Notas iniciais
Oii Cupcakes ♥! Aqui estou com o capítulo do dia. Quero agradecer demais a Nanda, Suh Souza e Mikaelly Tessaro Lucas pelos comentários do capítulo passado. Vocês são incríveis! Espero não decepcionar com esse capítulo. Boa leitura...

ROMANCES MENSAIS

LIVRO VI — MILAGRES DE JUNHO

CAPÍTULO XX — PSICÓTICA

— Eu vou chutar, papai! — Anuncia Tony, animado.

Acabo rindo e finjo me preparar para defender o seu chute em frente a pequena trave de futebol que eu havia comprado especialmente para brincarmos nos fundos da casa de meus pais. Aproveitando as minhas férias da faculdade e do estágio, eu estava passando o máximo de tempo possível com Tony, em uma tentativa de compensar todos os anos perdidos.

Observo o garoto ganhar espaço e sorrir em expectativa. Estávamos nessa brincadeira já deveria ter pelo menos uma hora, mas nunca perdia a graça ver o seu sorriso brilhante e animado a cada gol marcado. Ele me encara em desafio, faz uma espécie de corridinha parado, em uma tentativa de me confundir, assim como havia visto no último jogo de futebol que assistimos juntos, e finalmente corre para chutar a bola.

Pelo que deveria ser a centésima vez, finjo me atrapalhar com a bola e a deixo entrar. Tony grita animado e corre fazendo uma comemoração exagerada, como se aquele gol fosse o responsável por fazê-lo ganhar a Copa do Mundo. Sorrio, pegando a bola que estava presa na rede e jogo de volta para Tony. No entanto, antes que continuássemos a nossa brincadeira, ouço a campainha da casa tocar diversas vezes, como se a pessoa estivesse com pressa.

— Filho, eu irei atender a porta. Espere aqui que eu já volto para continuarmos a brincar. — Aviso a criança, que assente, concordando.

— Tudo bem, papai. — Responde o menino, pegando a bola que eu havia jogado para ele.

Sorrio para a criança e entro em casa. Jenna havia pedido folga para realizar alguns exames de rotina. April, a outra empregada da casa, estava de férias. Meus pais estavam no hospital e Thea havia saído mais uma vez com Roy. Assim, Tony e eu estávamos sozinhos em casa.

— Já vai! — Grito, irritado. A campainha da casa continua a tocar incessantemente, fazendo com que eu suspirasse, frustrado. Assim que abro a porta, bufo ao reconhecer a suposta visita apressada. Tento fechar a porta, mas a mulher coloca o pé, impedindo que eu conseguisse.

— Oliver! Me deixa entrar! — O grito agudo de Laurel invade meus ouvidos de maneira irritante.

— Vai embora, Laurel! Não temos mais nada para conversar. Quantas vezes eu vou ter que repetir que nós terminamos? — Resmungo, respirando fundo para não perder a paciência com a minha, felizmente, ex-namorada.

— Eu vim pegar minhas coisas. — Responde a mulher, forçando a porta para entrar. Rujo, irritado e abro a porta para ela entrar. Por estar forçando a porta, por muito pouco ela não vai ao chão. Laurel se recompõe e ergue o queixo, fingindo que nada aconteceu. Hesitante, dou espaço para que ela entrasse.

— De quais coisas você está falando? Não tem mais nada seu aqui. — Questiono, cruzando os braços e querendo me livrar o mais rápido possível da pessoa que infernizou a minha vida nos últimos dez anos.

— Nós não terminamos, Oliver. Não pode jogar fora o nosso amor. Você me prometeu! — Laurel agarra a minha blusa e vejo as lágrimas se formarem em seus olhos. Suspiro, sentindo minha cabeça começar a doer. — Você disse que ficaria ao meu lado para sempre. Como você pôde mentir para mim, Ollie?

— Laurel, você e eu sabemos que nosso relacionamento nunca foi saudável. Eu sou grato a você por me fazer sair do fundo do poço quando a Sara morreu. Quando eu prometi que ficaria ao seu lado para sempre, eu tinha catorze anos, estava incrivelmente frágil e não sabia o que seria do meu futuro. Eu me agarrei a qualquer razão para me fazer não desistir de viver. Você é uma mulher e tem alguém que te ama muito mais do que eu um dia poderia amar. Então, ao invés de implorar por algo irreal, dê uma chance ao Tommy. Seja feliz, Laurel. Eu sinto muito por ter insistindo e levado esse relacionamento tão longe, mas já passou da hora de vivermos nossa vida. — Explico a Laurel, usando o restante da calma que ainda restava em mim.

Laurel então começa a bater em meu peito, enquanto as lágrimas desciam pelo seu bonito rosto e a raiva se fazia presente em seus olhos. Seus tapas e socos eram dolorosos, mas permaneço firme, na esperança de que depois que ela descontasse toda a sua frustração, Laurel finalmente percebesse que já não havia nenhuma possibilidade de voltarmos.

— Você é incrivelmente cruel! — Grita Laurel, possessa. Ela então vira o rosto e por alguns instantes parece pensativa. Minha ex-namorada volta o rosto para mim e sinto aquele brilho amargurado na maneira como ela me encarava. Encaro a morena, esperando alguma explicação. — Já que você não quer mais ser meu, eu exijo que você me dê todos os presentes que eu te dei enquanto a gente namorava. Você não tem o direito de permanecer com nada!

— Tudo bem. Se isso fizer você finalmente aceitar nosso término e ir embora, eu não me importo. — Resmungo, afastando-me de Laurel. Ela parecia furiosa com a minha resposta e preciso me segurar para não rir de sua expressão ao ver que eu aceitei tão facilmente sua condição.

Subo para ir ao meu quarto, esperançoso de que finalmente conseguiria ter paz. E ao entrar no quarto, agradeço mentalmente por ter Damon em minha vida e por ele odiar tanto a Laurel. Por causa desse seu repúdio pela minha ex-namorada, assim que eu contei que havia terminado com ela e planejava lutar por Felicity, ele imediatamente começou a procurar em meu quarto por todos os presentes que recebi de Laurel e qualquer coisa que fizesse eu me lembrar dela.

Sua justificativa era que eu acabasse tendo uma recaída assim que eu visse os presentes de Laurel e já que ele não poderia fazer como nos séculos passados, quando as bruxas eram queimadas vivas para garantir que elas não voltariam, então ele colocaria fogo em tudo o que encontrou, em um ritual simbólico para que ela nunca mais voltasse para a minha vida e fosse ser feliz com Tommy — essa última parte foi dita com deboche, mas eu tinha que admitir que essa podia ser a chance dela seguir em frente e me esquecer. Dizem que só se esquece um amor com um novo amor.

Felizmente, consegui tirar da cabeça de Damon essa ideia maluca de queimar os presentes de Laurel, mas permaneci com eles separados para entregar a ela. Suspiro ansioso e pego a grande caixa que estava ao lado de minha escrivaninha. Decido então voltar para a sala e expulsar Laurel da casa com suas coisas para finalmente voltar a brincar com Tony. Ele já deveria estar ficando entediado com a minha demora.

Desço as escadas murmurando uma canção infantil que estava na minha cabeça desde que Tony havia me feito assistir com ele durante o café da manhã. Assim que chego a sala de estar da casa, surpreendo-me ao ver Laurel segurando Tony com um sorriso psicopata em seu rosto, pronta para matar. Ela segurava a boca do garoto para impedir que ele falasse, enquanto ele se debatia e chorava desesperado, tentando se soltar.

— Você vai aprender a nunca mais ficar no meu caminho, aberração doente! Você nunca mais verá o seu pai. A vadia da sua mãe vai aprender a nunca mais mexer com o que é meu quando eu acabar com você! — Ameaça Laurel, rindo ainda mais ao ver o desespero de Tony se intensificar.

— O que você pensa que está fazendo, Laurel?! — Grito, furioso. Jogo a caixa no chão e corro para pegar a criança do colo dela.

— Papai! — Grita Tony aos prantos, agarrando meu pescoço, enquanto seu corpo tremia intensamente. Aperto o abraço, tentando consolar o menino. Seu coração batia tão forte que eu conseguia sentir. Ele chorava alto e eu acho que nunca o vi tão desolado. Apenas em imaginar o que aquela desgraçada podia ter feito nos minutos que eu estive fora para fazer com que ele ficasse tão assustado, o meu sangue ferve.

— Eu estou aqui, filho. Não se preocupe. Essa maluca nunca mais vai tocar em você. — Afirmo, encarando Laurel com o meu pior olhar. Eu queria matar aquela mulher.

— Esse garoto é o motivo de você querer me deixar! — Responde Laurel com a voz ainda mais estridente e elevada que o normal. Tony se encolhe ainda mais contra mim, completamente assustado. — Desde que ele e a vadia da mãe dele apareceram, você não é mais o mesmo! Eu é que deveria ser a mãe do seu filho! Fui eu quem ficou com você quando a desgraçada da Sara morreu! Foi comigo que você teve sua primeira vez. Eu sou a pessoa com quem você deveria construir uma família e não com aquela médica sem sal. Então, se eles desaparecerem da sua vida, você vai ver que eu sou a pessoa que você ama, Ollie. O destino nos fez um para o outro. Você precisa ficar comigo e...

— Vai embora, Laurel. Desapareça da minha vida! — Explodo, possesso. Aperto mais o meu filho contra mim e preciso me controlar para não perder o controle e acabar agredindo a cretina a minha frente. — Se você sequer pensar em chegar perto do meu filho, eu vou acabar com você, Laurel! Eu usarei todo o meu poder e dinheiro para garantir que você passe o resto da sua vida mofando na cadeia. Eu destruo sua vida em um piscar de olhos. Então se você tiver o mínimo de amor a sua vida, eu acho melhor você ficar bem longe das pessoas que eu amo.

— Mas Ollie...

— Eu juro, Laurel. Se você fizer alguma coisa com o meu filho ou com a Felicity, eu não terei piedade. Se for preciso te matar, eu farei isso. — Aviso com meu tom mais intimidador. Vejo Laurel empalidecer e recuar, com medo. Ela sabia que eu poderia concretizar minhas ameaças sem qualquer hesitação. — Então, pegue a droga daquela caixa que tem todos as coisas que você me deu nesses últimos dez anos que tive o desprazer de viver ao seu lado e suma da minha vida. Finja que nós nunca existimos. Se por acaso nos esbarrarmos na rua, você vai mudar de lado, desaparecer do nosso campo de visão.

— Você... você não pode... fazer isso comigo. — Balbucia Laurel, atordoada. — Você... você me ama, Ollie. Eu sei que ama.

— Você tem dez segundos para pegar suas coisas e ir embora, Laurel, antes que eu chame a polícia e te denuncie por agressão contra Tony. E sabemos como é o seu pai e a minha família. Você quer mesmo desafiar o poder da família Queen e de Clint Barton? Porque se meus avós descobrirem que você fez seu amado bisneto chorar, não tenha dúvidas de que você pode se considerar uma mulher morta. Então, no seu lugar, eu pegaria minhas coisas e desapareceria sem nem mesmo pensar duas vezes. — Declaro e vejo o brilho de medo se fazer presente em seus olhos. Ela sabia que não era uma boa ideia desafiar meus avós.

Laurel corre para pegar a caixa que eu havia trago do meu quarto com todas as coisas que ela me deu. Lançando um olhar furioso e inconformado pela última vez, ela vai embora sem olhar para trás, fazendo questão de bater a porta com força na saída. Fecho os olhos e respiro fundo, tentando me acalmar.

Tony ainda chorava baixo e se tremia, apertando cada vez mais os delicados braços ao redor de meu pescoço. A culpa me atinge como um golpe dilacerante e angustiante em meu estômago. Se eu não tivesse deixado Laurel entrar em minha casa, ela não teria encontrado Tony e ele não precisaria passar por uma experiência tão traumatizante como essa. Eu me sentia um pai inútil que não consegue nem mesmo proteger o próprio filho da ex-namorada.

Com o coração apertado pela preocupação com o garoto, ando com Tony até o sofá e me sento com ele. Murmuro uma canção infantil e acaricio sua cabeça, assim como vi Felicity fazer algumas vezes para acalmar o garoto quando ele se machucava. Não faço ideias de quanto tempo ficamos assim, mas aos poucos, seu choro se cessa e ele finalmente para de tremer. Tony afrouxa o aperto em meu pescoço e me encara com os olhos e o rosto vermelho pelo recente choro. Sorrio fraco e acaricio seu rosto, limpando as lágrimas que eu esperava nunca mais ver.

— Eu sinto muito, Tony. O papai não devia ter deixado a maluca da Laurel entrar. Eu prometo que ela nunca mais vai te machucar. — Afirmo, encarando-o com seriedade.

— Ela... ela é mau, papai. — Sussurra o garoto, soluçando. Ele volta a me abraçar, enquanto encosta a cabeça em meu peito. — Muito mau.

— Eu sei, filho. Eu sei. — Respondo, beijo o topo de sua cabeça. Acaricio seu rosto mais uma vez e suspiro, antes de o afastar para encará-lo. — Tony, eu preciso que me diga o que ela fez com você e o que ela disse.

O garoto parece não gostar de meu pedido e isso só me faz imaginar o que mais Laurel poderia ter feito com Tony. Ele sempre demonstrou não gostar de minha ex-namorada, mas por nunca ouvir nada do garoto, pensava que tudo não passasse de ciúmes. No entanto, se Laurel realmente o culpa por nosso término, eu não duvido que a mulher tem incomodado meu filho há um bom tempo.

— Tony... — Insisto com o coração apertado. Ele se remexe, parecendo incomodado. Suspiro e levanto o queixo de meu filho para encará-lo. — Por favor, eu preciso que me conte o que aconteceu. Confie em mim. Ela não pode mais te machucar. Eu juro.

— Laurel era mau. Ela me chamava de aberração e destruía meus brinquedos. Falava que se eu contasse alguma coisa para você ou para a mamãe, ela iria me bater e cortar a minha língua para aprender a manter segredos. Laurel também dizia que eu vou morrer logo, porque eu sou doente e que vou ficar sozinho, porque ninguém gosta de crianças doentes. — Conta Tony com a voz baixa e o olhar triste. Ele então me encara com os olhos cheios de lágrimas. — Eu não quero morrer e nem ficar sozinho, papai.

— Isso não vai acontecer, Tony. Você nunca, nunca, nunca mesmo vai ficar sozinho e você não vai morrer. Sua mãe e eu te amamos demais para deixar que isso aconteça. Não escure nada do que a Laurel disse. Ela é uma pessoa muito mau e só quer deixar você triste. Mas não se preocupe. Eu não vou permitir que ela chegue perto de você novamente. — Afirmo, precisando fazer um grande esforço para não demonstrar o quão furioso eu estava. Se Laurel aparecesse na minha frente nesse momento, eu a estrangularia até a morte. Como ela teve coragem de ser tão cruel com uma criança tão doce como Tony?

— Promete, papai? — Pergunta Tony, cauteloso. Ele ergue o dedo mindinho e lança aquele sorriso nervoso, parecendo não saber se acreditava em minhas palavras. Respiro fundo e tento transmitir o máximo de tranquilidade e segurança possível para Tony. Cruzo meu dedo com o dele e deixo um beijo em sua testa.

— Eu prometo. — Respondo com determinação e ele volta a me abraçar, apoiando-se em meu peito. Suspiro, sentindo toda a adrenalina percorrer as minhas veias.

Eu não me importo com o que Laurel faça comigo. Depois de anos convivendo com sua personalidade distorcida, eu já estava acostumado com suas atitudes mimadas e psicóticas em alguns momentos. No entanto, a situação muda completamente quando suas ações atingem as pessoas que eu amo, principalmente Tony, que é uma criança sem culpa alguma pelo que acontece em sua vida. Isso vai muito além do tolerável.

— Adivinha quem chegou! — Sou tirado de meus devaneios ao ouvir a voz de Damon entrando na sala de estar.

— Tio Damon! — Tony se afasta de mim e desce do meu colo para correr até o meu melhor amigo. Damon sorri largamente e se ajoelha, abrindo os braços para receber a criança, que o abraça intensamente. — Você veio!

— Eu disse que viria para a gente dar uma surra no seu pai no vídeo-game. — Brinca Damon, pegando Tony no colo. Ele se vira para mim e me encara. — Trouxe os equipamentos de acampar que você me pediu. Estão no carro. Você quer pegar agora ou mais tarde?

— Pode ser mais tarde. — Responde com seriedade, enquanto me levanto para ir a cozinha preparar o almoço.

— O que aconteceu? Você parece tenso. — Comenta Damon, seguindo-me logo atrás com meu filho em seu colo.

— Laurel veio me fazer uma visita e acabar com qualquer empatia que eu sentia por ela. — Resmungo e ao me virar para meu melhor amigo, vejo o brilho de incerteza e preocupação em seus olhos.

— O que a bruxa fez dessa vez? — Pergunta Damon com cautela.

— Acho que ela tentou sequestrar o Tony ou feri-lo. — Conto, apertando meus punhos para controlar a minha raiva. Eu estava tão possesso que sentia que meu rosto iria derreter de tão quente que estava.

— Ela fez o quê?! Filha da puta! — Damon parecia ainda mais furioso.

— Não pode falar palavras feias, tio Damon. — Tony repreende Damon, colocando as mãos nos ouvidos. Lanço um olhar repreendedor, alertando meu melhor amigo para que controlasse o tom de voz e o que iria dizer. Tony ainda estava conosco.

— Desculpa, amigão. Você tem razão. Não pode falar palavras feias. — Concorda Damon, forçando um sorriso. Ele deixa um beijo na testa do garoto e o coloca no chão. — Por que você não vai escolher um dos jogos no quarto do seu pai para a gente jogar, enquanto eu converso com ele?

— Tudo bem, tio Damon. — Afirma Tony, sorrindo animado. Nem mesmo parecia que mais cedo estava chorando com medo de Laurel. Ele corre para fora da cozinha, provavelmente indo em direção ao meu quarto para fazer o que Damon havia sugerido, deixando-nos a sós.

— O que realmente aconteceu? — Pergunta meu melhor amigo, sem conseguir esconder o quão indignado.

— Laurel apareceu dizendo que veio pegar algumas coisas. Ingenuamente, eu a deixei entrar. E mais uma vez, ela insistiu para que voltássemos. Eu disse não e ela então disse que eu deveria devolver todas as coisas que ela me deu. Como eu havia deixado Tony nos fundos da casa, brincando com a bola, nem mesmo me preocupei que ela pudesse encontrá-lo. De qualquer forma, acho que ela pensou que eu demoraria muito tempo para recolher tudo e de alguma forma conseguiu atrair Tony. Quando eu cheguei na sala, eu a encontrei segurando de forma brusca no colo e apertava a boca dele, para impedir que gritasse. Consegui pegá-lo de volta e precisei de muito esforço para fazê-la ir embora sem quebrar a cara dela. — Resumo o que aconteceu e Damon soca a mesa da cozinha, possesso.

— Essa maldita! Como ela teve coragem? — Sussurra Damon, indignado.

— O pior foi descobrir que ela já vinha dizendo coisas horríveis para Tony há muito tempo. Até mesmo dizia que ele iria morrer. — Conto, suspirando frustrado.

— Como é que é? Eu vou matar essa infeliz com as minhas próprias mãos! — Damon estrala os dedos, sorrindo de maneira perigosa.

— Por enquanto, precisamos tomar cuidado. Laurel já mostrou que pode ser bastante perigosa e acho que ela está disposta a fazer qualquer coisa para me atingir, inclusive machucar Tony e Felicity. — Revelo minhas preocupações e Damon bufa.

— E o que pretende fazer? — Pergunta o outro, observando-me com atenção.

— Eu ainda não sei. Mas pode ter certeza de que Laurel vai pagar muito caro pelo que fez com o meu filho. — Respondo, determinado. Damon sorri, satisfeito com a minha resposta. — Eu farei questão de fazer Laurel conhecer a fúria da família Queen.

Notas finais
Oii Cupcakes ♥! Passando para avisar de que estou fazendo uma live bem divertida no meu Instagram à partir das 20:00. Vão lá conferir! Família Cupcake 2.0: https://chat.whatsapp.com/BbOG6KJnuHy2dQIs1sC9Ss Cupcakes da Lara: https://www.facebook.com/groups/677328449023646 Instagram: @_cupcakesdalara