Millennium Odyssey: Réquiem do Último Solstício
13 Conflitos
Kara se aproxima lentamente de Violetta, que está caída no chão, amedrontada. Ela chega mais perto da garotinha. Violetta bate a garrafa de vinho que está segurando em Kara.
Kara pega a garrafa com sua mão, sem nenhum esforço, e a quebra facilmente. Ela lambe um pouco do vinho em sua mão. "Hmm~ Uma deliciosa bebida. Agora, preciso de um acompanhamento."
"P-P-Para trás !" — Violetta diz.
Kara abre sua boca e morde o pescoço de Violetta.
"Ugh… ?" — Violetta diz, confusa.
Kara não mordeu o pescoço de Violetta. Na verdade, ela parou muito perto. Kara se afasta dela e põe as mãos na cabeça, sentindo uma dor agonizante. "Ugh- Gah ! E-Eu não posso... ! Madame… Milena… !"
Violetta encara Kara se contorcendo. "Eh… ? O que é que ela…"
Kara para e aponta sua bengala para Violetta. "Hah... Hah… Você, sua pestinha ! O que fez comigo ?!"
"E-Eu não-" — Violetta diz, sendo interrompida por Kara.
"Eu vou fazer seus ossos derreterem, pivete !" — Kara diz. Ela corre na direção de Violetta.
De repente, a porta é explodida, sendo jogada em Kara, que consegue desviar. Stella entra no local e abraça Violetta. Kara olha para trás. Há uma carta grudada na porta. A carta explode, jogando a alquimista contra uma parede e a desmaiando.
Stella solta Violetta. "Ainda bem que eu não confio fácil nas pessoas." — Ela olha para Violetta. "Tá fazendo o que aqui ?!"
"É-É que eu queria matar ela ! Essa mulher é do mal !" — Violetta diz.
"E você é idiota !" — Stella diz, brava. "O que achou que ia acontecer ?!"
O grupo chega, junto de Bianca.
"Tudo legal aqui ?" — Cirius pergunta.
"Ouvimos a explosão !" — Mira diz.
Marco vê Violetta. "Violetta ! O que pensa que está fazendo ?!"
"P-Papai, eu…" — Violetta diz, em choque.
Marco abraça Violetta. "Tudo bem. Está tudo bem agora. O que importa é que você não se machucou."
Luna levanta Kara. "Mulher malvada quase machucou amiga de Luna."
Kaito amarra as mãos de Kara com seu fio azul. "Pronto. Desse aqui, ela não sai."
Stella solta um suspiro. "E é por isso que eu odeio crianças. Não dá pra vocês ficarem paradas por um segundo ?"
"Ela é uma mulher muito mais forte do que você pensa. O que queria fazer aqui ?" — Èris pergunta.
"…Eu… Eu só queria ajudar…" — Violetta diz, triste. "Se esses idiotas não tivessem traído meu pai, nós íamos passar mais tempo juntos."
Bianca solta um suspiro. "Criança, não é assim que as coisas funcionam. Ok, eu até te entendo, aquela mulher É irritante. Só que isso não significa que tem de sair por aí matando todo mundo. Deixa as coisas difíceis pros adultos, tá ?"
Violetta concorda com sua cabeça, triste.
"Fico muito feliz que queira ajudar sua família e seu povo, mas não é uma coisa que você é capaz de fazer agora. Tudo tem seu tempo." — Galadriell diz.
"Bom, você é minha heroína. Isso eu posso te garantir." — Cirius diz.
Violetta levanta sua cabeça. "…Jura… ?"
"O que marido quer dizer com isso ?" — Luna pergunta, confusa.
"Mais cedo, quando eu ia ter aquele… encontro desagradável com a Andreina, foi você quem gritou, não foi ?" — Cirius pergunta.
"Aham ! E ela caiu que nem uma idiota ! Ahahaha !" — Violetta diz, sorrindo.
"O que você fez, dessa vez, Violetta ?" — Marco pergunta.
"Relaxa. Ela me ajudou. Eu tava cercado, daí sua filha gritou e despistou a Andreina. Foi bem legal." — Cirius diz.
"Heh, fazer o que, né. Eu sou uma heroína, afinal de contas." — Violetta diz, se gabando.
"Eu ainda te odeio." — Kaito diz.
Kara começa a acordar. "…Ugh…"
Todos pegam suas armas.
"Preparem-se." — Galadriell diz.
"Não tirem o olhar dela. Qualquer coisa pode acontecer." — Èris diz.
Kara vê Marco. "Você ! Sabia que isso era coisa sua, seu traidor !"
"Também é um prazer vê-la, Kara." — Marco diz.
"Espere só até a madame descobrir que está aqui. Ela enviará cada soldado diretamente para seu lar." — Kara diz.
"Se contar, eu faço uma árvore crescer dentro do seu cérebro." — Kaito diz.
"Vá em frente. Não é como se meu destino fosse diferente." — Kara diz.
"Uh… Hein… ?" — Kaito diz, confuso.
"Parando pra pensar, quando eu peguei ela, a Milena disse para pegarem os 'fugitivos', não o fugitivo." — Cirius diz, pensativo.
"Regra nova, Marco. Se formos pegos por terroristas, somos assassinados por traição também." — Kara diz.
Todos se espantam.
"Aquela sádica…" — Galadriell diz.
"A maldade de Milena não conhece limites ?" — Èris pergunta.
"Ótimo. Isso significa que você não tem mais nenhum motivo pra não abrir o bico." — Bianca diz.
"Eu jamais diria nada que prejudicaria minha Pantalone !" — Kara diz. "Você era um de nós, Marco ! Você nos traiu ! De todos, pensamos que você é quem ficaria mais ao lado da madame Milena !"
"Vocês foram cegados ! E você contribuiu com um plano que sequer sabia o motivo !" — Marco diz.
"Não preciso de um motivo ! Tudo que preciso é de minhas pesquisas e a aprovação da madame Milena !" — Kara diz.
"Mulher malvada não vai falar mesmo." — Luna diz.
"Deixa ela. Alguma hora, vai ter de dizer alguma coisa. Isso é, se ela quiser comer e beber." — Stella diz.
Bianca tem uma ideia. "Beber, huh ?" — Ela pega uma das garrafas de vinho.
"Uh… Dar bebida não ajuda numa hora dessas." — Kaito diz.
"É..." — Cirius diz.
"Essa aqui é especial." — Bianca diz.
"Especial ? O que tem de especial em vinho ?" — Mira pergunta.
"Essa belezinha aqui foi tirada das prateleiras porque causa dor de cabeça extrema em quem bebe." — Bianca diz. "Eu ainda não entendo o porquê. Só queria fazer uma bebida com a Signora Della Speranza, mas acabou que deu errado. O que é estranho, porque eu e Giullia bebemos, mas não sentimos nada estranho."
"Não deve afetar os Korgen." — Cirius diz.
Bianca dá de ombros. "Pode ser."
"Faça seu pior, eu não me importo ! Torture-me o quanto quiser !" — Kara diz.
"Não se preocupa, eu não vou pegar leve." — Bianca diz. Ela pega Kara pelo rosto e força ela a beber.
Kara cospe e começa a se contorcer. "Ugh- GAH !"
"Viram só ? Quase na hora." — Bianca diz. "Um gole foi o suficiente pra estragar todo mundo."
"Que cana brava, hein..." — Kaito diz.
"Mas isso não irá matá-la, não é ?" — Galadriell pergunta.
"Nah. Ninguém chegou a morrer. No máximo, dor extrema." — Bianca diz. Ela imobiliza Kara e força ela a beber novamente. "Relaxa. Tá acabando."
O conteúdo da garrafa acaba.
"Pronto. Tem certeza de que não vai abrir o bico ?" — Bianca pergunta.
"…M-Madame Milena… ! Eu… Fumaça… Impossível…" — Kara diz, agonizando.
"Você quebrou ela !" — Stella diz.
"Acho que eu exagerei…" — Bianca diz.
Violetta encara Kara.
"Bom, mais um pouco deve fazer ela falar." — Bianca diz.
"Não !" — Violetta diz.
Todos olham para Violetta.
"Uh… Você sabe que ela tentou te matar, né ?" — Cirius pergunta.
"Ser legal é legal, mas não é tão legal ser legal com quem é do mal." — Luna diz.
"Mas eu acho que ela não é do mal." — Violetta diz.
"Você já esqueceu os minutos anteriores ?" — Kaito pergunta.
"Quando ela tentou me matar, bebeu um pouco do vinho sem querer e parou de me atacar, dizendo que 'não podia'." — Violetta diz.
"Está dizendo que ela não é ruim ?" — Marco pergunta.
"…Madame Milena… Ruim… Madame... Madame…" — Kara diz.
"Lá no fundo, ela não é ruim. Só está sendo controlada." — Cirius diz.
"…Fumaça… Madame Milena… Por favor…" — Kara diz.
"É como se ela tivesse relutando contra alguma coisa…" — Stella diz.
"Relutando…" — Cirius sussurra para si mesmo, confuso. De repente, ele tem uma ideia. "É isso ! A resposta tava bem na nossa cara !"
"A resposta de que, Cirius ?" — Galadriell pergunta.
"Me dá mais uma garrafa disso." — Cirius diz.
Bianca entrega uma garrafa de vinho para Cirius. "Vê se não exagera. Ela precisa ficar viva."
Cirius pega Yaldabaoth e quebra a garrafa com a espada, a cobrindo com a bebida.
"Ficou maluco ?! Agora não é hora de gastar bebida !" — Kaito diz, bravo.
"Pra trás !" — Cirius diz.
Todos se afastam. Cirius põe fogo em sua espada, também incendiando o vinho. Ele balança sua arma, jogando o vinho no chão, perto de Kara. Esse vinho queima mais um pouco de vinho de outra garrafa e começa a fazer uma fumaça roxa transparente.
"Não acabamos de dizer que ela precisa estar viva ?!" — Mira pergunta, brava.
A fumaça rapidamente se dissipa. Kara começa a tossir. Ela acaba vomitando.
"Cirius ! O que pensa que-" — Èris diz, sendo interrompia por Cirius.
"Não é magia." — Cirius diz.
"Não é magia ?" — Luna pergunta, confusa.
"Esse tempo todo, a resposta tava bem na nossa cara. E faz mais sentido agora que eu paro pra pensar." — Cirius diz.
"Ficou maluco, ruivinho ? Fala a minha língua." — Stella diz.
"Há um tempo atrás, eu estava passando um tempo com a Vega, e ela estava estudando umas doenças neuro-alguma coisa." — Cirius diz. "Ah ! Neurológicas ! É basicamente uma coisa que ataca seu cérebro, em vez do seu corpo inteiro."
"Está insinuando que Fiore não está sobre um encanto ?" — Marco pergunta.
Cirius nega com sua cabeça. "Muito pelo contrário, isso É uma magia. Só que o povo não tá sendo controlado por ela, tá sendo controlado por uma doença !"
"O que faz você pensar isso ?" — Galadriell pergunta.
"Para pra pensar, por que só as flores foram afetadas ? Não é só porque a Milena odeia elas, é porque ela sabia que as flores são a única cura para a doença !" — Cirius diz. "Nós, Bianca, Marco e a família dele somos a prova disso. Todos nós estivemos em contato com a Signora Della Speranza, e, até agora, não fomos afetados. Eu me encontrei com uma senhora, quando estava fugindo, e não parecia que ela estava sobre o controle de Milena. E, onde ela estava, também tinha a flor. Sem contar que todas as pessoas que tomaram o vinho e 'passaram mal' estavam em contato direto com a neblina. E, qual é o ingrediente principal do vinho ? Signora Della Speranza !"
"Agora que você disse, até que faz sentido..." — Stella diz.
"Marco, você não disse que a flor tinha um aroma maravilhoso ? Provavelmente, essa fragrância misteriosa é a cura !" — Cirius diz.
"Whoa ! Marido é um gênio !" — Luna diz.
"Juntando as peças, faz todo sentido. Milena sabia da cura, então mandou anular todas elas." — Marco diz.
"Então isso significa que as pessoas nunca estiveram passando mal, só estavam sendo desintoxicadas." — Bianca diz. "Tch. E eu preocupada que finalmente tinha feito algum vinho ruim."
"Essa, uh… Essa é a menor das preocupações, agora…" — Stella diz.
"Se minha ideia der certo, daqui a pouco a Kara vai estar boa." — Cirius diz.
"Hah… Hah… Superada… por um mero pirralho… !" — Kara diz, brava.
"Ainda tem forças, huh ?" — Kaito diz. Ele põe uma pedra em sua luva.
"…Marco… seu traidor… !" — Kara diz.
"Kara… Escute, logo, você entenderá que eu jamais trairia meus amigos-" — Marco diz, sendo interrompido por Kara.
"…Por que não voltou… para nos libertar… ?!" — Kara pergunta.
Todos inclinam suas cabeças, confusos.
"…Me desamarre logo… idiota… ! E… me devolva… minha bengala… ! Vou enfiá-la… tão fundo… naquela criança mimada… que ela vai… se arrepender de… mexer com Kara Greco… a alquimista mais genial… de toda Bastion Spei… !" — Kara diz.
Marco solta um suspiro. "Podem desamarra-la. Esta é a Kara com que trabalhei."
"Tem certeza disso ?" — Kaito pergunta.
"Essa fúria incontrolável por assuntos triviais era uma das características dela. Infelizmente..." — Marco diz.
"Tô confiando em você, hein tigrão." — Kaito diz. Ele estala os dedos.
O fio azul desaparece dos punhos de Kara. Ela passa a mão em seus pulsos. "Mais respeito comigo. Sabe com quem está lidando ? Eu sou uma mente genial e revolucionária."
"Tem certeza de que ela sempre foi assim... ?" — Galadriell pergunta.
Marco concorda com sua cabeça, constrangido.
Kara respira fundo. "Hah… A liberdade cheira a poeira, algo queimado e vinho barato de má qualidade."
Bianca franze uma sobrancelha. Ela estrala seus punhos. "Não seria engraçado se uma caixa inteira desse 'vinho barato de má qualidade' acabasse descendo pela sua garganta ?"
"Esta seria uma piada de mal gosto. Assim como o vinho. Aaahahaha !" — Kara diz.
"Violeta… Eu acho que a Giullia precisa da sua ajuda lá em cima…" — Bianca diz, segurando seu ódio. "Sua tia precisa resolver algumas coisas aqui…"
"Tá bem…" — Violetta diz. Ela vai embora.
"Que bom que está de volta, Kara. Agora pode nos ajudar a eliminar essa neblina horrível." — Marco diz.
"Morda sua língua, velho amigo ! Aquela neblina foi incrivelmente preparada pela minha genial mente !" — Kara diz, brava.
"Você se orgulha disso ?!" — Èris pergunta, brava.
"Mas é claro que me orgulho ! Quem não se orgulharia de criar um controle de mente em massa capaz de afetar uma cidade inteira ?" — Kara pergunta.
Èris tenta dizer algo, mas não consegue.
"Ela tem um ponto." — Kaito diz.
"O que eu não me orgulho é de ter sido usada desta forma." — Kara diz. "Ninguém, NINGUÉM, usa o gênio de Kara Greco, e sai ileso !"
"Vai ajudar a gente ou não vai ?" — Mira pergunta.
"Mas é claro. Qualquer coisa para tirar o sorriso confiante daquela ingrata." — Kara diz.
"Eba ! Moça esquisita é amiga !" — Luna diz, animada.
"Primeiro, você, pirralho." — Kara diz, apontando para Cirius. "Bom trabalho. Bem que eu desconfiava que nossa querida Signora Della Speranza era especial. Só nunca tinha tido tempo para estudar suas propriedades afundo."
Cirius passa a mão em sua nuca, sem jeito. "Foi nada. Ehehehe."
"Capitano, qual o plano ?" — Kara pergunta.
"Vamos neutralizar os reforços juntando todos os guardas em um local específico e inundar este local, jogando todos no mar." — Marco diz. "Isso nos dará tempo o suficiente para atacarmos o resto da guarda especial."
"Pfftt ! Este é o seu plano ? Devo lhe dizer, suas táticas ficaram fracas, para alguém que costumava impor medo com seus planos geniais." — Kara diz.
"Tem alguma ideia melhor ?" — Èris pergunta.
"Eu sou a alquimista mais genial de toda Bastion Spei. O que acha ?" — Kara pergunta. "Cancele essa ideia. Milena jamais concentraria sua força inteira em um só local. Ela pode ser mimada, mas não é estúpida."
"Bom, a gente não considerou isso…" — Mira diz.
"E vai fazer o que, então ?" — Kaito pergunta.
Kara dá um sorriso malicioso. "Oh, eu sei muito bem o que vou fazer. Se aquela maldita fêmea quer tanto assim uma fumaça, vamos dar uma fumaça para ela. E eu tenho o maquinario perfeito para isso."
"Maquinario ?" — Luna pergunta.
"Não acreditariam nas invenções que aprendi, quando estive em Alphiden. Tenho tantos esquemas de objetos de ferro movidos a magia, capazes de fazer trabalhos humanos. E até inumanos. Nossa vida ficaria muito mais fácil, caso esses esquemas funcionem-" — Kara diz. Ela se interrompe e limpa sua garganta. "Voltando ao assunto em questão, o que está espalhando essa neblina é uma máquina movida a magia. Se eu conseguir entrar em meu laboratório, poderei desligá-la e finalizar a neblina de uma vez por todas."
"Isso é legal, e tudo mais, mas se o povo tá doente, isso não vai ajudar em muita coisa." — Stella diz.
"Se me deixar terminar." — Kara diz. "Me baseando nos esquemas da máquina de neblina, eu desenvolvi uma outra máquina, uma capaz de recriar nosso famoso L'abbraccio Della Fanciulla."
"L'abbraccio Della Fanciulla !?" — Marco pergunta, surpreso.
"Seria bom para atrações. Imagine poder experiênciar o festival todas as vezes que queremos. Teríamos viajantes por todos os lados." — Kara diz.
"Mas isso não ia estragar a graça ?" — Luna pergunta. "A graça de uma coisa que acontece só uma vez é que acontece só uma vez, não ?"
"Tô com a Luna nessa. Dá mais vontade de ver se eu tiver de esperar." — Cirius diz.
"Estão me dizendo que gastei anos de pesquisa, recursos e trabalho físico e mental apenas para tudo acabar sendo inútil ?!" — Kara pergunta, brava.
Todos concordam com suas cabeças.
Kara repentinamente se acalma e volta a sorrir com malícia. "Heh, pois é aí que se enganam, formas de vida de intelecto inferior. Minha máquina TEM um propósito, afinal."
"E esse seria… ?" — Galadriell pergunta.
"Você, produtora de vinho." — Kara diz, apontando para Bianca. "Quanto mais desta bebida fermentada ainda tem ? E, o quão concentrada ela é ?"
"Muita. E muito." — Bianca diz.
"Ótimo. Capitano, daremos o espetáculo que Milena tanto ama." — Kara diz.
"Qual seu plano ?" — Marco pergunta.
"O plano ocorrerá da seguinte forma: você, mulher do cabelo vermelho, e você, Mamori loira-" — Kara diz, sendo interrompida por Cirius.
"Whash." — Cirius diz.
"Tanto faz." — Kara diz. "Vocês duas me parecem fortes, então carregarão os vinhos para a nascente, que fica no meio da montanha."
"Não vejo problema." — Galadriell diz.
"Luna também concorda." — Luna diz.
"Para chegarem até a nascente, precisarão passar por uma floresta. Infelizmente, esse local é guardado por Guido, nosso Brighella." — Kara diz.
"A gente já sabe quem é. Eu dou conta." — Stella diz.
"E a Luna ajuda." — Luna diz.
"Você vai carregar as caixas." — Stella diz. "Relaxa, Luna. Eu consigo. Também sou uma cidadã de Fiore, e vou fazer de tudo para libertar meu reino."
"É de Fiore ? Nunca lhe vi." — Kara diz. "Não que eu veja muitas pessoas. Tenho mais o que fazer. Continuando com o plano. Enquanto você luta e elas levam os vinhos, eu vou entrar no solar e ir para meu laboratório. Precisarei de ajuda, porque o local está sendo guardado pelos Innamorati."
"Eu tô dentro." — Kaito diz.
"E eu vou junto. Somos uma boa dupla, não é, amor ?~♥" — Èris pergunta.
"Naquelas." — Kaito diz.
"Eca ! Demonstrações amorosas de afeto !" — Kara diz, enojada. "Nunca mais façam isso na minha frente !"
"Kara, concentre-se no plano." — Marco diz.
"Daí pra frente, é super simples." — Kara diz. "Milena vai juntar todo mundo no coliseu, hoje. Isso dá uma ótima oportunidade para a próxima parte do meu plano. Você, garoto ruivo com a magia de fogo de cor questionável, vai subir escondido no coliseu."
Cirius fica inquieto. "…Justo lá… ?"
"Quando o vinho estiver nos canais, vocês duas vão me dar o sinal. Vou ligar a máquina, que vai fazer as bolhas. Essas bolhas vão ser feitas de vinho, que o garoto aí vai explodir e fazer a fumaça." — Kara diz. "E, como todos estarão em um só lugar, todas as pessoas de Fiore vão ser desintoxicadas."
"Um plano realmente genial." — Galadriell diz.
"Tudo que eu faço é genial." — Kara diz.
"O que eu faço ?" — Mira pergunta.
"Você chama a atenção dos guardas para o garoto conseguir fazer a tarefa dele." — Kara diz.
"Heh, isso é fácil." — Mira diz.
"Eu lhe ajudarei, Miranda." — Marco diz.
"Toda ajuda é bem-vinda." — Mira diz.
"Quando começamos ?" — Èris pergunta.
"A peça ocorrerá hoje à noite. Temos algumas horas para fazer isso." — Kara diz.
"Então vamos começar levando todo o vinho. Sorte a de vocês que eu tenho rotas de fuga espalhadas por todo o lugar, inclusive pra montanha." — Bianca diz.
"Vamos começar." — Marco diz. "Este dia será marcado na história de Fiore como o dia em que-" — Ele é interrompido por Cirius.
"Os Vigilantes dos Sete Amanheceres trouxeram a luz de volta a todos !" — Cirius diz.
"Não concordamos com esse nome." — Mira diz.
"Mas…" — Cirius diz, triste. Ele solta um suspiro. "Tanto faz."
Algum tempo depois. O sol começa a se pôr. Não há ninguém nas ruas, apenas alguns guardas fazendo uma patrulha.
"Por aqui, nada." — Um guarda diz.
"Devemos reportar à madame Milena que não achamos nada ?" — Outro guarda pergunta.
"Não. A madame está muito ocupada com sua peça. Não devemos ocupar sua mente brilhante com esses assuntos frívolos." — O primeiro guarda diz. Uma pedra é jogada no capacete dele. "Quem fez isso ?!"
Mira e Marco aparecem.
"Quem precisa de peça, quando a festa tá prestes a começar ?" — Mira pergunta.
"Eu sinto muito pelo que vai acontecer. Mas prometo que tudo ficará bem, logo." — Marco diz.
"São os desertores ! Chamem a Colombina !" — O segundo guarda diz.
"Não ! Avise apenas os outros guardas ! A senhorita Colombina está ocupada com a peça !" — O primeiro guarda diz.
Um dos guardas vai embora, correndo.
"Do jeitinho que a gente queria~" — Mira sussurra para si mesma. "Vamos, Marco !"
"Certo ! Preparem-se !" — Marco diz.
Os dois correm na direção dos guardas. Enquanto isso, em uma floresta.
Stella está caminhando entre as árvores, tranquilamente. "Hah… Como eu amo o ar puro antes de cometer um crime, como a criminosa altamente procurada que sou-" — Ela se interrompe e pula para trás.
Um espinho de terra se forma, onde Stella estava. Esse espinho se desfaz. O chão começa a se levantar e tomar a forma de uma pessoa. A terra se transforma em um homem de cabelo longo marrom avermelhado, com uma mecha cobrindo o lado direito de sua máscara verde com um bigode azul que cobre metade de seu rosto, olho esquerdo verde, vestindo uma túnica branca, com listras verdes, calças também brancas, sapatos marrons e segurando uma espada de madeira.
Stella bate palmas, zombando. "Truquezinho legal, Guido. Você anima festas de criança, por acaso ?"
Guido aponta sua espada de madeira para Stella. "Seus atos criminosos contra a madame Milena não sairão impunes."
"Essa não ! O palhaço de rua vai me prender por ser uma garota malvada !" — Stella diz, zombando. "A propósito, eu dou uma nota dez pro seu truque, mas esse seu estilo é um zero. Não sei em que lixo você arranjou essa roupa, mas volta lá e vê se arranja uma melhor."
"Você fala demais, para alguém que tem muito pouco tempo de vida." — Guido diz. Ele prepara um ataque e corre na direção de Stella, arrastando sua espada pelo chão.
As cartas aparecem entre os dedos de Stella. "Idem."
Enquanto isso, dentro do solar de Milena. Dois guardas estão conversando, enquanto limpam os cacos do vitral quebrado da madame.
"Não acredito que estamos quase terminando, Mario." — Um guarda diz.
"Demorou o dia inteiro, mas conseguimos terminar, Luigi." — Mario diz.
"Aqueles arruaceiros vão se ver conosco, da próxima vez que vermos eles !" — Luigi diz, bravo.
"Isso mesmo ! Ninguém mancha a honra da madame Milena e sai impune !" — Mario diz, bravo.
Uma pedra é jogada no capacete de Luigi.
"Quem fez isso ?!" — Luigi pergunta, bravo.
Uma pedra grande é jogada nos dois, os arremessando para fora do solar. Kaito, Èris e Kara saem das sombras.
"Sorrateiramente não significa 'arranque um pedaço da parede' !" — Kara diz, brava.
"E você tá gritando ! Quem é o idiota da situação aqui, huh ?!" — Kaito pergunta, bravo.
Èris solta um suspiro, desapontada. "Parem de discutir, vocês dois. Para qual lado vamos, Kara ?"
"EU vou para a minha querida sala de pesquisas, enquanto VOCÊS distraem aqueles dois." — Kara diz.
"Derrubar uma parede não é o melhor jeito de entrar em um local sorrateiramente." — Uma voz masculina diz.
Kara dá um tapa em seu rosto, inconformada. "Só pode ser brincadeira…"
Dois jovens aparecem. Um com dreads pretos, com anéis dourados neles, olhos azuis, vestindo uma jaqueta amarela aberta, um camiseta branca, calças marrons, sapatos pretos, usando uma máscara dourada no formato do sol, cobrindo seu rosto inteiro, brincando com duas adagas pretas entre seus dedos, e uma jovem de cabelo longo vermelho, usando uma máscara prateada de lua que também cobre seu rosto inteiro, um vestido chique preto, com detalhes roxos e babados brancos, botas também pretas, com salto, e usando um arco com orelhas de coelho também preto na cabeça.
"Presumo que sejam aqueles dois que mencionou antes." — Èris diz.
Kara concorda com sua cabeça. "O jovem excêntrico ali é o Nero. E a… donzela de poucas palavras é a Fiama."
Fiama segura sua saia e os cumprimenta graciosamente.
"Traindo a gente na cara dura ?" — Nero pergunta. Ele junta seus braços e começa a balançar sua cabeça, em negação. "Achei que você era a mais inteligente do grupo."
"Eu não trai ninguém. E discutir agora seria uma perda de tempo." — Kara diz.
"Vamos acabar logo com isso. Eu tenho a queda de uma monarca tirana pra assistir de camarote." — Kaito diz.
"Só um idiota pensaria desse jeito, lutando contra esses dois." — Kara diz. "Nero e Fiama são uma combinação perfeita entre ataque e defesa. Todos os cantos estão protegidos. E, o mais assustador, é como aqueles dois parecem ler a mente um do outro..."
"Nada que alqui-magia não derrube." — Kaito diz.
"Temos só de vencê-los, não matá-los." — Èris diz.
"Relaxa. Eu não quis dizer que IA matar eles. Só bater bastante." — Kaito diz. "Uma contusão ou duas não vai fazer mal."
Nero dá um sorriso confiante. "Heh, vocês falam como se fossem sair vivos daqui."
Kaito põe uma pedra escondido em uma de suas luvas e faz um sinal com sua cabeça para Kara ir embora. Kara concorda com sua cabeça e vai embora.
"Não tão rápido !" — Nero diz. Ele joga uma de suas adagas em Kara.
Kaito cria uma parede de terra. A adaga acerta a parede, mas acaba atravessando. Por sorte, Kara consegue escapar e entrar em uma porta.
Nero dá de ombros. "Nah. A gente cuida dela depois." — Uma substância negra escorre do braço dele e forma outra adaga. "Por enquanto, vamos cuidar desses aqui."
Fiama se aproxima de Nero.
"Vamos arrebentar esses dois, cavaleira." — Kaito diz.
Èris pega suas duas espada. "Certo."
Enquanto isso, no meio da cidade.
Cirius está correndo por algumas casas. "Hah… Hah… Eu preciso chegar lá logo."
De repente, um grito feminino pode ser ouvido. "NÃO !"
Cirius para de correr, e, imediatamente, corre na direção do grito. "Essa não ! Alguém precisa de ajuda !" — Ele chega em uma ponte, cruzando um grande canal. "Veio daqui." — Cirius vasculha o local com seus olhos, mas rapidamente pode-se ver que não há ninguém. "Eh ? Que estranho... Eu juro que-" — Ele pula para trás.
Algo cai onde Cirius estava.
"Tch. Passei perto." — Uma voz jovem feminina diz. Uma mulher jovem de cabelo longo cinza, com uma trança em seu ombro com uma flor cinza nela, olhos pretos, vestindo uma camiseta marrom, um colete verde, calças vermelhas, botas pretas, usando uma máscara vermelha, com um longo e fino nariz curvado para baixo, e uma capa também preta aparece, do lado contrário ao de Cirius na ponte.
"Quem é você ?! E cadê a pessoa em perigo ?!" — Cirius pergunta, bravo.
A mulher inclina sua cabeça. Rapidamente ela entende a situação e solta um suspiro, indignada. "Só pode ser brincadeira..."
"Eu não tenho tempo pra essas brincadeiras." — Cirius diz. Ele vai embora.
"Não mesmo !" — A mulher diz. Ela estala os dedos.
Uma luz começa a circular a ponte e faz uma barreira.
Cirius bate nessa barreira e é violentamente jogado para trás. Um choque de dor corre pelo corpo dele. "Gah !"
"Agora tem tempo, não é ?" — A mulher pergunta. "Prazer, Rita, Zanni de Fiore, e último nome que você vai ouvir."
"Q-Que droga foi essa ?!" — Cirius pergunta bravo.
"Só minha barreirazinha especial. Nada demais." — Rita diz. "Sabe, eu tenho esse poderzinho divertido de multiplicar a dor que as pessoas sentem. E, saca só." — Ela morde a palma de sua própria mão com força. Sangue começa a sair. Esse sangue se transforma em uma espada. "Eu consigo controlar meu sangue."
"Era só o que me faltava…" — Cirius diz. Ele pega Yaldabaoth. "Foi mal, galera. Eu vou demorar um pouquinho."
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