe daria o gostinho de vitória – que não pretendia lhe dar nem tão cedo. Nunca, corrigindo.
–Charlotte – ele deu uma breve risada.
Ergui minha cabeça e encarei a mulher que ele fitava. Charlotte vestia um vestido vinho escuro que valorizava muito bem seu corpo, seus cachos castanhos chegavam até sua cintura e sua pele clara entrava em contraste com seus olhos esverdeados. A julgar por sua expressão, não a agradava nem um pouco estar ali.
–Damon – disse meio azeda.
–Sabia que você viria – ele riu.
–Posso saber o que você quer? – soltou um suspiro pesado e passou a olhar para mim.
Seu rosto se contorceu em uma demonstração explícita de nojo. Senti minhas bochechas ganharem um tom rosado. Voltei a encarar meu pé e tentei ignorar a conversa dos dois.
–Conversei com o meu advogado – o ouvi soltar um suspiro – Finalmente estamos livres um do outro.
– Só acredito nisso quando estiver com a papelada do divórcio em minhas mãos – senti um calafrio assaltar meu corpo.
Que tipo de droga ele usava para me trazer para o restaurante da ex-mulher dele? Questionei-me mentalmente ficando tentada a levantar e ir embora.
Já havia saído com homens casados – mas nenhum deles esfregava isso na cara de suas esposas – ou ex-esposas, que seja. Mordi o lábio ficando ligeiramente intrigada com a situação. Pelo menos sabia o motivo por estarem me encarando.
–Não seja por isso, vá até a empresa pela manhã. – Damon começou a tamborilar os dedos na mesa. – Está tudo no meu escritório.
–Ok – sua voz soou mais agradável. – Era só isso?
–Não – pausa – Essa é a Elena, indelicado de minha parte não lhe apresentar a ela. – ergui a cabeça em choque. Puta merda.
Ela me encarou mais uma vez, em vez de nojo, seu rosto expressava raiva. Não a culpava, no lugar dela teria a mesma reação. Ou pior.
Ou pior, com certeza. Provavelmente, partiria para cima e arrancaria todos os fios de cabelo que tinha na cabeça. Isso se meu humor ajudasse, caso contrário acabaria com seus dentes também só por garantia.
–Elena, essa é Charlotte, dona do restaurante e minha ex-mulher – seu sorriso aumentou.
–Muito prazer, Elena – ela disse com excesso de cordialidade deixando claro de que estava abusando da falsidade. – Quem é ela, Damon? – a morena arqueou uma sobrancelha.
–Minha namorada – disse e relaxou sua postura na cadeira.
Namorada? Reprimi uma vontade sobrenatural de rir. Ele não usava drogas, ele abusava delas a ponto de mesmo não estar sob o efeito das mesmas, agir como se em vez de glóbulos brancos e vermelhos seu sangue fosse feito de pedras de craque e cocaína.
Não o conhecia à meia hora e ele já me enfiava numa complicação pessoal dele. Ótimo, que vida maravilhosa a minha.
–O prazer é todo meu – forcei um sorriso.
–Literalmente – ela revirou os olhos e nos deu as costas.
Fechei a cara e encarei Damon querendo mais do que tudo levantar e limpar minhas mãos em sua cara.
–Qual é o seu problema? – disse mais alto do que devia.
–Eu paguei você, não interessa para que, faça e seja o que eu quiser – deu de ombros.
–E a próxima coisa que eu serei... Hm, me deixa pensar – minha voz estava carregada de ironia – um gato. Isso, solteiros amam gatos, até porque são os bichos mais carentes da face da terra.
–Prefiro os cachorros, — franziu o cenho – não sou uma pessoa carente Elena.
–O fato de minha presença prova o contrário – mordi o lábio e passei a mão por meu cabelo.
–Faça um favor, não morda o lábio – disse sério de repente. Talvez devesse anotar no guardanapo que ele mudava de assunto rápido demais só para não me perder até o fim da noite. Revirei os olhos mentalmente. – Isso me dá vontade de... – pausa – deixa para lá.
–Termine – odiava quando falavam aquilo para mim.
–Até onde eu sei, não posso beijá-la – deu de ombros.
–Ah sim – disse indiferente – Não, não pode.
–Então não morda seus lábios de novo, caso contrário, ultrapassarei seus limites – disse e deu um breve sorriso.
Damon pediu nossa comida ao perceber que um silêncio desconfortável havia se plantado entre nós. Não dei minha opinião no que ele pediria, afinal, não sentia nem vestígio de fome. Já havia feito minha refeição do dia, não podia engordar uma grama sequer, não queria e nem podia levar a surra que Caroline levou no ultimo mês quando Stefan descobriu que suas roupas não cabiam mais em seu corpo.
A principio comemos em silêncio. O salmão grelhado estava realmente uma delícia, mas minhas garfadas eram preguiçosas de mais – meu medo de engordar era grande demais. Quando já havia consumido metade, dei um gole no vinho que tinha sido servido junto a comida. Por um instante, olhei para o prato de Damon e percebi que ele já havia terminado.
–Quer comer outra coisa? – perguntou depois de limpar sua boca.
–Não – como ato involuntário, mordi meu lábio inferior. No segundo seguinte a expressão de Damon já não era a mesma. – Desculpa? – ele pareceu ignorar.
–Certeza?
–Sim, já estou satisfeita – disse com simpatia.
–Mas você não comeu quase nada – arqueou uma sobrancelha.
–O suficiente – disse e dei outro gole no vinho.
–Ok – deu de ombros – Quer alguma sobremesa?
–Hm, não.
–Bom, eu vou pedir sorvete de baunilha com bolo de chocolate, é uma delícia se te serve de consolo – disse e assim fez.
Entrelacei meus dedos em meu colo e preparei-me mentalmente para o trajeto de volta. Suas perguntas eram irritantes, sua companhia nem tanto. Não só suas perguntas, sua ex-mulher também. Ainda me sentia desconfortável por estar naquele lugar.
–Quer provar? – perguntou arrancando-me de meus devaneios.
–Não, obrigada – respondi ainda encarando minhas mãos em meu colo.
–Quer outra coisa? – seus lábios estavam sujos de sorvete. Eu ri sem querer.
–Não.
–Então – suspirou – Onde você mora?
E de volta as perguntas.
–Por que você quer saber? – tentei manter meu tom educado.
–Porque eu vou te levar em casa – disse e passou a língua em seus lábios limpando o sorvete de sua boca.
–Não precisa, pode me deixar em Coney Island mesmo – murmurei.
–Vai dormir lá?
–Sim – dei de ombros.
–Sua família deixa? – cerrou os lábios. – Eu sei que você é menor de idade.
Claro que ele sabia.
–Isso importa?
–Por que você acha que nada importa?
– Talvez porque eu não me importe.
–O fato de você não se importar, não significa que ninguém se importe – sussurrou. Depois de uma grande pausa, terminou de dizer – Podemos ir então?
–Não vai pagar a conta? – dinheiro ele tinha.
–Não preciso – ele riu e se colocou de pé.
O segui sem dizer uma palavra. Já no carro, prendi meu cabelo num coque frouxo e tentei relaxar. O relógio do painel do carro informava-me que ainda não eram meia noite. Respirei fundo e lembrei-me da promessa que havia feito a Matt. Talvez eu pudesse pedir para que ele me deixasse na casa de Matt, seria meio caminho andado e não teria de servir Stefan para que pudesse ficar no motel durante a noite.
Senti minha expressão se desmoronar pensando no assunto. Não queria admitir que estava com medo de não ser bem recebida. Mas a saudade sempre falava mais alto, independente de como seria, teria de me arriscar para passar o dia com minha mãe e minha irmã. E também tinha que admitir que estava com saudades das brigas fúteis que tinha todo santo dia de manhã com Jeremy.
–Coney Island mesmo? Tem certeza? – Damon perguntou puxando-me de volta para a realidade.
–Seria pedir muito – sussurrei – que você me deixasse no Queens?
–Não – ele sorriu.
–Obrigada – abri um sorriso largo.
Pensei em ligar para Matt, mas meu celular estava descarregado só Deus sabe onde. Na verdade talvez eu soubesse, no bolso de minha calça jeans dentro de minha mochila no quarto onde eu costumava me arrumar no Motel. Que útil, pensei comigo mesma.
Permiti-me olhar para Damon enquanto ele dirigia para manter meus pensamentos distantes do dia de amanhã. Mesmo na luz escassa do carro era possível ver a intensidade do azul de seus olhos. Quantos anos ele tinha? Não podia ser mais que vinte e oito ou talvez menos. Revirei meu cérebro de ponta a cabeça procurando por algo para dizer – se é que eu devia dizer alguma coisa. Ele sabia muito mais de mim do que deveria, isso me dava direito de lhe interrogar.
–De onde conhece o Stefan? – mordi o lábio mais uma vez sem perceber. Por minha sorte, ele não viu.
–Você não responde minhas perguntas e eu devo responder as suas? – perguntou arqueando uma sobrancelha.
–Você sabe alguma coisa de mim, isso te dá alguma vantagem – revidei.
–Éramos do mesmo orfanato quando crianças – disse despreocupadamente.
–Ah – meus olhos se arregalaram de surpresa.
–Vai me dizer quantos anos você tem agora? – perguntou olhando-me de esguelha.
–Dezessete – disse como um suspiro.
Damon fez uma careta e resmungou algo para si mesmo. Olhei para o lado de fora da janela onde a paisagem virava um borrão a medida que avançávamos no caminho até casa de Matt – não que ele soubesse onde estava me levando.
–Posso te dizer uma coisa?
–Hm, pode – disse meio sem jeito.
–Você não tem idéia do que está fazendo com sua vida – fechei a cara. Não era a primeira vez que escutava isso. – Mas se você quer saber, mudei de idéia.
–Sobre?
Em vez de responder ele virou em uma rua aleatória e estacionou o carro numa área deserta. Olhei para seu rosto e senti todo meu corpo se estremecer. Já sabia sobre o que ele havia mudado de idéia. No instante seguinte, ele saiu do carro. Observei enquanto ele se aproximava e abria a porta do carona puxando-me para fora.
Meu rosto ficou a centímetros do dele. Prendi a respiração com medo do que aconteceria depois. Para minha surpresa, ele praticamente me arrastou e fez com que eu me sentasse no capô de seu carro. Qualquer outro homem surtaria com aquilo, mas Damon parecia estar se divertindo ao máximo.
Suas mãos levantaram meu vestido e separaram minhas pernas. O ajudei um pouco e apoiei minhas mãos no carro procurando por equilíbrio. Ele se aproximou com um sorriso no rosto e levou as mãos até minha cintura. Os arrepios causados por seus toques estavam começando a me tirar do sério, mas a parte racional de meu cérebro não estava mais correspondendo desde que seu corpo roçava contra o meu lentamente.
Ele roçou seus lábios contra a pele fina de meu pescoço. Em qualquer outra noite diria que aquilo era um limite rígido, mas a sensação era boa demais para que eu o impedisse. Não se contentando, Damon deu leves mordidas no lóbulo de minha orelha fazendo com que eu sentisse como se tivesse acabado de levar uma descarga elétrica de alta tensão.
Fechei as pernas em volta de seu quadril facilitando um pouco as coisas para o lado dele. Automaticamente senti sua ereção crescente contra o tecido fino de minha roupa íntima. Gemi involuntariamente e apertei mais minhas pernas a sua volta.
Damon se afastou por alguns segundos – tempo para que ele abrisse sua calça e abaixasse sua boxer o suficiente para libertar seu membro. Seus olhos encontraram os meus por um curto período de tempo. O azul intenso parecia em chamas. Chamas que devoravam cada célula existente de meu corpo.
Abri um pouco mais as pernas e deixei que ele ficasse entre elas de novo. Suas mãos não voltaram para minha cintura, elas massageavam meus seios vorazmente. Gemi outra vez e mordi o lábio reprimindo a vontade de gritar.
–Eu avisei a você que se você fizesse isso – ele começou e passou os dedos por meus lábios. Fechei os olhos esperando que ele me beijasse, mas em vez disso, ele deu uma leve mordida no meu lábio inferior. Arfei sentindo seus dedos abaixando minha calcinha até metade de minha perna.
Abri os olhos e o vi envolver seu membro com o preservativo. Em seguida, ele se enterrou em mim arrancando-me outro gemido. Damon deitou a cabeça em meu ombro enquanto suas mãos estavam ocupadas brincando com meus cabelos. Comecei a me mover e acabei por conseguir que ele soltasse um gemido longo e rouco no pé de minha orelha.
Não precisei de mais trabalho, suas mãos deixaram meus cabelos e agarram minhas coxas enquanto ele se enterrava cada vez com mais força dentro de mim. Levei a mão para seus cabelos puxando suas raízes ligeiramente e o prendendo a mim.
Sem muitas delongas ele puxou meu quadril de encontro ao dele e chegou ao seu ápice. Deixei que o orgasmo dominasse meus sentidos logo em seguida. Respirei fundo tentando recompor minha expressão. Damon se afastou e ajeitou sua roupa com um sorriso pervertido no rosto. Coloquei minha peça íntima no lugar e dei um pulo colocando-me de pé para ajeitar meu vestido e em seguida meu cabelo.
–Sem sentimentos, sem culpa – disse com um sorriso enorme no rosto.
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