Milagres de Junho

20 Declaração


Notas iniciais
Oii Cupcakes ♥! Como vocês estão? Espero que bem! Eu não poderia estar mais feliz! MILAGRES DE JUNHO RECEBEU SUA PRIMEIRA RECOMENDAÇÃO! Muuuuito obrigada, Nanda, sua maravilhosa. Eu amei tanto e fiquei tão emocionada que quase chorei. Obrigada de verdade. Esse capítulo é dedicado totalmente a você! E eu quero agradecer também aos comentários que recebi no capítulo passado. Fiquei muito feliz em saber que gostaram tanto do capítulo. Muito obrigada Suh Souza, Nanda, Vee Grey Smoak Queen, Mika, Fernanda Mara, EnigmaticPerfection e Elisa Queiroz. Espero que gostem desse capítulo. Boa leitura...

ROMANCES MENSAIS

LIVRO VI — MILAGRES DE JUNHO

CAPÍTULO XIX — DECLARAÇÃO

Oliver me beijou. Sem qualquer explicação ou razão lógica. Ele simplesmente me beijou em algum momento em que eu exigia explicações e me tirou todo o ar e racionalidade que ainda existia em mim. Completamente entregue a esse sentimento que transcende tudo o que já vivi ou senti antes, pela primeira vez em minha vida, eu me deixei levar pelas minhas emoções, ignorando todos os avisos de minha mente.

Com o coração ainda afoito pelo beijo, abro meus olhos e encontro os de Oliver, brilhando e me encarando com tanto desejo que sinto meu corpo arrepiar. Nossas testas continuavam encostadas e as bocas próximas o bastante para nossas respirações se chocarem, ainda alteradas pelo intenso e alucinante beijo. Preciso fazer um grande esforço para me afastar e me lembrar o motivo de estarmos em seu carro.

— Você... — Minha voz sai mais fraca do que deveria. Engulo em seco, tentado me recompor. Ainda estava atordoada demais para conseguir pensar direito. Essa é a primeira vez que um beijo me deixa com as pernas bambas e faz tanta bagunça em minha mente. — Você não respondeu as minhas perguntas.

— Perguntas? — Oliver também parecia completamente fora da realidade. Ele dá um sorriso de lado e se encosta no banco do carro, encarando o volante com o pensamento distante.

— Sim. Você disse que Tony está doente. Por que você o levou para Damon e Elena, quando deveria ter ido ao hospital? — Insisto e ele parece ficar tenso. Seu sorriso se fecha e vejo o brilho preocupado em seus olhos.

— O Tony? — Questiona Oliver, esboçando um nervosismo atípico. Acabo o encarando de maneira mais séria, buscando alguma explicação em seu comportamento.

— Sim, Oliver. O Tony. Nosso filho. Você se lembra? — Indago e ele dá um riso forçado. — O que aconteceu com o Tony? O que ele tem afinal?

— O Tony... ele... ele... ele está bem. — Gagueja um pouco e fala por fim, suspirando. Ao encontrar meu olhar analítico sobre si, ele sorri sem graça. — Eu... menti. Sabe, sobre ele... está doente.

— Você o quê?! — Exclamo, surpresa. — Por que mentiu sobre algo tão sério quanto isso? Tony passou recentemente por uma cirurgia complicada. Sabe o quanto eu fiquei assustada em te ver aqui e ainda dizendo que ele estava doente?

— Eu sei. Eu sei. Sinto muito. Eu só... — Ele suspira e fecha os olhos, levado as mãos ao rosto.

— Você o quê? — Insisto, dividida entre grita com ele por mentir sobre algo tão sério quanto a saúde de nosso filho e curiosa para saber o que o levou a fazer isso. Eu também queria saber como ele descobriu onde eu estava. Quer dizer, as únicas pessoas que sabiam que eu ia sair com a Cooper eram Peggy e Mal, que me ajudaram a escolher a minha roupa e eu tenho certeza de que não falariam nada a Oliver.

— Eu fiquei com ciúmes, 'tá legal?! Quando Thea me contou que tinha visto você entrar no restaurante do tio Clint com o doutor bonitão, eu fiquei desesperado. Já faz três semanas que você tem me ignorado e de repente fico sabendo que você está saindo com o seu ex-namorado. Eu achei que você pudesse...

— Cooper e eu não namoramos. A gente teve uma... amizade colorida. — Conto, um pouco envergonhada. Ele me encara com insatisfação. — E como foi que você ficou sabendo disso?

— Eu... hã... eu bem... — Ele se atrapalha com as palavras.

— Oliver Jonas Queen. Você por acaso andou investigando a minha vida? — Questiono, divertindo-me ao ver seus olhos quase dobrarem de tamanho.

— O quê? É claro que não. Posso ser um idiota, mas não seria tão maníaco a ponto de te investigar. — Resmunga, parecendo uma criança emburrada por eu estar desconfiando dele. O rapaz suspira e remexe suas mãos, envergonhado, ainda sem olhar em meus olhos. — Eu ouvi as enfermeiras do hospital comentando sobre vocês terem namorado antes dele ter viajado para a Angola.

— Congo. — Corrijo, revirando os olhos. Mais uma vez, eu via o ciúmes de Oliver presente em seus olhos e o bico em seus lábios, mostrando o quão insatisfeito ele estava por lembrar de Cooper. Era divertido como ele se tornava uma criança emburrada. Isso me fazia querer implicar um pouco mais com ele, ver sua frustração tão semelhante a de nosso filho. — Bom, de fato, Cooper foi alguém que marcou profundamente a minha vida.

— Sério? Que ótimo. — Ironiza, bufando em seguida. Rio de sua careta e seu bico se torna ainda maior. — Mas eu duvido que ele tenha te dado um filho tão incrível quanto o Tony.

— Você é uma criança. — Afirmo, encostando-me no banco do carro. Observo a lua cheia pela janela e o ouço se remexer ao meu lado. Parecia querer dizer alguma coisa. Permaneço quieta, apenas esperando que ele externasse o que se passava em sua mente naquele momento.

— Felicity, eu... eu amo você.

Vinda sem qualquer aviso, a declaração de Oliver me pega de surpresa. Desvio o olhar para encarar suas fascinantes orbes cerúleas e sinto um arrepio percorrer meu corpo. Sinto um forte constrangimento queimando meu rosto. Meu coração solavanca e sinto minhas mãos tremerem, desejando me jogar contra o homem que me observava com tanto encanto.

— Eu sinto muito por ter mentindo para você e usado algo tão sério como a saúde de nosso filho para te tirar de perto do Dr. Cooler. Mas eu... bem, eu não sabia o que fazer. Quando soube que você estava em um encontro com ele, eu pensei que... poderia perder você de vez. — Oliver continua, pegando minha mão com um sorriso nervoso. Nossos olhos se encontram e meu coração dispara descontrolado. Novamente, aquela atração única se faz presente. Era como se um buraco negro sugando a luz de uma estrela, puxando-me de encontro a si.

— Oliver... — Sussurro, enquanto as palavras desaparecem de minha mente.

— Você tem razão. Jamais conseguiríamos ser apenas amigos. Eu nunca amei ninguém como eu amo você. Todos os dias, eu sinto esse sentimento transmutar e se intensificar. — Revela o rapaz, acariciando meu rosto com delicadeza, quase como se eu fosse uma flor delicada e preciosa que poderia se machucar no mínimo toque. — E é por isso que eu não posso mais continuar assim. Não suporto mais ficar longe de seus olhos afiados, seus sorrisos doces e da melodia de sua risada. Eu não suporto mais essa insegurança que me corrói brutalmente todas as vezes que penso que você vai encontrar uma pessoa muito melhor do que eu. Porque eu sei que você merece isso. Eu tenho ciência de que estou longe de ser seu príncipe encantado e o homem que você desejava amar, mas eu...

E dessa vez, sou eu que o calo, puxando-o um beijo. Oliver parece paralisado por alguns instantes, sem acreditar que havia sido eu a tomar a atitude. No entanto, assim que ele corresponde, todas aquelas emoções alucinantes voltam a me invadir. Com maestria, Oliver me tem em suas mãos em questão de segundos. Suas mãos percorrem minhas costas, ocasionando naquele tremor de excitação. O ar se torna rarefeito e o calor sobe por todo o meu corpo. Minha pele parecia em chamas ao ser vítima de suas mãos fortes, apertando minha nuca e cintura com tanta autoridade.

— Eu também amo você. — Revelo, assim que nos separamos. Ele me encara sorrindo de maneira tão genuína, que acabo deixando mais alguns selos em seus lábios. — Eu realmente amo você, Oliver Queen. E é por isso que estou com tanto medo. Esse sentimento é tão intenso e avassalador que é como se você estivesse invadindo todo meu corpo. Estou com medo de toda essa necessidade que sinto de estar com você, porque me sinto vulnerável e completamente exposta quando sou alvo de seu olhar. E ainda tem a Laurel...

— O que tem a Laurel? Nós terminamos. — Afirma o rapaz com determinação.

— Assim como todas as outras vezes? — Questiono, relembrando que seu relacionamento com Laurel era conhecido como ioiô, por suas constantes brigas e retornos. — Eu soube que você está tendo problemas para ela aceitar que vocês terminaram.

— Felicity, eu... olha, eu sei que é difícil acreditar em mim, principalmente porque eu insisti nesse relacionamento ridículo fadado ao fracasso nesses últimos dez anos, mas essa é a primeira vez que eu termino. Todas as vezes foram Laurel quem decretou o fim de nosso namoro e voltou como se nada tivesse acontecido. Mas dessa vez eu estou determinado a isso. Não importa o que ela diga, eu continuarei a amar você incondicionalmente. — Afirma Oliver, deixando um selar encantador em minha mão. Seus olhos pareciam em chamas, tamanha a intensidade na qual me encarava. E novamente aquele calor fora do normal sobe pelo meu corpo. — Então confie em mim quando digo que não existe a menor possibilidade de voltarmos. Porque eu quero ficar com você, Felicity. Quero construir uma família ao seu lado. Quero ver nosso filho crescer saudável e feliz, tornando-se um homem admirável. Quero viver com você até o fim de nossas vida. Então, você poderia se tornar a minha verdadeira noiva?

— Noiva? — Questiono, rindo em descrença e nervosismo. — Acho que você está pulando uma etapa. Primeiro nós namoramos e somente depois de termos certeza de nossos sentimentos e de que realmente queremos passar o resto de nossas ao lado do outro, é que pensamos em casamento.

— Certo. Podemos ser namorados, se é o que você quer. — Ele não parece aceitar muito bem meu comentário. Ergo minha sobrancelha diante de seu bico nada maduro. — Mas, assim, você ainda vai querer casar comigo, certo?

— Você é maluco. — Sussurro, rindo da forma como ele me encarava esperançoso. Ele realmente estava falando sério. — E eu sou ainda mais insana por dizer que sim.

Oliver ri e volta a me beijar. Eu definitivamente havia enlouquecido. Essa era a única explicação plausível para eu ignorar todas as consequências que minha resposta poderia gerar. Mas talvez, essa seja uma daquelas vezes na vida em que devemos deixar as emoções falarem mais alto que a razão. Eu havia prometido a minha melhor amiga que se por acaso eu percebesse que Oliver é o cara que faz meu coração bater mais forte, deixa a sua mente em branco, me faz sentir as famosas borboletas no estômago e me faz flutuar apenas com um simples beijo, eu lutaria por ele. E é isso que irei fazer.

[...]

— Eu te avisei! — Mimi sorri largamente ao terminar de ouvir tudo o que havia acontecido na noite anterior. Suspiro e ela bate palmas, animada. Peggy também ri e me lança um olhar malicioso. — Eu disse que jogaria na sua cara quando você estivesse apaixonada e suspirando de amores por Oliver. Eu sempre soube que isso acabaria acontecendo.

Depois da noite cheia de acontecimentos surpreendentes, eu marquei de almoçar com Mimi e Peggy para desabafar e contar tudo o que aconteceu. Eu ainda não sabia como reagir depois de tantas emoções e eu sabia que apesar de receber muitos comentários e sorriso maliciosos, elas acabariam me ajudando a aceitar melhor toda essa loucura.

— Você é muito chata. — Resmungo e Mimi ri, encarando-me com aquele olhar presunçoso.

— Eu ainda não consigo acreditar que pela primeira vez na vida, Felicity Smoak está agindo por seus impulsos e não pela lógica. Quem é você e o que fez com a minha melhor amiga? — Questiona Peggy, rindo. — Você noivou antes mesmo de namorar e com um rapaz mais novo que você e adoravelmente imaturo.

— Nós estamos namorando. Eu apenas concordei que me casaria com ele. — Digo, mesmo sabendo que isso nem mesmo faria sentido. Peggy me lança aquele olhar de "você está falando sério?" e bebe um pouco de seu suco, entediada. — Olha, eu não sei. Foi tudo confuso e... incrível. — Suspiro, apaixonada. — A forma como ele me olhava e se declarou fez eu me sentir em um conto de fadas. Ele estava tão lindo e apaixonável.

— E como Tony reagiu ao saber que os pais estão finalmente juntos? — Pergunta Mimi, encarando-me com curiosidade. — Ele deve estar para soltar fogos de artifícios.

— Ele ainda não sabe. Na verdade, preferimos esperar um pouco para contar para ele. Laurel continua aparecendo na casa de Oliver e o perseguindo na faculdade. Essa semana ela furou todos os pneus do carro de Oliver e disse que arranharia o veículo se ele não voltasse com ela. — Conto e elas me encaram assustada.

— Essa garota é psicótica. — Comenta Peggy, parecendo se arrepiar com o pensamento. — É bom você ter cuidado com ela. Nunca se sabe o que pessoas instáveis como ela podem fazem.

— Eu sempre soube que essa garota tem sérios problemas. — Afirma Mimi, suspirando. — Ela já teve tantos surtos de ciúmes com Oliver, que cheguei a temer pela vida dele. Acreditam que ela passou com o carro por cima do gato dele duas vezes apenas para se vingar dele?

— O quê? — Peggy arfa e arregala os olhos, assustada. — O que ele fez de tão terrível que fez ela se vingar de forma tão cruel de um animal indefeso?

— Eu não me lembro direito o que aconteceu, mas parece que eles discutiram por causa de Sara e em um surto de loucura, ela simplesmente decidiu atropelar o bichano para se vingar. — Responde Mimi, pensativa. — Oliver ficou bastante desolado na época. Eu realmente achei que ele terminaria com ela. Aquele gato era a última lembrança viva que o Oliver tinha da Sara. Eles o resgataram juntos e o criavam como se fosse um filho. Acho que a Laurel ficou com raiva por Oliver ainda gostar da Sara e acabou descontando sua raiva no pobre gatinho.

— Como ele pôde continuar com ela depois disso? — Sussurro, sem acreditar em como ele deveria ter sofrido nas mãos nessa maluca.

— Ela fez muito drama na época. Disse que sofria com Transtorno Bipolar e que iria começar a fazer tratamento. Meus pais ficaram furiosos quando souberam o que ela tinha feito e até mesmo tentaram interferir no relacionamento deles, temendo pela vida de Oliver. Mas por algum motivo, depois de algum tempo, eles acabaram voltando. — Relembra Mimi, bebendo um pouco de suco em seguida. — Acho que a única pessoa da família que aceitava o namoro deles era a Moira. Provavelmente por causa da amizade que ela tem com a mãe de Laurel. De qualquer forma, eles voltaram e por algum tempo, Laurel passou a se comportar como um ser humano. Mas isso não durou mais do que uns três meses e tudo voltou a ser como era antes.

— Espero que agora ele realmente se livre dessa maluca. — Fala Peggy, preocupada.

— Ele está decidido a terminar com ela. — Comento, relembrando de como ele parecia determinado quando conversamos. — O grande problema é o que ela vai fazer. Por isso, preferimos esconder nosso relacionamento. As únicas pessoas que sabem são vocês, Damon, Thea e Elena. Então, por favor, não comentem com ninguém. Já tem sido bem difícil lidar com o assédio da mídia por causa da paternidade de Tony. Acho que se não fosse por Clint, eu teria que acabar trocando de endereço. Se as pessoas souberem que eles terminaram e que já está namorando com a mãe da criança que foi revelada até uns dias atrás, é claro que todos vão achar que Oliver traiu Laurel e nossa vida vai se tornar ainda pior.

— Claro. Não iremos contar. Eu sei bem como a imprensa pode acabar com relacionamentos e com a vida das pessoas. Meu filho e nora são a maior prova disso. Felizmente, Ally voltou para Austin, mas vocês viram o ponto em que a mídia chegou para sugar mais informações de minha família. — Mimi suspira ao lembrar dos problemas que Austin e Ally passaram nos últimos meses por causa do assédio da mídia. — Eu me pergunto como Clint conseguiu controlar a curiosidade da imprensa.

— Bom, ninguém em sã consciência desafiaria Clint e seu poder. Com todos os contatos e dinheiro que ele tem, Clint consegue destruir a vida de todos aqueles que tentam mexer com as pessoas que ele mais ama. — Comenta Peggy, mexendo seu suco com o canudo que usava. — De qualquer forma, eu já estou feliz por você finalmente ter aceitado seus sentimentos. Oliver parece ser uma pessoa incrível e é um ótimo pai.

— E ele realmente te ama. Quer dizer, ele te deu o posto que Laurel tem lutado nos últimos dez anos em apenas dois meses. — Complementa Mimi, rindo. Ela se vira para Peggy com um olhar divertido. — Você precisava ver como ela insistia em dizer que era noiva de Oliver e ele sempre a corrigia dizendo que eles eram namorados. Eu sempre precisava me esforçar para não ri da cara que ela fazia.

— Eu queria ter a coragem que ela tinha de continuar insistindo em se chamar de noiva, depois de tantas cortadas que Oliver deu nela. — Comento, rindo ao lembrar de uma das vezes que presenciei essa correção sendo feita.

— Você não precisa disso. Ele já deixou bem claro que deseja se casar com você. — Responde Peggy, rindo com Mimi. Acabo rindo do comportamento idiota de minhas amigas.

— De qualquer forma, teremos que remarcar aquele dia no spa que marcamos. Eu concordei em acampar com Oliver e Tony no próximo fim de semana, quando nós dois tivermos uma folga no hospital. — Conto e Peggy me encara surpresa.

— Você? Acampando? O que está acontecendo com o universo? — Brinca minha melhor amiga, rindo em descrença.

— Mas não era você que tinha medo de insetos e por isso nunca ia em acampamentos? — Questiona Mimi, confusa.

— Sim, mas os dois estão insistiram tanto que eu acabei concordando. Infelizmente, a teimosia que Tony herdou veio do pai. — Resmungo, relembrando o quanto tinha sofrido com os pedidos incessantes de Oliver e Tony.

— Seja teimoso e inteligente como um Barton. — Mimi declama o lema da família Barton e eu acabo suspirando. — Você entrou para a família, Fefeh. E acho que nem preciso dizer o quanto eles levam a sério esse lema. Precisa se acostumar com a intensa teimosia dos sobrinhos de Clint.

— Nem me fale. — Suspiro, cansada só de pensar em como seria trabalhoso lidar com Oliver e a sua versão em miniatura ao mesmo tempo.

— Mas eu tenho certeza de que esse acampamento será bem interessante. — Comenta Peggy, sorrindo maliciosa. — Vocês sozinhos, no meio do mato. Ai você dá aquele surto assim que vê um inseto. Ele então vira seu herói e te leva para dormir na barraca dele. E bum! Uma linda e intensa noite de amor.

— Você é ridícula! — Digo, envergonhada e Mimi acaba rindo com minha melhor amiga. — E não vamos estar sozinhos. Tony também irá. Esqueceu?

— Se você está dizendo. — Declara Mimi, usando o mesmo tom de Peggy. As duas trocam olhares e logo começam a rir. — Só queria lembrar você que algumas semanas atrás você também me disse que nunca se envolveria com Oliver e agora vocês estão noivos. Porque você sabe. Eu avisei.

— Vai continuar jogando isso na minha cara? — Pergunto, frustrada e envergonhada.

— Com certeza. Farei isso até o último dia de minha vida. As minhas últimas palavras para você serão: Eu te avisei. — Brinca Mimi, encarando-me com divertimento.

— Eu desisto de vocês. — Resmungo, voltando a me concentrar na minha comida. Elas riem, divertindo-se com o meu comportamento tímido. Depois de alguns minutos as observando, acabo sorrindo também e suspiro. — De qualquer forma, muito obrigada.

— Pelo que está nos agradecendo? — Pergunta Peggy, confusa. — Por jogarmos na sua cara que estávamos certas esse tempo todo?

— Não. — Bufo e Peggy ri. Suspiro mais uma vez e as encaro com seriedade. — Por vocês me darem tanto apoio, me ouvirem e me aconselharem. Eu acho que nunca estive tão feliz como agora.

— Saber que você está feliz é o suficiente para nós, Fefeh. — Afirma Mimi, pegando em minha mão. Peggy balança a cabeça, concordando. Estaremos com você sempre que precisar. Muita coisa ainda estar por vir e pode ser que as coisas fiquem complicadas, mas nunca se esqueça de que pode sempre contar com a gente.

— Nós te amamos, Feli. — Completa Peggy, colocando sua mão sobre a minha livre.

Sorrimos de maneira cúmplice e eu não poderia estar mais grata. Aos poucos, eu sinto que finalmente estou perto de criar a família que sempre sonhei. E mesmo sabendo que Laurel ainda pode atrapalhar a minha vida, com meus amigos e minha nova família ao meu lado, sinto que posso superar qualquer obstáculo.

Notas finais
Família Cupcake 2.0: https://chat.whatsapp.com/BbOG6KJnuHy2dQIs1sC9Ss Cupcakes da Lara: https://www.facebook.com/groups/677328449023646 Instagram: @_cupcakesdalara