Milagres de Junho
14 Encontro
Notas iniciais
ROMANCES MENSAIS
LIVRO VI — MILAGRES DE JUNHO
CAPÍTULO XIII — ENCONTRO
O aperto em meu peito, a sensação de vazio, de incerteza e a ansiedade implacável me trazia o mesmo sentimento que experimentei logo depois que meu menino aprendeu a andar. Eu sentia a mesma irritabilidade, culpa e desespero de quatro anos atrás quando fomos ao shopping para assistir ao seu primeiro filme infantil no cinema. A mesma angústia e medo de não saber o que poderia ter acontecido com o meu amado filho.
Para o meu desespero, assim como toda criança, Tony tinha a incrível mania de desaparecer em questão de segundos se tirássemos nossos olhos dele. Curioso e corajoso como só ele, se algo chama sua atenção, ele simplesmente vai atrás sem nem mesmo nos avisar. E nós estamos em um parque de diversões, onde tudo é colorido, brilhante e novo. Tudo para fazer com que ele saísse vagando pelas atrações do parque como se tivesse idade suficiente para se cuidar.
E a culpa era minha. Eu devia ter alertado Oliver sobre a mania de Tony. Devia ter sido clara com ele de que deveria manter nosso filho preso a ele até que voltássemos, que não deveria nunca soltar a sua mãe. Oliver é apenas um rapaz que descobriu agora que é pai. Provavelmente nunca cuidou de uma criança em sua vida. Como eu poderia ter deixado que ele ficasse responsável pelo meu mundo dessa forma? Eu realmente fui muito ingênua.
Seus olhos azuis expressavam todo seu desespero e culpa. Nós clamávamos pelo nosso menino, temendo que o pior tivesse acontecido. A minha maior preocupação era que alguém o tivesse levado. Tony é uma criança linda, inteligente e muito sociável. Mas mais do que isso, agora ele é parte de uma família poderosa. Muitas pessoas poderiam se aproveitar desse detalhe para nos chantagear e pedir um resgate.
E é então que a história do tio mais velho de Oliver invade minha mente e me deixa ainda mais aflita. Anthony Queen havia sido sequestrado aos cinco anos de idade, levado de sua família e brutalmente assassinado. Ironicamente, meu menino também está com cinco anos. E se tentarem fazer com ele o mesmo que fizeram com seu tio-avô? Eu jamais sobreviveria. Como eu poderia viver sem a minha razão de existir?
As lágrimas começam a embaçar as minha visão. Eu sentia como se o ar aos poucos deixasse o meu corpo e é como se meu coração se estraçalhasse dolorosamente. Paro de correr e levo minha mão a boca, impedindo que o choro alto se mostrasse. De repente sinto meu corpo ser puxado com delicadeza e envolvido por braços fortes e acolhedores. Arfo e com dificuldade, abro meus olhos, encontrando os bonitos olhos de Oliver me observando com o brilho de culpa e preocupação.
— Nós vamos encontrá-lo. Eu prometo. — Sussurra e eu o abraço, procurando um pouco de consolo e esperança, contra seu peito. Ele me aperta mais contra si e transmite o calor que eu precisava naquele momento. — Eu sinto muito. A culpa é toda minha. Eu devia ter prestado mais atenção nele. Em um momento, ele estava brincando com os filhotes, enquanto eu falava com Laurel pelo celular. E você chegou e ele simplesmente desapareceu. Eu sinto muito mesmo.
— Não... — Paro de falar ao ver uma criança conversando de maneira animada com uma mulher ruiva, que parecia estar falando com alguém no telefone. — Tony...
— O quê? — Questiona Oliver, assim que eu o empurro. Aponto para a criança e vejo o alívio se tornar presente em seus olhos assim que reconhece Tony. No entanto, também noto o brilho de surpresa ao ver quem acompanhava o menino. — Tia Tasha?
— Vamos. — Puxo Oliver pelo pulso, sentindo meu coração muito mais leve por saber que ele não estava em perigo. — Anthony Smoak!
— Mamãe! — Grita o garoto ao ouvir o nome completo. Ele sorri e aponta para a mulher que segurava a mão dele com firmeza. — Eu achei a tia...
— Graças a Deus você está bem. — Digo, puxando-o para um abraço apertado. De joelhos e com o rosto afundado em seu cabelo, inspiro o perfume de morango característico de meu menino. Ele corresponde ao abraço de maneira confusa. Provavelmente não fazia ideia do que estava acontecendo ou o que tinha feito de errado. Afasto-me dele e o seguro nos ombros, encarando-o com seriedade. — Filho, você não pode sair de perto de nós sem nos avisar. Isso é muito perigoso.
— Mas eu vi a tia Tasha e... — Ele tenta se explicar, mas se cala ao ver o meu olhar repreendedor e sentir o aperto de minhas mãos em seus ombros.
— Não importa que tenha encontrado alguém conhecido. Não pode sair de perto do papai e da mamãe. É muito perigoso. E se alguém pegar você e te machucar? E se você nunca mais conseguir nos encontrar por está perdido? Você quer ficar longe para sempre do papai e da mamãe? — Explico com o tom de voz firme e com seriedade, para tentar mostrar ao garoto a gravidade da situação. Ele me encara com os olhos marejados e balança a cabeça, negando.
— Não, mamãe. Eu não quero. Desculpa, mamãe. — Responde choroso, voltando a me abraçar. Suspiro e o pego no colo, enquanto encaro Natasha Romanoff com um sorriso agradecido.
— Eu nem sei como agradecer, Naty. — Digo com sinceridade e ela sorri, negando.
— Eu fiquei surpresa quando o senti puxando e o vi sozinho, mas logo lembrei que essa não é a primeira vez que nosso super-herói sai de perto da mamãe sem avisar. Tentei te ligar várias vezes, mas seu celular está dando desligado ou fora da área de cobertura. — Conta a ruiva, acariciando a cabeça de meu menino. Pego meu celular que estava no bolso da calça, enquanto tento equilibrar a criança que me abraçava com intensidade. Suspiro e mostro a tela do celular.
— A bateria deve ter acabado. — Resmungo, sem acreditar em minha sorte. Oliver se aproxima e parece receoso de tocar na criança. Provavelmente ainda se sentia culpado pelo que aconteceu. Dou um fraco sorriso e afasto nosso filho com cuidado, fazendo sinal para que ele o pegasse.
Oliver parece surpreso, mas sorri agradecido e pega o filho no colo com os olhos brilhando em alívio e amor. Tony abraça o pescoço do pai na mesma intensidade que me apertava. Oliver fecha os olhos e suspira, apertando-o ainda mais contra si, provavelmente para ter certeza de que ele estava realmente em seus braços. Sorrio e volto a encarar Natasha, que também sorria docemente para a cena.
— O que está fazendo aqui? Pensei que ainda estivesse em Marrocos. — Comento com a ruiva e ela me encara com um sorriso cansado.
— Na verdade, eu estou em Hawkins desde o início de abril. Estou envolvida em um caso complicado. — Responde Natasha com aquele ar misterioso típico da mulher. — Eu vim ao parque de diversões em busca de algumas pistas.
Natasha Romanoff é uma agente influente da CIA e uma das minhas melhores amigas. Nós nos conhecemos por causa de Clint, com quem ela teve um relacionamento curto, mas intenso, e nos tornamos muito próximas. Com sua personalidade divertida e misteriosa, ela conquistou o coração de todos que rodeavam o excêntrico Clint Barton. De maneira surpreendente, se tornou um membro importante da família Barton e a figura feminina a ser seguida pelos sobrinhos de Clint. No entanto, do mesmo modo que chegou, a sua ida pegou a todos desprevenidos.
Ninguém sabe ao certo o motivo deles terem terminado, mas da noite para o dia ela desapareceu da vida da família de Clint sem qualquer explicação, deixando o excêntrico homem de coração partido. Pelo que eu havia escutado de Mimi e Dr. Robert, as crianças ficaram arrasadas com a ida de Natasha, que permaneceu distante de Hawkins nos últimos dez anos. Ela só conheceu e conviveu com Tony, porque sempre ia nos encontrar nas viagens que eu fazia com o garoto para outros lugares do país.
— Oi tia Tasha. — Cumprimenta Oliver, parecendo ansioso. Ele sorri de maneira nervosa para Natasha, que parecia estar se segurando para não abraçar o sobrinho postiço. — Obrigado por ter encontrado Tony. Eu não sei o que poderia ter acontecido se...
— É melhor não pensar nisso, meu Arqueiro Verde. — Oliver sorri envergonhado e ela acaricia seu rosto com doçura.
— Eu senti saudades. — Confessa o rapaz com os olhos brilhando em emoção. — Sinto como se tivesse voltado a ser criança. Você sempre aparecia quando nós mais precisávamos de você.
— Eu também senti saudades. E você sabe que pode me chamar sempre que precisar, Arqueiro Verde. — Oliver sorri nostálgico e suspira. Provavelmente aquele era o apelido que ele recebeu de Natasha quando era criança. A ruiva corresponde ao sorriso e os encara de maneira amorosa. — Apesar de tudo o que aconteceu, eu continuo amando você e seus primos do mesmo jeito.
— Eu também amo você, tia Tasha. — Declara Oliver, observando-a com atenção, enquanto acaricia as costas de Tony. — O que aconteceu, tia Tasha? Você passou anos fora, sem dar notícias. Todos nós estávamos morrendo de saudade de você e pensamentos que não se importasse mais com a nossa família. Agora você retornou para Hawkins e nem mesmo nos comunica sobre isso.
— Sinto muito por ter me afastado e não ter dado notícias. — Lamenta Natasha com sinceridade. — Eu não pude me aproximar de você por causa do caso que eu estou investigando. Mas Mon-El sempre me manteve informada sobre o que acontecia com você, sua irmã, Barry, Austin, Elena, Damon, Ben, Nancy, Aaron, Sam e Beth. Eu sei de tudo o que acontecia em suas vidas. Eu amo meus sobrinhos de coração demais para dar as costas para vocês assim. Mesmo sem contato, eu sempre tentei estar presente na vida de vocês de alguma forma. Você, sua irmã e seus primos estão sempre envolvidos em brigas. É impressionante. Acho que mesmo sem compartilhar laços sanguíneos com Clint, vocês ainda carregam o mesmo temperamento instável de seu tio.
— Quando você e o tio Clint vão conversar? Ele ainda gosta de você, tia Tasha. Mesmo depois de dez anos, ele ainda reage todas as vezes em que falamos sobre você. Todos nós sentimos falta dos acampamentos que você fazia conosco. Tudo era sempre tão divertido. A Sara... ela... — Oliver suspira, parecendo ter dificuldades para falar na garota. — Depois da morte dela, tudo ficou muito estranho. Foi quase impossível lidar com a perda dela e a sua logo em seguida.
— Sara era uma garota incrível. E eu entendo com foi difícil para você. Ela foi o seu primeiro amor. Eu também não consegui lidar tão bem com a morte precoce dela e deixar vocês foi como arrancar uma parte do meu coração sem qualquer anestesia. Quanto a Clint e eu... nós não fomos feitos para ficar juntos. — Responde Natasha, suspirando. Encaro a ruiva, dando um fraco sorriso. Ela realmente havia sofrido e muito por ter que se afastar das crianças e, principalmente de Clint. E eu sabia muito bem disso. Eu a vi chorar durante noites por isso. — Bom, agora eu preciso ir. Tenho um mistério para resolver e eu já atrapalhei demais o encontro de vocês.
— Nós não estamos... em um encontro. — Respondo, incerta. A ruiva sorri de maneira maliciosa.
— Tudo bem. Eu lamento pelo engano. Vocês estão apenas em um passeio romântico com o filho de vocês pelo parque de diversões. — Ironiza a agente da CIA e eu lanço um olhar repreendedor para minha amiga, que ri e me dá de ombros.
— Então você sabe que Tony é meu filho. — Comenta Oliver, surpreso.
— Eu não estava brincando quando eu disse que sei de tudo o que acontece na sua vida e na de seus primos. — Responde Naty, dando uma piscadela para Oliver. — Estou realmente feliz por você. Felicity é uma mulher incrível e uma mãe maravilhosa. Vocês dois formam um casal lindo e tenho certeza de que serão excelentes pais.
— Tia Tasha! — Repreende o rapaz, envergonhado.
— Para de falar besteira, Naty. Não somos um casal. Oliver tem namorada e eu sei que você sabe muito bem disso. — Lanço um olhar duro para a ruiva que gargalha, divertindo-se com a minha expressão nada amigável.
— Nunca se sabe o que o futuro nos reserva. — Responde Natasha, dando de ombros. Ela então encara o sobrinho postiço e lança uma piscadela para ele, que desvia o olhar, parecendo sem jeito. — Agora eu realmente preciso ir. Tchau, Tony. Outro dia a tia Tasha volta para brincarmos de super-heróis.
— Tchau, tia Tasha. — Despede-se o garoto, um pouco mais animado. Ele recebe um beijo estralado na bochecha e gargalha daquela forma contagiante.
Natasha encara o sobrinho de coração com carinho e o abraça junto com Tony. A ruiva então deixa um beijo na testa de Oliver e o encara por mais alguns instantes antes de se virar para mim e me abraçar com intensidade. Eu realmente sentia falta de nossos dias de garotas e todos os seus conselhos.
— Obrigada, Naty. Estarei esperando a sua visita. — Agradeço, sorrindo. Ela se acena e despedida antes de se afastar. Observo a agente desaparecer em meio a enorme multidão de visitantes do parque de diversões. Noto então que estava sendo observada pelos olhos azulados de Oliver. — O que foi?
— Nada. Eu só estou aliviado por tudo ter acabado bem. Estou feliz por termos encontrado nosso filho. — Responde Oliver, suspirando com um pequeno sorriso em seus lábios.
— Mamãe, papai, eu quero ir na roda-gigante. — Avisa Tony, apontando para a enorme atração que se destacava no parque. O sol já tinha sumido no horizonte, dando lugar ao céu escuro e as nuvens carregadas, avisando que provavelmente cairia uma forte chuva mais tarde.
— Eu não sei se é uma boa ideia, Tony. Você nos deu um susto e tanto. — Fala Oliver com seriedade para a criança. Ele realmente havia ficado apavorado. com o desaparecimento de nosso filho. Era evidente o quanto ele ainda estava tenso.
— Desculpa, papai. — Lamenta Tony, encolhendo-se no colo do pai. — Mas eu quero ir a roda-gigante. Por favor, papai.
Suspiro e encaro a enorme fila que havia para ir ao brinquedo. De todas as atrações dos parque de diversões, a roda-gigante sempre foi o meu preferido. Observo Oliver encarar o filho com receio. Ele provavelmente estava travando uma luta interna entre concordar com o pedido de Tony com seus olhos de cachorrinho pidão ou castigá-lo pelo susto que havia dado em nós ao desaparecer.
— Tudo bem. Vamos a roda-gigante. Depois disso, iremos embora. — Alerto e Tony abre um enorme sorriso, animado. — Acho que ele já aprendeu a lição.
— Obrigado, mamãe! — Agradece a criança com seus olhos brilhando e o sorriso animado nos lábios. Oliver me encara com alívio e sorri agradecido. Nego e faço sinal para irmos a uma das maiores filas do parque.
Ao chegarmos a fila do brinquedo, Oliver permaneceu quieto e pensativo. Não demora muito para que Tony acabasse caindo no sono no colo do homem. Pondero se devíamos ir embora, mas eu realmente queria ir a roda gigante, então decido que iríamos ao brinquedo mesmo que nosso menino estivesse dormindo. Encaro Oliver e o vejo dá uma risada discreta e balançar a cabeça, como se estivesse tentando afastar os pensamentos que invadiam sua mente.
— O que foi? Do que você está rindo? – Questiono com curiosidade. Ele me encara e parece surpreso ao ver que tinha sido pego.
— Não é nada. – Afirma Oliver, andando assim que a fila da roda-gigante passou a se mover.
— Se não fosse nada, você não estaria rindo. — Digo e ele parece não saber se deveria dizer ou não. — Ah, vamos lá. Eu também quero saber o que é tão engraçado.
— Nada. Eu só estava lembrando do que tia Tasha disse e de como todos do parque dizia que nós éramos um casal com o filho. – Comenta Oliver, dando risos envergonhados. – Não sei dizer se situação é mais vergonhosa ou engraçada.
Acabo sorrindo, um pouco nervosa e envergonhada. Realmente, todos no parque se referiam a nós como marido e mulher. Em algum momento, apenas paramos de tentar corrigir as pessoas e nos acostumamos. No entanto, eu ainda me questionava o motivo de não me sentir tão incomodada assim com o equivoco das pessoas. Era estranho e confuso.
— Vamos? Chegou a nossa vez. – Avisa Oliver, assim que chegamos a maior atração do parque.
O funcionário do parque abre a porta da cabine que usaríamos e Oliver estende uma mão para me guiar até o brinquedo, enquanto segurava Tony com o outro braço. Respiro fundo para acalmar a ansiedade sem sentido daquele momento e entoa no pequeno espaço junto com Oliver. Com cuidado, nós nos sentamos na cabine e não demora muito para que o brinquedo começasse a funcionar.
Observo Oliver por alguns instantes até que a roda-gigante para. Desviamos os olhos para a paisagem proporcionada pela altura que nos encontrávamos e prendo minha respiração por alguns instantes, completamente encantada encantados.
— É tão...lindo. – Sussurro. Apesar de o céu estar coberto por diversas nuvens, as luzes da cidade brilhavam intensas, afastando um pouco da escuridão da noite que cobria a cidade. – Ainda mais lindo desde a última vez que eu estive em uma roda-gigante.
Oliver desvia o olhar da imagem deslumbrante da cidade e me encara. O vento batia forte contra nós e bagunçava nossos cabelos, mas eu não me importava. Em algum momento, Oliver leva sua mão em direção ao meu rosto e coloca uma mecha de cabelo atrás da minha orelha. Nossos olhos se atraem. Há uma energia estranha entre nós. Tony continuava a dormir no colo de Oliver sem nem mesmo perceber o que acontecia.
Trovões ecoam pelo céu da cidade, enquanto os relâmpagos a clareavam por alguns instantes, dando indícios de que uma forte tempestade se aproximava. Alguns pingos finos começam a cair, mas eu nada daquilo parecia ter importância. Os olhos de Oliver pareciam tão intensos e hipnotizantes. E de repente vejo seu rosto se aproximar do meu. E estranhamente, eu não consigo me afastar. A cada centímetro mais perto, mais meus sentidos se aguçavam. Era como se eu estivesse em choque.
E por sorte, antes que fizéssemos uma besteira, um raio cai próximo ao parque, ocasionando um forte estrondo. Assustados, nós nos separamos. Vejo que uma árvore foi atingida pela descarga elétrica e estava em chamas. A chuva se tornara mais intensa. No mesmo instante, a roda-gigante começa a se mover. O tempo estava perigoso e alguém poderia se machucar se continuasse a usar os brinquedos altos.
Descemos da cabine, sem dizer nada, e corremos em direção a um abrigo, tentando proteger Tony da chuva ao máximo. Meu coração estava tão acelerado que eu sentia que poderia sair da minha boca a qualquer instante. E naquele momento eu percebi que talvez meus amigos e a família de Oliver não estivesse tão errada assim. Talvez eu realmente esteja sentindo alguma coisa por Oliver Queen. E isso é a última coisa do mundo que poderia acontecer.
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