Notas iniciais
Oii Cupcakes ♥! Como vocês estão? Espero que bem. E aqui estamos com mais um capítulo para vocês. Dessa vez com momentos fofos de família. Espero que gostem. Quero agradecer aos comentários maravilhosos deixados pela Mikaelly Tessaro Lucas, Jade e Suh Souza. Boa leitura...

ROMANCES MENSAIS

LIVRO VI — MILAGRES DE JUNHO

CAPÍTULO VI — NERVOSISMO

Uma semana se passou desde que Felicity apareceu na minha casa, revelando toda a verdade que escondeu nos últimos seis anos e desde então, minha vida mudou de cabeça para baixo. Agora, ao invés de estar me preparando para ir a mais uma festa pela cidade com Damon e Tommy, eu estou estacionando o carro de frente a casa de Felicity para levar ela e Tony a casa de meus avós paternos, que não viam a hora de conhecer o bisneto.

Para evitar que a mídia acabasse invadindo a privacidade da pediatra e, principalmente, atrapalhasse a vida de Tony, Felicity e eu decidimos esperar até que ele se recuperasse do transplante de fígado para revelarmos as pessoas sobre a paternidade dele. No entanto, não demorou muito para que minha família acabasse descobrindo sobre Tony. Por causa disso e da cirurgia que foi marcada para depois de amanhã, meus avós insistiram em realizar um jantar para apresentar a criança que havia conquistado o coração de meus pais e de Thea.

Desço do carro e respiro fundo. Por algum motivo, eu estava nervoso. Essa era a primeira vez que vinha a casa de Felicity. Observo a residência por alguns instantes e sou surpreendido pelo toque do meu celular, anunciando que eu havia recebido uma nova mensagem. Retiro o celular do bolso da minha calça e sorrio ao ler a mensagem que havia recebido de meu primo.

"Como eu te conheço muito bem, eu sei que você deve estar se tremendo de nervosismo, mas relaxa. Eu estarei lá a noite toda para garantir que você passe muita vergonha e que seu filho tenha motivos para dar aquele sorriso fofo dele e acabar conquistando o coração dos velhos! XD "

Respondo um "idiota" para ele e suspiro, sentindo-me mais calmo. Apesar de suas provocações, eu sabia que aquela era sua forma de dizer que não me deixaria sozinho. Mesmo sendo bobagem, isso faz eu me sentir mais confiante. Guardo o celular no bolso da calça e volto a me aproximar da porta, onde aperto a campainha.

Ouço a movimentação vinda de dentro da casa e não demora muito para que a porta fosse aberta. Sorrio ao ver o garoto de cabelos loiros penteado naquele penteado estiloso, os olhos azuis brilhantes e o largo sorriso em seu rosto ao reconhecer quem estava na porta. Em questão de segundos, sou surpreendido por um forte abraço em minhas pernas e isso só enche meu coração de alegria.

— Papai! — Grita o garoto, animado.

— Ei campeão! — Cumprimento Tony, pegando-o no colo. Ele ri alto quando eu o levanto acima da minha cabeça.

— Tony! Vem colocar o tênis... ah, oi Oliver! — Felicity dá um sorriso carinhoso ao ver Tony abraçado ao meu pescoço. — Você chegou cedo.

Observo a loira e me surpreendo com sua beleza. Não que eu não soubesse que ela era linda, mas naquela noite, ela parecia deslumbrante. Sem os seus típicos óculos, eu conseguia ver seus bonitos olhos esverdeados da médica. Ela usava um vestido azul escuro simples que ia até um pouco acima dos joelhos e salto alto preto. Os cabelos loiros estavam soltos e ondulados, deixando-a com a aparência mais jovial do que o normal.

— Oi Felicity. Você está linda. — Elogio e vejo suas bochechas ganharem uma leve coloração rosada. Ela sorri e parece um pouco sem graça.

— Obrigada. Ah... entra. Eu vou terminar de me arrumar. Você se importa de colocar os tênis no Tony? Assim que ele ouviu a campainha, saiu correndo só com as meias. — Pede Felicity, mostrando os tênis do garoto. Entro com ele em meu colo e fecho a porta.

— Claro. — Concordo, pegando os tênis. Viro-me para Tony. — Que tal você se sentar no sofá?

— Sim! — Responde Tony, gritando animado. Felicity ri e balança a cabeça, negando.

— Bom, enquanto vocês se divertem sozinhos, eu vou terminar de fazer a minha maquiagem. Fique a vontade, Oliver.

— Obrigado. — Respondo, colocando Tony no sofá, enquanto a observo subir as escadas para o segundo andar da casa. Viro-me para o garoto, que balançava as pernas de maneira animada. Sorrio e calço os tênis nele. Assim que termino, coloco-o de pé e o observo por um tempo. — Prontinho. Você está bonito, Tony. Mais bonito do que eu e olha que isso é quase impossível.

— Mais bonito do que você, papai? — Pergunta o garoto e eu acabo rindo do sorriso orgulhoso nos lábios da criança. Levo minha mão para acariciar seu cabelo, mas ele se afasta. — Não pode, papai. Vai desmanchar.

— Ah, sinto muito. — Lamento, segurando o riso. Quando criança, eu também odiava que tocassem no meu cabelo, ainda mais quando eu conseguia convencer minha mãe a me deixar usar um penteado diferente. E pelo que vi essa semana, Tony é tão vaidoso quanto eu. — E como foi o seu dia, filho?

Ainda era estranho chamá-lo assim, mas ao mesmo tempo eu me sentia muito bem. Um sentimento de orgulho e felicidade se acomoda em meu peito todas as vezes que chamo Tony de filho e vejo seus olhos brilharem de animação. Eu nunca pensei que sentiria um amor tão grande por um ser tão pequeno e em tão pouco tempo. Parecia surreal demais.

Sento-me no sofá e imediatamente Tony sobe em meu colo, sentando-se com um sorriso animado no rosto. Uma coisa que eu havia aprendido nesses sete dias que tenho convivido com Tony é que o garoto consegue ser ainda mais tagarela que Thea. Ele ama falar sobre suas aventuras com a melhor amiga, Holly Wheeler, e a babá, Mal Faery, que coincidentemente, também é a namorada de um dos meus primos da família Barton.

— Foi muito legal, papai. A mamãe conversou com o tio Mike e a tia Kara, então eles trouxeram a Holly para passar o dia comigo e com a Mal. A gente comeu macarrão com salsicha no almoço e depois a Mal leu uma história do cavaleiro que salvou uma princesa de uma torre protegida por um dragão. Holly disse para a gente brincar de cavaleiro e princesa. E então a Mal começou a correr atrás de nós, fingindo ser um perigoso dragão que queria nos comer. Então eu lutei com a espada que a mamãe me deu para proteger a princesa Holly da Mal. Eu aceitei a espada na barriga dela e nós vencemos, papai. Foi muito legal! — Conta Tony de maneira agitada, balançando os braços e as pernas, enquanto relatava como havia sido o dia.

— E você se tornou o herói da sua amiga Holly. — Concluo e ele ri, balançando a cabeça de maneira positiva. — Você gosta muito dela, não é, Tony?

— Sim! — Concorda, dando aquele sorriso doce e inocente. — A Holly é muito legal, papai. Ela sempre brinca comigo e me ajuda quando eu não me sinto bem. Ela também briga com os garotos da escola que implicam comigo.

— Os garotos da escola implicam com você? Por quê? — Pergunto, encarando-o com preocupação. Tony morde o lábio inferior e parece desconfortável para falar no assunto. — Tony?

— Eles falam que eu sou fraco e muito baixo, por isso nunca brincam comigo. — Comenta e vejo a tristeza presente em seus olhos. — Algumas vezes eles também me empurram, mas a mamãe foi na escola e a tia Carol brigou com eles, então eles não fazer mais isso.

— Eles pararam de implicar com você? — Questiono, sentando Tony no sofá. Ajoelho-me diante dele para olhar em seus bonitos olhos e vejo que ele parecia ainda inseguro. — Filho?

— Não, mas... eles não gostam de mim, papai. A Holly é a única que brinca comigo. — Responde com as feições tristes. Sinto uma fúria dentro de mim. Como alguém era capaz de maltratar uma criança tão doce e sorridente quanto Tony?

— Estou pronta. — Felicity aparece na sala com uma mochila que imaginei ser de Tony, uma blusa de frio do garoto e uma carteira preta em mãos. Ela ajeita o casaco que vestia e nos encara confusa. — Algum problema?

— Você sabia que Tony tem sofrido maus-tratos na escola das outras crianças? — Questiono, furioso. Ela me encara surpresa. — Como pôde deixar que fizessem isso com ele?

— Em momento algum eu deixei. Já fui na escola diversas vezes e pensei em trocá-lo de escola...

— Não! Eu não quero sair da escola! — Grita Tony, chateado. — Não, papai! Não pode!

— Mas, Tony... — Sussurro, preocupado.

— Não quero! — Ele cruza os braços e balança a cabeça em negação várias vezes. — Não quero! Não quero! Não quero!

— Como pode ver, ele não aceita trocar de escola. — Felicity suspira e me encara, cansada. — Eu realmente não sei mais o que fazer. Apesar das crianças malvadas que o maltratam por sua saúde frágil e tamanho, ele continua a amar os professores e não quer se separar da Holly. Eu já conversei com os pais dessas crianças, com a diretora e os professores. As crianças pararam de bater nele e de provocá-lo, mas também pararam de falar com ele por causa disso.

— Então fale com as crianças! — Exclamo, indignado com a situação. — Grite com elas! Dê a educação neles que as mães delas não deram!

— Oliver, eu não posso simplesmente sair atacando crianças. Por mais revoltado que esteja, precisa pensar que nós somos os adultos. — Responde a mulher, aproximando-se com seriedade. — E como pode ver, Tony parece possuir a mesma teimosia do pai. Quando coloca uma coisa na cabeça, não há ninguém que consiga tirar. Então vamos ter um pouco de fé nele. Tony é um garoto forte e eu sei que se as coisas ficarem difíceis demais, ele não hesitará em procurar o pai dele para pedir que o salve. Talvez você não saiba, mas nosso filho o vê como o herói dele.

E aquilo me desarmou. Essa era a primeira vez que Felicity se referia a Tony como "nosso" filho e não como "meu" filho. Mas, mais do que isso, saber que Tony me vê como um herói traz um sentimento único ao meu peito. Provavelmente eu deveria estar fazendo uma cara estúpida, porque não demora muito para que ela começasse a rir. A loira então se aproxima do garoto e o veste com a blusa que havia trago para ele.

— É melhor nós irmos ou chegaremos atrasados. — Alerta Felicity, despertando-me. Ela pega o garoto no colo e ele a abraça com carinho.

— Felicity. — Chamo, ainda sentindo o sorriso bobo em meus lábios.

— Sim? — Responde, virando-se para mim.

— É verdade? — Questiono e ela me encara confuso. — Tony me vê como um herói?

— Por que não pergunta para ele? — Sugere, dando um sorriso divertido.

Aproximo-me cauteloso do garoto, que ainda parecia chateado por eu ter dito que ele deveria mudar de escola. Irritado, ele vira o rosto quando se aproxima. Felicity me encara de maneira curiosa, provavelmente pensando no que eu faria para ter a atenção de Tony.

— Tony... — Chamo suavemente, mas ele se esconde mais na curvatura do pescoço da mãe. — Tony, eu sinto muito. Você não vai mudar de escola.

— Verdade? — Pergunta, encarando-me desconfiado. Assinto, afirmando. Ele então estende o dedo mindinho. — Promete?

— Prometo. — Respondo, cruzando meu dedo mindinho no dele. Tony sorri e vira os braços para que eu o pegasse no colo. Felicity suspira e me entrega o garoto, que já sorria como se nada tivesse acontecido. — Ei, amigão, é verdade o que a mamãe disse? Você me vê como um herói?

— Sim! Quando eu crescer quero ser um herói igual o papai. — Confessa Tony com aquele ar sonhador. — Mamãe e a Mal disseram que você vai salvar a minha vida, papai, e que depois que você me dar uma parte de você, eu vou poder brincar de bola com as outras crianças e poder ir ao parque sem ficar com a dor aqui. — Tony aponta para a região do fígado. Ele então me abraça apertado. — Você é o meu herói, papai!

Encaro Felicity sem saber como reagir. Eu queria chorar e abraçar a criança com todas as minhas forças ao mesmo tempo em que eu queria que ele repetisse aquela frase mais vezes. Na verdade, eu queria gravar aquele momento e assisti-lo diversas vezes. Meu coração batia tão forte que eu sentia que ele poderia sair pela boca a qualquer momento. Minhas mãos tremiam e eu lutava firmemente contra as lágrimas que se formavam em meus olhos.

— Vamos, filho, antes que você faça seu pai chorar de vez. — Comenta Felicity, rindo, enquanto pega o garoto no colo e o coloca no chão. Ele se segura a sua mão e nos encara animado. — Eu vou só pegar a cadeirinha dele no meu carro e...

— Não precisa. Eu comprei uma cadeirinha para ele e já está no carro. — Respondo, tentando me recompor. Ela me encara surpresa.

— Mesmo? — Questiona, pegando as coisas, enquanto segue para o lado de fora da casa.

— Sim. Quer dizer, agora que eu tenho um filho, acho que preciso me adaptar. — Respondo, apagando as luzes da casa. Pego a chave da porta e a tranco, seguindo para o lado de fora.

— Obrigada. — Agradece quando eu entrego as chaves para ela. — Estou surpresa que tenha pensado nisso.

— Bom, na verdade foi o Damon que me lembrou desse detalhe. — Confesso um pouco envergonhado e ela ri levemente. — Ele está bem animado com a ideia de ser tio. Não sei se é o Damon ou a Thea quem está falando mais sobre dar presentes e fazer passeios com Tony depois da cirurgia

— Está vendo, filho? Você ganhou dois tios babões que querem te mimar muito. — Comenta Felicity, rindo. — Acho que teremos uma competição acirrada deles com a tia Peggy. Ela provavelmente vai ficar bem enciumada quando souber que alguém além dela está te mimando com presentes e passeios.

— Peggy? — Pergunto, curioso. Abro a porta para colocar Tony na cadeirinha que estava no banco de trás.

— Peggy Carter. Ela é a minha melhor amiga desde o primário. Sempre estudamos na mesma escola e nossa amizade continuou mesmo depois que eu comecei a faculdade. — Comenta Felicity, assim que entra no carro junto comigo. Olho pelo retrovisor do carro se Tony parece confortável e sigo para a casa dos meus avós. — Ela é uma pessoa maravilhosa e é a madrinha de Tony. Acho que devo apresentar vocês em breve.

— Ficarei feliz em conhecê-la. — Afirmo, sorrindo.

Um silêncio incômodo se faz presente entre nós dois, enquanto a rádio passava uma música qualquer. Tony observava a paisagem com curiosidade e vez ou outra murmurava a canção. Eu queria dizer alguma coisa, ouvir a sua voz ou ver o seu sorriso bonito. De alguma forma, eu me sentia atraído por ela. Ao mesmo tempo, eu também me sentia intimidado. Era estranho. Parecia que eu havia voltado a minha adolescência, quando ainda era inexperiente demais para conseguir conversar com as garotas.

— Você... se entendeu com a sua namorada? — Pergunta Felicity, parecendo hesitante.

— Ah, Laurel... bem, ela... — Sussurro, sem saber o que realmente dizer. — Sinceramente, eu não sei. Nós temos discutido bastante desde que ela descobriu sobre Tony. Ela é uma pessoa difícil de lidar. Sempre teve aquele jeito escandaloso e... bem, nosso relacionamento não é muito bem visto pelos meus primos, o que acaba sendo um grande problema para mim.

— Você fala dos seus primos da família Barton? — Indaga a loira com curiosidade.

— Você sabe sobre a família Barton? — Questiono, surpreso.

— Eu sou amiga do seu tio Clint. — Responde, dando um sorriso nostálgico. — Você sabia que eu cresci no mesmo orfanato que ele?

— Mesmo? Eu não sabia disso. — Encaro a pediatra, sem conseguir acreditar na coincidência.

— Eu nunca fui muito comunicativa. Por ser muito tímida, eu não conseguia interagir com as crianças e a situação piorava quando eu me destacava pela minha inteligência. Eu sempre fui muito boa com tecnologia e tinha facilidade em compreender matérias complexas. Assim como Tony, eu vivia sendo incomodada pelas outras crianças do orfanato, mas foi então que eu conheci aquele adolescente excêntrico e extremamente inteligente. As freiras do orfanato diziam que ele parecia carregar um demônio dentro dele. — Relembra Felicity, rindo. — Clint era capaz de deduzir tudo com uma facilidade impressionante. Ele era quase como um vidente. Nenhum detalhe passava pelo campo de visão dele, o que o deixava sempre a um passo a frente de todos. Acho que ele viu em mim algum talento e assim que completei dezesseis anos, ele me ajudou a conseguir permissão para iniciar a faculdade de medicina. Foi inclusive por causa dele que seu pai se tornou meu mentor e eu consegui fazer minha residência no IU Health Methodist Hospital. Eu realmente sou muito grata a Clint por tudo o que ele fez por mim. Acho que jamais teria conseguido ter o Tony se não fosse por ele.

— Como assim? — Pergunto, interessado em saber mais sobre essa amizade incomum entre meu tio e a pediatra.

— Foi ele quem me incentivou a fazer a fertilização in vitro e me emprestou o dinheiro para fazer o tratamento três vezes. — Conta, sorrindo nostálgica. Ela então me encara com um sorriso fraco. — Eu queria que ele fosse o padrinho de Tony, mas ele recusou. Disse que seria muito perigoso para ele devido a vida que leva, mas prometeu que sempre o protegeria como se fosse o afilhado dele.

— Ele é padrinho de Ben, o namorado da Mal. — Comento, pensativo. — Fico surpreso que ele não tenha aceitado o seu convite.

— Clint é um homem difícil de entender. Mesmo o conhecendo a minha vida quase toda, eu nunca fui capaz de saber o que se passa em sua mente. Ele é sempre tão complexo e cheio de segredos. Acho que a única pessoa que conseguiu compreender um pouco da genialidade e excentricidade de Clint foi Natasha.

— Você conheceu a tia Tasha? — Eu não conseguia acreditar que Felicity conhecia tantas pessoas importantes para mim.

— Sim. Ela é uma das minhas preciosas amigas. — Responde, encarando a janela do carro. — Mas ela nunca mais foi a mesma mulher sorridente que era desde que terminou seu namoro com Clint e se afastou de vocês.

— Desde a morte de Sara. — Sussurro, melancólico. Felicity me encara com um misto de curiosidade e preocupação. — Eu não sei o que foi mais difícil para mim naquela época. Lidar com a morte da minha primeira namorada ou com a partida de tia Tasha.

— Eu... eu sinto muito, Oliver. — Lamenta a pediatra e eu posso ver uma enorme tristeza em seus olhos. Meu pai já havia me falado certeza vez que uma das maiores qualidades de Felicity era a sua capacidade de empatia. Seus olhos transmitem seus sentimentos com tanta clareza que é difícil não se simpatizar com ela. Mesmo com os olhos de cores diferentes, naquele momento, eu sentia que finalmente havia entendido para quem Tony havia puxado aquele brilho hipnotizante e encantador.

— Está tudo bem. — Respondo, dando um fraco sorriso. Com dificuldade, desvio o olhar para a pista, ainda um pouco atordoado pela gama de sentimentos que me atingia naquele momento. — Depois disso, eu me fechei para o mundo e Laurel foi quem me ajudou a seguir em frente. Sei que ela não é o exemplo de pessoa, mas eu sou grato por ela ter me tirado do fundo do poço.

— Então é por isso que você continua com ela nesse relacionamento ioiô há dez anos? — Pergunta Felicity, lançando aquele mesmo olhar que eu recebo com frequência de Damon todas as vezes que falamos sobre meu namoro com Laurel.

— Acho que sim. Mas, sinceramente, eu não sei. Damon vive me dizendo que eu só estou com ela, porque simplesmente me acostumei a tê-la por perto e não porque eu gosto dela. E eu sei que ele provavelmente está certo, mas é que eu... eu não sei. — Desabafo, sem saber o que eu realmente estava falando. Felicity continuava a me encarar em silêncio, parecendo me analisar e isso me deixava mais nervoso e incerto.

— Oliver, enquanto você continuar a viver preso ao passado, jamais conseguirá aproveitar e viver o presente. — A voz suave de Felicity atinge meu coração em um acalento a toda a dor que eu sentia todas as vezes que eu pensava em Sara. Ela então coloca a mão sobre a minha, que estava sobre o câmbio do carro. Encaro-a, surpreso e vejo o sorriso gentil em seus lábios, junto ao brilho intenso de seus olhos. — E agora, você tem um motivo e tanto para seguir em frente e ele te vê como o herói dele. Tenha coragem, Oliver, e enfrente os seus medos. Se não for por você, faça pelo nosso filho. Somente assim você será capaz de encontrar a sua felicidade.

Notas finais
Família Cupcake 2.0: https://chat.whatsapp.com/BbOG6KJnuHy2dQIs1sC9Ss Cupcakes da Lara: https://www.facebook.com/groups/677328449023646 Instagram: @_cupcakesdalara